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Em 2022, estabeleça metas, não resoluções

Redação Informe 360

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Todo final de ano nós dizemos a nós mesmos: “Neste próximo ano eu vou …” E então termina o novo ano e repetimos o ciclo novamente. Uma pesquisa mostra que 80% das resoluções de ano novo são abandonadas ou no início de fevereiro. Por quê? Porque as resoluções de Ano Novo raramente têm etapas. Muito pelo contrário, elas são criadas a partir da pressão dos colegas com base em uma data arbitrária.

É bem sabido que comer melhor ou fazer dieta e praticar exercícios está no topo da lista de resoluções, mas isso não é possível. O que significa comer melhor? E o que constitui “exercício”?

1. Reflita sobre todas as áreas de sua vida para determinar onde você está e para onde deseja ir. A rigor, as metas são o objeto de sua ambição ou esforço. Nossas vidas não estão centradas em torno de regras comuns. Somos seres complexos. Logo, reflita sobre as áreas pessoal (relacionamentos, saúde), profissional (dinheiro, motivação profissional), emocional (saúde mental) e espiritual (autorrealização, autocuidado) de sua vida.

A reflexão será diferente para cada pessoa. Você pode fazer isso sozinho ou com amigos e familiares. Esta é a primeira etapa para determinar seus objetivos. Se seus objetivos não têm significado, é improvável que você os alcance – especialmente se eles forem muitos. Escolha seus cinco primeiros para começar.

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2. Anote suas metas SMART para as áreas de sua vida que você está comprometido em mudar. Use o acrônimo SMART para definir metas.

Seja específico. Seus objetivos devem responder às perguntas sobre o que você deseja realizar e por que isso é importante para você.
Certifique-se de que seja mensurável. Quantifique sua meta de uma forma que você tenha controle. Não confie em outra pessoa para medir seu sucesso, como receber um aumento. Isso está fora do seu controle.

Certifique-se de que seu objetivo seja alcançável. Mesmo os objetivos mais elevados podem ser alcançados. Tudo começa com uma única etapa.
Determine a relevância. Por que isso é importante para você agora? Este objetivo é relevante em sua vida? A relevância é particularmente importante ao definir objetivos profissionais.

Limite de tempo significa definir um prazo específico para cumprimento. Um prazo final cria um senso de urgência para nos motivar a agir.
Aqui está um exemplo: vou emagrecer cinco quilos (específico e mensurável) antes do meu exame de check-up (relevância) em fevereiro (limite de tempo), substituindo meu bolinho matinal por um pedaço de fruta (alcançável).

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3. Escreva seus objetivos onde você possa vê-los. Eu sou um verdadeiro crente em afirmações, painéis de visão e visualização. Eu acredito que você deve escrever seus objetivos onde você possa vê-los todos os dias. Há uma razão pela qual atletas fazem exercícios de visualização – até mesmo a ciência afirma que isso causa um impacto. Quando anotamos nossos objetivos e fechamos o caderno, semanas se passam sem vermos ou revisitarmos  nossos objetivos. Colocá–los onde você possa vê-los os mantém na memória.

4. Conte a um amigo. Uma nova pesquisa mostra que, se você contar seus objetivos às pessoas certas, é mais provável que os mantenha. Responsabilidade, certo? Você precisa contar a alguém de sua confiança – um amigo ou mentor. No entanto, essa mesma pesquisa descobriu que falar sobre seu plano para atingir a meta é mais eficaz do que dizer a alguém sua meta. E então mantenha-os informados sobre seu progresso.

O interessante, no entanto, é que quando fala publicamente de seus objetivos, os estudos mostram que você obtém a mesma satisfação que cumpri-los e, portanto, é menos provável que você os cumpra. Portanto, não diga a todos!

5. Seja flexível. Às vezes, nossos objetivos se tornam desatualizados ou irrelevantes. Livre-se disso. Estabeleça novas metas se for relevante ou veja como você pode ajustar os outros objetivos que escolheu.

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Um estudo conduzido pela professora Dra. Gail Matthews mostrou que os entrevistados tinham 42% mais probabilidade de atingir seus objetivos quando os escreviam. A taxa de sucesso para atingir os objetivos foi de 76% quando os participantes do estudo escreveram seus objetivos, desenvolveram um plano, contaram a um amigo e o mantiveram informado.

Portanto, neste ano, quando você comemora o Ano Novo, reserve um tempo para refletir sobre onde você está e onde deseja estar. Defina suas grandes metas audaciosas e ousadas para 2022. Escreva-as e divida-as em etapas pequenas e gerenciáveis ​​que você pode compartilhar com um mentor de confiança. E não se esqueça de comemorar suas vitórias.

Fonte: forbes.com.br/carreira/

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Senado aprova crime de vicaricídio com pena de até 40 anos

Redação Informe 360

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) projeto que altera a legislação para criação do crime específico de vicaricídio, quando agressor assassina filhos, parentes ou pessoas próximas como forma de causar sofrimento a uma mulher.

O crime será considerado hediondo e as penas serão de 20 a 40 anos de reclusão mais multa. O texto vai para sanção presidencial.

A proposta já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada, e altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos.

“Nessa modalidade de violência, instrumentalizam-se terceiros, sobretudo filhos, ascendentes e pessoas sob cuidados como meio de punir, controlar, causar sofrimento à mulher. Ao reconhecer expressamente essa prática no sistema jurídico e calibrar as consequências penais e protetivas, os projetos corrigem uma lacuna que hoje depende de arranjos interpretativos pouco uniformes, melhoram a triagem de risco pela rede de atendimento e fortalecem a capacidade do Estado de prevenir a escalada letal”, explicou a relatora Margareth Buzetti (PP-MT), autora do substitutivo aprovado ao PL 3.880/2024.. 

A pena poderá ser aumentada em um terço nas seguintes situações:

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– crime praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento

– crime contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência

– descumprimento de medida protetiva de urgência.

A tipificação específica do crime ocorre após um mês de o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, ter atirado e matado os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, ter tirado a própria vida. O crime foi cometido para atingir a mãe das crianças. 

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* Com informações da Agência Senado

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CIDH condena operação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio

Redação Informe 360

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Operação Contenção, liderada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em outubro de 2025, provocou 122 mortes e produziu imagens perturbadoras de corpos enfileirados em uma rua do bairro da Penha, na zona norte. Os resultados para a segurança pública, no entanto, foram considerados inúteis. A conclusão está no relatório publicado nesta sexta-feira (6) pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

“Longe de enfraquecer estruturalmente o crime organizado, a intervenção aprofundou o sofrimento comunitário, reforçou a desconfiança institucional e elevou padrão histórico de violência estatal a novo patamar de gravidade”, diz um dos trechos do relatório.

Para os membros da CIDH, a Operação Contenção repete o padrão de segurança pública no país: operações policiais extensivas, militarização de territórios e endurecimento punitivo. Há preferência por ações letais, mesmo em contexto de risco alto para a população civil.

Rio de Janeiro (RJ), 22/12/2025 - Retrospectiva 2025 - Foto feita em 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contensçao.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Famílias choram por mortos na Operação Contenção – Tomaz Silva/Agência Brasil

De acordo com a comissão, o aumento de mortes não resulta em redução da criminalidade. Além de gerar graves violações de direitos humanos, o modelo é ineficaz. Integrantes dos grupos criminosos são substituídos, e redes ilícitas são refeitas.

Leia aqui o relatório completo.

Metodologia

Membros da instituição visitaram a cidade nos cinco primeiros dias de dezembro de 2025. Reuniram-se com autoridades de diferentes níveis de governo, organizações da sociedade civil, especialistas e pessoas defensoras de direitos humanos, e familiares de vítimas da operação policial.

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Para o relatório, também foram utilizados dados de instituições públicas e conteúdos jornalísticos. Há, pelo menos, doze menções a matérias publicadas pela Agência Brasil sobre a operação e outros tópicos relacionados à segurança pública.

Foram identificadas deficiências na investigação, como falta de preservação de cenas de crime, fragilidades na independência pericial, falhas na cadeia de custódia e índices extremamente elevados de arquivamento.

A CIDH tem como missão defender grupos vulneráveis e consolidar a democracia na América. O órgão pode fazer visitas, relatórios, receber petições de Estados-Membros e levar casos de violação para a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). O Brasil já foi condenado internacionalmente pelos massacres de Acari (1990) e de Nova Brasília (1994 e 1995).

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Recomendações

O relatório da CIDH afirma que é necessário implementar mudança profunda na forma de lidar com os problemas socioeconômicos e de segurança pública. Conclui que políticas de inclusão, prevenção e justiça eficaz são os únicos caminhos para “romper o ciclo histórico de morte, encarceramento e impunidade que marca a experiência de favelas e periferias urbanas no Brasil”.

De forma mais detalhada, são apresentadas recomendações para o Estado brasileiro. 

Entre os principais pontos citados pela CIDH, estão:

  1. Privilegiar estratégias de prevenção e políticas públicas abrangentes nos territórios.
  2. Priorizar a alocação de recursos para ações de inteligência, com atenção especial ao monitoramento de fluxos de capital, transações econômicas comerciais, trânsito de importação e exportação.
  3. Fortalecer mecanismos de controle sobre a circulação e o tráfico ilícito de armas de fogo, por meio de sistemas eficazes de rastreabilidade.
  4. Revisar protocolos das forças de segurança locais, estaduais e federais, assegurando seu alinhamento com normas internacionais de direitos humanos.
  5. Assegurar autonomia funcional e estrutural dos órgãos periciais, desvinculando o Instituto Médico-Legal da estrutura policial.
  6. Fortalecer o controle externo exercido pelo Ministério Público sobre a atividade policial, garantindo sua independência em relação às forças de segurança.
  7. Fortalecer mecanismos permanentes de coordenação e cooperação interinstitucional entre níveis federal, estadual e municipal.
  8. Reformar a legislação para garantir mecanismos de federalização automática da investigação de casos emblemáticos de chacinas (massacres) policiais.
  9. Fortalecer a produção, a sistematização e a divulgação de dados estatísticos confiáveis, verificáveis e desagregados, em especial nas dimensões étnico-racial, de gênero, lugar de residência e idade.
  10. Garantir investigações minuciosas, independentes e imparciais sobre todas as mortes, lesões e desaparecimentos ligados à “Operação Contenção”.
  11. Assegurar uma reparação adequada, rápida e integral a todas as vítimas da violência policial e seus familiares, incluindo medidas de compensação financeira, assistência médica e psicológica.

Operação Contenção 

A Operação Contenção, promovida pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou cerca de 122 pessoas mortas. O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos.

No total, foram feitas 113 prisões, sendo 33 de presos de outros estados. Foram recolhidas 118 armas e 1 tonelada de droga. O objetivo era conter o avanço da facção Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 expedidos pela Justiça do Pará.

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A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e as ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteio, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde.

Moradores da região, familiares dos mortos e organizações denunciam operação como uma “chacina”. Cadáveres recolhidos pelos próprios moradores das matas que circundam a região foram encontrados degolados e com sinais de execução. 

Por: Agencia Brasil

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PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

Redação Informe 360

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No balanço da Operação Rodovida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (23), que das 1.172 mortes nas estradas federais brasileiras registradas nos últimos 66 dias, um total de 514 vítimas esteve em acidentes que envolveram veículos de carga. O número representou 43,93% do total.

Os acidentes com esse tipo de veículo totalizaram 3.149  casos. Eles representam 23,81% do total de sinistros nas estradas. Os dados foram apresentados em evento na cidade de Aracaju (SE) no encerramento da operação. 

A Operação Rodovida começou em 18 de dezembro do ano passado e durou até o último domingo (22). 

A corporação afirmou que, dentre esses acidentes com veículos de carga, as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, com 288 no total (o maior número). 

Mortes no carnaval

Durante o período carnavalesco, pelo menos 130 pessoas morreram nas estradas. Segundo a corporação, foi o carnaval mais violento da década. 

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Os números mostraram ainda um aumento de 8,54% nos acidentes de trânsito graves durante os dias de folia. A  maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.

Alta velocidade

Durante toda a Operação Rodovida, ao menos 1,2 milhão de veículos dos mais diferentes tipos apresentaram excesso de velocidade. Outros números que trouxeram preocupação à corporação foram de  58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas embriagados ao volante. 

Segundo a PRF, a proposta da operação foi de fazer a segurança nos períodos de maior movimentação nas estradas, o que incluiu as férias escolares e as operações Natal, Ano Novo e Carnaval. 

Celular ao volante

Segundo ainda a corporação, foram flagrados também 9,6 mil condutores utilizando o celular enquanto dirigiam. Além disso, 54,5 mil pessoas não usaram o cinto de segurança ou a “cadeirinha” para crianças até quatro anos de idade. 

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Entre os ocupantes de motocicletas, 10,3 mil pessoas não usaram o capacete. Entre os motoristas profissionais (de ônibus ou caminhão, por exemplo), 17,1 mil não respeitaram a Lei do Descanso (que estabelece ao menos 11 horas de pausa em um dia).

Agencia Brasil

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