Cidades
Situação da dengue em Campos é crítica, diz diretor do CRD

A dengue é uma doença infecciosa aguda, uma arbovirose transmitida ao homem por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. A situação da doença no estado do Rio de Janeiro nunca esteve tão crítica, segundo informou o diretor do Centro de Referência da Dengue (CRD), Luiz José de Souza. O médico ressalta que o município de Campos deve entrar em epidemia em poucos dias e demonstra preocupação, já que a cidade começou a registrar casos da patologia antes do previsto, entre os meses de janeiro e fevereiro.
O infectologista explica que, geralmente, a epidemia é localizada por regiões. No entanto, neste ano, tendo em vista o mapa do estado, a doença vem se alastrando, simultaneamente, por todas as regiões.

“Trabalho na assistência há 22 anos e nunca vi a situação chegar como estamos vendo este ano. É preciso levar em consideração, também, que chuva e calor são favoráveis para a proliferação do mosquito, por isso, que nós tivemos muitos casos em janeiro e fevereiro, período esse atípico para a região, já que o pico de dengue costuma ser nos meses de abril, maio e junho”, destacou o diretor.
Em Campos, dos quatro sorotipos existentes, o tipo 2 é o principal em circulação, há pelo menos dois anos, causando quadros de sinusites, lesão pleural e abdominal (ascite), com evolução para choque séptico. Luiz José pontua que os casos de dengue no município estão em uma proporção de 90%. Porém, há ocorrências de chikungunya e Covid-19, simultaneamente.

“Estamos trabalhando arduamente para que não tenhamos óbitos. Para isso, orientamos os munícipes para que assim que aparecerem os primeiros sintomas, iniciem o mais rápido possível a hidratação, seja com água mineral, água de coco, sucos naturais ou soro caseiro. Essa é a nossa recomendação. A dipirona também é recomendada, já que seu princípio ativo não é metabolizado pelo fígado”.
O médico aconselha que o paciente só deve procurar o CRD em caso de sinais de alarme, como dor abdominal intensa; hemorragias; queda abrupta da pressão arterial; muita prostração, entre outros sintomas. “Esses pacientes precisam estar sendo acompanhados em um hospital ou no CRD, pois o quadro pode evoluir para hipotensão, seguido de choque. Lembrando que a morte por dengue é por choque, por falta de líquido.
PACIENTES — A auxiliar de escritório e estudante universitária Thirza Amaral Arquejada Noronha, de 20 anos, sabe muito bem os transtornos que a doença causa, principalmente na mudança brusca da rotina, pois, dependendo do quadro, o paciente fica incapacitado até mesmo de andar.
Foto: Kelly Maria / Divulgação

“Cheguei da faculdade nessa quinta-feira (22) com muita febre e dor no corpo. Quando foi na sexta de manhã (23), os sintomas se intensificaram e procurei o serviço de saúde”, disse ela que saiu do CRD com o retorno agendado para esta segunda-feira (26).
Já a técnica de enfermagem Joelça Gomes Rangel, de 41 anos, começou a apresentar os sintomas na última segunda-feira (19). Ela relatou que teve febre alta, dor abdominal e vômito.
Foto: Kelly Maria / Divulgação

“Estava muito debilitada, com dor e fraqueza nas pernas. Agora, já estou no recurso, recebendo hidratação venosa e vou retornar semana que vem para nova avaliação”.
A copeira Suelen da Silva Machado, 30 anos, conta que já teve chikungunya e agora vem sofrendo com os sintomas da dengue.
Foto: Kelly Maria / Divulgação

“Estou tendo febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e muito enjoo. Não desejo para ninguém isso”.
Fonte: Secom/PMCG – Por: Kelly Maria – Foto: César Ferreira
Cidades
SJB: IPTU com 20% de desconto na cota única até a próxima terça

Os contribuintes de São João da Barra têm até a próxima terça-feira, dia 10 de março, para quitar o IPTU 2026 em cota única, com 20% de desconto. O mesmo prazo vale para quem optar pelo parcelamento, já que nesta data vence também a primeira das 10 parcelas previstas. O boleto inclui ainda a Taxa de Coleta de Lixo Domiciliar.
As guias de recolhimento estão disponíveis desde o dia 1º de fevereiro, tanto de forma virtual quanto no setor de Tributos da Prefeitura (Rua Barão de Barcelos, 88, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Para quem quitar a primeira parcela em 10 de março, os vencimentos seguem até dezembro, sempre tendo como limite o dia 10. As exceções são os meses de maio (dia 11), agosto e outubro (dia 12).
O vencimento da Taxa de Localização de Estabelecimento foi em fevereiro e os contribuintes tiveram a opção do parcelamento em três vezes, fevereiro, março e abril.
A Secretaria Municipal de Fazenda anunciou desde o início de janeiro as datas de vencimento do IPTU e da Taxa de Localização. A medida visa melhor planejamento dos contribuintes, já que pagamentos feitos após os prazos terão acréscimos.
Confira o calendário de vencimento do IPTU:
Cota única ou 1ª parcela – 10/03/2026
2ª parcela – 10/04/2026
3ª parcela – 11/05/2026
4ª parcela – 10/06/2026
5ª parcela – 10/07/2026
6ª parcela – 12/08/2026
7ª parcela – 10/09/2026
8ª parcela – 12/10/2026
9ª parcela – 10/11/2026
10ª parcela – 10/12/2026
Fonte: Comunicação/PMSJB
Cidades
SJB realiza campanha pelas vítimas das chuvas em Minas Gerais

São João da Barra aderiu à corrente de solidariedade em favor das vítimas das enchentes no estado de Minas Gerais com o anúncio pela prefeita Carla Caputi, nesta sexta-feira, 27, de uma campanha de arrecadação. Água mineral, alimentos não perecíveis, cobertores, roupas e material de limpeza e de higiene pessoal podem ser entregues na Defesa Civil Municipal, todos os dias 24h, ou em uma das seis unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
O pedido à população é que, dentro da possibilidade de cada um, faça a doação no ponto de recolhimento mais próximo de sua residência (endereço de cada um deles ao final da matéria). Todo o material será enviado pela Prefeita à região em uma data ainda a ser definida.
— Conclamamos toda a nossa população para que possa aderir a essa campanha. É um gesto de solidariedade e de amor ao próximo de nosso município em favor dos nossos irmãos de Minas Gerais que passam por esse momento de extrema dificuldade em razão das chuvas. Tenho certeza que teremos um grande resultado nesta iniciativa — disse a prefeita Carla Caputi.
Durante a semana, o elevado volume de chuvas na Zona da Mata Mineira provocou alagamentos generalizados, enxurradas, interdições viárias, deslizamentos de encostas, soterramentos e desabamentos estruturais em municípios da região. Até quinta-feira, 26, haviam sido confirmadas 59 mortes, sendo 53 em Juiz de Fora e seis em Ubá, além de 15 pessoas ainda desaparecidas, mais de 250 desabrigadas e e 5.510 desalojadas.
Endereço dos pontos de arrecadação
CRAS Atafona
Rua Carlos Silva de Oliveira, nº 41 – Atafona
CRAS Grussaí
Avenida Liberdade, nº 333 – Grussaí
CRAS Barcelos
Rua Adelina Ribeiro da Silva Barbosa, s/n – Barcelos
CRAS Sabonete
Rua da Praça de Sabonete, s/n – Sabonete/Cazumbá
CRAS Açu
Rua Maria Clarinda, s/n – Açu
CRAS Sede (Centro)
Rua do Rosário, nº 81 – Centro
Defesa Civil Municipal
Rua Barão de Barcelos, s/n – Centro
Cidades
SJB inicia licitação de estudos para conter avanço do mar em Atafona e no Açu

A Prefeitura de São João da Barra iniciou na última sexta-feira, 20, a licitação destinada à contratação de empresa especializada na realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para elaboração do projeto de contenção da erosão costeira no município. Três empresas apresentaram suas propostas e a documentação inicial foi verificada.
A sessão será retomada na próxima quarta-feira, 25, quando ocorre a análise técnica detalhada da habilitação das empresas, sob a avaliação da comissão especializada, que foi nomeada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Posteriormente, ocorrerá a avaliação das propostas técnicas e comerciais, definindo a empresa vencedora.
O processo licitatório é realizado na modalidade Concorrência Presencial, do tipo Técnica e Preço, com adjudicação global. O objetivo é desenvolver um estudo que subsidie ações de prevenção e controle da erosão marítima e fluvial, em conformidade com o Guia de Diretrizes de Prevenção e Proteção à Erosão Costeira (2018) e com a Lei Federal nº 14.714/2023, que estabelece medidas para o enfrentamento da erosão nos municípios da zona costeira brasileira.
A prefeita Carla Caputi destaca que a busca por soluções efetivas para conter o avanço do mar no litoral sanjoanense sempre esteve entre as prioridades da gestão, inclusive como pauta central na interlocução com o Governo Federal e na busca de recursos junto a parlamentares. Contudo, observa que o problema é complexo, e não se resolve apenas com vontade ou decisão política.
— É necessário seguir estudos técnicos rigorosos, para que as ações sejam corretas e eficazes. Dialogamos, frequentemente, com outros entes federativos e órgãos ambientais que nos solicitam estudos técnicos e atualizados, para garantir que o recurso público seja aplicado da forma certa e com resultados reais. E acreditamos nisso ao realizar essa licitação, de um projeto inédito no país, que exigiu a observância de diversas etapas e análises específicas devido à sua grande complexidade técnica e ambiental — pontuou a prefeita.
O fenômeno da erosão impacta o território sanjoanense há algumas décadas e segue como um dos maiores desafios ambientais do país. O Ministério Público Federal, inclusive, já chegou a apontar que, até o momento, não existem estudos conclusivos capazes de embasar uma solução definitiva, razão pela qual o município está contratando um estudo robusto, com metodologia reconhecida e diretrizes de órgãos federais.
— Trata-se de um processo rigoroso, transparente e altamente técnico, essencial para garantir que o município contrate a solução mais qualificada para enfrentar o fenômeno da erosão costeira com responsabilidade, segurança e base científica. Seguimos avançando com planejamento, seriedade e compromisso com a proteção do nosso território, das nossas comunidades e das futuras gerações — salientou a secretária municipal de Meio Ambiente, Marcela Toledo.
Em Atafona, acontece uma das mais severas erosões costeiras do Brasil, já reconhecida em relatórios da ONU como um dos casos mais críticos de elevação do nível do mar no país e um dos reflexos das mudanças climáticas. Comunidades pesqueiras estão ameaçadas e ecossistemas vitais, como os manguezais da foz do Rio Paraíba do Sul, encontram-se em risco. Na praia do Açu, o processo de erosão também tem chamado a atenção nos últimos anos.
Fonte: Fonte: Secom/PMSJB

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