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3 Indícios de Crescimento Pessoal Que Passam Despercebidos

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Algumas das formas mais significativas de crescimento que uma pessoa pode experimentar acontecem abaixo do nível consciente de percepção. Normalmente, elas se manifestam primeiro como desconforto, ambiguidade ou até mesmo uma sensação de regressão. Na verdade, quando o crescimento ocorre no nível mais profundo do indivíduo, é comum que ele subestime esse processo ou o interprete de maneira equivocada.
Como psicólogo, frequentemente vejo pessoas que acham que estão “paradas” justamente no momento em que algumas das mudanças internas mais importantes estão acontecendo. Isso ocorre porque a mente raramente anuncia essas transformações com clareza. Em vez disso, elas são reveladas indiretamente por meio de mudanças na forma como a pessoa reage a determinadas situações, e não necessariamente por mudanças no que ela consegue alcançar de maneira concreta.
Aqui estão três sinais, apoiados por pesquisas, de que você pode estar crescendo de maneiras que ainda não consegue enxergar:
1. Você está menos certo, mas mais flexível
A certeza emocional, ou melhor, a falta dela, é um dos sinais mais contraintuitivos de crescimento. As pessoas costumam presumir que a cura ou a maturidade deveriam fazê-las sentir-se mais confiantes em suas reações e julgamentos. Contudo, pesquisas sobre desenvolvimento cognitivo e emocional sugerem o oposto. À medida que as pessoas crescem, seus modelos internos do mundo se tornam mais refinados e, consequentemente, menos rígidos.
Um estudo de 2022 publicado na Frontiers in Psychology aponta que maturidade psicológica e sabedoria estão associadas a uma maior capacidade de pensamento integrativo, isto é, a habilidade de sustentar múltiplas perspectivas, às vezes conflitantes, ao mesmo tempo.
Muitas vezes, é essa mudança que reduz nossas tendências a interpretações “preto no branco” e as substitui por um raciocínio mais condicional e sensível ao contexto. Embora isso melhore a tomada de decisão e a regulação emocional a longo prazo, provavelmente parecerá desestabilizador no início.
Emocionalmente, isso pode se manifestar como hesitação em momentos nos quais você antes se sentia seguro. Você pode perceber que para antes de reagir, questiona sua intuição e seus impulsos e até se sente inseguro sobre como “deveria” se sentir em situações que antes eram simples.
No entanto, indivíduos que aprendem a lidar com essa ambiguidade emocional, em vez de tentar resolvê-la rapidamente, são justamente aqueles que demonstram maior resiliência e adaptabilidade a longo prazo. Eles reagem menos, refletem mais e conseguem se ajustar melhor às mudanças nas dinâmicas interpessoais.
Nesse sentido, sentir-se menos certo não significa que você está perdendo o rumo no mundo. É mais provável que seu quadro interno esteja apenas se expandindo mais rápido do que a sua sensação consciente de segurança consegue acompanhar.
2. Você está menos reativo e mais tranquilo
As pessoas costumam supor que o crescimento se reflete na quantidade de obstáculos enfrentados, mas a realidade é que dificuldades são inevitáveis. Sob essa perspectiva, crescimento está mais relacionado ao tempo que um revés continua a consumi-lo.
De acordo com um estudo de 2018 sobre autorregulação, o crescimento geralmente vem acompanhado de mudanças nas respostas emocionais de uma pessoa. Isso significa que, em vez de reagir imediata e intensamente a emoções negativas, o indivíduo passa a se sentir mais disposto e confortável para explorá-las antes de agir impulsivamente. Ele investiga por que está sentindo aquilo e o que pode aprender dessa experiência.
Ao criar esse espaço intencional entre o estímulo e a resposta, cria-se também um intervalo. Alguns podem achar que isso equivale a “reprimir” emoções negativas, mas, na verdade, reflete uma melhora da capacidade de regulação nos sistemas executivos do cérebro.
Ao mesmo tempo, essa sabedoria e crescimento permitem resolver emoções com mais eficiência. Pessoas psicologicamente mais saudáveis não são as que passam por menos dificuldades, mas as que conseguem retornar mais rapidamente ao próprio equilíbrio depois delas. Seus sistemas nervosos completam os ciclos emocionais em vez de ficarem presos neles.
Do ponto de vista subjetivo, isso pode ser difícil de reconhecer como crescimento. Muitos esperam melhorias palpáveis, como calma constante ou ausência total de estresse. Porém, a realidade é que ainda haverá irritação, decepção ou mágoa — a diferença é que esses sentimentos deixam de dominar o dia inteiro ou provocar espirais de autocrítica e ruminação.
Essa mudança é frequentemente invisível porque ocorre na duração, não necessariamente na intensidade. Se você mede o crescimento perguntando “Ainda me sinto mal?”, talvez perca a questão mais importante: “Por quanto tempo esse sentimento me domina?” Quando as emoções passam mais rápido, isso reflete um sistema nervoso que está aprendendo a se autorregular.
3. Você está menos obcecado por seus objetivos, mas mais ancorado neles
Crescimento invisível costuma estar ligado a mudanças na motivação. À medida que as pessoas amadurecem psicologicamente, seus objetivos tendem a se tornar menos performáticos e mais internos. Trata-se de uma mudança bem documentada na teoria da autodeterminação.
Nos estágios iniciais do desenvolvimento psicológico, a motivação gira em torno de fatores externos: aprovação, conquistas, validação ou comparação. Contudo, quando ocorre um crescimento significativo após períodos de decepção ou reavaliação, os indivíduos podem começar a valorizar mais marcadores internos, como orgulho próprio, contentamento, autonomia e competência. Como resultado, suas metas se tornam menos dramáticas, menos urgentes e menos visíveis aos outros, porém mais alinhadas com seus valores pessoais.
Quando deixam de buscar conscientemente recompensas externas, podem inicialmente interpretar isso como perda de ambição ou direção. Na realidade, objetivos alinhados a valores internos e motivações intrínsecas estão associados a maior bem-estar e persistência a longo prazo. Eles só podem não parecer recompensadores no início, já que a satisfação silenciosa não é tão visível quanto o reconhecimento público.
Psicologicamente, essa mudança reflete internalização. De fora, pode parecer desaceleração. De dentro, pode soar como dúvida sobre o que “conta” como sucesso. No fim das contas, porém, são esses objetivos ancorados internamente que sobrevivem melhor ao estresse, aos fracassos e às transições da vida, muito mais do que aqueles movidos por fatores externos.
O crescimento vem primeiro; a segurança vem depois
O que une esses sinais é que nenhum deles costuma parecer especialmente reconfortante no momento. Menos certeza, reações mais lentas e objetivos mais silenciosos não são os resultados que normalmente associamos a “estar melhor”.
Isso acontece porque o crescimento raramente se anuncia com confiança. Com muito mais frequência, ele resulta em um descompasso temporário entre mudança interna e compreensão consciente. A mente se ajusta primeiro; a autoimagem vem depois. E quando as pessoas confundem essa fase de transição com fracasso, correm o risco de abandonar exatamente os processos que estão favorecendo sua maturidade.
Portanto, se o seu crescimento parece invisível, pode ser porque você está usando os marcadores errados para medi-lo. Algumas das mudanças mais importantes não aparecerão claramente no seu humor ou nas suas conquistas. Elas surgirão como qualidades ainda maiores, cujo valor tende a se revelar apenas com o tempo, e, quando isso acontece, geralmente parecem tão naturais que fica fácil esquecer o quanto foram difíceis de conquistar.
*Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.
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O Legado de Gloria Steinem: 3 Lições de Liderança da Ativista Ícone do Feminismo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Na quinta-feira (3), o mundo perdeu uma lenda e uma líder. Gloria Steinem, uma jornalista pioneira, autora estimada e ativista social que, ao longo de sua vida, se tornou uma das líderes mais reconhecidas do movimento feminista, morreu pacificamente em sua casa na cidade de Nova York aos 92 anos.
Até o fim, Steinem permaneceu engajada no trabalho pela igualdade: concedeu entrevistas, organizou encontros em sua casa em Manhattan e reuniu ativistas e pensadores para trocar ideias. Sua mensagem, às vezes, era bastante simples: “Me diga como posso ajudar.”
Em 22 de setembro, a Random House deve publicar seu livro de memórias final, “An Unexpected Life” (Uma Vida Inesperada), que resume uma carreira de mais de seis décadas.
Seu conjunto de obras abrangeu muitas áreas. Para muitos, Steinem atraiu atenção pela primeira vez como jornalista em 1963, quando se disfarçou para investigar as condições de trabalho das mulheres que trabalhavam como Coelhinhas da Playboy. Mais tarde, ela ajudou a lançar a revista New York e cofundou a revista Ms., antes de se tornar uma das principais vozes da segunda onda do feminismo.
Steinem também ajudou a estabelecer e cofundar o National Women’s Political Caucus, a Ms. Foundation for Women e o Women’s Media Center. Ela também criou o Voters For Choice, onde defendeu a Emenda dos Direitos Iguais, os direitos reprodutivos, a igualdade racial e uma maior representação das mulheres na política e na mídia.
Em 2013, o então presidente dos Estados Unidos Barack Obama concedeu a Steinem a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil do país. Ela foi introduzida no Hall da Fama Nacional das Mulheres e, em 2021, recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades, da Espanha.
A seguir, veja 3 lições de liderança de Gloria Steinem
Além do movimento que ela construiu, das histórias que contou e das vidas que inspirou, o estilo de liderança de Gloria Steinem oferece lições que seguem relevantes ainda hoje.
1. A liderança começa com a escuta
“Quero fazer justiça às mulheres que conheço, contar suas histórias”, explicou Steinem certa vez. “Não podemos empoderar as mulheres sem ouvir suas histórias.”
Em uma era em que a liderança está cada vez mais associada à visibilidade, aqueles no topo devem ouvir tanto quanto falam. Steinem tornou-se famosa por sua voz, mas grande parte de sua influência veio de escutar. Ela viajou, fez reportagens e criou plataformas para que outros contassem suas histórias.
Essa distinção é importante para os executivos de hoje. Liderança não se trata mais apenas de ter a voz mais alta na sala. Às vezes, a pessoa mais influente é aquela que compreende a experiência de todos os outros.
2. Não apenas participe da conversa; construa a plataforma
Steinem não apenas argumentou que a grande mídia precisava representar melhor as mulheres. Ela ajudou a construir uma nova mídia. Quando a revista Ms. foi lançada em 1971, era um folheto inserido na revista New York. No ano seguinte, se tornaria uma publicação independente. Na época, as revistas femininas eram amplamente dominadas por coberturas sobre beleza, casamento e tarefas domésticas.
A Ms. assumiu uma posição diferente ao abordar temas mais progressistas, entre eles a desigualdade no ambiente de trabalho, violência doméstica, direitos reprodutivos, racismo e assédio sexual. A lição? Quando as instituições existentes não oferecem espaço suficiente para uma ideia, às vezes a resposta não é lutar indefinidamente por um lugar na mesa de outra pessoa. É construir outra mesa.
Os líderes de hoje têm mais oportunidades do que nunca para fazer exatamente isso. Podcasts, newsletters, mídias sociais e comunidades digitais permitem que executivos e empreendedores construam públicos sem esperar sentados.
Steinem entendia isso, e agiu a respeito. A propriedade de uma plataforma pode transformar uma voz individual em influência institucional.
3. Grandes líderes criam mais líderes
Quando perguntaram a Steinem para quem ela eventualmente “passaria a tocha”, ela rejeitou a premissa. “Não existe uma única tocha — há muitas tochas”, disse em 2015, e acrescentou que usava a sua “para acender outras tochas.”
Essa talvez seja a lição de liderança mais importante de sua vida. Liderança não é sucessão por replicação. É multiplicação.
A influência de Steinem perdurou porque ela ajudou a criar oportunidades que poderiam continuar sem ela. Em vez de se tornar indispensável, ela dedicou décadas a ajudar outras pessoas a se tornarem poderosas.
Seu livro de memórias reforça essa filosofia. “An Unexpected Life” reflete sobre uma carreira que a própria Steinem diz que nunca poderia ter planejado completamente. “Temos a ideia de que nossas vidas são planejadas para valerem a pena”, ela disse no início deste ano. Mas argumentou que a habilidade de responder e aprender com o inesperado pode, em última análise, se mostrar mais valiosa.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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A Aliança Estratégica Entre CASA IMA E Smollan Que Encerra A Fragmentação Da Publicidade No Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A indústria do marketing se consolidou em estruturas isoladas, de agências de publicidade a operações focadas em trade. O resultado foi a criação de um ecossistema altamente sofisticado, mas excessivamente fragmentado.
Diante desse cenário, Luis Dente (CEO Latam da Smollan) e Carlos Arruda (CEO da CASA IMA na América Latina) identificaram uma oportunidade estratégica: se o consumidor não distingue onde termina a publicidade e começa o varejo, o mercado precisa passar a operar de forma totalmente integrada.
No Brasil, a estratégia ganha força ao combinar três frentes: a escala operacional e de execução da Smollan; o planejamento, a criatividade e o live commerce da CASA IMA, e a capacidade de digitalização da Smollan Digital Commerce. A ambição é transformar essas competências em uma plataforma única de crescimento para grandes marcas, inaugurando a nova era de serviços, que o Grupo chama de “AGE”.
Conectar essas disciplinas é o que o setor em ascensão exige. A premissa não é substituir especialistas, mas alinhá-los sob a mesma visão. A CASA IMA passa a atuar nas discussões estratégicas antes mesmo do briefing, enquanto a Smollan Digital Commerce se concentra na dimensão central do mercado atual: transformar atenção em transação financeira.
A inteligência artificial acelera a transformação otimizando custos, enquanto os dados permitem rastrear a jornada completa, da comunicação à venda. Com isso, a vantagem competitiva deixa de estar na criação de campanhas isoladas e passa a estar na coordenação inteligente de todo o ecossistema.
Essa mudança responde diretamente à nova realidade das jornadas de consumo. Para Arruda, a transformação exige abandonar de vez o debate sobre atuações isoladas, pois “o consumidor já integrou tudo. Ele vê uma marca, interage, recebe uma recomendação, experimenta, compra e compartilha”. A experiência de quem consome é única, e há urgência de que a indústria passe a enxergar da mesma maneira.
A união das três frentes representa, portanto, uma aposta empresarial definitiva. O futuro do marketing pertencerá a quem conectar estratégia, dados, criatividade e execução em prol de um único objetivo central, o crescimento sustentável e geração de valor para toda a cadeia.
Para conhecer mais sobre a plataforma de serviços e as inovações em marketing integrado, visite o site oficial CASA | IMA e o perfil no Instagram @casaima.inc.
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Liderança na Era da Convergência e a Construção de Legados com Propósito
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O sucesso executivo foi medido durante muito tempo por indicadores como crescimento, rentabilidade e geração de valor. Apesar de fundamentais, na Era da Convergência já não são suficientes para diferenciar os líderes que apenas administram empresas daqueles que moldam o futuro.
Além da questão do valor gerado pela organização, passa a ser questionado, de forma mais profunda, o porquê da existência da companhia.
As tecnologias exponenciais ampliaram a capacidade de crescimento em velocidade e escala inéditas, mas a tecnologia é amplificadora e acelera os impactos positivos e negativos. Por isso, o verdadeiro diferencial competitivo deixa de ser apenas tecnológico e passa a ser intencional.
Na Singularity, esse princípio aparece no Propósito Massivo Transformador (MTP): uma causa grande o suficiente para orientar decisões e direcionar a inovação para problemas que realmente importam. Ele funciona como uma bússola estratégica capaz de alinhar crescimento econômico com relevância social.
Essa talvez seja a principal mudança da liderança contemporânea. O executivo deixa de ser apenas gestor de resultados para tornar-se arquiteto de futuros.
O que diferencia as empresas longevas não é apenas a capacidade de inovar, mas a habilidade de permanecer significativas diante das transformações. Em vez de perguntar “qual será nosso próximo trimestre?”, os líderes precisam reavivar a seguinte pergunta: “Qual será nossa contribuição quando olharmos para esta década em retrospectiva?”.
Legado executivo é sobre construir organizações que continuem gerando valor quando seus líderes já não estiverem ocupando suas cadeiras. E utilizar a tecnologia para ampliar as possibilidades humanas, e não apenas a eficiência operacional.
Na Era da Convergência, a competência mais importante da liderança é integrar os atributos vistos como opostos: lucro e propósito, inovação e responsabilidade, estratégia e humanidade.
Os relatórios anuais vão registrar os resultados alcançados, mas serão as transformações provocadas que definirão o verdadeiro legado de uma liderança.
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