Saúde
8 sequelas que a diabetes deixa no corpo

A diabetes é uma doença crônica que vai muito além do controle da glicose no sangue. Quando não é acompanhada e tratada corretamente, ela pode afetar diversos órgãos e sistemas do corpo ao longo do tempo, causando danos progressivos que nem sempre são percebidos logo no início.
Essas alterações acontecem porque o excesso de açúcar circulando no sangue provoca inflamações, lesões nos vasos sanguíneos e prejuízos no funcionamento de nervos e tecidos. Com o passar dos anos, esse processo silencioso pode resultar em complicações graves, que impactam diretamente a qualidade de vida do paciente.
Entender quais são as principais sequelas associadas a diabetes é fundamental para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do acompanhamento médico contínuo. Veja a seguir como essas sequelas surgem e quais são as mais comuns em pessoas com a doença desregulada.
Tudo o que você precisa saber
O que são sequelas? Entenda sua relação com as doenças
Sequelas são alterações permanentes ou de longa duração que permanecem no corpo após a evolução de uma doença. Elas surgem quando um problema de saúde provoca danos estruturais ou funcionais em órgãos, tecidos ou sistemas, mesmo após o controle da condição principal.

Nem toda doença deixa sequelas, mas aquelas que atuam de forma contínua ou silenciosa, como a diabetes, aumentam consideravelmente esse risco. Isso acontece porque o organismo fica exposto por longos períodos a condições que prejudicam seu funcionamento normal.
As sequelas geralmente aparecem quando a doença não é diagnosticada precocemente, não recebe tratamento adequado ou permanece descontrolada por muito tempo. No caso da diabetes, níveis elevados de glicose causam microlesões que se acumulam ao longo dos anos.
Esses danos afetam principalmente vasos sanguíneos e nervos, comprometendo a irrigação e a comunicação entre os órgãos. Com o tempo, o corpo perde a capacidade de se recuperar totalmente, dando origem às complicações permanentes.
A relação entre doenças crônicas e sequelas
Doenças crônicas, como a diabetes, têm maior potencial de gerar sequelas justamente por não terem cura definitiva. O controle depende de tratamento contínuo, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular.
Quando esse cuidado não acontece, o organismo entra em um ciclo constante de agressão, o que favorece o surgimento de complicações em diferentes partes do corpo, muitas vezes de forma simultânea.
Quando começam a aparecer
As sequelas não costumam surgir logo após o diagnóstico da doença. Na maioria dos casos, elas aparecem após anos de diabetes mal controlada, principalmente em pessoas que negligenciam o tratamento ou abandonam o acompanhamento médico.

No entanto, isso não significa que apenas pacientes antigos estão em risco. Pessoas com diagnóstico tardio podem apresentar sequelas já no momento da descoberta da doença, sem sequer perceber os sinais prévios.
A importância da prevenção e do controle
Embora muitas sequelas da diabetes sejam graves, grande parte delas pode ser evitada ou retardada com controle adequado da glicemia. Alimentação equilibrada, uso correto de medicamentos e exames regulares fazem toda a diferença.

Quanto mais cedo o controle é estabelecido, menores são as chances de danos permanentes. Por isso, entender essas complicações é um passo essencial para reforçar a importância do cuidado contínuo com a saúde.
8 sequelas comuns no organismo de quem tem diabetes
É importante destacar que essas sequelas geralmente aparecem quando a diabetes fica desregulada, seja por falta de tratamento, má adesão aos medicamentos ou ausência de acompanhamento médico. O controle adequado reduz significativamente o risco dessas complicações.
Retinopatia diabética (olhos)
A retinopatia diabética é uma das sequelas mais conhecidas da diabetes e afeta diretamente a visão. Ela ocorre quando o excesso de glicose danifica os vasos sanguíneos da retina, causando visão embaçada, manchas no campo visual e, em casos graves, cegueira.

Essa complicação costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas no início. Embora nem sempre seja totalmente reversível, o diagnóstico precoce e o controle rigoroso da glicemia podem impedir a progressão da perda visual.
Nefropatia diabética (rins)
Os rins são altamente sensíveis aos efeitos da glicose elevada no sangue. A nefropatia diabética provoca a perda gradual da função renal, que pode evoluir para insuficiência renal crônica e necessidade de diálise.
Nos estágios iniciais, a condição pode ser controlada com medicamentos e mudanças no estilo de vida. Quando avançada, os danos costumam ser irreversíveis, tornando o acompanhamento médico essencial.
Neuropatia diabética (nervos)
A neuropatia diabética afeta os nervos, com foco nas pernas, pés e mãos. Os sintomas incluem formigamento, dormência, queimação, dor crônica e perda de sensibilidade.
Essa perda sensorial aumenta o risco de ferimentos não percebidos, que podem evoluir para infecções graves. Embora o dano nervoso nem sempre seja reversível, o controle da diabetes ajuda a aliviar sintomas e evitar piora.
Pé diabético
O chamado pé diabético é consequência da combinação entre neuropatia, má circulação e dificuldade de cicatrização. Feridas simples podem evoluir para infecções profundas, com risco de amputação.

Essa é uma das sequelas mais graves da diabetes mal controlada. A prevenção envolve cuidados diários com os pés, controle glicêmico rigoroso e acompanhamento médico constante.
Leia mais:
- Você sabe o que causa a diabetes? A resposta vai além do açúcar
- Diabetes tipo 5 é reconhecida como doença: entenda derivadas
- Nova técnica reverte diabetes e é esperança de cura para doença
Doenças cardiovasculares
A diabetes aumenta significativamente o risco de problemas cardiovasculares, como infarto, AVC e aterosclerose precoce. O excesso de glicose danifica vasos sanguíneos e favorece o acúmulo de placas de gordura.
Essas complicações são uma das principais causas de mortalidade em pessoas com diabetes. Embora o risco não possa ser totalmente eliminado, ele pode ser bastante reduzido com controle adequado e hábitos saudáveis.
Disfunção sexual
Alterações na circulação sanguínea e nos nervos podem causar disfunção sexual em pessoas com diabetes. Nos homens, é comum a disfunção erétil; nas mulheres, pode haver redução da libido e alterações na lubrificação vaginal.
Essas sequelas impactam diretamente a qualidade de vida e a saúde emocional. Em muitos casos, o controle da glicemia e o tratamento adequado ajudam a melhorar os sintomas.
Infecções frequentes
Pessoas com diabetes descontrolada tendem a apresentar infecções mais frequentes, principalmente na pele, trato urinário e gengivas. A cicatrização lenta favorece a proliferação de bactérias e fungos.
Essas infecções podem se tornar recorrentes e mais difíceis de tratar. O controle da glicose é essencial para reduzir esse risco e fortalecer o sistema imunológico.
Problemas cognitivos a longo prazo
Estudos indicam que a diabetes mal controlada pode estar associada a maior risco de déficit cognitivo e demência vascular ao longo dos anos. Isso ocorre devido aos danos nos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro.

Ainda que essa sequela seja mais comum em estágios avançados da doença, o controle adequado desde cedo ajuda a preservar a saúde cerebral e reduzir esse risco no envelhecimento.
O post 8 sequelas que a diabetes deixa no corpo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
![]()
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
O post Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
O post Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico

Justiça4 dias atrásNunes Marques assume presidência do TSE dia 12 de maio

Geral4 dias atrásAnvisa suspende venda de xaropes com clobutinol

Educação4 dias atrásCampos: concurso da Educação tem grande adesão e reforça confiança na rede pública

Política19 horas atrásGovernador em exercício do Rio troca comando de secretarias

Justiça19 horas atrásMalafaia vira réu no STF por falas contra generais do Exército

Esporte19 horas atrásFlamengo segura empate com Estudiantes na Argentina



















