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Saúde

O que é Sarcopenia, problema enfrentado por usuários do Ozempic e Mounjaro?

Redação Informe 360

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A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico. Durante muito tempo, ela foi associada quase exclusivamente ao envelhecimento, mas estudos mais recentes mostram que esse problema pode atingir diferentes perfis de pessoas, inclusive adultos mais jovens em determinadas situações clínicas ou metabólicas.

Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais destaque por causa do uso crescente de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro. Esses fármacos, originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, passaram a ser usados de forma ampla para perda de peso, levantando discussões sobre possíveis efeitos colaterais relacionados à preservação da massa muscular.

Entender o que é a sarcopenia, como ela se desenvolve e qual sua relação com o uso de canetas emagrecedoras é fundamental. Na matéria a seguir, explicamos em detalhes como essa condição funciona, quem está mais sujeito a desenvolvê-la e quando ela pode, de fato, se tornar um problema. Confira!

O que é a Sarcopenia?

A sarcopenia é definida como a perda gradual e generalizada de massa muscular esquelética, acompanhada da redução da força e da capacidade funcional. Esse processo compromete atividades simples do dia a dia, como levantar da cadeira, subir escadas ou carregar objetos, afetando diretamente a autonomia e a qualidade de vida.

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A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico. (Imagem: maulanasatu/Freepik)

A principal causa está relacionada a alterações naturais do organismo, como a redução da síntese de proteínas musculares e mudanças hormonais. Com o passar do tempo, o corpo passa a perder músculo mais rapidamente do que consegue reconstruí-lo, principalmente quando não há estímulos adequados, como exercícios de força.

Além do envelhecimento, fatores como sedentarismo, má alimentação, inflamações crônicas, doenças metabólicas e períodos prolongados de restrição calórica também contribuem para o desenvolvimento da sarcopenia. Em muitos casos, o problema surge da combinação de vários desses fatores ao mesmo tempo.

Sintomas e sinais mais comuns

Os sintomas da sarcopenia nem sempre são percebidos logo no início. A condição costuma evoluir de forma silenciosa, com perda gradual de força, sensação de fraqueza constante e redução da resistência física. Com o tempo, atividades antes simples passam a exigir mais esforço.

Em estágios mais avançados, podem surgir dificuldades de equilíbrio, maior risco de quedas e redução da mobilidade. Esses sinais são frequentemente confundidos com “cansaço normal” ou “falta de condicionamento”, o que pode atrasar o diagnóstico.

Público mais afetado e fatores de risco

A sarcopenia é mais comum em pessoas idosas, especialmente a partir dos 60 anos, mas não se limita a esse grupo. Indivíduos com doenças crônicas, pessoas hospitalizadas por longos períodos e aqueles que passam por emagrecimento rápido também apresentam risco aumentado.

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A sarcopenia é mais comum em pessoas idosas, especialmente a partir dos 60 anos, mas não se limita a esse grupo. (Imagem: freepik/Freepik)

Dietas muito restritivas, com baixo consumo de proteínas, e a ausência de exercícios de resistência são fatores decisivos. Por isso, mesmo pessoas jovens podem desenvolver sarcopenia em contextos específicos, como após perdas de peso muito aceleradas.

Diagnóstico, tratamento e prevenção

O diagnóstico da sarcopenia envolve a avaliação da massa muscular, da força e do desempenho físico, podendo incluir exames de imagem e testes funcionais. Não existe uma “cura” no sentido tradicional, mas o quadro pode ser controlado e até revertido, dependendo do estágio.

O tratamento inclui exercícios de força, alimentação adequada com ingestão suficiente de proteínas e acompanhamento profissional. A prevenção passa justamente por manter um estilo de vida ativo e evitar restrições calóricas prolongadas sem orientação.

Leia mais:

Qual a relação da Sarcopenia com usuários de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro?

O uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro tem se popularizado devido à sua eficácia na perda de peso. Esses fármacos atuam reduzindo o apetite, aumentando a saciedade e ajudando no controle glicêmico, o que leva a uma diminuição significativa da ingestão calórica diária.

Nem todas as pessoas que utilizam essas canetas desenvolvem sarcopenia. O problema surge principalmente quando a perda de peso ocorre de forma muito rápida e sem estratégias para preservar a massa muscular. (Imagem: Marc Bruxelle/Shutterstock)

É importante destacar que nem todas as pessoas que utilizam essas canetas desenvolvem sarcopenia. O problema surge principalmente quando a perda de peso ocorre de forma muito rápida e sem estratégias para preservar a massa muscular, como alimentação adequada e prática de exercícios.

Perda de peso rápida e massa muscular

Quando o corpo passa por uma redução calórica intensa, ele não perde somente gordura, mas também parte da perda de peso pode vir da massa muscular, ainda mais se a ingestão de proteínas for insuficiente. Esse mecanismo explica por que alguns usuários das canetas apresentam redução de força e massa magra.

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Sem estímulo muscular adequado, o organismo entra em um estado catabólico, favorecendo a degradação do músculo. Esse processo não é exclusivo dos medicamentos, mas pode ser potencializado por eles quando usados sem acompanhamento.

Quem tem maior risco ao usar essas medicações?

O risco de desenvolver sarcopenia é maior em pessoas que já apresentam baixa massa muscular, idosos, indivíduos sedentários ou aqueles que fazem dietas muito restritivas enquanto utilizam as canetas emagrecedoras. Nesses casos, a perda muscular pode ocorrer de forma mais acentuada.

A principal forma de prevenir a sarcopenia em usuários de Ozempic e Mounjaro é o acompanhamento profissional. Nutricionistas e médicos podem ajustar a dieta para garantir ingestão adequada de proteínas e calorias essenciais, mesmo com redução do apetite. (Imagem: Caroline Ruda/Shutterstock)

Por outro lado, usuários que mantêm uma alimentação equilibrada, com bom aporte proteico, e realizam exercícios de força tendem a preservar melhor a massa muscular, mesmo durante o emagrecimento induzido pelos medicamentos.

Prevenção da sarcopenia durante o uso das canetas

A principal forma de prevenir a sarcopenia em usuários de Ozempic e Mounjaro é o acompanhamento profissional. Nutricionistas e médicos podem ajustar a dieta para garantir ingestão adequada de proteínas e calorias essenciais, mesmo com redução do apetite.

Além disso, a prática regular de musculação ou exercícios de resistência é fundamental para estimular a manutenção da massa muscular. O uso das canetas, quando bem orientado, não precisa levar necessariamente à perda muscular significativa.

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Mesmo que a relação entre sarcopenia e canetas emagrecedoras exista em alguns casos, ela não deve ser tratada como regra. O problema não está no medicamento em si, mas no contexto em que ele é utilizado, especialmente quando há falta de orientação adequada.

Por isso, compreender os riscos reais e as formas de prevenção ajuda a evitar alarmismo e reforça a importância de um uso consciente, focado não apenas na perda de peso, mas também na preservação da saúde muscular e funcional.

Sarcopenia tem cura?

Não há uma “cura” definitiva para a sarcopenia, mas ela pode ser prevenida, controlada e até revertida parcialmente com tratamento adequado, focado em exercícios de resistência, alimentação rica em proteínas e, em alguns casos, suplementação, melhorando significativamente a força, mobilidade e qualidade de vida.

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Quais os sintomas da Sarcopenia?

Os sintomas incluem fraqueza e perda de massa muscular, levando a dificuldades em tarefas diárias como levantar da cadeira ou subir escadas, lentidão ao caminhar, falta de equilíbrio, quedas frequentes, menor resistência física, cansaço excessivo, e até alterações de humor como depressão.

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Saúde

Tecnologia usada na pandemia de Covid também pode ajudar a tratar câncer de pele

Redação Informe 360

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Um tratamento experimental contra câncer de pele que usa RNA mensageiro (mRNA) apresentou resultados animadores. Em estudo clínico, a terapia reduziu quase pela metade o risco de a doença voltar ou levar à morte quando usada junto a medicamento já aprovado.

A base é a mesma tecnologia usada para vacinas contra a Covid-19, mas aplicada de outro jeito. Em vez de fórmula única, o tratamento é personalizado para cada paciente, usando informações genéticas do próprio tumor para ensinar o sistema imunológico a atacar o câncer.

Tratamento usa mRNA para ‘treinar’ sistema imunológico

O medicamento experimental se chama intismeran autogene. Ele está sendo desenvolvido pela Moderna, em parceria com a Merck. E foi testado em conjunto com o Keytruda, imunoterápico já usado contra vários tipos de câncer.

Médica fazendo exame de câncer de pele
Terapia com mRNA reduziu quase pela metade o risco do melanoma voltar ou levar à morte (Imagem: Rovsky/Shutterstock)

O estudo acompanhou 157 pacientes com melanoma que havia voltado ou se espalhado após cirurgia. Parte deles recebeu o tratamento combinado; outra parte usou apenas o Keytruda. Após cinco anos, o grupo que recebeu a combinação teve queda de cerca de 49% no risco de recorrência ou morte.

O processo funciona assim: os cientistas analisam o DNA do tumor para identificar mutações específicas. Depois, o mRNA carrega instruções para o sistema imunológico reconhecer essas mutações e atacar as células cancerígenas. E o Keytruda ajuda a manter essa resposta imune ativa.

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Resultados animam, mas especialistas pedem cautela

Segundo a Moderna, o tratamento teve perfil de segurança semelhante ao do Keytruda sozinho. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, dor no local da aplicação e calafrios, sem aumento relevante de reações graves.

Apesar dos resultados promissores, especialistas ouvidos pelo Washington Post pedem cautela. Um estudo maior, já em andamento, deve divulgar novos dados ainda em 2026. Esses resultados serão decisivos para confirmar se a terapia realmente funciona e se pode avançar para aprovação e uso mais amplo.

O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele. Nos Estados Unidos, surgem mais de 100 mil novos casos por ano. Quando descoberto cedo, a taxa de sobrevivência em cinco anos chega a 95%. Mas esse número cai para cerca de 35% quando o câncer se espalha para outros órgãos.

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Saúde

O próximo salto da ciência: simular um cérebro humano num supercomputador

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Cientistas estão prestes a fazer algo que parece saído de uma história de ficção científica: a simulação de um cérebro humano num supercomputador. Com o baita avanço no poder de processamento mundo afora, pesquisadores agora possuem as ferramentas necessárias para rodar modelos que reproduzem a complexidade biológica da nossa mente.

O projeto é um salto monumental após o sucesso do mapeamento do cérebro de uma mosca-das-frutas em 2024. Enquanto o inseto exigiu o rastreio de 54,5 milhões de sinapses, recriar a arquitetura humana envolve lidar com bilhões de neurônios, o que promete revelações sobre o funcionamento do nosso pensamento.

Poder de processamento alcança o nível necessário para simular cérebro humano

Para recriar o funcionamento de uma mente humana, os pesquisadores utilizam as máquinas mais potentes do mundo, capazes de realizar cálculos que até pouco tempo atrás eram impossíveis. Esse novo patamar de hardware permite que modelos digitais suportem a fiação biológica de escala humana, funcionando como um espelho de células reais num ambiente virtual.

Biocomputação: como mini cérebros estão impulsionando a próxima era da IA
Com o avanço no poder de processamento mundo afora, pesquisadores agora possuem as ferramentas necessárias para simular um cérebro humano num supercomputador (Imagem: Sergey Nivens/Shutterstock)

O desafio técnico não reside apenas na quantidade bruta de dados, mas na velocidade com que eles interagem entre si. A meta agora é simular o disparo sincronizado de bilhões de células nervosas, o que deve permitir observar em tempo real como a informação flui através da rede. Pela primeira vez, a tecnologia consegue acompanhar o ritmo biológico de processamento.

Essa simulação se apoia no crescente entendimento sobre o conectoma, o “mapa de fiação” do cérebro no qual cada conexão é detalhada. Sabemos cada vez melhor como os neurônios se agrupam e se comunicam, o que torna o modelo computacional uma ferramenta de alta fidelidade. Por isso, não se trata de uma estimativa genérica, mas de uma reconstrução baseada em dados biológicos precisos.

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As implicações práticas são vastas e podem revolucionar o tratamento de distúrbios neurológicos num futuro próximo. Ao testar reações num cérebro virtual, cientistas podem prever efeitos de novos medicamentos e entender falhas de conexão sem oferecer riscos a pacientes. Assim, o supercomputador torna-se a peça central para decifrar mistérios da consciência humana.

(Essa matéria usou informações de New Scientist.)

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Saúde

‘Equipe médica’ de IA antecipa demência ao analisar prontuários e anotações

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Pesquisadores do Mass General Brigham desenvolveram um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de detectar sinais precoces de declínio cognitivo ao analisar anotações médicas de rotina. A tecnologia opera de forma autônoma, sem necessidade de intervenção humana após o processamento inicial. E atingiu 98% de especificidade em validações feitas com dados do mundo real.

Diferente de ferramentas comuns de triagem, o sistema funciona como uma “equipe clínica digital” composta por cinco agentes que revisam o trabalho uns dos outros. Para fomentar a inovação na saúde, a equipe liberou a Pythia, ferramenta de código aberto que permite a outras instituições otimizarem suas próprias IAs para identificar riscos de demência de forma automatizada.

Agentes de IA autônomos colaboram para transformar anotações em diagnósticos

O sistema não opera como um modelo de IA isolado, mas como um fluxo de trabalho agêntico, no qual módulos executam tarefas. Cinco agentes especializados trabalham em conjunto, criticando as conclusões uns dos outros e refinando o raciocínio de forma iterativa, exatamente como médicos fariam numa conferência de casos. Essa estrutura permite que a ferramenta identifique padrões sutis em documentos clínicos que poderiam passar despercebidos em avaliações rápidas.

Cérebro se desfazendo devido à demência
Sistema de IA detecta sinais precoces de declínio cognitivo ao analisar anotações médicas de rotina (Imagem: Naeblys/Shutterstock)

Para alcançar esse nível de precisão, os cientistas utilizaram grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês), como o Llama 3.1, da Meta, e criaram o motor de otimização Pythia. Essa tecnologia automatiza o refinamento de “prompts” (instruções dadas à IA), permitindo que o sistema aprenda a extrair informações relevantes de prontuários médicos sem a necessidade de supervisão humana constante para cada novo conjunto de dados.

Durante os testes de validação, o fluxo de trabalho autônomo superou o desempenho de modelos configurados manualmente por especialistas humanos. Embora a sensibilidade do sistema tenha apresentado variações ao lidar com diferentes volumes de dados, a alta especificidade garante que pacientes saudáveis raramente recebam diagnósticos falsos. Isso evita preocupações desnecessárias e exames laboratoriais caros e invasivos.

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Ao disponibilizar o código de forma aberta, os pesquisadores esperam que hospitais ao redor do mundo consigam implementar triagens em larga escala com baixo custo. O uso de documentação clínica pré-existente transforma dados administrativos numa ferramenta poderosa de medicina preventiva. E isso permite que o tratamento para doenças cognitivas comece muito antes do agravamento dos sintomas.

(Essa matéria usou informações de Mass General Brigham e NPJ Digital Medicine.)

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