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Internacional

Trump indica diálogo com vice e descarta líder da oposição venezuelana

Redação Informe 360

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou um possível diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país.

“Entendemos que ela acabou de tomar posse, mas foi, como você sabe, escolhida por Maduro. Então, Marco [Rubio, secretário de Estado] está trabalhando nisso diretamente. Acabou de ter uma conversa com ela, e ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente. Muito simples”, disse Trump em entrevista a jornalistas, em Palm Beach, na Flórida, na tarde deste sábado (3). “Ela foi, acho, bastante cordial, mas na verdade não tem escolha. Vamos fazer isso da maneira certa. Não vamos simplesmente arrombar a porta e depois ir embora, como todo mundo faz, dizendo: ‘deixa virar um inferno’”.

Citando os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Peter Hegseth, Donald Trump voltou a dizer que o próprio governo dos EUA vai administrar a Venezuela pelo próximo período, sem estabelecer um prazo.

“Em grande parte, por um período de tempo, as pessoas que estão logo atrás de mim vão administrar isso. Vamos recuperar o país”, afirmou. Para Trump, seria arriscado entregar o poder diretamente a venezuelanos sem o que chamou de transição correta.  

“A Venezuela tem muitas pessoas ruins lá dentro, muitas pessoas ruins que não deveriam liderar. Não vamos correr o risco de uma dessas pessoas assumir o lugar de Maduro. Temos pessoas fantásticas, inclusive no Exército. Portanto, vamos ter um grupo de pessoas administrando o país até que ele possa ser colocado de volta nos trilhos, gerar muito dinheiro para o povo, dar às pessoas uma excelente qualidade de vida e também reembolsar as pessoas do nosso país que foram forçadas a sair da Venezuela”.

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Questionado por jornalistas sobre o papel de Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana que chegou a ser laureada com o Prêmio Nobel da Paz, no ano passado, Donald Trump descartou envolvimento dela na liderança desse processo, porque não teria apoio interno suficiente.

“Bem, acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser líder”, declarou.

Sobre a operação que resultou na captura de Maduro e da esposa, Cília Flores, Trump admitiu a jornalistas que poderia ter resultado na morte de ambos e contou que houve tentativa de fuga do presidente venezuelano. Segundo o presidente, houve tiroteio e resistência por parte de seguranças no momento da captura.

“Isso [assassinato de Maduro] poderia ter acontecido. Poderia ter acontecido. Ele estava tentando chegar a um local seguro. Você sabe, esse local seguro é todo de aço, mas ele não conseguiu chegar à porta porque nossos homens foram muito rápidos. Eles atravessaram a oposição muito rapidamente. E havia muita oposição. As pessoas se perguntavam se o pegamos de surpresa. De certa forma, sim, mas eles estavam esperando alguma coisa. Havia muita oposição. Houve muito tiroteio”, afirmou.

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Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

Contradição

Apesar do aceno de Trump à vice-presidente da Venezuela, ela própria fez um pronunciamento, neste sábado, pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano.

A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela.

A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

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Matéria ampliada às 18h53

Agencia Brasil

Internacional

Donald Trump diz que encontro com Lula foi “muito bom”

Redação Informe 360

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nas redes sociais nesta quinta-feira que seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca foi “muito bom” e que os dois discutiram comércio e tarifas.

A reunião entre os dois líderes, que incluiu discussões bilaterais e almoço, terminou sem uma aparição conjunta previamente agendada diante de repórteres.

Enquanto Lula se preparava para falar com os repórteres na embaixada brasileira, Trump disse em uma postagem na mídia social que sua reunião com “o dinâmico presidente do Brasil” se concentrou em muitos tópicos, principalmente tarifas.

“A reunião correu muito bem. Nossos representantes devem se reunir para discutir alguns elementos-chave”, disse ele.

No ano passado, Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, entre as mais altas taxas aplicadas sobre exportações de outros países, acusando o Brasil de promover uma perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que posteriormente foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Posteriormente, Trump retirou a maior parte das tarifas, incluindo as sobre a carne bovina e o café, pelo menos em parte para ajudar a conter a alta dos preços dos alimentos nos EUA. Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas que ele havia imposto sob uma lei de emergência nacional, eliminando muitas das tarifas restantes.

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Os produtos brasileiros ainda estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, que expira em julho.

No entanto, nas últimas semanas, o Brasil tem observado indícios de que suas exportações podem ser atingidas por novas tarifas relacionadas a uma investigação da Seção 301 sobre práticas comerciais desleais.

Agencia Brasil

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Internacional

Trump justifica que ataques ao Irã são para defender norte-americanos

Redação Informe 360

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em pronunciamento veiculado em sua rede social, que a principal justificativa para o ataque ao Irã é defender os estadunidenses. Afirmou, ainda, que o Irã jamais terá uma arma nuclear.

“Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel, de pessoas terríveis e duras”, afirmou o mandatário.

Ao sinalizar estar inclinado a fazer várias demonstrações de força, Trump acrescentou que iria “destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”. 

“Vamos aniquilar sua Marinha. Vamos garantir que os grupos terroristas da região não possam mais desestabilizar a região ou o mundo”, afirmou.

Ainda segundo o pronunciamento de Trump, “eles [Irã] nunca terão uma arma nuclear”.

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“Este regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos” acrescentou. 

Em sua manifestação, também replicada na conta do Instagram da Casa Branca, Trump afirmou que “há pouco tempo as Forças Armadas dos EUA iniciaram uma grande operação de combate no Irã”, organizada como reação a uma sucessão de investidas.

“Por 47 anos, o regime iraniano tem promovido um banho de sangue”, argumentou o presidente norte-americano. 

Ao longo de seu pronunciamento, Trump fez diversas menções a “pessoas inocentes” que teriam perdido a vida em arremetidas das forças iranianas, apelando, inclusive, a referências aos militares mortos em atividade. Ao citar episódios passados, destacou a tomada de estudantes, por 444 dias, da Embaixada dos EUA em Teerã, “a primeira ação do regime”, em que foram feitos reféns, e o atentado de 1983, no qual os alvos eram fuzileiros navais. 

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Os estudantes à frente da ocupação da embaixada, em 1979, reivindicavam a extradição do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto, à época em tratamento médico nos Estados Unidos. A estratégia ocorreu no contexto da proclamação da República Islâmica do Irã.

Netanyahu

Também classificando os iranianos como terroristas e assassinos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conclamou os cidadãos para seguir ordens do Comando da Defesa Civil e pediu “paciência e coragem”, com a deflagração, nos próximos dias, da Operação O Rugido do Ariano. As armas nucleares do Irã, afirmou, representam uma ameaça a toda a humanidade.

“Durante 47 anos, o regime do Aiatolá bradou “Morte a Israel”, “Morte à América”. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo”, afirmou Netanyahu.

“Nossa ação conjunta criará as condições para que o bravo povo iraniano tome as rédeas do seu destino. Chegou a hora de todos os segmentos da população do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico”, conclamou.

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Agencia Brasil

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Internacional

Vaticano diz que não participará do “Conselho da Paz” de Donald Trump

Redação Informe 360

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WASHINGTON, 18 Fev (Reuters) – O Vaticano ⁠não participará da iniciativa do presidente ⁠dos Estados Unidos, Donald Trump, chamada “Conselho da Paz”, afirmou o ‌cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano, na terça-feira, acrescentando que os esforços para lidar com situações de crise devem ser ‌gerenciados pelas Nações Unidas.

O papa Leão 14, primeiro papa norte-americano e crítico de algumas das políticas de Trump, foi convidado a integrar o conselho em janeiro.

De acordo com o plano de Trump para Gaza, que levou a um frágil cessar-fogo em outubro, ⁠o ‌conselho deveria supervisionar a governança temporária de Gaza. Trump afirmou ⁠posteriormente que o conselho, presidido por ele, seria ampliado para lidar com conflitos globais. O conselho realizará sua primeira reunião em Washington na quinta-feira para discutir a reconstrução de Gaza.

A Itália e a União Europeia afirmaram que seus representantes ​planejam participar como observadores, uma vez que não aderiram ao conselho.

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A Santa Sé “não participará do Conselho da Paz devido à ​sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados”, disse Parolin.

“Uma preocupação”, afirmou ele, “é que, em nível internacional, deve ser acima de tudo a ONU que gerencia essas situações de crise. Esse é um dos pontos em que ‌insistimos”.

Muitos especialistas em direitos humanos afirmam que ​Trump comandar um conselho para supervisionar os assuntos de um território estrangeiro se assemelha a uma estrutura colonial. O conselho, lançado no mês passado, também enfrentou ⁠críticas por não ​incluir um palestino.

Os ​países reagiram com cautela ao convite de Trump, com especialistas preocupados que o conselho ⁠possa minar a ONU. Alguns dos ​aliados de Washington no Oriente Médio aderiram, mas seus aliados ocidentais permaneceram afastados até o momento.

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A trégua em Gaza foi repetidamente violada, com ​centenas de palestinos e quatro soldados israelenses mortos desde que começou em outubro.

O ataque de Israel a Gaza ​matou mais de ⁠72.000 pessoas, causou uma crise de fome e deslocou internamente toda a população de ⁠Gaza.

Vários especialistas em direitos humanos, acadêmicos e uma investigação da ONU afirmam que isso equivale a genocídio. Israel chama suas ações de autodefesa, depois que militantes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas e fizeram mais de 250 reféns em um ataque no final de ​2023.

Por: Infomoney

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