Saúde
Campos: prefeitura lança “Mutirãozão da Saúde” na próxima segunda-feira

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lança na próxima segunda-feira (16), o “Mutirãozão da Saúde”, que reunirá cinco serviços em um único mutirão. São eles: Mutirão de Exame de Imagem, Mutirão de Procedimentos Vasculares, Mutirão de Ultrassonografia, Mutirão de Exames Cardiológicos e Mutirão de Urologia. Até o dia 31 de janeiro de 2024, a secretaria de Saúde, através da Diretoria de Auditoria, Controle e Avaliação (DACA), vai disponibilizar quase 81 mil serviços para a realização dessa ação, que consiste na 7ª etapa do Mutirão da Saúde.
O lançamento da nova etapa ocorrerá às 9h, no anfiteatro da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), com a presença do prefeito Wladimir Garotinho e autoridades de saúde. O secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, ressaltou que o novo mutirão é mais uma determinação do prefeito Wladimir Garotinho e do vice Frederico Paes, visando o cuidado com as pessoas.
“Estamos novamente num momento muito importante para nossa cidade. Há quase 2 anos estamos promovendo grandes mutirões e conseguido sanar os gargalos e as filas que, muitas vezes, se formam pela demanda excessiva de acesso e pela oferta, às vezes, menor. Com os mutirões, a gente equaliza isso”, disse o secretário.
A diretora da DACA, Bruna Araújo, explicou que a decisão de realizar o Super Mutirão se deu em função do novo fluxo de atendimento que está sendo implantado pelo Núcleo de Controle e Avaliação e a chegada de novos recursos conseguidos pelo prefeito Wladimir.
“A chegada desses recursos está nos permitindo ofertar os referidos serviços, para a redução do número de pessoas que estão na fila, aguardando pelos procedimentos”, disse Bruna, considerando positivo o saldo dos outros mutirões que vêm sendo desenvolvidos pelo atual governo desde 2021.
“Conseguimos reduzir o tempo de espera dos pacientes, identificando aqueles que já não tinham interesse em realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, com isso, houve a ampliação da oferta de serviços baseados em necessidades específicas”, acrescentou Bruna.
O primeiro Mutirão da Saúde, lançado em novembro de 2021 pela Prefeitura, superou a meta proposta inicialmente pela secretaria de Saúde, que era a de realizar 40 mil procedimentos, entre exames especializados e cirurgias pelo SUS, alcançando 44.866 mil atendimentos. Na segunda etapa, todas as 6 mil vagas disponibilizadas para a realização dos exames de alta complexidade (tomografia e ressonância magnética) foram preenchidas.
Em agosto de 2022 foi lançado o Mutirão de Ortopedia, com a realização de 30 mil procedimentos, entre consultas, cirurgias e fisioterapia. A meta inicial era de 15.828 mil procedimentos. Já no Mutirão de Cabeça e Pescoço foram feitas 1.010 cirurgias e 1.608 urológicas.
A quinta e sexta etapa teve por objetivo atender às pessoas que aguardavam por cirurgia de vesícula, hérnia e ginecológica. Entre os meses de setembro e dezembro de 2022 foram realizadas 215 cirurgias eletivas. A sexta etapa continua em andamento.
Fonte: Secom PMCG – Foto: César Ferreira
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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