Saúde
Jogar muito videogame pode causar estes 7 problemas de saúde

O hábito de jogar jogos eletrônicos cresce cada vez mais entre crianças, jovens e adultos. Muitas pessoas utilizam os games para se divertir, descontrair e até mesmo fazer atividades físicas. No entanto, como diversas coisas na vida, jogar muito videogame pode trazer alguns danos para a saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o excesso de jogos como uma enfermidade psicológica conhecida como Transtorno de Jogo pela Internet (TJI).
7 problemas de saúde que podem ser causados pelo videogame
Os problemas de saúde que podem ser causados por jogar muito videogame podem acometer o corpo e a mente da pessoa. A seguir, veja 7 deles.
1 – Problema na coluna
Grande parte das pessoas que jogam videogame por muito tempo acabam ficando na mesma posição durante horas. Isso pode causar dores lombares, hérnia de disco, dor de cabeça tensional, hiperlordose lombar, escoliose e outros.
Sendo assim, é muito importante que os jogadores façam pausas, realizem atividades físicas, alonguem o corpo e tentem manter a postura adequada.
2 – Risco de prejudicar a visão
A exposição em excesso às telas pode causar fadiga ocular, causando irritação e até vista embaçada. Além disso, pode trazer outros problemas, como a miopia. Além disso, a própria OMS já afirmou que aproximadamente 285 milhões de pessoas estão com a visão prejudicada, sendo uma boa parte por conta do excesso de luz azul, vindas de telas.
3 – Estresse
Apesar de servir muitas vezes para a diversão e até mesmo relaxamento, jogar muito videogame pode acabar desenvolvendo estresse e ansiedade. Por exemplo, diversos estudos mostram que usuários que ficam longos períodos jogando, apresentam ansiedade social, uma baixa tolerância à frustração e problemas relacionados à autoestima.
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4 – Saúde mental
Em um artigo do Instituto de Psicologia da USP, o psiquiatra Renato Silva, destacou que o excesso de games pode gerar prejuízos à saúde mental, fazendo com que o gamer deixe de estudar, socializar, se alimentar e até mesmo dormir.
Sendo assim, o ideal é que a pessoa estabeleça um limite para jogar, sem que esse tempo atrapalhe a realização de outras tarefas importantes.
5 – Vício
Outro problema de saúde bem sério é o vício. Em declaração dada ao portal Terra, o Dr. Guilherme Rossoni, neurocirurgião, explicou que dentro do cérebro humano há três áreas específicas, o córtex frontal, córtex pré-frontal e ínsula. Elas são as responsáveis pelo controle emocional, juízo, tomada de decisões e reações das emoções.
“Estudos mais recentes mostram que as pessoas são geneticamente mais suscetíveis nessas três áreas do cérebro. Além disso, esses indivíduos apresentam uma maior produção de substâncias como a dopamina e adrenalina, substâncias envolvidas no mecanismo de recompensa”, disse o médico ao portal Terra.
Isso significa que a elevada produção de dopamina, em conjunto com a euforia despertada, compensada pelo prazer de jogar, faz com que a pessoa fique cada vez mais tempo dedicada ao game, comprometendo inclusive as outras coisas da vida dela.
Caso note sinais de que isso está acontecendo com você, procure a ajuda de um especialista.
6 – Problemas de audição
Como muitas pessoas utilizam fones de ouvido em volumes muito altos, é bem possível que elas acabem desenvolvendo problemas auditivos, que podem se tornar bem graves ao longo do tempo.
Nesse caso, o ideal é reduzir o tempo de jogo e também utilizar os fones de ouvido em um volume menor.
7 – Sedentarismo
Outro problema que jogar muito videogame pode trazer é o sedentarismo. Isso porque a pessoa pode querer trocar práticas esportivas na vida real para ficar jogando por mais tempo.
Nesse caso, o gamer precisa ter controle sobre o tempo de jogo e colocar na sua rotina um tempo para se dedicar a atividades físicas buscando o bem-estar.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
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Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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