Ligue-se a nós

Saúde

Entenda o que é a Síndrome de Fim de Ano

Redação Informe 360

Publicado

no

Todo ano é a mesma coisa: dezembro chega e, junto com as luzes piscando e as festas marcadas, vem também aquela mistura estranha de cansaço, ansiedade, nostalgia e até uma pontinha de tristeza. Enquanto todo mundo parece animado para celebrar, muita gente sente exatamente o contrário, e isso não é frescura. Esse combo emocional tem nome popular e está cada vez mais reconhecido: Síndrome de Fim de Ano, também chamada de Dezembrite.

Sobretudo, esse fenômeno não é considerado um diagnóstico oficial, mas reúne sentimentos reais que se intensificam nessa época. Pressão para “fechar o ano bem”, balanço das metas, saudade de quem não está mais por perto e até o peso das expectativas sociais podem deixar dezembro mais pesado do que festivo. Quer entender por que isso acontece e como lidar melhor com esse período? Então segue no artigo.

Leia mais

O que é a Síndrome de Fim de Ano e por que ela acontece

homem sentado com as mãos apoiando o rosto sobre a mesa, como se estivesse incomodado e ao fundo uma sala enfeitada para o natal
Algumas pessoas se sentem mais irritadas no fim de ano/Shutterstock_Krakenimages.com

A chamada Síndrome de Fim de Ano não aparece em manuais de psiquiatria, mas é amplamente reconhecida por especialistas como um conjunto de emoções que se intensificam em dezembro.

Dessa forma, o termo ganhou força na mídia e entre profissionais de saúde mental justamente porque descreve bem o que muita gente sente: tristeza, irritabilidade, ansiedade, sensação de esgotamento e até um “luto simbólico” pelo ano que passou.

Anúncio

Quem usa o termo e de onde ele surgiu

O termo Dezembrite se popularizou na imprensa e entre psicólogos como uma forma leve de explicar esse fenômeno emocional. De acordo com alguns especialistas em entrevista ao G1, embora não seja um conceito clínico, os sentimentos associados são reais e podem afetar qualquer pessoa.

Outro artigo publicado no Jornal da USP reforça que dezembro costuma trazer uma sobrecarga emocional por causa do acúmulo de tarefas, balanço do ano e pressão social para estar bem.

Idosa com mão embaixo do queixo com olhar triste e árvore de natal ao fundo
O luto pode reforçar a Síndrome de fim de ano/Shutterstock_Camand

Por que dezembro pesa tanto?

Especialistas apontam vários gatilhos que tornam o mês mais sensível:

  • Pressão social por felicidade: festas, fotos, reencontros e expectativas criam um clima de “obrigação” de estar bem.
  • Balanço do ano: metas não cumpridas podem gerar frustração e sensação de insuficiência.
  • Luto e saudade: datas comemorativas evidenciam ausências.
  • Cansaço acumulado: o corpo e a mente chegam ao fim do ano no limite.
  • Comparações sociais: redes sociais intensificam a sensação de inadequação.

O psiquiatra Saulo Ciasco, ouvido pelo G1, explica que o fim do ano funciona como um “marcador emocional”, que evidencia o que não foi vivido ou concluído. As pessoas analisam o que fizeram no ano, e quando o resultado não é o esperado, acabam sofrendo com frustração e angústia. Em outras palavras, com a Dezembrite.

Sintomas mais comuns

  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Tristeza
  • Insônia
  • Falta de apetite
  • Sensação de esgotamento
  • Dificuldade de concentração

Como minimizar os sintomas

mulher sentada abraçada aos joelhos com cara de triste e decoração natalina ao fundo
Especialistas recomendam acompanhamento em terapia para diminuir efeitos de tristeza no fim de ano/Shutterstock_fast-stock

Embora não exista uma “cura” para a Síndrome de fim de ano, algumas atitudes ajudam, e muito, tais como:

  • Reduza expectativas: você não precisa dar conta de tudo.
  • Organize prioridades: escolha o que realmente importa.
  • Crie rituais próprios: nem toda tradição precisa ser seguida.
  • Descanse sem culpa: seu corpo e sua mente precisam disso.
  • Evite comparações: cada pessoa vive o fim de ano de um jeito.
  • Busque apoio: conversar com amigos, familiares ou profissionais ajuda a aliviar o peso emocional.

Segundo a psicóloga Karina Siqueira, em entrevista ao Estado de Minas, planejar a rotina e incluir pequenas atividades prazerosas também é fundamental para manter o bem‑estar no fim do ano. Ela explica que ações simples, como assistir a uma série, ouvir música, caminhar ou conversar com alguém querido, já fazem diferença no equilíbrio emocional.

Com informações G1, Jornal da USP e Estado de Minas

O post Entenda o que é a Síndrome de Fim de Ano apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Saúde

Sarampo: bebê morre nos EUA em meio a surto com mais de 400 casos

Redação Informe 360

Publicado

no

Um bebê morreu após contrair sarampo no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo Departamento de Serviços de Saúde local e está relacionada a um surto da doença no sudoeste do Estado. É o primeiro óbito por sarampo registrado na região desde 1990.

As autoridades não divulgaram a idade exata da criança nem outros detalhes sobre o caso. Segundo o departamento de saúde, a decisão busca preservar a privacidade da família. O legista responsável apontou o sarampo como causa imediata da morte.

O caso ocorre em meio ao avanço da doença em Wisconsin. Até 3 de novembro, o Estado havia registrado 431 infecções em 13 condados, o maior número em mais de 35 anos. Nove pessoas precisaram ser hospitalizadas por complicações.

Um dado chama a atenção: 428 dos 431 casos foram identificados em pessoas não vacinadas. A Secretaria Estadual de Saúde também alertou que os números podem não representar toda a extensão da circulação do vírus, já que nem todos os infectados procuram atendimento médico ou realizam testes.

Anúncio

Sarampo avança nos Estados Unidos

  • O surto de Wisconsin faz parte de cenário mais amplo de aumento de casos nos Estados Unidos. A doença voltou a ganhar força no país depois de décadas de controle, com registros de surtos em diferentes estados;
  • Em Wisconsin, a maior parte das infecções está concentrada em surto que envolve os condados de Grant, Iowa, Lafayette e Vernon. Até 3 de novembro, essas localidades somavam 362 casos confirmados e outros seis prováveis;
  • O condado de Chippewa também enfrenta surto separado, com 44 casos confirmados. Outras infecções foram identificadas em diferentes regiões do Estado, algumas relacionadas a viagens para fora de Wisconsin;
  • A morte do bebê é um dos óbitos associados ao sarampo registrados nos Estados Unidos em 2026. O número divulgado pelas autoridades estaduais é maior que a contagem oficial do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), que utiliza critérios próprios para incluir mortes em seus levantamentos.

Menina com sarampo com a mão direita à frente de seu rosto
Sarampo volta a preocupar – Imagem: Prostock-studio/Shutterstock

Leia mais:

Vacina é principal forma de prevenção

O sarampo é doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por partículas respiratórias. A infecção pode provocar febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, pode causar pneumonia e inflamação do cérebro, com risco de morte.

Crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações.

A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, conhecida pela sigla MMR nos Estados Unidos, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Duas doses oferecem aproximadamente 97% de proteção contra o sarampo.

O Departamento de Serviços de Saúde de Wisconsin informou que distribuiu duas mil doses da vacina a departamentos locais de saúde desde 1º de agosto. No mesmo período, mais de 42 mil doses foram aplicadas por profissionais de saúde em todo o Estado.

As autoridades recomendam que moradores verifiquem se estão com a vacinação em dia. Pessoas que tiveram contato com alguém infectado devem permanecer em casa e procurar orientação médica. Quem apresentar febre e manchas na pele, especialmente após possível exposição ao vírus, deve telefonar antes de ir a uma clínica ou hospital, para evitar expor outras pessoas.

Anúncio

O post Sarampo: bebê morre nos EUA em meio a surto com mais de 400 casos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Saúde

Anvisa aprova Wegovy em comprimido para obesidade no Brasil

Redação Informe 360

Publicado

no

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a versão em comprimido do Wegovy (semaglutida), desenvolvido pela Novo Nordisk. É o primeiro medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1 liberado no país para o tratamento da obesidade e do sobrepeso.

A nova apresentação é administrada uma vez ao dia, em dose de 25 mg, e oferece uma alternativa à aplicação semanal por caneta injetável. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União, após pedido apresentado pela farmacêutica em 30 de janeiro deste ano.

Frasco com comprimidos de semaglutida derramados sobre fundo preto.
A perda de peso observada com o comprimido se aproximou daquela registrada com a versão injetável, segundo os autores do estudo. – Imagem: luchschenF / Shutterstock

Como a semaglutida age e quais foram os resultados dos testes

A semaglutida imita a ação do GLP-1, hormônio liberado pelo intestino após as refeições. Ele sinaliza ao cérebro que o organismo já recebeu alimento, reduzindo a fome, e retarda o esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de saciedade.

A administração oral exige uma dose maior porque parte da substância é destruída no estômago antes de chegar à corrente sanguínea. Por isso, o comprimido utiliza 25 mg diários, enquanto a dose semanal de manutenção da caneta é de 2,4 mg.

No principal estudo clínico que embasou a aprovação, publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, os participantes que tomaram o comprimido perderam, em média, 13,6% do peso corporal em 64 semanas. No grupo que recebeu placebo, a redução foi de 2,2%. Segundo os autores, o resultado se aproxima do observado com a versão injetável.

Anúncio

Com a aprovação do Wegovy em comprimido, o Brasil passa a contar com duas apresentações orais de semaglutida da Novo Nordisk, mas com indicações diferentes. Enquanto o novo medicamento é destinado ao tratamento da obesidade e do sobrepeso, o Rybelsus é utilizado no controle da diabetes tipo 2.

A chegada do Wegovy em comprimido às farmácias, no entanto, ainda depende da definição de preço. A Novo Nordisk informou que o valor não foi estabelecido e que a previsão é disponibilizar o medicamento no mercado brasileiro no próximo trimestre.

O post Anvisa aprova Wegovy em comprimido para obesidade no Brasil apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Câncer de pâncreas: vacina experimental consegue ativar células de defesa em 99% dos pacientes

Redação Informe 360

Publicado

no

Uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas conseguiu estimular uma resposta imunológica em quase todos os pacientes que participaram de um ensaio clínico. O imunizante, chamado camupepimut, foi desenvolvido para ensinar o organismo a reconhecer sete mutações do gene KRAS, alterações associadas a aproximadamente 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático.

Os resultados foram apresentados em estudo publicado na revista científica Nature Medicine. A pesquisa foi conduzida por cientistas ligados à Mayo Clinic, nos Estados Unidos, e investigou se a vacina poderia ajudar a eliminar células cancerígenas que eventualmente permanecem no organismo mesmo depois de cirurgia e quimioterapia.

O câncer de pâncreas é conhecido por sua agressividade e pela dificuldade de tratamento. Um dos principais desafios é a possibilidade de a doença retornar mesmo depois de intervenções médicas, já que as células cancerígenas podem se espalhar rapidamente.

Nesse contexto, a proposta do imunizante é preparar o sistema imunológico para identificar alterações específicas das células tumorais e reagir contra elas.

Anúncio

Como funciona a vacina contra o câncer de pâncreas?

  • A camupepimut foi projetada para estimular o organismo a reconhecer sete mutações diferentes do gene KRAS. Essas alterações são encontradas em cerca de 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático e desempenham papel importante no crescimento do câncer;
  • Uma característica da tecnologia é a capacidade de direcionar os componentes da vacina aos linfonodos, estruturas fundamentais para o funcionamento da resposta imunológica;
  • Para isso, os pesquisadores ligaram os ingredientes do imunizante a uma molécula de gordura que se conecta à albumina, proteína presente no sangue. A albumina funciona como transportadora e ajuda a levar esses componentes até os linfonodos;
  • A intenção é estimular as células de defesa a reconhecer as mutações do KRAS e atacar células que apresentem essas alterações.

O que mostrou o ensaio clínico?

O estudo de fase 2 envolveu 144 pacientes com câncer de pâncreas associado a mutações no KRAS. Todos haviam passado por cirurgia e quimioterapia e, naquele momento, não apresentavam sinais detectáveis da doença.

Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 96 receberam a vacina experimental, enquanto os outros 48 permaneceram sob observação, sem receber o imunizante.

O principal resultado positivo apareceu na resposta imunológica. Quase 99% dos pacientes vacinados desenvolveram resposta aumentada de células T contra as mutações do KRAS.

Essas células são um tipo de glóbulo branco que desempenha papel importante na defesa do organismo, inclusive no reconhecimento e combate a células anormais.

Células de câncer
Principal resultado positivo apareceu na resposta imunológica. Quase 99% dos pacientes vacinados desenvolveram resposta aumentada de células T contra as mutações do KRAS – Imagem: Krot_Studio/Shutterstock

A resposta também demonstrou persistência. Após 46 semanas do início do estudo, 95,5% dos participantes ainda apresentavam respostas detectáveis de células T contra as mutações investigadas. Entretanto, houve uma ressalva importante: a vacina não demonstrou melhorar significativamente a sobrevida livre da doença.

No grupo que recebeu o imunizante, esse período foi de 23,8 meses, em média. Entre os participantes que ficaram apenas sob observação, o resultado foi de 21,2 meses. A diferença foi considerada pequena e não apresentou significância estatística.

Anúncio

Portanto, embora a vacina tenha provocado uma resposta imunológica expressiva, ainda não há evidências suficientes para afirmar que ela reduz o risco de retorno do câncer.

Leia mais:

Pesquisadores identificam possíveis fatores de resposta

A equipe também encontrou algumas pistas sobre quais pacientes poderiam se beneficiar mais da estratégia. Uma delas envolve o DNA tumoral circulante (ctDNA), pequenos fragmentos de material genético liberados pelas células cancerígenas na corrente sanguínea.

Os pacientes que não apresentavam ctDNA detectável no início do estudo permaneceram livres da doença por mais tempo após receber a vacina, em comparação com aqueles que apresentavam esses fragmentos.

Outro fator observado foi a realização de radioterapia. Participantes que não haviam passado por esse tratamento apresentaram maior quantidade de linfócitos, o que pareceu favorecer a resposta ao imunizante.

Anúncio

Os resultados podem ajudar os pesquisadores a aperfeiçoar a vacina e identificar quais pacientes teriam maior probabilidade de responder ao tratamento.

Ben George, principal autor do estudo e oncologista da Mayo Clinic, afirmou ao IFL Science que a resposta imunológica é um sinal importante para compreender os efeitos biológicos da vacina e orientar os próximos testes.

Segundo ele, foi possível gerar resposta robusta contra as mutações do KRAS em praticamente todos os pacientes avaliados.

Próximos passos da pesquisa

Apesar dos resultados iniciais, a camupepimut ainda precisa passar por avaliações adicionais. Os pesquisadores esperam utilizar as informações obtidas no ensaio de fase 2 para aprimorar o imunizante e desenvolver um estudo clínico maior, de fase 3.

Anúncio

A vacina também não é a única estratégia experimental em investigação contra o câncer de pâncreas. Outra abordagem utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) para desenvolver imunizantes personalizados destinados a pacientes com formas agressivas da doença.

A necessidade de novas alternativas é significativa. Segundo os dados apresentados no artigo, a incidência global do câncer de pâncreas mais que dobrou nas últimas três décadas, passando de aproximadamente 196 mil novos casos em 1990 para mais de 510 mil em 2022.

Por enquanto, a camupepimut representa possibilidade promissora de estimular as defesas do organismo contra alterações genéticas associadas ao tumor. Mas a confirmação de seus benefícios clínicos dependerá dos próximos estágios de pesquisa.

O post Câncer de pâncreas: vacina experimental consegue ativar células de defesa em 99% dos pacientes apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta