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Saúde

E-mail anônimo “dedura” pessoas com mau hálito; entenda

Redação Informe 360

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Pelo menos duas coisas podem nos causar constrangimento nas rodas sociais: o mau cheiro e o mau hálito. No caso do segundo, quem sofre de halitose depende de alguém com “coragem” o bastante para avisar que algo não está certo com a boca da pessoa. Mas, como avisá-lo sem tornar isso em algo constrangedor?

Pensando nisso, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou o SOS Mau Hálito. Ele avisa, anonimamente, uma pessoa que ela tem mau hálito e que ela precisa de ajuda profissional para sanar a questão.

Para tanto, entre no site da ABHA, insira nome e e-mail da pessoa que você quer que saiba que tem mau hálito e envie-o. Existe, inclusive, um modelo padrão de mensagem a ser enviado.

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Mulher cheirando a própria boca
Mau hálito pode vir só da boca, e não do estômago (Imagem: Kmpzzz/Shutterstock)

Ao g1, o dentista e doutor em diagnóstico bucal, Sérgio Kignel, disse que “as pessoas ficam constrangidas tanto de perguntar, quanto de responder” e explica que 95% das causas da halitose têm relação com a boca e não com o estômago, como alguns pensam. E podem nem perceber isso.

“Chamamos isso de fadiga olfatória ou fadiga olfativa. É que nem quando você coloca aquele perfume maravilhoso e, nos primeiros dois, três minutos, você sente o perfume”, prossegue.

Portanto, quem sofre de mau hálito (halitose) não percebe que está na hora de higienizar a boca. Quando isso não bastar, é preciso buscar ajuda com dentistas, caso seja uma gengivite, por exemplo, ou com outros médicos, se for algo relacionado ao estômago.

Descobrindo se sofro com mau hálito

  • Kignel ensina um método rápido (e nada constrangedor) para descobrir se você tem mau hálito;
  • “O paciente lambe o dorso da sua mão, espera a saliva chegar e ela mesma cheira”, explica o dentista;
  • “Depois, os outros ainda sentem o perfume, mas o seu corpo se habituou ao perfume, então o seu corpo já não sente mais. Chama-se fadiga olfatória. Todo mundo sente, mas a gente não sente”, prossegue;
  • As principais causas da halitose, segundo o doutor, são:
    • Saburra (a famosa “língua branca”);
    • Boca seca;
    • Falta de higienização.

Leia mais:

Mulher cheirando a própria boca
Tem mau hálito? Saiba como cuidar (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A/Shutterstock)

Para acabar com a saburra, o melhor é higienizar a boca. Ah, e inclua a escovação da língua em sua rotina. Isso pode ser feito com uma escova de dente macia e em movimentos delicados. Outra forma de limpá-la é pode meio de um raspador de língua, podendo ele ser feito de plástico, aço inoxidável ou cobre.

Kignel ensina a usar o raspador: “Algumas pessoas acham que a língua tem que ser raspada com força. Isso é errado e até piora o mau hálito, porque, aí, vai provocar feridas na língua e, lá na frente, vai ser ruim. Então, a língua deve ser higienizada delicadamente, suavemente.”

Vale também usar o raspador após escovar os dentes, pois a saburra estará mais amolecida, o que permitirá sua retirada mais fácil. Quanto à boca seca, não há outro remédio: beba mais água.

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Se o paciente ingere pouco líquido, as secreções ficam viscosas, que acabam tendo mais bactérias, microrganismos que também provocam mau cheiro. Parece uma coisa boba.

Qual a principal maneira de combater o mau hálito? A principal é bebendo água. Por quê? Além de você ter saliva de melhor qualidade, saliva mais fluida, você também tem as secreções. Elas são mais fluidas, acabam não permanecendo no local, não sendo infectadas e, também, diminui a halitose.

Sérgio Kignel, dentista e doutor em diagnóstico bucal, em entrevista ao g1

Por fim, para higienizar sua boca, faça o básico (que funciona muito bem): passe o fio dental, escove bem os dentes e use enxaguante bucal sempre após as refeições. Lembrando que, normalmente, orienta-se a higienização bucal três vezes ao dia.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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