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Saúde

Acrilamida causa câncer? Entenda os perigos de ingerir a substância

Redação Informe 360

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Imagine uma substância que surge durante o preparo dos alimentos e, ainda pode causar câncer. Esse é o caso da acrilamida, descoberta em 2002 por pesquisadores suecos, o composto é presente em alimentos, quando submetidos a temperaturas muito elevadas.

Então, quando exageramos no cozimento dos alimentos, além da perda de textura, sabor original, nutrientes e vitaminas, ainda podemos estar ingerindo uma substância cancerígena. Mas quando exatamente corremos tal risco? Que tipos de alimentos geram tal composto? Entenda a seguir.

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Acrilamida é cancerígena?

De acordo com um artigo da Fiocruz, embora os dados disponíveis sejam limitados na avaliação de risco da acrilamida em induzir tumores na população humana, ela foi classificada como um provável carcinógeno humano, Grupo 2A, em 1994, pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), na França. 

Outro Relatório sobre Carcinógenos do Programa Nacional de Toxicologia dos EUA, também classificou a acrilamida como pertence ao grupo 2A, o que significa que o composto está entre os “carcinógenos prováveis”.

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Acrilamida, ACR, molécula de amida acrílica. Fórmula química estrutural. Modo de molécula. Ilustração vetorial editável isolada em um fundo branco. Banner paisagem. Pôster médico e científico.
Imagem Shutterstock/Foto Double Brain

Por outro lado, estudos toxicológicos demonstraram que os seres humanos e os roedores não só absorvem a acrilamida em taxas diferentes, como também a metabolizam de forma diferente.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta a população a ter cautela na ingestão de alimentos que possam liberar tal substância. No entanto, deixa claro que ainda não foi possível comprovar o efeito carcinogênico da acrilamida observado em ratos nos seres humanos.

Acrilamida: alimentos piores para consumir

Antes de mais nada, vamos entender qual o processo é o gerador da acrilamida, denominado de reação Maillard. Esse tipo de situação acontece por meio da reação de açúcares e aminoácidos presentes em alimentos submetidos a altas temperaturas, geralmente acima de 120 ºC.

Um bom exemplo, é quando os alimentos mudam de aspecto após sofrerem com altas temperaturas. Isso é o que ocorre quando fazemos o nosso famoso “pão na chapa”, por exemplo.

Peixe-leite frito na air fryer. Bem quentinho. Bangus é um favorito nas Filipinas. Culinária filipina.
Imagem Shutterstock/Foto joshimerbin

Na maioria dos casos, a substância está presente em alimentos ricos em amido, como batata chips, batata frita industrializada, batata frita pré-frita, batata frita feita em casa, pães de leite, biscoitos (principalmente os recheados), mistura para mingau infantil, cereais matinais e até o simples café instantâneo.

Por que a acrilamida é perigosa no contexto atual?

De acordo com especialistas, alguns testes indicam alterações neurológicas, tumores (câncer) na região ocular, alterações morfológicas nos nervos e tumores de mama para concentrações de 0,2 mg/kg de peso corporal por dia.

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Embora, a estimativa indique que uma pessoa altamente exposta à acrilamida por meio de alimentação, consuma cerca de 0,004 mg/kg de peso corporal por dia, os seus efeitos na saúde não devem passar despercebidos.

Afinal de contas, houve muitas mudanças no padrão alimentar atualmente, fazendo que muitas pessoas não percebam o quão exagerado possa ser o consumo de produtos industrializados e ricos em amido. Sobretudo, porque em muitos países não existe ainda nenhuma regulamentação específica para o consumo da substância.

No entanto, em 2017, a União Europeia fez uma regulamentação para que operadores de empresas do setor alimentar reduzam a presença de acrilamida nos alimentos.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

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Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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