Negócios
Quadro dos sonhos: como construir um para a sua carreira

Um “vision board”, quadro de visualização ou dos sonhos, é uma colagem que você monta com imagens e frases inspiradoras que expressam seus objetivos e desejos.
Se você é mais analógico, pode criar o seu colando fotos de revistas antigas em uma folha de papel. Ou pode encontrar e editar templates online.
Qualquer que seja o método usado, selecionar as imagens e palavras para colocar no seu quadro dos sonhos te ajuda a definir e visualizar seus objetivos.
E colocá-lo em algum lugar onde você passa muito tempo (por exemplo, no escritório ou no quarto), também vai fazer com que seus desejos fiquem sempre em mente, servindo de incentivo e inspiração.
Veja três passos para construir o seu quadro de visualização da carreira e buscar atingir seus objetivos em 2024:

As metas e desejos de carreira podem fazer parte do seu quadro de visualização geral, ou você pode criar um específico para as suas aspirações profissionais.
A vantagem de ter um quadro de visualização para a carreira (em vez de um mais geral com alguns itens profissionais) é que ele concentra sua energia e é focado na carreira – não apenas no seu trabalho atual. Ele serve como um lembrete para te ajudar a pensar a longo prazo, em vez de se deixar levar pela correria dos prazos e da rotina de trabalho.
Suas metas atuais podem ser uma próxima promoção ou projeto. Seus objetivos de carreira no longo prazo incluem não apenas o próximo emprego, mas todos os posteriores, incluindo trabalhos em diferentes indústrias ou áreas. Objetivos a longo prazo incluem se você se vê como um executivo C-Level ou de repente se imagina criando o próprio negócio. Ou talvez seu maior objetivo seja se aposentar cedo e viajar pelo mundo.

O que você deseja alcançar no trabalho? Isso pode ou não ser o que você está fazendo agora. Se você quer um trabalho que vai te fazer viajar o mundo, inclua fotos dos lugares que deseja visitar.
Se você quer mais visibilidade no trabalho, inclua fotos de alguém fazendo uma apresentação em uma reunião ou em um palco maior (você pode até sobrepor seu rosto nessa pessoa para tornar a imagem ainda mais pessoal). Se você quiser mudar para um setor diferente ou trabalhar em uma empresa específica, inclua logotipos dessa companhia.
O que você quer do seu trabalho? Se o objetivo for ganhar mais dinheiro, inclua imagens que indiquem riqueza para você (por exemplo, pilhas de dinheiro ou um balanço mostrando seu patrimônio líquido desejado). Se você busca um estilo de vida mais flexível, que permita trabalhar em qualquer lugar, inclua fotos do seu escritório em casa ou na praia. Se você quiser uma rede de apoio, coloque fotos suas cercado de pessoas.

Depois de criar seu quadro de visualização de carreira, coloque-o em um lugar de destaque para que ele sirva como um lembrete diário do que você deseja alcançar e como inspiração para continuar.
Também é importante revisá-lo periodicamente (a cada três meses, por exemplo) para entender se algo mudou nos seus interesses ou nas suas prioridades. Talvez você queira tirar ou acrescentar itens ao seu quadro. Ele também vai te guiar para gerenciar seu tempo de carreira com mais eficiência. Ao rever suas metas e aspirações, perceba o que está travado e onde você precisa de algum tipo de suporte.
Um quadro de visualização é útil, mas insuficiente
Embora o quadro dos sonhos de carreira possa dar vida aos seus objetivos e aspirações profissionais, ele não vai servir de nada se não motivar a ação. Se você deseja um emprego diferente ou com outras características (por exemplo, mais viagens ou flexibilidade ou em um novo setor), dedique tempo procurando esse emprego. Se você quiser mais dinheiro, amplie suas habilidades de negociação para pedir um bônus, um aumento ou ambos. O que quer que seu quadro de visão de carreira esteja mostrando, liste as etapas que te levarão até lá e inicie esse caminho.
*Caroline Ceniza-Levin é colaboradora sênior da Forbes USA. Ela é consultora de carreira, autora de um livro sobre transição profissional e fundadora do Dream Career Club.
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Microsoft Está Oferecendo Planos de Demissão Voluntária a Cerca de 60.000 Funcionários, Diz Business Insider
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Microsoft está oferecendo planos de demissão voluntária para cerca de 60.000 funcionários, informou o Business Insider nesta segunda-feira (26), citando um porta-voz da empresa.
A oferta de saída voluntária afetará divisões importantes, incluindo experiências de IA, Copilot, finanças, recursos humanos, Xbox e Windows + Dispositivos, disse à Reuters uma fonte familiarizada com o assunto. Unidades como marketing, negócios comerciais e segurança ficarão de fora, acrescentou a fonte.
“Esta oferta estará disponível para funcionários elegíveis em equipes participantes no Canadá, Índia, Reino Unido e Estados Unidos, nos níveis 70 e inferiores”, disse a Microsoft em uma postagem no blog na segunda-feira.
A empresa afirmou que se tratava de um programa voluntário com duração limitada, baseado em experiências anteriores com um programa de aposentadoria voluntária.
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O Que É a Empresa do Século 21?

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Chef de Cave: um dos Cargos Mais Complexos do Vinho, Explicado por um dos Grandes Nomes de Champagne

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em Champagne, algumas das decisões mais importantes de uma garrafa são tomadas anos antes de ela chegar à mesa. Quando colher, quais vinhos separar, quanto reservar de safras anteriores, se haverá fermentação malolática, por quanto tempo envelhecer e, em determinados anos, se aquela colheita merece ou não virar um vintage. No centro dessas escolhas está o chef de cave.
Dominique Demarville conhece bem o peso do cargo. Com mais de duas décadas em posições de comando em algumas das principais casas de Champagne, tornou-se um dos nomes mais respeitados da área. Aos 31 anos, chegou a ser o mais jovem profissional a assumir a função em uma grande maison. Passou pela Veuve Clicquot, onde ocupar o posto costuma significar construir uma carreira longa dentro da própria casa, mas escolheu outro caminho: em 2021 assumiu as caves e a direção-geral da Lallier, uma operação de menor escala.
A mudança ajuda a explicar a maneira como Demarville enxerga a profissão. Para ele, o chef de cave está para o Champagne assim como um chef está para a cozinha. “Você pode entregar os mesmos ingredientes a dois chefs e eles vão criar coisas diferentes. No Champagne é exatamente igual”, afirmou Demarville à Forbes Brasil, em sua primeira entrevista à imprensa brasileira desde 2018.
As uvas disponíveis são semelhantes, assim como o território e as condições de uma determinada safra. A diferença está em como cada profissional interpreta esse material.
“O blend é a verdadeira criatividade do chef de cave”, diz. A escolha do momento da colheita, a condução das fermentações e o envelhecimento entram no conjunto de ferramentas que define o resultado. Mas há uma limitação importante à autoria. Diferentemente de um chef de restaurante, que pode mudar completamente a própria cozinha, o responsável por uma maison herda também uma identidade.
“É a nossa criatividade, mas, ao mesmo tempo, precisamos respeitar o estilo da casa”, afirma. A tarefa inclui preservar esse código e, um dia, transmiti-lo ao sucessor.
Decisões que levam anos
Poucas escolhas representam tão bem a responsabilidade do cargo quanto declarar uma safra vintage, em que a garrafa tem o espumanete de apenas um ano específico. Demarville diz que é uma das decisões mais difíceis de sua carreira. Não acontece depois de uma única degustação. Pode levar aproximadamente um ano e envolve avaliar toda a estação, a colheita, os vinhos produzidos e, principalmente, antecipar como aquele Champagne poderá evoluir depois de sete, oito ou nove anos de envelhecimento.
E ele evita decidir sozinho. “Eu nunca degusto sozinho e não tomo sozinho a decisão de fazer um vintage. É uma decisão de equipe”, afirma. Depois de tomada, porém, a escolha deixa de ser discutida. “A decisão foi tomada. Vamos até o fim.”
Essa lógica se estende à forma como lidera. Para Demarville, “a pior decisão é aquela que não tomamos”. Em situações difíceis, defende transparência e contato direto com a equipe — não e-mail, mensagem ou videoconferência. “Quando a decisão não é fácil, você precisa olhar as pessoas nos olhos.” Dominique Demarville
O clima também mudou o trabalho
A função de chef de cave ganhou uma nova camada com as mudanças climáticas. Quando Demarville começou a trabalhar, no início dos anos 1990, a análise se concentrava principalmente no açúcar e na acidez das uvas. Hoje, os produtores também observam a maturação fenólica, porque o ciclo das plantas se acelerou.
Segundo ele, no passado a colheita em Champagne acontecia aproximadamente 95 a 100 dias depois da floração. Agora, esse intervalo caiu para algo entre 75 e 80 dias.
Isso obriga o chef de cave a adaptar técnicas sem simplesmente alterar o perfil do vinho. Uma das possibilidades é evitar, em determinados casos, a fermentação malolática para conservar mais acidez e frescor. Novas variedades e formas de trabalhar os vinhedos também entram nessa equação.

Champagne além do brinde
É nesse contexto que a Lallier funciona como pano de fundo da nova fase de Demarville. A maison, fundada há mais de um século e controlada em 80% pelo Grupo Campari desde 2020, começou a ampliar sua presença no Brasil há cerca de um ano com dois rótulos (brut e rosé) inicialmente posicionados na faixa de R$ 420 a R$ 520.
Demarville já esteve algumas vezes no país e diz enxergar duas características particularmente favoráveis ao Champagne: a cultura da celebração e a relação dos brasileiros com a gastronomia.
Para ele, porém, o desafio é fazer a bebida sair apenas do brinde e ocupar também a mesa. Nesse caso, até a maneira de servir muda: em vez da taça estreita e da temperatura mais baixa típica das comemorações, ele recomenda uma taça mais aberta e alguns graus a mais para favorecer os aromas durante uma refeição.
Depois de mais de 23 anos ocupando algumas das posições mais importantes de Champagne, Demarville continua descrevendo seu trabalho menos como o de alguém que segue uma receita e mais como o de quem interpreta um conjunto de elementos.
Ele compara o chef de cave também a um músico: duas pessoas podem tocar o mesmo instrumento e provocar emoções diferentes. No Champagne, talvez seja justamente aí que esteja o poder — e a responsabilidade — de quem assina uma garrafa.
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