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O Que a Linguagem Corporal Revela Sobre a Sua Liderança

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

 

A linguagem corporal pode ter um impacto em cadeia nas suas capacidades de liderança. Imagine que você está em uma reunião com seus colaboradores ou em uma conversa individual com um membro da equipe. Você está realmente presente, mas sua linguagem corporal reforça isso ou demonstra desinteresse?

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Seus sinais não-verbais definem o tom das interações, mesmo que você não esteja consciente disso. Sua postura, expressões faciais e até os menores gestos são comunicadores poderosos que podem motivar a equipe ou drenar sua energia.

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linguagem corporal
Getty Images

Líderes que sorriem aparentam ser mais receptivos e abertos para os membros da equipe

O poder da comunicação não-verbal

Como líder empresarial, é fundamental entender que sua presença física diz muito, muitas vezes mais do que suas palavras. Ela pode inspirar confiança ou, involuntariamente, prejudicar sua autoridade. Dominar a arte da comunicação não-verbal não é apenas uma vantagem, é algo essencial para a carreira.

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Enquanto a comunicação verbal transmite ideias, os sinais não-verbais revelam emoções e intenções. Estudos sugerem que a linguagem corporal exerce uma influência maior na percepção do que apenas a linguagem verbal. Saber usar sua linguagem corporal de forma positiva e consistente reforça a confiança e a autoridade, enquanto sinais negativos ou incongruentes podem levar a interpretações equivocadas ou desconfiança.

Elementos-chave da linguagem corporal na liderança

A linguagem corporal de um líder pode ser dividida em sete elementos principais:

  1. Movimentos corporais: Devem ser intencionais e calmos; evite inquietações, que podem projetar ansiedade ou falta de controle;
  2. Postura: Manter-se de pé ou sentado com a coluna ereta transmite confiança, enquanto a má postura pode sinalizar baixa energia ou desinteresse;
  3. Expressões faciais: A expressividade ajuda líderes a transmitir emoções, mas expressões excessivas ou descoordenadas podem confundir;
  4. Espaço: Manter uma distância apropriada é crucial; proximidade excessiva pode deixar os outros desconfortáveis, enquanto muita distância pode sugerir desinteresse;
  5. Voz: Uma voz estável, calorosa e bem modulada projeta autoridade;
  6. Gestos e contato visual: O contato visual frequente e gestos abertos indicam engajamento, sinceridade e confiabilidade.

Entre todos esses elementos, o contato visual é particularmente importante. Demonstra atenção e confiança, enquanto evitá-lo pode sugerir nervosismo. Da mesma forma, posturas abertas — como estar com os braços relaxados — indicam receptividade. O sorriso também é uma ferramenta poderosa e subutilizada na liderança, que pode demonstrar calor humano, reduzir o estresse e tornar o líder mais acessível.

Tenha a presença de um líder

Manter uma presença forte e convidativa é essencial para comunicar liderança de maneira eficaz. Uma postura confiante inclui gestos expansivos e aparência de controle, ao mesmo tempo em que se mostra receptiva. Além disso, técnicas de controle do tempo, como pausas antes de responder ou falar em um ritmo moderado, podem demonstrar ponderação e calma.

Equilibre autoridade e acolhimento

Enquanto novos líderes podem sentir a necessidade de estabelecer autoridade por meio de decisões e posturas rígidas, a verdadeira excelência na liderança reside no equilíbrio entre respeito e conexões genuínas. Os líderes mais impactantes entendem que autoridade não se trata de domínio, mas de inspirar confiança; incorporar força e acolhimento cria um ambiente onde as ideias florescem e os membros da equipe se sentem valorizados. Essa abordagem está alinhada com as expectativas sociais em evolução e se mostra mais eficaz para alcançar metas organizacionais e fomentar uma cultura de alto desempenho.

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Adapte a linguagem para cada situação

Um componente essencial da liderança é a capacidade de adaptação, não apenas na estratégia e na tomada de decisões, mas na sutil arte da comunicação não-verbal.

Para entender como aplicá-la, imagine o seguinte cenário: Uma reunião recorrente com um membro da equipe se transforma em um debate acalorado. As palavras que você usa não estão sendo bem recebidas. Em vez de encerrar a conversa de forma negativa, você se inclina levemente para frente, abre a postura e se mostra receptivo. Sua voz, com um tom mais suave, dá um tom de sinceridade. Seus olhos, fixos em um olhar tranquilizador, expressam empatia e compreensão. Esses sinais sutis podem transformar uma situação negativa em uma oportunidade de reconhecimento e conexão.

Liderança carismática e linguagem corporal

Os líderes mais magnéticos dominam a arte de equilibrar duas características aparentemente contraditórias: ser acessíveis e, ao mesmo tempo, inspirar respeito. Essas pessoas são abertas e convidativas, mas possuem uma aura de força. Seus olhos se conectam com cada pessoa, transmitindo interesse genuíno, enquanto seus gestos precisos e moderados pontuam suas palavras de forma intencional. Esse líder sabe quando se inclinar, sinalizando acolhimento, e quando manter um silêncio confortável, demonstrando confiança e tranquilidade.

Líderes que saber usar a linguagem corporal em sua comunicação reforçam suas mensagens, constroem confiança e criam uma equipe mais motivada e coesa. Dominar essa habilidade é uma ferramenta valiosa para qualquer profissional que deseja causar um impacto duradouro.

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*Cheryl Robinson é colaboradora da Forbes USA. Ela é modelo, palestrante internacional, autora e fundadora da plataforma Ready2Roar. Nos últimos cinco anos, estudou como as pessoas transacionam de carreira e também tem uma trajetória de 15 anos na indústria do esporte e do entretenimento.

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IA Domina Davos entre Promessas de Empregos e Temor de Demissões

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Frio cortante, tensões políticas e dúvidas sobre a inteligência artificial não foram suficientes para frear o entusiasmo de líderes empresariais em Davos em relação à capacidade da tecnologia de criar empregos.

Grandes executivos que participaram da reunião anual do Fórum Econômico Mundial disseram que, embora alguns postos de trabalho desapareçam, novos surgirão. Dois deles afirmaram à Reuters que a IA será usada como desculpa por empresas que já planejavam demissões.

Porta-vozes da expansão trilionária da IA, incluindo o gigante dos chips Jensen Huang, disseram que a tecnologia vai trazer salários mais altos e mais empregos para encanadores, eletricistas e metalúrgicos.

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“Energia está criando empregos. A indústria de chips está criando empregos. A camada de infraestrutura está criando empregos”, disse o CEO da Nvidia durante o encontro no resort alpino suíço. “Empregos, empregos, empregos.”

Esse otimismo contrastou com uma possível disputa comercial que vinha repercutindo em Davos até que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou um acordo para suspender tarifas e evitar um desacoplamento de segurança com a Europa em relação à Groenlândia.

Mas o ceticismo em relação à IA fervilhava sob a superfície. Delegados discutiram como chatbots poderiam levar consumidores à psicose e ao suicídio, enquanto líderes sindicais questionaram o custo dos recentes avanços tecnológicos. “A IA está sendo vendida como uma ferramenta de produtividade, o que muitas vezes significa fazer mais com menos profissionais”, disse Christy Hoffman, secretária-geral do UNI Global Union, que representa 20 milhões de funcionários.

Novo estágio da IA

Matthew Prince, CEO da empresa de segurança na internet Cloudflare, disse que a IA continuará avançando e que desenvolvedores ágeis podem superar oscilações de mercado ou de financiamento. O executivo alertou que a IA pode se tornar tão dominante no futuro que pequenos negócios sejam dizimados, enquanto agentes autônomos passam a cuidar das compras dos consumidores.

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Nos últimos anos, empresas têm reclamado da dificuldade de ir além de projetos-piloto fracassados de IA e de capitalizar o entusiasmo iniciado pelo ChatGPT em 2022. Rob Thomas, diretor comercial da IBM, disse que a IA agora chegou a um estágio em que é possível obter retorno sobre o investimento. “Você pode realmente começar a automatizar tarefas e processos de negócios”, disse à Reuters.

No entanto, a PwC afirmou que apenas um em cada oito CEOs entrevistados recentemente pela consultoria acredita que a IA esteja reduzindo custos e gerando receitas — algo ainda difícil de alcançar. Também persistem dúvidas sobre qual modelo de negócios pode compensar os enormes custos da IA.

Cathinka Wahlstrom, diretora comercial do BNY, disse que a IA já deu retorno ao reduzir o tempo de integração de um novo cliente no banco americano de dois dias para apenas 10 minutos.

E, no último mês e meio, projetos que a empresa de redes Cisco considerava trabalhosos demais — exigindo 19 anos-homem de trabalho — passaram a ser concluídos em poucas semanas, afirmou o presidente da companhia, Jeetu Patel. “A forma como programamos foi repensada”, disse ele, acrescentando que desenvolvedores de software devem adotar a IA não apenas para produtividade, mas para “se manterem relevantes” no longo prazo.

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Força de trabalho

Rob Goldstein, diretor de operações da BlackRock, disse em uma mesa-redonda com a imprensa que a maior gestora de ativos do mundo captou quase US$ 700 bilhões em novos recursos líquidos de clientes no ano passado, enxergando a IA como um meio de expansão dos negócios — e não de redução da força de trabalho. “Estamos muito focados em manter nosso quadro de funcionários estável enquanto continuamos crescendo”, afirmou.

Enquanto isso, a Amazon planeja uma segunda rodada de cortes na próxima semana, como parte de um objetivo mais amplo de eliminar cerca de 30 mil empregos corporativos, disseram anteriormente à Reuters duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Parte do motivo pelo qual a ansiedade em relação aos empregos persiste, apesar das garantias corporativas, é que os profissionais têm pouca participação na implementação da IA, disse Luc Triangle, secretário-geral da Confederação Sindical Internacional. Nessas condições, os colaboradores veem a IA “como uma ameaça”, afirmou.

Para o bilionário filantropo e cofundador da Microsoft, Bill Gates, o mundo precisa “se preparar para as oportunidades e as disrupções que a IA trará”. “Sua economia se torna mais produtiva”, disse. “Isso geralmente é uma coisa boa.”

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Gates citou a tributação de atividades de IA como uma possível ideia para ajudar os profissionais e pediu que políticos se familiarizem mais com a tecnologia. “Certamente existem problemas, mas todos são problemas solucionáveis”, acrescentou sobre a IA de forma geral.

Davos foi encerrado na quinta-feira com otimismo por parte de Elon Musk, fundador da SpaceX e CEO da Tesla, que falou sobre seu objetivo de proteger a civilização e torná-la interplanetária. “Para a qualidade de vida, na verdade é melhor errar sendo otimista do que acertar sendo pessimista”, disse a um congresso lotado, antes de ser escoltado para fora, desviando de repórteres que o aguardavam.

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Jovens São os Mais Preocupados com o Impacto da IA em Seus Empregos, Mostra Estudo

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Quatro em cada cinco profissionais acreditam que a inteligência artificial vai impactar suas tarefas diárias no ambiente de trabalho. A Geração Z está entre as mais preocupadas, à medida que as empresas passam a depender cada vez mais de chatbots e automação baseados em IA, mostrou uma pesquisa divulgada pela Randstad na terça-feira (20).

As vagas que exigem habilidades relacionadas a “agentes de IA” dispararam 1.587%. Os dados do levantamento indicam que a inteligência artificial e a automação estão substituindo, de forma crescente, funções de baixa complexidade e caráter transacional.

A Randstad entrevistou 27 mil profissionais e 1.225 empregadores e analisou mais de 3 milhões de vagas de emprego em 35 mercados para a elaboração do relatório.

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Por que isso importa

Os mercados de trabalho estão sob forte pressão, à medida que empresas em todo o mundo intensificam cortes de empregos diante do enfraquecimento da confiança do consumidor, impactada pela guerra comercial e pelas políticas externas agressivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que abalaram a ordem global baseada em regras.

Empresas de tecnologia focadas em IA já começaram a substituir postos de trabalho por automação, mesmo enquanto a maioria das companhias ainda aguarda retornos concretos de um ciclo excepcional de investimentos em inteligência artificial, que deve moldar o mundo dos negócios por muitos anos.

“O que geralmente vemos entre os funcionários é que eles estão entusiasmados com a IA, mas também podem ser céticos, no sentido de que as empresas querem o que sempre quiseram: reduzir custos e aumentar a eficiência”, diz o CEO da Randstad, Sander van ’t Noordende. Quase metade dos entrevistados teme que a tecnologia ainda incipiente beneficie mais as empresas do que a força de trabalho.

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Profissionais Veem 2026 com Menos Otimismo do Que as Empresas

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

As empresas enxergam um cenário de avanço quase garantido para 2026. Os profissionais, nem tanto. Segundo a nova edição do Workmonitor, estudo global da multinacional de recursos humanos Randstad, 95% dos empregadores esperam crescimento dos negócios em 2026, mas apenas 51% dos talentos compartilham desse otimismo.

A pesquisa ouviu 27 mil talentos e 1.225 empregadores em 35 países. No recorte brasileiro, 100% dos empregadores confiam no crescimento dos negócios para 2026, enquanto 68% dos colaboradores compartilham dessa expectativa. “O risco desse desalinhamento é ter equipes menos engajadas, mais cautelosas e menos dispostas a investir energia no longo prazo”, afirma Diogo Forghieri, diretor de negócios da Randstad Brasil. “Na prática, isso pode resultar em queda de produtividade, aumento da rotatividade e maior dificuldade para reter talentos estratégicos.”

A postura mais cautelosa por parte dos profissionais é influenciada por fatores como incerteza econômica, aumento do custo de vida e impactos da inteligência artificial sobre suas carreiras e empregabilidade futura.

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Profissionais temem impactos da IA

Não à toa, quase metade dos colaboradores (47%) teme que os benefícios da IA fiquem concentrados nas empresas, e não nas pessoas. Além disso, um terço (34%) demonstra preocupação com a possibilidade de seus empregos deixarem de existir nos próximos cinco anos. “Empresas e talentos estão olhando para a inteligência artificial a partir de perspectivas distintas”, diz Forghieri. “Quando os talentos não entendem como a IA pode apoiá-los, surge resistência e distanciamento. O desafio das empresas em 2026 será justamente aproximar essas visões.”

Para reduzir o desalinhamento entre as empresas e seus funcionários, o estudo aponta a necessidade de redefinir estratégias de recrutamento e retenção, alinhando as ambições de crescimento das companhias às demandas dos profissionais por segurança e desenvolvimento. “O crescimento sustentável depende não apenas de investimentos e estratégia, mas de pessoas que acreditem no futuro da organização”, explica o executivo da Randstad. “É preciso criar ambientes mais transparentes, com lideranças próximas e caminhos claros de desenvolvimento, capazes de sustentar o crescimento no médio e longo prazo.”

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