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Lista Forbes: Os Apresentadores Mais Bem Pagos da TV Americana

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O declínio estrutural da televisão linear aparece com mais força justamente no late night, formato de talk show muito tradicional nos EUA. Por décadas, esses programas, que, como o próprio nome sugere, são apresentado nas horas finais do dia, podendo avançar madrugada adentro, foram verdadeiras máquinas de dinheiro para as emissoras americanas. Mas, nos últimos anos, analistas estimam que nenhum deles gera lucro.
Em julho, por exemplo, a CBS tomou a decisão repentina de cancelar o The Late Show with Stephen Colbert, alegando perdas anuais de US$ 40 milhões (R$ 214 milhões). Tanto a ABC quanto a NBC também cortaram custos no ano passado ao reduzir suas programações para quatro dias por semana, independentemente da vontade dos apresentadores. “Fiquei chateado”, disse Jimmy Fallon, apresentador do The Tonight Show, à Forbes. “Quero fazer cinco dias por semana. Eu amo fazer isso.”
Ainda assim, um emprego no late night vem com um salário de respeito: Fallon recebe US$ 16 milhões (R$ 85,6 milhões), Jimmy Kimmel também US$ 16 milhões e Stephen Colbert US$ 15 milhões (R$ 80,2 milhões). Eles estão entre os apresentadores mais bem pagos da TV, segundo estimativas da Forbes. Mesmo em sua fase de declínio, a televisão em seu formato tradicional ainda gera receitas significativas para as emissoras. O talento para conduzir programas como late night, matinais, noticiários em horário nobre, esportes e lifestyle é o que transforma profissionais em grandes estrelas da televisão. Somados, os 25 apresentadores mais bem pagos da TV americana faturam US$ 582 milhões (R$ 3,11 bilhões). Com poucas exceções, eles recebem muito mais que os atores das séries de maior sucesso da televisão.
Mas, com a possível extinção do late night no horizonte, muitos se perguntam se apresentadores como Fallon serão os últimos a comandar esses programas. Isso inclui até mesmo um tão longevo e respeitado quanto The Tonight Show, exibido pela NBC desde 1954.
“Ah, meu Deus”, diz Fallon, refletindo se será o último apresentador do Tonight. “Não, vai ter outra pessoa. E não acho que será um robô. Acho que precisa ser um ser humano, que comete erros e tem conversas reais com as pessoas.”
O mais provável é que essa geração de estrelas da TV seja a última a conquistar salários tão exorbitantes. A maioria dos 25 nomes mais bem pagos já está sob os holofotes há décadas e, em geral, agentes e empresários relatam forte pressão para reduzir valores na hora da renovação de contratos. Muitas vezes, o melhor que os talentos conseguem é manter o salário dos anos anteriores. E, em muitos casos, as emissoras exigem que apresentadores assumam projetos extras para justificar o mesmo nível de remuneração. Fallon e Kimmel, por exemplo, além do late night, também apresentam game shows para suas respectivas emissoras.
Enquanto isso, os chefs celebridades continuam vivendo em grande estilo. Guy Fieri, Bobby Flay e Gordon Ramsay comandam verdadeiros universos de programas e firmaram contratos de produção semelhantes aos dados aos grandes roteiristas de séries, trocando participação nos lucros por taxas anuais garantidas.
Esses acordos geralmente são mantidos em sigilo. Porém, quando um vaza, como o contrato de três anos e US$ 100 milhões (R$ 535 milhões) de Fieri com o Food Network no fim de 2023, ele pode sacudir o mercado, levando concorrentes a exigir a mesma remuneração, tal como aconteceu com Flay e Ramsay. Contratos tão altos, no entanto, pegam mal quando as empresas anunciam demissões. A Disney, por exemplo, cortou quase 200 vagas nas divisões da ABC News e Disney Entertainment Networks em março, apenas alguns meses depois de renovar o contrato de George Stephanopoulos, do Good Morning America, por US$ 17 milhões (R$ 91 milhões) ao ano.
A exceção é o esporte, onde os salários dispararam nos últimos anos e novas estrelas tiveram a chance de surgir. Apresentadores e comentaristas esportivos representam oito dos 25 nomes mais bem pagos deste ano, incluindo o sete vezes campeão do Super Bowl, Tom Brady, que lidera a lista como comentarista da Fox, recebendo US$ 37,5 milhões (R$ 200,6 milhões) por ano.
Nova tendência
No passado, a ideia de comentaristas esportivos ganharem mais que os próprios atletas seria impensável. As empresas de mídia gastam bilhões pelos direitos das ligas, já que esses jogos são disparado os programas mais assistidos da televisão. Ante a isso, pagar alguns milhões a mais por um talento de ponta é visto tanto como uma garantia de qualidade do conteúdo quanto um incentivo para que as ligas direcionem seus melhores jogos para aquela emissora.
Brady, que tem 48 anos, foi contratado justamente para trazer poder de estrela às transmissões da NFL na Fox, depois que Troy Aikman, cuja fortuna é estimada em US$ 18 milhões (R$ 96,3 milhões), e Joe Buck (US$ 16 milhões/R$ 85,6 milhões) foram seduzidos para narrar os maiores jogos da ESPN.
“À medida que o esporte se torna um diferencial e os direitos ficam mais caros e disputados, isso empurra outros formatos e investimentos para fora”, explica Neal Zuckerman, diretor executivo e sócio sênior do Boston Consulting Group. “Há um limite para o quanto você pode gastar em conteúdo e ainda manter o negócio lucrativo.”
Outro destaque é o número de mulheres na lista. Judy Sheindlin, Rachel Maddow e Robin Roberts estão entre as dez personalidades mais bem pagas da TV. Savannah Guthrie e Kelly Ripa aparecem entre as 15 primeiras.
Só que esses super salários devem ter fim em breve. Em plena ascensão, as plataformas de streaming não pagam valores comparáveis aos maiores contratos da TV. Em vez disso, serviços como o YouTube dividem 55% da receita publicitária com os criadores, incentivando que os talentos apostem em si mesmos. Quando o modelo funciona, dá aos apresentadores poder de negociação, como no caso de Pat McAfee, que mantém propriedade e controle editorial de seu talk show diário enquanto o licencia para a ESPN. Muitos no setor acreditam que esse tipo de acordo se tornará mais comum.
Os apresentadores mais bem pagos da TV americana
1. Tom Brady – US$ 37,5 milhões (R$ 200,6 milhões)
Para especialistas da indústria, o real valor do contrato da Fox com o ex-quarterback é impossível de calcular, já que parte de sua remuneração é paga em ações da empresa, cujo preço subiu bastante desde a assinatura. Além de comentar os jogos, função que começou no último outono com críticas mistas, Brady também atua como embaixador da Fox em diversos eventos corporativos, o que ajuda a justificar o enorme pacote de compensação.
2. Bobby Flay – US$ 33 milhões (R$ 176,6 milhões)
Flay renovou seu contrato em novembro para equiparar seus ganhos aos de Guy Fieri. O acordo engloba tudo: cachês por aparições, participação em negócios paralelos como produtos e restaurantes e, claro, seus programas de TV. Para manter o valor, o chef de 60 anos precisa de uma agenda cheia: recentemente lançou Bobby’s Triple Threat e mantém em produção Beat Bobby Flay e BBQ Brawl.
2. Gordon Ramsay – US$ 33 milhões (R$ 176,6 milhões)
Assim como Fieri e Flay, Ramsay construiu um império de programas culinários na Fox, incluindo Hell’s Kitchen, MasterChef e Next Level Chef. Mas o chef escocês de 58 anos tem um diferencial: mantém oito estrelas Michelin em seus restaurantes e reúne 40 milhões de seguidores no TikTok, onde ficou ainda mais famoso durante a pandemia ao criticar vídeos de culinária de outros usuários.
2. Guy Fieri – US$ 33 milhões (R$ 176,6 milhões)
Conhecido como o “prefeito de Flavortown”, Fieri redefiniu o mercado de apresentadores de lifestyle ao assinar, no fim de 2023, um contrato de três anos avaliado em US$ 100 milhões (R$ 535 milhões). O acordo o transformou no talento mais bem pago do Food Network, após a fusão com a Warner Bros. Discovery. O chef de 57 anos já comandou quase 600 episódios de Diners, Drive-ins and Dives desde 2007 e participa de inúmeros programas do portfólio da WBD.
5. John Oliver – US$ 30 milhões (R$ 160,5 milhões)
O programa Last Week Tonight, da HBO, é um fenômeno: já levou 30 Emmys nos últimos 10 anos. Esse sucesso, além de atrair assinantes para a plataforma HBO Max, garantiu ao apresentador britânico de 48 anos um contrato quase duas vezes maior que o de seus colegas do late night em emissoras abertas. No ano passado, a Warner Bros. Discovery tentou segurar os clipes do programa no YouTube por alguns dias para estimular o streaming, mas voltou atrás na 12ª temporada.
6. Ryan Seacrest – US$ 29 milhões (R$ 155 milhões)
Em setembro de 2024, Seacrest assumiu o posto de Pat Sajak como apresentador de Wheel of Fortune, além de manter seus trabalhos em American Idol e no especial de Ano-Novo da ABC, que também produz. Soma-se a isso seu programa de rádio diário de quatro horas, que sozinho lhe rende mais de US$ 10 milhões (R$ 53,5 milhões) por ano. Aos 50 anos, Seacrest praticamente nunca sai do ar.
7. Judy Sheindlin – US$ 28 milhões (R$ 149,8 milhões)
Nos tempos áureos, a juíza Judy ganhava mais de US$ 45 milhões (R$ 240,8 milhões) anuais com seu programa homônimo e ainda detinha os direitos do catálogo de episódios. Desde que vendeu esses direitos para a CBS e deixou a emissora em 2021, a agora octogenária lançou duas novas atrações judiciais no streaming da Amazon. Em 2024, a gigante passou a distribuir Judy Justice para centenas de emissoras locais, garantindo a manutenção de seus altos honorários.
8. Michael Strahan – US$ 26 milhões (R$ 139 milhões)
O ex-atleta do New York Giants hoje fatura mais como apresentador de TV do que quando jogava na NFL. Strahan tem contratos lucrativos com a Fox, como comentarista esportivo, e com a ABC, como coapresentador do Good Morning America e de The $100,000 Pyramid. Além da TV, ele também ganha com aparições pessoais e com sua empresa SMAC Entertainment, que gerencia sua própria marca.
9. Rachel Maddow – US$ 25 milhões (R$ 133,8 milhões)
Durante a renovação de contrato com a MSNBC no fim de 2024, Maddow reduziu seu salário de US$ 30 milhões (R$ 160,5 milhões) para US$ 25 milhões (R$ 133,8 milhões), segundo estimativas — algo que a emissora nega. Dois anos antes, ela havia passado de cinco dias por semana para apenas as segundas-feiras. Mesmo assim, continua sendo o rosto principal da recém-rebatizada MS NOW e ainda expande sua voz em podcasts e livros que se tornam best-sellers.
9. Robin Roberts – US$ 25 milhões (R$ 133,8 milhões)
O Good Morning America segue como uma das maiores fontes de receita da ABC, e Robin Roberts é peça-chave desse sucesso. Aos 64 anos, ela completou duas décadas como coapresentadora e mantém o programa na liderança de audiência há 13 anos consecutivos. Além do matinal, também apresenta especiais em horário nobre, como o documentário sobre os 20 anos do furacão Katrina exibido em agosto.
9. Sean Hannity – US$ 25 milhões (R$ 133,8 milhões)
Veterano da Fox News desde a fundação da emissora, em 1996, Hannity é hoje o apresentador de horário nobre há mais tempo no ar na TV a cabo. Mas sua principal fonte de renda nem é mais a TV: seu programa de rádio, transmitido em mais de 600 estações nos EUA, rende a ele mais de US$ 30 milhões (R$ 160,5 milhões) por ano, graças à sua participação acionária no formato.
12. Savannah Guthrie – US$ 24 milhões (R$ 128,4 milhões)
Enfrentar Donald Trump em um debate televisionado em 2020 rendeu um aumento salarial expressivo para Savannah Guthrie, de 53 anos. A apresentadora do Today já era a mais bem paga do programa antes mesmo da saída da colega Hoda Kotb, em janeiro. Sua habilidade em conduzir entrevistas políticas importantes para a NBC, além de comandar especiais festivos como o Desfile de Ação de Graças da Macy’s e a cerimônia de iluminação da árvore de Natal do Rockefeller Center, garantem seu destaque na emissora.
13. Kelly Ripa – US$ 22 milhões (R$ 117,7 milhões)
Presença fixa nas manhãs da TV desde 2001, Kelly Ripa já trabalhou ao lado de Regis Philbin, Michael Strahan e Ryan Seacrest, antes de formar dupla com o marido, Mark Consuelos, em 2023. Além do programa Live!, o casal também apresenta a série Running With The Wolves na ESPN, que mostra a experiência deles como proprietários do clube italiano de futebol Campobasso FC.
14. Charles Barkley – US$ 21 milhões (R$ 112,3 milhões)
Poucos anos após assinar um contrato de dez anos no valor de US$ 210 milhões (R$ 1,12 bilhão) com a Turner Sports, Barkley ameaçou se aposentar no ano passado, quando a emissora perdeu os direitos de transmissão da NBA. Um novo acordo, no entanto, permitiu que Inside The NBA continuasse sendo produzido pela Turner, mas exibido antes e depois dos jogos na ESPN e na ABC, mantendo Barkley ao lado de seus tradicionais colegas Ernie Johnson, Kenny Smith e Shaquille O’Neal — que, segundo estimativas, recebe US$ 15 milhões (R$ 80,2 milhões) por sua participação.
15. Pat McAfee – US$ 20 milhões (R$ 107 milhões)
O contrato da ESPN com o ex-punter do Indianapolis Colts inclui cachês por sua participação no College Gameday e uma taxa de licenciamento para transmitir The Pat McAfee Show na rede. McAfee, de 38 anos, utiliza esse valor para pagar sua equipe e custos de produção, mantendo a propriedade e o controle editorial do programa. Além disso, ele também atuou como comentarista de lutas da WWE até junho, quando decidiu se afastar alegando cansaço.
15. Stephen A. Smith – US$ 20 milhões (R$ 107 milhões)
Em março, o maior nome dos programas esportivos de debate da TV recebeu um aumento de US$ 12 milhões (R$ 64,2 milhões) para US$ 20 milhões (R$ 107 milhões) anuais, no que se acredita ser o maior contrato já pago a um talento da ESPN. Pelo novo acordo, Stephen A. participará de menos programas da emissora, liberando tempo para projetos paralelos, como seu podcast — e, apesar de negar repetidamente, especula-se até uma possível entrada na política.
17. Anderson Cooper – US$ 18 milhões (R$ 96,3 milhões)
Embora também contribua ocasionalmente para o programa 60 Minutes, da CBS, a maior parte da fortuna de Anderson Cooper vem do trabalho na CNN. Lá, ele apresenta um programa diário no horário nobre e outro semanal com reportagens aprofundadas aos domingos. Aos 58 anos, ele está na emissora desde 2001 e continua sendo um dos principais nomes do jornalismo americano.
17. Tony Romo – US$ 18 milhões (R$ 96,3 milhões)
O contrato de dez anos no valor de US$ 180 milhões (R$ 963 milhões) com a CBS, assinado em 2020, transformou Romo em um dos comentaristas mais bem pagos da história da TV esportiva. Ex-quarterback do Dallas Cowboys, ele segue como principal analista ao lado de Jim Nantz. Porém, já começa a sentir a concorrência de novos talentos, como o ex-defensivo J.J. Watt, recentemente contratado para a segunda equipe da CBS.
17. Troy Aikman – US$ 18 milhões (R$ 96,3 milhões)
Com o objetivo de montar uma equipe de transmissão de nível de Super Bowl para a temporada de 2026, a ESPN contratou Troy Aikman, lenda do Dallas Cowboys, tirando-o da Fox com um contrato ainda maior do que o oferecido pela CBS a Tony Romo, seu ex-companheiro de posição. O valor recebido por Romo também inclui despesas que ele cobre com assistentes que o acompanham em dias de jogo.
20. George Stephanopoulos – US$ 17 milhões (R$ 91 milhões)
Um deslize verbal em 2023 levou Donald Trump a abrir um processo de difamação contra a ABC, resultando em um acordo de US$ 15 milhões (R$ 80,2 milhões). Apesar disso, a emissora manteve total apoio a George Stephanopoulos, de 64 anos, renovando seu contrato em dezembro. O novo acordo inclui um programa de política no Hulu e quatro especiais em horário nobre. No entanto, será David Muir, e não Stephanopoulos, quem seguirá responsável pelos principais boletins de notícias da rede.
20. Steve Harvey – US$ 17 milhões (R$ 91 milhões)
Desde 2010, Steve Harvey já apresentou mais de 1,1 mil episódios de Family Feud, sem contar as versões internacionais e spin-offs. Entre elas, Celebrity Family Feud teve sua maior estreia em três anos neste julho, com 4,2 milhões de espectadores. Além da TV, o apresentador de 68 anos também fatura milhões com um programa de rádio diário, transmitido em rede nacional.
22. Jimmy Fallon – US$ 16 milhões (R$ 85,6 milhões)
Com um programa feito sob medida para as redes sociais, The Tonight Show domina o espaço digital, mesmo ficando em terceiro lugar na audiência tradicional da TV. Fallon, de 50 anos, também empresta seu carisma para outras produções, apresentando game shows como Password e That’s My Jam, além do novo reality On Brand, que estreia na NBC em 30 de setembro.
22. Jimmy Kimmel – US$ 16 milhões (R$ 85,6 milhões)
Apresentador do Jimmy Kimmel Live! desde 2003, Kimmel já cogitou a aposentadoria algumas vezes, e seu contrato atual expira em meados de 2026. Fora do talk show, ele também apresenta a versão com celebridades de Who Wants To Be A Millionaire? e dublou um personagem no filme dos Smurfs lançado neste verão. Durante a temporada do Emmy, chegou a defender publicamente Stephen Colbert, chamando de “absurda” a alegação da CBS de que o programa de seu colega gerava prejuízo anual de US$ 40 milhões (R$ 214 milhões).
22. Joe Buck – US$ 16 milhões (R$ 85,6 milhões)
Em 2022, a Fox liberou Joe Buck do último ano de seu contrato para que ele se juntasse a Troy Aikman na ESPN, em troca dos direitos de transmissão de um jogo universitário entre Penn State e Purdue. Aos 56 anos, Buck se tornou o narrador esportivo mais bem pago da história, depois de ter narrado 24 World Series em sua antiga emissora. Hoje, sua principal função é no Monday Night Football, embora ocasionalmente participe de transmissões da MLB — principal liga de baseball dos EUA —, como o jogo de abertura entre Brewers e Yankees.
25. Stephen Colbert – US$ 15 milhões (R$ 80,2 milhões)
Favorito ao Emmy de Melhor Série de Talk Show neste fim de semana, Colbert, de 61 anos, pode conquistar sua primeira estatueta no comando do The Late Show. Antes, ele já havia vencido dez vezes com The Colbert Report, no Comedy Central. Com contrato até maio do próximo ano, o anúncio do fim de seu programa impulsionou ainda mais a audiência, deixando-o à frente da concorrência.
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Cargos de Liderança São Só 1,5% das Vagas para Pessoas com Deficiência
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) ofertam posições técnicas e gerenciais, aponta levantamento inédito da startup Egalite. O levantamento considera dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, da própria startup, especializada em projetos para empregabilidade de pessoas com deficiência.
As empresas destinam grande parte das vagas para posições operacionais, que representam 98,5% dos postos de trabalho. Por outro lado, o levantamento aponta que 31% de todas as candidaturas espontâneas desses profissionais são direcionadas para posições gerenciais e técnicas.
Embora esses dados apontem para um cenário desafiador, a pesquisa destaca um avanço nas organizações empenhadas na inclusão e no crescimento efetivo desses profissionais.
Metade das organizações analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições de entrada até cargos de liderança e especialistas, para pessoas com deficiência, superando a exigência legal de cotas.
Um dos fundadores da Egalite e embaixador e CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social, Djalma Scartezini aponta que a maioria das vagas de trabalho é para cargos operacionais, pois o varejo é a base da pirâmide e, por isso, disponibiliza maior quantidade de postos de trabalho.
“Não existem cargos de liderança na mesma proporção que cargos de entrada”, diz Djalma Scartezini.
Contudo, o diretor executivo reconhece que existe uma falta de vagas de gerência destinada à população PcD. “Eu sendo um executivo com deficiência também não estou contente de ver poucos pares com deficiência em cargos de direção. O que eu acho que é positivo é que tem avançado esse número.”
Ele cita a última feira Inclui PcD, uma iniciativa da Egalite, que abriu 19 mil vagas para pessoas com deficiência, das quais quase 4 mil eram cargos para especialistas, coordenadores e primeiros estágios de liderança.
Outro dado relevante da pesquisa demonstra que a pretensão salarial mediana de candidatos PcD é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo em vigor (R$ 1.621). O dado revela que os trabalhadores muitas vezes chegam aos processos seletivos cobrando menos do que o que é de direito.
Muitas vezes esse cenário se dá por um viés de mercado que utiliza marcadores identitários – como deficiência, gênero, raça e orientação sexual – para desqualificar as pessoas. Como aponta Scartezini, frequentemente, as próprias vagas oferecidas a PcDs já são disponibilizadas com valores de remuneração reduzidos em relação aos parâmetros de mercado.
Uma outra barreira enfrentada por trabalhadores com deficiência é o recuo de postos de trabalho no modelo home office. De acordo com dados da Inclui PcD, o percentual de vagas remotas e híbridas sofreu queda de 28,4% em 2024 para somente 0,8% em 2026.
“O modelo de trabalho remoto remove barreiras cruciais de mobilidade urbana e transporte público inacessível para pessoas com deficiência física”, explica o CEO da Egilate, Guilherme Braga.
Além disso, para profissionais neurodivergentes, o ambiente de casa atua como um regulador sensorial, possibilitando a gestão de estímulos do ambiente, a adaptação do espaço de trabalho e a diminuição da sobrecarga social.
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Howard Buffett Será “Apólice de Seguro” da Berkshire na Era Greg Abel
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Berkshire Hathaway sempre foi sinônimo de Warren Buffett. Agora, cabe ao seu filho mais velho, Howard Buffett, manter viva a cultura do conglomerado.
O anúncio feito nesta sexta-feira de que Warren Buffett, de 96 anos, deixou o cargo de presidente do conselho da companhia significa que a lenda dos investimentos não terá mais uma função de gestão na empresa que assumiu em 1965, nem mesmo atuará como conselheiro regular de Greg Abel, que o sucedeu como presidente-executivo em janeiro.
Howard Buffett, de 71 anos, assumirá uma função bem diferente como presidente não executivo do conselho de administração, com foco na preservação da cultura e dos valores da Berkshire. Essa é a mais recente medida em uma transição de liderança que já vem ocorrendo há anos.
“Trata-se, na verdade, de continuidade”, disse Michael Withers, professor de administração da faculdade de administração da Universidade de Notre Dame. “O desafio daqui para frente será se Abel e Howard conseguirão honrar o legado (de Warren Buffett), ao mesmo tempo em que dão à Berkshire espaço para se adaptar a um mercado que parece muito diferente daquele que Buffett dominava.”
A presença de longa data deles pode tranquilizar investidores e analistas que não esperam, nem necessariamente desejam, grandes mudanças no conglomerado de aproximadamente US$1,1 trilhão que possui negócios que incluem a ferrovia BNSF, a seguradora de automóveis Geico e uma série de empresas dos setores de energia, indústria e de varejo, além de uma carteira de ações que inclui American Express, Apple e Coca-Cola.
Abel ingressou na Berkshire em 2000, quando a empresa adquiriu a antiga MidAmerican Energy, e passou a integrar a equipe de liderança da Berkshire em 2018. Howard Buffett está na Berkshire há ainda mais tempo, atuando como diretor desde 1993.
“Howie está lá para fiscalizar”, disse James Armstrong, presidente da Henry H. Armstrong Associates em Pittsburgh e investidor de longa data da Berkshire. “Minimizar a burocracia, manter o foco nas metas de longo prazo, colocar os acionistas em primeiro lugar, nada de negócios em benefício próprio, nada de corrupção e ampliar a vantagem competitiva que protege os negócios da Berkshire.”
Saber o que é viável
Abel, de 64 anos, tem seguido em grande parte o manual de estratégias de Buffett desde que assumiu o cargo de presidente-executivo. O caixa da Berkshire, de US$364,7 bilhões em 30 de junho, valor quase recorde, dá a ele liberdade para comprar mais empresas e ações, recomprar as próprias ações da companhia sediada em Omaha, Nebraska, e talvez instituir um dividendo.
Warren Buffett escreveu nesta sexta-feira, em uma carta aos acionistas, que Abel superou suas expectativas “altíssimas”.
“Pensem em Howard como uma apólice de seguro que os acionistas possuem e esperam nunca precisar resgatar”, escreveu Buffett.
Buffett ainda controla mais de 13% das ações da Berkshire e cerca de 30% do poder de voto. Essas porcentagens diminuirão à medida que suas ações forem distribuídas a fundações supervisionadas por seus filhos.
“Warren construiu uma das grandes empresas americanas”, disse Macrae Sykes, gestor de carteiras da Gabelli Funds. “Isso encerra a carreira corporativa de Warren, mas não sua influência na Berkshire.”
Não é ciência espacial
Famoso por seu trabalho beneficente, Howard Buffett também já foi agricultor, xerife e membro de vários conselhos de administração, mas nunca liderou uma empresa de capital aberto. Ele vê seu papel na Berkshire como mais focado do que o de seu pai.
“Não é ciência espacial”, disse ele ao Wall Street Journal em janeiro de 2025. “A cultura é manter as coisas simples, fazer o que é preciso, mas não fazer muitas coisas desnecessárias, tratar as pessoas com justiça, respeitar seus gerentes, respeitar seus acionistas. Contar as más notícias logo de cara, ser honesto.”
Cathy Seifert, analista da CFRA Research, considerou a falta de experiência em gestão de Howard Buffett uma lacuna no plano de sucessão da Berkshire.
“Em comparação com outras dinastias familiares, normalmente, quando se tem o filho do herdeiro aparente, ele costuma estar envolvido nas operações do dia a dia”, disse ela. “Howard Buffett não tem isso.”
O conselho da Berkshire, no entanto, conta com vários diretores com experiência em gestão que podem atuar como orientadores.
“Novos gestores não têm a mesma intuição que só o tempo e a experiência podem proporcionar”, disse Brian Mulberry, estrategista-chefe de mercado da Zacks Investment Management. “O filho de Buffett e Abel estão no ecossistema da Berkshire há tempo suficiente para que essa defasagem seja mínima, mas não inexistente.”
Tom Russo, sócio da Gardner, Russo & Quinn e também investidor de longa data da Berkshire, lembrou que Warren Buffett disse a ele e a outros alunos da Stanford Business School, em 1983, que “não se pode fazer um bom negócio com uma pessoa ruim”. Ele espera que Abel e Howard Buffett respeitem esse pensamento. O tempo dirá como. “Este é um território novo”, disse Russo.
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Negócios
Kings League Anuncia Anadege Freitas Como Nova Diretora Geral no Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Kings League anunciou Anadege Freitas como nova diretora geral no Brasil nesta quinta-feira (17).
Na nova posição, seu foco será estruturar e fortalecer a operação no país. “Sempre fui movida pela curiosidade, pelo aprendizado e pela coragem de assumir novos desafios, especialmente em um projeto tão inovador e marcante. Temos muito o que aprender, construir e realizar juntos”, compartilhou em uma publicação no LinkedIn.
Até então, a executiva atuava como diretora de conteúdo e parcerias da Twitch, plataforma de streaming de vídeos ao vivo da Amazon.
Com mais de 20 anos de carreira, já passou por empresas como Activision Blizzard, Hasbro, Nintendo e Paramount Pictures.
É formada em comunicação pelo Centro Universitário FMU e tem MBA pela FIA Business School.
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