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6-6-6: O Desafio de Caminhada Que Melhora Corpo e Mente

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Embora muitas vezes seja subestimada, a caminhada é um dos melhores exercícios para equilibrar vida pessoal e profissional, além de cuidar da saúde física e do bem-estar mental, fatores que contribuem diretamente para o engajamento e a produtividade no trabalho.
Existem diversos tipos de caminhada: as contemplativas, conscientes e que seguem o método japonês, um tipo de exercício intervalado. Mas o desafio 6-6-6 traz benefícios diferentes e já acumula muitos adeptos.
As vantagens do desafio 6-6-6
Se você está começando agora, o desafio 6-6-6 é acessível para iniciantes e uma das melhores rotinas para controlar o estresse e aumentar a energia. Um dos pontos fortes desse método é a simplicidade: a estrutura baseada em números – como a técnica de respiração 4-4-4-4 – facilita seguir a rotina sem pensar demais.
A tendência consiste basicamente em caminhar 60 minutos às 6h da manhã ou às 18h, com aquecimento e desaquecimento de 6 minutos. Para experimentar o desafio, siga estes passos por 60 minutos, seis dias por semana, sempre às 6h ou às 18h:
- Caminhe por seis minutos em ritmo confortável para aquecer;
- Aumente a velocidade para um ritmo acelerado nos seis minutos seguintes;
- Reduza novamente o ritmo nos últimos seis minutos para desacelerar;
- Repita esse ciclo até completar os 60 minutos para obter os melhores resultados;
- Mantenha a postura correta durante toda a caminhada;
- Incorpore esse método seis vezes por semana para alcançar os benefícios.
Corredor iniciante
Segundo Haley Dyes, treinadora-chefe da MyBodyTutor, plataforma de atividade física e nutrição, o 6-6-6 supera muitos programas de corrida para iniciantes.
Ela o descreve como o plano ideal para transformar pessoas que caminham de forma casual em corredores confiantes. O motivo? A maioria ignora um passo essencial: criar uma base sólida de condicionamento.
Muitos tentam ir do zero ao extremo e acabam desistindo em poucas semanas. Diferente de outros métodos, que partem do pressuposto de algum preparo físico, o 6-6-6 se adapta a qualquer nível, até mesmo àqueles totalmente sedentários.
A ciência por trás da caminhada
Apesar da popularidade, o método 6-6-6 ainda não foi estudado cientificamente, afirma o Dr. Roy Hamilton, professor da Universidade da Pensilvânia e membro da McKnight Brain Research Foundation. Mas ele explica que a prática combina fatores já comprovados.
Estudos mostram, por exemplo, que caminhar cerca de 7 mil passos por dia – número próximo ao proposto pelo desafio – reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e demência. Outras pesquisas apontam que a caminhada ajuda na perda de peso, fortalece músculos e melhora o desempenho mental, o bem-estar emocional e a neuroplasticidade (a capacidade do cérebro de formar novas conexões).
“Caminhar em ritmo acelerado por 60 minutos algumas vezes por semana proporciona um ótimo exercício aeróbico, benéfico para a saúde cerebral”, diz Hamilton. “Alguns estudos sugerem que exercícios pela manhã ou no início da noite podem trazer benefícios extras para o coração, o metabolismo e a qualidade do sono.”
Jake McLendon, vice-presidente de ginástica em grupo da rede Crunch Fitness, também aprova o desafio: “O cardio de intensidade moderada mantém o corpo preparado para a queima de gordura, ao contrário do cardio intenso, que depende mais do glicogênio”, explica. “O ideal é caminhar em um ritmo que coloque sua frequência cardíaca em torno de 70%, zona considerada ótima para perda de gordura. É um ritmo em que você sente que está se exercitando, mas ainda consegue conversar.”
Por outro lado, McLendon aponta um desafio: o tempo. Para muitas pessoas, reservar em torno de uma hora para se exercitar pode ser difícil, especialmente para quem está retomando os exercícios.
Ainda assim, os especialistas reforçam que aqueles que seguem o método 6-6-6 têm mais chance de se tornarem adeptos da atividade física e corredores consistentes em seis meses, se comparados aos que começam correndo direto. “Construir padrões corretos de movimento, desenvolver a base cardiovascular e manter a constância são fatores-chave que muitos acabam ignorando”, observa Dyes.
Como estabelecer (e cumprir) metas
Quantas vezes você já prometeu a si mesmo mudar seus hábitos de saúde? Definir metas no formato “quando-então” é uma forma eficaz de criar hábitos saudáveis e transformar objetivos difíceis em realizáveis. Pesquisas mostram que essa técnica pode triplicar as chances de alcançar uma meta.
Funciona assim: ao especificar quando e onde vai agir, seu cérebro associa automaticamente a situação (quando) à ação (então). Assim, uma meta vaga de “vou começar a me exercitar” vira algo concreto. No caso do desafio: Quando for 6h da manhã de segunda a sábado, então caminharei por 60 minutos.
*Bryan Robinson é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte.
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Cargos de Liderança São Só 1,5% das Vagas para Pessoas com Deficiência
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Apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) ofertam posições técnicas e gerenciais, aponta levantamento inédito da startup Egalite. O levantamento considera dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, da própria startup, especializada em projetos para empregabilidade de pessoas com deficiência.
As empresas destinam grande parte das vagas para posições operacionais, que representam 98,5% dos postos de trabalho. Por outro lado, o levantamento aponta que 31% de todas as candidaturas espontâneas desses profissionais são direcionadas para posições gerenciais e técnicas.
Embora esses dados apontem para um cenário desafiador, a pesquisa destaca um avanço nas organizações empenhadas na inclusão e no crescimento efetivo desses profissionais.
Metade das organizações analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições de entrada até cargos de liderança e especialistas, para pessoas com deficiência, superando a exigência legal de cotas.
Um dos fundadores da Egalite e embaixador e CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social, Djalma Scartezini aponta que a maioria das vagas de trabalho é para cargos operacionais, pois o varejo é a base da pirâmide e, por isso, disponibiliza maior quantidade de postos de trabalho.
“Não existem cargos de liderança na mesma proporção que cargos de entrada”, diz Djalma Scartezini.
Contudo, o diretor executivo reconhece que existe uma falta de vagas de gerência destinada à população PcD. “Eu sendo um executivo com deficiência também não estou contente de ver poucos pares com deficiência em cargos de direção. O que eu acho que é positivo é que tem avançado esse número.”
Ele cita a última feira Inclui PcD, uma iniciativa da Egalite, que abriu 19 mil vagas para pessoas com deficiência, das quais quase 4 mil eram cargos para especialistas, coordenadores e primeiros estágios de liderança.
Outro dado relevante da pesquisa demonstra que a pretensão salarial mediana de candidatos PcD é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo em vigor (R$ 1.621). O dado revela que os trabalhadores muitas vezes chegam aos processos seletivos cobrando menos do que o que é de direito.
Muitas vezes esse cenário se dá por um viés de mercado que utiliza marcadores identitários – como deficiência, gênero, raça e orientação sexual – para desqualificar as pessoas. Como aponta Scartezini, frequentemente, as próprias vagas oferecidas a PcDs já são disponibilizadas com valores de remuneração reduzidos em relação aos parâmetros de mercado.
Uma outra barreira enfrentada por trabalhadores com deficiência é o recuo de postos de trabalho no modelo home office. De acordo com dados da Inclui PcD, o percentual de vagas remotas e híbridas sofreu queda de 28,4% em 2024 para somente 0,8% em 2026.
“O modelo de trabalho remoto remove barreiras cruciais de mobilidade urbana e transporte público inacessível para pessoas com deficiência física”, explica o CEO da Egilate, Guilherme Braga.
Além disso, para profissionais neurodivergentes, o ambiente de casa atua como um regulador sensorial, possibilitando a gestão de estímulos do ambiente, a adaptação do espaço de trabalho e a diminuição da sobrecarga social.
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Howard Buffett Será “Apólice de Seguro” da Berkshire na Era Greg Abel
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Berkshire Hathaway sempre foi sinônimo de Warren Buffett. Agora, cabe ao seu filho mais velho, Howard Buffett, manter viva a cultura do conglomerado.
O anúncio feito nesta sexta-feira de que Warren Buffett, de 96 anos, deixou o cargo de presidente do conselho da companhia significa que a lenda dos investimentos não terá mais uma função de gestão na empresa que assumiu em 1965, nem mesmo atuará como conselheiro regular de Greg Abel, que o sucedeu como presidente-executivo em janeiro.
Howard Buffett, de 71 anos, assumirá uma função bem diferente como presidente não executivo do conselho de administração, com foco na preservação da cultura e dos valores da Berkshire. Essa é a mais recente medida em uma transição de liderança que já vem ocorrendo há anos.
“Trata-se, na verdade, de continuidade”, disse Michael Withers, professor de administração da faculdade de administração da Universidade de Notre Dame. “O desafio daqui para frente será se Abel e Howard conseguirão honrar o legado (de Warren Buffett), ao mesmo tempo em que dão à Berkshire espaço para se adaptar a um mercado que parece muito diferente daquele que Buffett dominava.”
A presença de longa data deles pode tranquilizar investidores e analistas que não esperam, nem necessariamente desejam, grandes mudanças no conglomerado de aproximadamente US$1,1 trilhão que possui negócios que incluem a ferrovia BNSF, a seguradora de automóveis Geico e uma série de empresas dos setores de energia, indústria e de varejo, além de uma carteira de ações que inclui American Express, Apple e Coca-Cola.
Abel ingressou na Berkshire em 2000, quando a empresa adquiriu a antiga MidAmerican Energy, e passou a integrar a equipe de liderança da Berkshire em 2018. Howard Buffett está na Berkshire há ainda mais tempo, atuando como diretor desde 1993.
“Howie está lá para fiscalizar”, disse James Armstrong, presidente da Henry H. Armstrong Associates em Pittsburgh e investidor de longa data da Berkshire. “Minimizar a burocracia, manter o foco nas metas de longo prazo, colocar os acionistas em primeiro lugar, nada de negócios em benefício próprio, nada de corrupção e ampliar a vantagem competitiva que protege os negócios da Berkshire.”
Saber o que é viável
Abel, de 64 anos, tem seguido em grande parte o manual de estratégias de Buffett desde que assumiu o cargo de presidente-executivo. O caixa da Berkshire, de US$364,7 bilhões em 30 de junho, valor quase recorde, dá a ele liberdade para comprar mais empresas e ações, recomprar as próprias ações da companhia sediada em Omaha, Nebraska, e talvez instituir um dividendo.
Warren Buffett escreveu nesta sexta-feira, em uma carta aos acionistas, que Abel superou suas expectativas “altíssimas”.
“Pensem em Howard como uma apólice de seguro que os acionistas possuem e esperam nunca precisar resgatar”, escreveu Buffett.
Buffett ainda controla mais de 13% das ações da Berkshire e cerca de 30% do poder de voto. Essas porcentagens diminuirão à medida que suas ações forem distribuídas a fundações supervisionadas por seus filhos.
“Warren construiu uma das grandes empresas americanas”, disse Macrae Sykes, gestor de carteiras da Gabelli Funds. “Isso encerra a carreira corporativa de Warren, mas não sua influência na Berkshire.”
Não é ciência espacial
Famoso por seu trabalho beneficente, Howard Buffett também já foi agricultor, xerife e membro de vários conselhos de administração, mas nunca liderou uma empresa de capital aberto. Ele vê seu papel na Berkshire como mais focado do que o de seu pai.
“Não é ciência espacial”, disse ele ao Wall Street Journal em janeiro de 2025. “A cultura é manter as coisas simples, fazer o que é preciso, mas não fazer muitas coisas desnecessárias, tratar as pessoas com justiça, respeitar seus gerentes, respeitar seus acionistas. Contar as más notícias logo de cara, ser honesto.”
Cathy Seifert, analista da CFRA Research, considerou a falta de experiência em gestão de Howard Buffett uma lacuna no plano de sucessão da Berkshire.
“Em comparação com outras dinastias familiares, normalmente, quando se tem o filho do herdeiro aparente, ele costuma estar envolvido nas operações do dia a dia”, disse ela. “Howard Buffett não tem isso.”
O conselho da Berkshire, no entanto, conta com vários diretores com experiência em gestão que podem atuar como orientadores.
“Novos gestores não têm a mesma intuição que só o tempo e a experiência podem proporcionar”, disse Brian Mulberry, estrategista-chefe de mercado da Zacks Investment Management. “O filho de Buffett e Abel estão no ecossistema da Berkshire há tempo suficiente para que essa defasagem seja mínima, mas não inexistente.”
Tom Russo, sócio da Gardner, Russo & Quinn e também investidor de longa data da Berkshire, lembrou que Warren Buffett disse a ele e a outros alunos da Stanford Business School, em 1983, que “não se pode fazer um bom negócio com uma pessoa ruim”. Ele espera que Abel e Howard Buffett respeitem esse pensamento. O tempo dirá como. “Este é um território novo”, disse Russo.
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Kings League Anuncia Anadege Freitas Como Nova Diretora Geral no Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Kings League anunciou Anadege Freitas como nova diretora geral no Brasil nesta quinta-feira (17).
Na nova posição, seu foco será estruturar e fortalecer a operação no país. “Sempre fui movida pela curiosidade, pelo aprendizado e pela coragem de assumir novos desafios, especialmente em um projeto tão inovador e marcante. Temos muito o que aprender, construir e realizar juntos”, compartilhou em uma publicação no LinkedIn.
Até então, a executiva atuava como diretora de conteúdo e parcerias da Twitch, plataforma de streaming de vídeos ao vivo da Amazon.
Com mais de 20 anos de carreira, já passou por empresas como Activision Blizzard, Hasbro, Nintendo e Paramount Pictures.
É formada em comunicação pelo Centro Universitário FMU e tem MBA pela FIA Business School.
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