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Descubra quanto ganha um diretor de Recursos Humanos

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Com a atenção das empresas voltada para a gestão de pessoas, os líderes de recursos humanos estão subindo os degraus corporativos e ganhando os holofotes de quem procura uma carreira para crescer nas empresas. Para o cargo de CHRO (Chief Human Resources Officer), que tem adquirido cada vez mais relevância no mercado, o salário pode chegar até R$ 80 mil.
Segundo uma pesquisa da Page Executive, unidade de negócios do PageGroup especializada no recrutamento de executivos da alta liderança, a remuneração média mensal dos líderes de RH no Brasil variou de R$ 30 mil a R$ 80 mil em 2023.
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Líderes de RH mantiveram a média na remuneração, com pequenos avanços em grandes empresas
A remuneração é classificada por faixas, de acordo com o porte de faturamento da empresa onde os profissionais atuam. O estudo mostrou que os salários dos líderes de RH em corporações que faturam até cerca de R$ 500 milhões tiveram estabilidade entre 2021 e 2023. Já as posições em companhias acima de R$ 500 milhões tiveram uma alta no piso salarial. “A readequação do setor impactou a remuneração, mantendo uma estabilidade na média salarial do diretor de RH, com leves adequações nos pisos salariais das maiores empresas”, afirma Bruna Leite, sócia da Page Executive.
Realizada de outubro de 2023 a fevereiro de 2024, a pesquisa contou com a participação de 2 mil executivos da alta liderança que atuam em empresas de diversos setores na América Latina.
Levantamentos como esse ajudam a entender o cenário dos cargos, mas é importante ressaltar que, em relação à remuneração de executivos, é preciso considerar elementos de negócio que vão além da receita gerada. “Quanto mais complexa a gestão dos processos, maior a exigência de conhecimento técnico e experiência para lidar com os desafios”, escreve Fernanda Abilel, professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração, em sua coluna na Forbes Brasil.
Outras características, como atuação (regional, nacional ou internacional), tipo de negócio, governança, estrutura de capital e rentabilidade também influenciam os salários dos líderes.
Além disso, vale destacar os incentivos anuais (Bônus e PLR) e de longo prazo (Stock Options e outros) para a maior parte dos cargos. “No nível executivo, a remuneração variável pode ser muito superior ao pacote fixo a depender da estratégia, do setor e do estágio de maturação da empresa”, diz Abilel.
RH ganha poder
De acordo com uma análise feita por professores da Universidade de Stanford em cima dos registros da SEC (a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) ao longo das últimas três décadas, houve um aumento significativo no número de líderes de recursos humanos (nas maiores empresas nos Estados Unidos) com a palavra “chief” no título.
Com cargos mais altos, os profissionais também tiveram um aumento na faixa salarial. A pesquisa aponta que o salário dos diretores de RH, predominantemente mulheres, saiu de cerca de 40% do que outros membros das vice-presidências e diretorias ganhavam em 1992 para 70% do salário dos seus pares em 2022, diminuindo a diferença em um terço.
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Dentro das empresas que fazem parte do índice S&P 1500, indicador das maiores companhias nos Estados Unidos, a quantidade de corporações que têm um executivo de RH entre os cinco mais bem pagos aumentou de 0,5% (sete empresas) para 13% (195 empresas) em 2022.
Desde tentar manter as pessoas saudáveis durante uma pandemia global até lidar com as diferentes expectativas em torno do trabalho híbrido, o cotidiano das pessoas que ocupam a liderança de recursos humanos ficou mais difícil, mas também mais poderoso.
Essas questões – bem como uma maior amplitude de responsabilidades e a rotação de executivos de negócios no cargo –, são algumas das razões pelas quais os líderes de RH, de acordo com a análise feita por pesquisadores de Stanford, estão vendo cargos mais importantes e contracheques mais altos, aproximando-se finalmente do salário de seus pares do alto escalão.
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Negócios
Trabalhe de Casa ou de Qualquer Lugar: As Melhores Empresas e Carreiras para Vagas Remotas
Você está em busca de um emprego remoto que permita trabalhar de qualquer lugar do mundo – seja para viajar, morar no exterior ou simplesmente trabalhar de casa sem limitações para a carreira? A FlexJobs, plataforma online de busca de empregos focada em vagas remotas, e híbridas, divulgou seu relatório anual “Work From Anywhere” de 2026, destacando empregadores, setores e cargos que oferecem essas oportunidades.
Embora a demanda por funções remotas que permitam trabalhar de qualquer lugar do mundo continue altíssima, os dados mais recentes da FlexJobs deixam claro que esse tipo de emprego não é fácil de encontrar. “Embora o número de cargos independentes de localização esteja crescendo, eles ainda representam menos de 5% de todo o mercado de vagas remotas, o que torna essas posições altamente concorridas”, afirma Keith Spencer, especialista em carreira da FlexJobs.
Em vez de listar as 30 principais empresas que oferecem esse tipo de vaga, como no ano passado, em 2026 a FlexJobs divulga o ranking das 10 melhores companhias, acompanhado de análises mais profundas sobre as categorias profissionais e cargos com maior probabilidade de oferecer trabalho sem restrições geográficas. “O objetivo é ajudar os candidatos a filtrar o excesso de informação e focar onde essas vagas continuam sendo criadas, além das competências e funções com maior potencial de sustentar o trabalho independente de localização no futuro.”
Por que o “work from anywhere” chama tanta atenção?
Apesar da oferta limitada, os cargos que permitem trabalhar de qualquer lugar continuam atraindo interesse dos profissionais. “Esses empregos chamam atenção porque representam o nível máximo de flexibilidade disponível”, afirma Spencer. “Em vez de apenas trabalhar remotamente, eles eliminam totalmente os limites geográficos, oferecendo verdadeira independência de localização e liberdade de mobilidade.”
O lado positivo de um emprego desse tipo? “Isso abre possibilidades para viajar enquanto trabalha, mudar-se para uma região com custo de vida mais baixo ou maior qualidade de vida, além de ter controle total sobre onde construir sua vida.”
É também aí que muitos candidatos se confundem. “O maior equívoco é achar que um cargo totalmente remoto é automaticamente um emprego ‘work from anywhere’”, explica Spencer. “Na prática, a grande maioria das vagas remotas ainda impõe exigências de localização ou restrições geográficas, muitas vezes por causa de questões tributárias e leis trabalhistas.”
Empresas também podem exigir que os candidatos morem em um fuso horário específico ou a uma certa distância da sede ou da base de clientes. “Empregos verdadeiramente ‘work from anywhere’ são muito mais limitados.”
A principal empresa que oferece vagas para trabalhar de qualquer lugar do mundo
Neste ano, a Invisible Technologies ocupa o primeiro lugar da lista da FlexJobs, subindo da segunda posição em 2025 e da sexta colocação em 2024. Fundada em 2015 para ajudar pessoas sobrecarregadas e estressadas, a empresa oferece suporte operacional personalizado para pequenas e médias empresas em expansão.
A Invisible Technologies conquistou o topo do ranking por ter publicado o maior volume de vagas verdadeiramente “work from anywhere” no banco de dados da FlexJobs no último ano. “Grande parte dessas contratações envolve áreas como operações, gestão de contas, tecnologia da informação e consultoria, campos que naturalmente se adaptam ao trabalho remoto e distribuído globalmente.”
Outras empresas no Top 10 de 2026 incluem a Wikimedia Foundation (que liderou a lista em 2023 e 2022), a Canonical (especialista em eficiência), a Superside, o Xapo Bank (que oferece serviços relacionados ao Bitcoin), a CloudLinux (que entrega design em escala para equipes corporativas) e outros empregadores digitais criados para apoiar times distribuídos globalmente.
Os setores com maior chance de oferecer empregos do tipo “work from anywhere”
No relatório de 2026, a FlexJobs analisa os setores com maior probabilidade de oferecer vagas remotas que permitem trabalhar de qualquer lugar. A análise mostra que essas funções tendem a se concentrar em áreas onde o trabalho é digital, orientado a resultados e facilmente executado de forma assíncrona, e geralmente são oferecidas por empresas estruturadas para apoiar equipes distribuídas globalmente.
Segundo a plataforma, as oportunidades estão principalmente em áreas como tecnologia da informação, gestão de projetos e marketing, além de comunicação e conteúdo. “Embora os cargos ‘work from anywhere’ existam e continuem a crescer, é necessário ter uma abordagem estratégica e bem informada para conquistá-los”, afirma Spencer. “Essas funções se adaptam bem à colaboração assíncrona, à comunicação escrita e a fluxos de trabalho flexíveis, facilitando a atuação de equipes em diferentes fusos horários.”
O papel crescente da IA
Outra tendência destacada no relatório é o crescimento de cargos impulsionados por inteligência artificial. “A IA tem levado à criação de novos empregos digitais que se encaixam naturalmente em ambientes de trabalho ‘work from anywhere’”, afirma Spencer.
Entre os cargos mais demandados neste ano estão engenheiro de software, engenheiro de IA, analista de dados, gerente de produto, redator de conteúdo, gerente de projetos e gerente de redes sociais. “À medida que a automação é aplicada a tarefas mais rotineiras e operacionais, as empresas passam a criar funções focadas em estratégia, supervisão e julgamento humano.”
Como competir por essas vagas
Já que a demanda continua a superar a oferta, conquistar um emprego que permita trabalhar de qualquer lugar exige uma abordagem estratégica. “A concorrência pode ser intensa, com muito mais candidatos do que oportunidades disponíveis”, diz Spencer.
Por isso, profissionais que buscam esse tipo de vaga precisam ser intencionais e focar nos empregadores e funções com maior probabilidade de oferecer esses trabalhos.
A seguir, confira as 10 principais empresas para vagas remotas segundo a FlexJobs, ranqueadas do maior para o menor volume de oportunidades “work from anywhere”, além das carreiras e cargos mais procurados.
10 empresas para vagas remotas em 2026, segundo a FlexJobs
- Invisible Technologies – Combina assistência digital com talento humano para automatizar e terceirizar praticamente qualquer tarefa, ajudando clientes a focar no trabalho criativo, estratégico e exclusivo de suas competências.
- Wikimedia Foundation – Organização sem fins lucrativos dedicada a promover o crescimento, o desenvolvimento e a distribuição de conteúdo gratuito e multilíngue por meio de plataformas de conhecimento livre, como a Wikipédia.
- CloudLinux – Empresa de software que busca tornar o Linux mais lucrativo, estável e seguro ao transformar a forma como data centers e empresas de hospedagem utilizam a tecnologia.
- Eliassen Group – Empresa de recrutamento e staffing que oferece soluções de consultoria e talentos de classe mundial.
- Xapo Bank – Instituição financeira que fornece serviços relacionados ao Bitcoin.
- Omniscient Digital – Empresa de marketing com a missão de ajudar negócios de e-commerce e software a transformar o marketing de conteúdo em um canal de crescimento.
- Canonical – Oferece diversos serviços para ajudar organizações a se tornarem mais eficientes em suas operações, reduzindo custos gerais.
- Superside – Tem como missão entregar design em escala para equipes corporativas.
- AlpacaDB – Plataforma de API para corretagem de ações e criptoativos que permite a integração de investimentos e o desenvolvimento de aplicativos e algoritmos de negociação sem cobrança de corretagem.
- Powered By Search – Empresa que oferece serviços de marketing digital para aumentar as vendas de seus clientes.
Principais carreiras para empregos remotos “work from anywhere”
- Tecnologia da Informação (TI)
- Gestão de Projetos
- Marketing
- Comunicação
- Operações
- Educação e Treinamento
- Atendimento ao Cliente
- Produto
- Suporte ao Cliente
- Vendas
10 cargos mais demandados
- Engenheiro de Software
- Gerente de Redes Sociais
- Gerente de Produto
- Gerente de Contas
- Analista de Dados
- Redator de Conteúdo
- Engenheiro de IA
- Gerente de Projetos
- Representante de Desenvolvimento de Vendas
- Designer de Produto
*Laura Begley Bloom é colaboradora da Forbes USA. Ela é uma jornalista de viagens e estilo de vida.
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Negócios
Desemprego no Brasil atinge mínima da série no 4º tri e bate recorde de baixa na média anual
A taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica do IBGE ao atingir 5,1% no quarto trimestre, batendo ainda o recorde de baixa na média anual e mostrando que o mercado de trabalho seguiu aquecido no fim de 2025.
O resultado dos três meses até dezembro mostrou queda em relação ao terceiro trimestre, quando a taxa de desemprego ficou em 5,6%, e ante o mesmo período do ano passado, de 6,2%, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com o resultado, em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, a taxa atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2012.
Assim, a taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012. “A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, explicou a coordenadora do IBGE Adriana Beringuy.
Segundo o IBGE, em um ano a média de pessoas desocupadas caiu de 7,194 milhões para 6,150 milhões, depois de ter chegado a mais de 14 milhões em 2021 em meio à pandemia de Covid-19.
A população ocupada em 2025 também foi recorde na série histórica, com 102,983 milhões de pessoas, frente a 101,309 milhões em 2024.
“O mercado de trabalho seguirá aquecido, sustentando a renda e o consumo das famílias, mas a taxa de desemprego deverá encerrar 2026 em nível levemente superior ao observado em 2025, refletindo o menor crescimento esperado para este ano”, disse Rafael Perez, economista da Suno Research.
Quarto trimestre
O resultado do quarto trimestre veio com aumento da renda, que chegou a R$ 3.613, contra R$ 3.527 entre julho e setembro e R$ 3.440 no último trimestre de 2024.
O período foi marcado ainda por forte queda de 9,0% no número de desempregados em relação ao terceiro trimestre, chegando a 5,503 milhões. Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, o recuo foi de 17,7%.
Já o total de ocupados avançou 0,6% na comparação trimestral e 1,1% na anual, com 102,998 milhões de pessoas.
“Após queda de ocupação registrada no terceiro trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados”, disse Beringuy.
Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado tiveram alta de 0,5% nos três meses até dezembro ante o período imediatamente anterior, a 39,409 milhões, enquanto os que não tinham carteira também subiram 0,5%, a 13,565 milhões.
O mercado de trabalho brasileiro mostrou-se resiliente durante todo o ano de 2025 apesar da taxa de juros elevada, em meio a uma inflação controlada e aumento da renda, e tende a seguir esse ritmo neste ano.
Esse cenário dificulta o controle sobre a alta dos preços. Na semana passada, o Banco Central manteve a Selic em 15%, mas indicou o início do ciclo de cortes de juros em março.
“O mercado de trabalho continua bastante saudável, mas com indícios na margem de que o aperto monetário tem impactado negativamente, o que vai em linha com a projeção do Copom de iniciar o ciclo de cortes da Selic na reunião de março”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter.
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Visa Anuncia Novos Diretores Sêniores para Área de Marketing
A Visa anunciou dois novos diretores sêniores para liderar a área de serviços de marketing da companhia.
Camila Novaes, até então diretora de marketing da Visa no Brasil, passa a responder pelos segmentos de bancos públicos e regionais. Com passagens por empresas como Sony e Cielo, a executiva acumula mais de 25 anos de carreira, sendo 10 na Visa, e venceu o Prêmio Caboré 2025 na categoria Profissional de Inovação.
Já Brian Kleiman, que atuava como CMO do Burger King para a América Latina, assume os segmentos de bancos privados, cooperativas, novos negócios e fintechs. Com mais de duas décadas de experiência, o executivo construiu sua trajetória em companhias como Mars, Philips e IBM.
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