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Sistema com 7 planetas é o novo interesse para a busca pela vida fora da Terra

Redação Informe 360

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A busca pela vida fora da Terra é um dos tópicos mais quentes da Astronomia atualmente. A curiosidade de saber se estamos sozinhos ou não no Universo é algo compartilhado entre os seres humanos. Com o avanço tecnológico com telescópios e sondas mais potentes, a busca ganhou ainda mais interesse tanto público quanto da comunidade científica.

Naturalmente, a base pela busca da vida fora da Terra é o nosso próprio planeta e a evolução da vida aqui. Exoplanetas com atmosfera, composição e ambiente parecidos com o da Terra atualmente são os principais alvos de investigação. Isso inclui exoplanetas que orbitam estrelas semelhantes ao Sol e estão na zona habitável da respectiva estrela.

Um artigo submetido recentemente considera que a busca pela vida deve levar em conta outros estágios do planeta Terra. A ideia é considerar planetas que tenham ambiente semelhante de quando a Terra era mais nova com uma quantidade maior de CO2, por exemplo. Isso poderia dar uma direção de onde a vida pode estar em estágios iniciais.

Exoplanetas

Planetas que não estão no Sistema Solar são chamados de exoplanetas. Atualmente mais de 5000 exoplanetas já foram observados e catalogados. Os tipos de exoplanetas diferem desde gigantes gasosos como Júpiter e Saturno como planetas rochosos como Terra e Marte. Dependendo do tamanho eles são referenciados como Super Terra, Sub Netuno e entres outros.

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Super Terras são objetos mais massivos do que o planeta Terra mas menores que o Netuno e Urano com massas entre 2 a 10 vezes a massa terrestre.

Observar exoplanetas não é uma tarefa fácil. Uma das técnicas mais usadas é a de transientes que analisa a luminosidade da estrela diminuir quanto o exoplaneta passa na frente. Para isso, é necessário observar no momento e local exato. Outra possibilidade é observar a interação gravitacional de estrelas com seus planeras e como a velocidade radial se altera.

Sistema TRAPPIST-1

O sistema de exoplanetas mais famoso é o chamado TRAPPIST-1 descoberto em 2016 com 3 exoplanetas. Hoje em dia, sabe-se que o sistema possui um total de 7 exoplanetas no total. Ele está localizado a cerca de 39 anos-luz de distância e é composto por uma estrela anã vermelha central. Os planetas são nomeados com as letras b até h.

Comparação dos exoplanetas do sistema TRAPPIST-1 com a Terra
Comparação dos exoplanetas do sistema TRAPPIST-1 com a Terra. Crédito: ESA

Por se tratar de uma anã vermelha, a zona habitável de TRAPPIST-1 é consideravelmente diferente da zona habitável do Sol. Além disso, uma anã vermelha tem uma emissão muito menor do que a do Sol podendo ser incapaz de sustentar fotossíntese em um dos planetas. Outro problema é a variabilidade que anãs vermelhas possuem com geração de flares mais frequentes.

Evolução da Terra

O artigo submetido para a MNRAS sugere utilizar épocas diferentes do passado da Terra para comparar com ambiente do exoplaneta TRAPPIST-1e. A ideia é levar em consideração que a vida demorou para evoluir e passou por fases da Terra quando o ambiente era extremo. Principalmente durante os últimos 4 bilhões de anos.

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Ao analisar épocas entre 4 a 2 bilhões de anos atrás, é estimado que a Terra possuía uma grande quantidade de dióxido de carbono e metano. Assim como outros gases presentes das erupções vulcânicas. Nessa época, organismos mais simples existiram e só nos últimos 2 bilhões de anos atrás que evoluiu para organismos mais complexos.

Bioassinaturas

Por isso, a ideia seria procurar bioassinaturas em planetas que possuem ambientes semelhantes ao da Terra durante uma época remota. As bioassinaturas são evidências indiretas da presença de vida em outro astro. Diferentes tipos de bioassinaturas podem existir sendo a mais comum delas as químicas.

Composição de atmosfera de exoplaneta obtida pelo James Webb Space Telescope.
Composição de atmosfera de exoplaneta obtida pelo James Webb Space Telescope. Crédito: NASA

As bioassinaturas químicas estão associadas com a presença de carbono além de oxigênio e metano. Gases e moléculas que são produzidos apenas em processos biológicos também são considerados. Desde 2022, o telescópio James Webb tem observado espectro de atmosfera de exoplanetas na busca por bioassinaturas.

Comparação com TRAPPIST-1e

Para a comparação com observações do exoplaneta TRAPPIST-1e, o time de astrônomos considerou formas simples de vida em uma fase da Terra onde teria abundância de hidrogênio e monóxido de carbono. Com isso, é possível estimar quais bioassinaturas seriam observadas em um cenário como esse.

Um dos resultados é que haveria um aumento em CH4 por causa dos processos biológicos causados por essas formas de vida. O CH4 poderia ser uma dica de bioassinatura a procurar em exoplanetas que tenham ambientes semelhantes ao estudado como TRAPPIST-1e.

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Referência da notícia:

Eager-Nash et al. 2024 Biosignatures from pre-oxygen photosynthesising life on TRAPPIST-1e arXiv.

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Já pensou em escolher o nome de uma lua? Agora você pode!

Redação Informe 360

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Um concurso organizado pela União Astronômica Internacional (IAU) e pelo programa de rádio Radiolab, dos EUA, te dá a chance de sugerir um novo nome para uma futura quase-lua da Terra. O objeto em questão foi descoberto em abril de 2004 e é atualmente denominado 164207 (2004 GU9) – que, convenhamos, não é muito carismático.

Entenda:

  • Um concurso está aceitando sugestões de nome para uma quase-lua da Terra;
  • O objeto em questão, atualmente denominado 164207 (2004 GU9), tem 360 metros de diâmetro e é considerado um asteroide potencialmente perigoso;
  • As quase-luas são objetos que orbitam um planeta e, apesar de possuírem características semelhantes às de uma lua comum, não apresentam a estrutura necessária para serem categorizados como tal;
  • O nome sugerido deve estar relacionado a alguma mitologia, e não pode estar em uso por outros objetos espaciais;
  • A sugestão também não deve ter mais de 16 caracteres ou ser um número;
  • Os nomes devem ser enviados até setembro pelo site do concurso, acompanhados de uma descrição e do motivo da escolha;
  • O resultado será divulgado em janeiro de 2025.
Quase-lua da Terra foi descoberta em 2004. (Imagem: Saurabh13/Shutterstock)

Também chamadas de quase-satélites, essas rochas espaciais são encontradas na órbita de um planeta. Apesar de possuírem características semelhantes às de uma lua comum, elas não apresentam a estrutura necessária para serem categorizadas como um satélite natural.

Com cerca de 360 metros de diâmetro, o 164207 (2004 GU9) é considerado um asteroide potencialmente perigoso, e os cientistas estimam que ele deve se tornar uma quase-lua da Terra até 2600.

Leia mais:

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  • Missão chinesa ao lado escuro da Lua está voltando com amostras e cientistas se preparam
  • Átomos encontrados no lado escuro da Lua

Como funciona o concurso para dar nome à quase-lua?

Para participar do concurso, algumas regras devem ser seguidas. A primeira delas é que o nome sugerido precisa, obrigatoriamente, estar relacionado a alguma mitologia – ou seja, nada de nomes próprios (não pode chamar de João ou Maria!), genéricos e nem apelidos de animais de estimação (esqueça Rex e Totó).

Sugestões devem ser enviadas até setembro. Resultado será divulgado em janeiro de 2025. (Imagem: buradaki/Shutterstock)

O nome também não pode estar sendo usado por outros objetos espaciais (é possível conferir a lista aqui), possuir mais do que 16 caracteres ou ser um número. As sugestões devem ser enviadas diretamente pelo site do concurso, acompanhadas de uma breve descrição do nome e o motivo de sua escolha.

O concurso vai até setembro, e a escolha do nome acontece em outubro. O resultado será divulgado em janeiro de 2025. Vale lembrar que a Radiolab também foi responsável pela nomeação de Zoozve, quase-lua de Vênus descoberta em 2002.

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Qualidade do ar: Brasil vai adotar padrão de medição da OMS

Redação Informe 360

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A qualidade do ar no Brasil precisará se adequar aos parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo da mudança é garantir a proteção da saúde da população brasileira, bem como reduzir os impactos causados pela poluição ao meio ambiente.

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Maioria da população mundial respira um ar inadequado (Imagem: chayanuphol/Shutterstock)

Normas brasileiras foram consideradas inadequadas

  • De acordo com dados de 2022 da OMS, 99% da população mundial respira níveis insalubres de material particulado fino e dióxido de nitrogênio.
  • Estas substâncias são capazes de causar impactos cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórios.
  • Diante deste cenário, motivado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal considerou muito permissivos os padrões de qualidade do ar adotados no país.
  • Segundo o entendimento do STF, eles favorecem altos níveis de contaminação atmosférica.
  • Por isso, a entidade determinou a revisão do quadro em 24 meses.
Poluição de ar em cidade grande
Poluição do ar pode gerar problemas graves de saúde (Imagem: hxdbzxy/Shutterstock)

Novo padrão de medição da qualidade do ar será adota em fases

Após a determinação, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma resolução que define as datas em que padrões intermediários de emissão de poluentes serão tolerados até que o padrão de qualidade nacional (seguindo os parâmetros da OMS) entre em vigor.

A primeira etapa ocorrerá até 31 de dezembro de 2024 e as três etapas seguintes estão previstas, respectivamente, para os dias 1º de janeiro dos anos de 2025, 2033 e 2044. A última fase considera a possível antecipação ou prorrogação de até quatro anos e será determinada após a efetivação da quarta etapa.

A nova medição deverá quantificar substâncias como fumaça, monóxido de carbono, partículas suspensas, materiais particulados, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, ozônio e chumbo. Para isso ficou estabelecida a unidade de medida padrão serpa micrograma por metro cúbico (µg/m³), com exceção do monóxido de carbono, que deverá ser medido por partes por milhão (ppm).

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Após a publicação da resolução no Diário Oficial da União, as autoridades brasilerias terão até 18 meses para atualizar e publicar o Guia Técnico para Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar. O documento determina métodos, periodicidade e localização da coleta de amostras para consolidação dos dados que constarão em relatórios de avaliação da qualidade do ar.

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Você tem gastrite? Pílula inteligente funciona como um GPS no seu estômago

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Pesquisadores da Escola de Engenharia Viterbi, localizada na Universidade do Sul da Califórnia (USC Viterbi), desenvolveram uma pílula inteligente que pode ser rastreada em tempo real no trato gastrointestinal e é capaz de detectar gases estomacais relacionados à gastrite e ao câncer de estômago.

Entenda:

  • Pesquisadores criaram uma pílula inteligente que pode ser rastreada em tempo real no trato gastrointestinal;
  • O dispositivo também é capaz de detectar gases estomacais relacionados à gastrite e ao câncer de estômago;
  • A pílula conta com um sistema vestível – que consiste em uma rede neural treinada e uma ‘camiseta’ com bobina que gera um campo magnético – para monitoramento de precisão;
  • As pílulas também contam com uma “membrana de detecção óptica” que funciona em contato com o gás amoníaco;
  • Os próximos testes serão voltados para aplicar a pílula ao monitoramento da saúde do cérebro através do eixo intestino-cérebro;
  • O estudo foi publicado na revista Cell Reports Physical Science.
câncer de estômago
Pílula inteligente pode ajudar a detectar câncer de estômago. (Imagem: PopTika/shutterstock)

Descrita pela equipe como uma espécie de “Fitbit para o intestino”, a pílula conta com um sistema vestível de monitoramento de precisão – que consiste em uma rede neural treinada e uma ‘camiseta’ com bobina que gera um campo magnético. O estudo foi publicado na revista Cell Reports Physical Science.

Leia mais:

  • Pílula inovadora impede progressão de câncer de pulmão
  • Pílula pode revolucionar tratamento de ELA, doença que acometeu Stephen Hawking
  • Pílula diária ajuda a combater o câncer metastático, aponta pesquisa

Pílula inteligente também pode ajudar a monitorar o cérebro

Além do sistema de localização, as pílulas também contam com uma “membrana de detecção óptica seletiva para gases”, composta por materiais que, em contato com amônia, apresentam alterações nos elétrons. O gás é produzido pela bactéria intestinal H. pylori – que, quando encontrada em níveis elevados no organismo, pode apontar quadros como úlcera péptica, câncer de estômago ou síndrome do intestino irritável.

Novas pílulas podem ajudar a monitorar a saúde do cérebro. (Imagem: nito/Shutterstock)

A pílula foi testada em diversas situações, incluindo ambientes líquidos e simulando um intestino bovino. Em breve, a equipe deve começar a testar o dispositivo em modelos suínos. “O sistema é compacto e prático, oferecendo um caminho claro para aplicação na saúde humana ”, diz Yasser Khan, professor-assistente de Engenharia Elétrica e Computação na USC Viterbi.

A equipe ainda explica que a pílula pode, no futuro, ajudar a monitorar a saúde do cérebro através do eixo intestino-cérebro. Como explica Khan, os neurotransmissores residem no intestino e “a forma como são regulados positiva e negativamente tem uma correlação com doenças neurodegenerativas”. Os próximos passos da pesquisa serão voltados à detecção de neurotransmissores relacionados ao Parkinson e Alzheimer.

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