Saúde
Tecnologia pode detectar retorno do câncer de mama com antecedência

O tratamento do câncer é um processo complexo e bastante debilitante para os pacientes. E, mesmo após conseguir eliminar os tumores do organismo, há chances de recidivas, ou seja, do retorno da doença.
Mas existe uma nova esperança de enfrentar este problema. A startup Altum Sequencing desenvolveu uma ferramenta capaz de monitorar e detectar sinais de volta do câncer de mama com antecedência. Tudo isso a partir de uma simples amostra de sangue.

Método é minimamente invasivo e mais barato
Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho explicam que, embora muitos pacientes com câncer de mama respondam bem à terapia, até 40% deles enfrentam problemas como a volta da doença com o passar do tempo. No entanto, por meio da tecnologia desenvolvida e da análise do DNA tumoral circulante (um tipo de DNA derivado do tumor que pode se espalhar para o sangue), os cientistas conseguiram antecipar o início das recidivas clínicas em até cinco anos.
Nosso objetivo não é diagnosticar o câncer, mas fornecer aos médicos uma ferramenta eficaz para monitorar a evolução da doença após o tratamento. As ferramentas de diagnóstico atuais têm limitações de sensibilidade, o que dificulta a detecção precoce dessas recaídas, mas graças à tecnologia de sequenciamento de DNA NGS (sequenciamento de próxima geração), podemos detectar uma célula tumoral entre um milhão de células saudáveis a partir de uma simples amostra de sangue.
Joaquín Martínez-López, presidente da Altum Sequencing

A metodologia usada para detectar recidivas começa com uma biópsia inicial do tumor. Em seguida, são identificadas mutações específicas do paciente. Isso é seguido por exames de sangue em busca de vestígios dessas mutações no DNA tumoral circulante. Todo este método é minimamente invasivo, versátil e adaptada a cada tipo de tumor. Além disso, o custo é significativamente menor do que outras alternativas existentes.
O novo método foi descrito em estudo publicado na revista Breast Cancer Research. Segundo os pesquisadores, a ferramenta pode ser usada em outros tipos de câncer. Para isso, eles buscam aprovações regulatórias na Europa e nos Estados Unidos.
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Câncer de mama é o tipo mais comum de tumor entre as mulheres
- No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de óbitos em mulheres.
- A taxa de mortalidade da doença é de 11,71 a cada 100 mil.
- O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo, geralmente indolor, mas outros sinais podem incluir inchaço, retração da pele, dor, inversão do mamilo, vermelhidão, descamação ou secreção do mamilo.
- Idade avançada, histórico familiar, exposição à radiação, obesidade e sedentarismo são alguns dos fatores de risco conhecidos.
- Hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e não fumar, podem ajudar na prevenção da doença.
- Segundo os médicos, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.
- Lembrando que, embora seja mais comum em mulheres, a doença também pode afetar homens.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
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Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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