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Mundial de Clubes: veja quais tecnologias são usadas pela FIFA no torneio

Redação Informe 360

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O Mundial de Clubes, competição organizada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol), está acontecendo nos Estados Unidos. Em um torneio de grande relevância como esse, diversos recursos tecnológicos precisam ser utilizados para deixar o espetáculo ainda melhor. 

Nas linhas a seguir, você vai entender o que é o Mundial de Clubes da FIFA. Também ficará por dentro de algumas das tecnologias utilizadas para aprimorar o espetáculo, torná-lo mais divertido e envolvente para os torcedores e garantir uma arbitragem mais transparente para quem acompanhar os confrontos in loco ou por meio da TV. 

O que é o Mundial de Clubes da FIFA

O Mundial de Clubes da FIFA 2025, que está acontecendo nos Estados Unidos entre os meses de junho e julho, é um novo formato de competição envolvendo equipes do mundo inteiro. 

Nele, estão as 32 equipes mais bem-sucedidas de cada uma das seis confederações internacionais: AFC (Ásia), CAF (África), Concacaf (Américas Central e do Norte e Caribe), CONMEBOL (América do Sul), OFC (Oceania) e UEFA (Europa). Elas disputam entre si para ver quem é o melhor time do mundo na atualidade.

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Os times estão divididos em grupos de A a H, cada um com 4 equipes. Em cada grupo, os clubes realizam partidas entre si em busca de somar 3 pontos por vitória ou pelo menos 1 ponto em caso de empate. Na derrota, a equipe não pontua. 

Ao final das três partidas, os dois times com mais pontos avançam às oitavas de final para um duelo com uma equipe classificada de outro grupo. Assim, é feito um confronto de mata-mata, ou seja, quem vencer passa para a próxima fase. Dessa maneira, o clube que conseguir avançar para as quartas, semifinais, final e vencer, se torna o campeão do mundo. 

Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo são os clubes brasileiros que estão disputando a competição.

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5 tecnologias utilizadas no Mundial de Clubes de 2025

Dada a grande relevância do torneio, a FIFA preparou uma série de inovações para abrilhantar ainda mais a competição. Veja quais são as 5 tecnologias utilizadas no Mundial de Clubes de 2025.

1. VAR no telão

Agora, em vez de apenas aparecer a notificação no telão do estádio, será exibido o lance que está sendo checado
Agora, em vez de apenas aparecer a notificação no telão do estádio, será exibido o lance que está sendo checado – Crédito editorial: Silvi Photo / Shutterstock.com

Video Assistant Referee ou Árbitro Assistente de Vídeo, o VAR é uma inovação que está presente no futebol já há algum tempo. Nele, juízes que ficam em uma cabine com televisões podem auxiliar o árbitro que está no campo em algumas questões duvidosas, como suspeita de pênalti, impedimento em um lance que gerou gol, possível cartão vermelho para algum jogador e outras conforme regras da FIFA.

Neste recurso, quem está assistindo ao jogo de casa, consegue acompanhar o que o árbitro está vendo no monitor do VAR. A novidade nessa competição da FIFA é que agora o lance também passará no telão do estádio para que todos os torcedores possam acompanhar. 

2. Tecnologia da linha do gol (Goal-Line Technology)

Bola dentro do gol
Bola dentro do gol – Imagem: Retouch man/Shutterstock

Esta é uma tecnologia que vem sendo utilizada há alguns anos pela FIFA, mas que foi instalada pela primeira vez em um estádio da MLS BMO em abril para o jogo de repescagem do Mundial de Clubes entre o LAFC e o gigante mexicano Club América.

Esse sistema permite identificar, de forma instantânea, se a bola cruzou a linha do gol completamente. Segundo a FIFA, para o funcionamento do sistema, são utilizadas 14 câmeras de alta velocidade instaladas na passarela do estádio ou sob o teto. Dessa maneira, os dados coletados pelo aparelho criam uma animação 3D que mostra a decisão para os telespectadores e também para os torcedores que estão no estádio. 

3. Sacos sensoriais e salas sensoriais

Placa de aviso sobre a área sensorial
Placa de aviso sobre a área sensorial – Imagem: Divulgação/FIFA

Como uma maneira de inclusão para todos os fãs de futebol, a FIFA, por meio da KultureCity, disponibilizou bolsas sensoriais limitadas em todas as sedes da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025 para pessoas que não podem ficar em meio ao barulho e empolgação da torcida. 

As bolsas são equipadas com dispositivos tecnológicos, como fones de ouvido com cancelamento de ruído, dispositivos de comunicação e itens de interação. Além disso, há as salas ou espaços sensoriais KultureCity, que possuem uma iluminação mais suave e isolamento acústico.

4. Utilização de tablet nas substituições

Montagem com tablets em promoção na Amazon
Fotos ilustrativas de tablets (Imagem: Divulgação)

Neste Mundial de Clubes, o tradicional papel utilizado nas substituições deu lugar aos tablets, equipamentos que são entregues às equipes antes das partidas começarem. É por meio deles que os times fazem o gerenciamento dos pedidos de substituição de jogadores.

5. Uso de inteligência artificial

Um homem segura na mão uma holografia de um cérebro com um chip de inteligência artificial
Imagem: Shutter2U / iStock

Além de estar presente na tecnologia do impedimento semiautomático, a inteligência artificial também está em uso na competição para a coleta automática de dados de eventos ao vivo.

Para isso, a FIFA está usando, pela primeira vez em uma grande competição, os algoritmos desenvolvidos pelo Football Technology Centre AG – uma joint venture da FIFA com a Hawk-Eye Innovations Ltd.

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Tecnologia

Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Redação Informe 360

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Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.

A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.

Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.

Por que o tombo de patinete é tão grave?

A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares. 

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“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

Homem sentado na rua, com cara de dor, após cair de patinete elétrico
Parte considerável dos feridos em quedas de patinete eram jovens sem equipamentos de segurança – Imagem: bbernard/Shutterstock

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).

Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.

Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva. 

“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.

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Tecnologia

EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento

Redação Informe 360

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Uma coalizão de estados estadunidenses vai pedir US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) à Meta em um julgamento contra a empresa que terá início na próxima terça-feira (18). A companhia é acusada de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram para tornar crianças dependentes das redes sociais.

O julgamento será realizado em Oakland, na Califórnia (EUA), e terá duração prevista de seis semanas. A Meta, que possui mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá de se defender das acusações apresentadas pelos estados.

Caso a gigante das redes sociais perca a ação, as autoridades também pedirão que um juiz determine mudanças no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da aplicação de multa.

Estados negam pedido de R$ 7,6 trilhões

O valor que será solicitado pelos estados é bem inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) mencionados anteriormente no processo.

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Durante audiência realizada na quinta-feira (13), um advogado dos estados fez questão de esclarecer que as autoridades não pedirão esse valor.

“Não pedimos US$ 1,4 trilhão”, afirmou o advogado, segundo o qual a Meta teria calculado essa cifra “para causar impacto”. O representante confirmou que a indenização reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.

Julgamento. Ao fundo, logo da Meta na tela de um notebook; à frente, um martelo de juiz
Julgamento começa na próxima semana – Imagem: mundissima/Shutterstock

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Acusações contra Facebook e Instagram

  • O processo teve origem em 2023, quando um grupo de estados estadunidenses acionou a Meta por suspeitar que a empresa havia criado funções potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos e violado leis estaduais;
  • Agora, os promotores que representam Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey tentarão provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e à privacidade de menores;
  • As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos de maneira intencionalmente voltada a tornar crianças dependentes das plataformas;
  • Se a acusação for acolhida, além da indenização, os estados querem que a Meta seja obrigada a modificar o Facebook e o Instagram.

Meta nega acusações

A Meta rejeita as acusações apresentadas pelos estados. Em declaração à AFP, um porta-voz da companhia afirmou que a empresa “nega categoricamente essas acusações” e que acredita que “as provas vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens”.

O julgamento, que começa na próxima semana e deve durar seis semanas, será realizado em Oakland e representa mais uma disputa envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.

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Hackers afirmam ter roubado dados de dezenas de empresas

Redação Informe 360

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Um grupo de hackers conhecido por explorar vulnerabilidades de softwares para realizar ataques simultâneos afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 empresas em todo o mundo, incluindo Shell, Philips, GE e Fiserv. A alegação foi publicada no próprio site do grupo, segundo a Reuters.

As empresas citadas confirmaram que foram alvo ou que estão investigando as alegações, mas não há confirmação independente sobre quais dados teriam sido roubados ou sobre a quantidade de informações comprometidas.

A Reuters também não conseguiu verificar de forma independente as alegações do grupo. Os hackers não responderam aos pedidos de comentário enviados pela agência.

Empresas confirmam ataques ou investigação

  • A Philips confirmou ter sido alvo do grupo Cl0p. Segundo a companhia, foi identificada e contida uma tentativa de comprometimento de um servidor corporativo específico relacionado a dados internos;
  • “A Philips identificou e conteve uma tentativa de comprometimento de segurança de um servidor corporativo específico relacionado a dados internos”, afirmou a empresa;
  • A companhia acrescentou que o incidente não afeta ambientes de clientes;
  • A Shell, por sua vez, disse estar ciente de um possível incidente recente, confirmando uma informação divulgada anteriormente pela imprensa holandesa BNR;
  • “Estamos trabalhando com nossas equipes de segurança e especialistas relevantes para investigar a situação”, afirmou um porta-voz da Shell;
  • A Fiserv também confirmou que está ciente das alegações feitas pelo grupo. A empresa, porém, disse não ter encontrado evidências de comprometimento de dados.

Segundo um porta-voz, “com base em nossa análise abrangente até o momento”, não foram identificados indícios de que dados de clientes, bancários, transações ou informações pessoais tenham sido comprometidos. A companhia também afirmou não ter encontrado evidências de impacto em seu ambiente operacional.

A GE disse estar ciente da alegação e informou que iniciou seus protocolos de resposta a incidentes cibernéticos. “Iniciamos nossos protocolos de resposta cibernética e estamos trabalhando para avaliar o possível problema”, afirmou um porta-voz.

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Logo da Philips na fachada de um prédio
Philips teria sido uma das empresas cujos dados foram roubados – Imagem: JHVEPhoto/Shutterstock

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Grupo pode ter explorado vulnerabilidades em softwares industriais

Ainda não está claro como os hackers teriam conseguido acessar as empresas. Uma possível pista está em vulnerabilidades encontradas nos softwares Windchill e FlexPLM, da empresa PTC. As duas plataformas são utilizadas para auxiliar processos de engenharia e manufatura.

O Ransom-ISAC, grupo especializado em compartilhamento de informações sobre ransomware e ameaças cibernéticas, publicou um alerta em 22 de julho, afirmando que o Cl0p estava explorando vulnerabilidades nesses produtos.

A PTC, com sede em Boston (EUA), não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. A empresa, porém, publicou diversos avisos de segurança em seu site desde 18 de junho, recomendando que clientes instalassem uma correção para uma vulnerabilidade e divulgando informações sobre um atacante não identificado que estaria explorando seus produtos.

Cl0p mira vulnerabilidades, não empresas específicas

Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta do Ransom-ISAC, afirmou que algumas empresas começaram a receber notificações do Cl0p em 19 ou 20 de julho. Segundo ele, o grupo não costuma escolher empresas específicas como alvo. Em vez disso, procura vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados e tenta explorá-las em diversas organizações.

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Parsons classificou os integrantes do grupo como “profissionais de extorsão de dados”. “Eles não têm como alvo uma empresa específica; eles têm como alvo uma vulnerabilidade específica de dia zero e vão atrás dela”, afirmou.

O termo zero-day (ou dia-zero, em português) é usado para vulnerabilidades ainda desconhecidas ou para as quais os fornecedores de software ainda não disponibilizaram uma correção. A estratégia permite que um mesmo grupo explore uma falha presente em diferentes organizações, potencialmente obtendo acesso a grandes quantidades de dados em uma única campanha.

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