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O que é a blefarite e por que ela acomete os olhos?
Você sabe o que a blefarite pode causar nos olhos? Os olhos vermelhos, coceira e sensação de areia podem ser sinais da inflamação que é comum nas pálpebras. A condição, que afeta a base dos cílios, exige atenção e cuidados específicos. Saiba como identificar e porque ela afeta os olhos.
Atenção essa matéria é baseada no Manual de referência em Medicina, Merck Sharp & Dohme – MSD. Diante de qualquer sinal de sintomas é necessário procurar um oftalmologista para diagnóstico e tratamento devido.
O que é a blefarite?
Segundo o Manual de referência em Medicina, Merck Sharp & Dohme – MSD -, a blefarite é a inflamação das bordas das pálpebras, que causam crostas amareladas nos cílios, vermelhidão e inchaço palpebral. Em alguns casos ela pode causar coceira e queimação.
Ela pode acometer os olhos por diversas razões, entre elas, glândulas entupidas, proliferação de bactérias e ácaros e por doenças de pele. É importante destacar que a inflamação não danifica a córnea e não provoca a perda de visão.
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Tipos de blefarite
Blefarite Aguda
O Manual classifica a blefarite aguda em ulcerativa e não ulcerativa. A forma ulcerativa, geralmente bacteriana, pode causar queda dos cílios, crostas, pústulas e até afetar a córnea, sendo tratada com antibióticos ou antivirais, conforme o agente causador.
Já a não ulcerativa costuma estar ligada a reações alérgicas, provocando prurido intenso e inflamação. O tratamento inclui evitar coçar os olhos, compressas quentes sobre a pálpebra, e, se necessário, o uso de corticoides tópicos.
Colírios e maquiagem para os olhos podem desencadear reações alérgicas que causam a blefarite (a chamada blefarite alérgica por sensibilidade de contato).
Blefarite crônica
A blefarite crônica pode ser causada por obstrução das glândulas meibomianas, dermatite seborreica, rosácea, câncer de pálpebra, doenças autoimunes ou ácaros Demodex. Os sintomas incluem cistos, inflamação e perda de cílios.
O tratamento foca na higiene das pálpebras com compressas quentes, esfoliação suave e, se necessário, antibióticos tópicos. Em alguns casos, é recomendada massagem para liberar secreções acumuladas. Produtos com óleos de melaleuca e coco ou ácido hipocloroso também podem ser usados.
Neste vídeo do YouTube, Dr. Tiago Cesar, especializado na área de oftalmologia, outro produto que ajuda na higienização das pálpebras e dos cílios é utilizar um pano ou algodão embebidos numa solução diluída composta por xampu neutro, usado em bebês, além de bolsas térmicas.
Tempo de tratamento
A blefarite aguda (ulcerativa ou alérgica), costuma melhorar em 7 a 14 dias com tratamento adequado. Já a blefarite crônica (como a causada por disfunção das glândulas meibomianas, rosácea ou dermatite seborreica), não tem cura definitiva e requer controle contínuo.
Exame médico
O diagnóstico de blefarite geralmente é feito com base nos sintomas apresentados e na aparência das pálpebras. Para uma avaliação mais precisa, o médico pode usar uma lâmpada de fenda, que permite examinar detalhadamente a região afetada. Em alguns casos, é coletada uma amostra das bordas das pálpebras para identificar a bactéria causadora da infecção e verificar sua sensibilidade aos antibióticos mais comuns.
Hábitos para prevenir a blefarite
- Higiene diária das pálpebras: limpar suavemente a base dos cílios com algodão embebido em água morna ou solução diluída de xampu infantil ajuda a remover oleosidade, crostas e resíduos.
- Evitar coçar os olhos: isso previne irritações, infecções e traumas na região das pálpebras.
- Remover completamente a maquiagem dos olhos: dormir com maquiagem pode obstruir as glândulas das pálpebras e favorecer inflamações.
- Lavar o rosto regularmente, especialmente se houver oleosidade ou dermatite seborreica: isso reduz o acúmulo de oleosidade que pode afetar as glândulas meibomianas.
- Consultar um oftalmologista regularmente: isso é essencial para identificar precocemente qualquer alteração ou sinal de blefarite.
As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (16/01/2026)
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Europa assume o volante e puxa a nova fase dos carros elétricos no mundo
O mercado global de carros elétricos superou a marca de 20,7 milhões de unidades vendidas em 2025, com um crescimento de 20% em comparação a 2024. É o que revela um levantamento da Benchmark Mineral Intelligence. O avanço consolidou a eletrificação como uma tendência, mesmo diante de um cenário de mudanças bruscas em políticas de incentivos e novos desafios econômicos. A Europa assumiu o posto de motor do crescimento global com uma alta de 33% nas vendas.
‘Equipe médica’ de IA antecipa demência ao analisar prontuários e anotações
Pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de detectar sinais precoces de declínio cognitivo ao analisar anotações médicas de rotina. A tecnologia opera de forma autônoma, sem necessidade de intervenção humana após o processamento inicial. E atingiu 98% de especificidade em validações feitas com dados do mundo real.
O projeto que usou PCs do mundo todo para buscar alienígenas
Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, estão analisando os 100 sinais remanescentes mais promissores captados pelo projeto “SETI@home”. O esforço utiliza o telescópio gigante FAST, na China, para tentar identificar transmissões de rádio que podem ter vindo de civilizações inteligentes no espaço.
Falta de chips trava ambição da China e amplia vantagem dos EUA
As restrições impostas pela Casa Branca ao acesso a chips de última geração pela China criaram uma vantagem estrutural para empresas norte-americanas. Enquanto os Estados Unidos concentram poder computacional e investimento pesado em desenvolvimento das IAs mais avançadas do mundo, companhias chinesas buscam alternativas improvisadas para não ficarem para trás.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/01/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira:
NASA vai construir usina nuclear na Lua até 2030
A NASA reforçou seus planos de levar energia nuclear à Lua até o fim da década. A agência espacial e o Departamento de Energia dos EUA assinaram um memorando reafirmando o compromisso de construir uma usina nuclear no nosso satélite natural até 2030. A expectativa é que o reator seja capaz de fornecer energia a bases lunares.
Austrália: como está o país após derrubar milhões de contas de adolescentes
A Austrália se tornou um verdadeiro laboratório de verificação de idade na internet após decidir bloquear as contas de adolescentes nas redes sociais. Mas quais foram os efeitos dessa medida até agora?
Fim do Google Tradutor? OpenAI lança “ChatGPT tradutor”
A OpenAI passou a oferecer uma ferramenta própria de tradução online, batizada de ChatGPT Translate (ou “ChatGPT tradutor”). O serviço funciona em uma página independente do chatbot e amplia a presença da IA no segmento de tradução, que é dominado há anos pelo Google Tradutor.
Brasil produz mais carros em 2025, mas exportações acendem alerta
Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a produção de veículos no Brasil conseguiu manter um ritmo de crescimento consistente, apesar de oscilações acentuadas no mercado externo e nos estoques no fim do período. Mas há um alerta…
Meta volta atrás e libera chatbots de IA no WhatsApp
A Meta voltou atrás e liberou que chatbots de IA de terceiros operem dentro do WhatsApp no Brasil. O caso vem após um inquérito administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no início da semana para apurar suspeitas de abuso de posição dominante da big tech.
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Gemini ganha recurso que conecta Gmail, Fotos e YouTube

O Google anunciou na quarta-feira (14) o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de IA personalizar respostas a partir da integração com diferentes serviços da empresa. A proposta é que o sistema consiga analisar informações de apps como Gmail, Google Fotos, busca do Google e histórico do YouTube para oferecer respostas mais contextualizadas, sem que o usuário precise indicar manualmente onde a IA deve buscar os dados.
Segundo a empresa, o Gemini já era capaz de acessar informações desses serviços, mas agora passa a raciocinar de forma integrada entre diferentes fontes, conectando, por exemplo, um e-mail a um vídeo assistido anteriormente. A ideia é que o assistente compreenda o contexto de forma mais ampla e entregue resultados considerados mais relevantes para cada situação.

O que é o recurso Personal Intelligence
A novidade foi batizada de Personal Intelligence e vem desativada por padrão. O usuário decide se quer ou não conectar suas contas do Google ao Gemini e pode escolher quando essa integração será usada. O Google destaca que nem todos se sentem confortáveis em permitir que uma IA analise fotos pessoais ou o histórico de vídeos, e que a adesão é totalmente opcional.
De acordo com a empresa, mesmo após a ativação, o Gemini só recorre ao Personal Intelligence quando entende que isso pode ajudar na resposta. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de dados pessoais em interações que não exigem esse nível de contexto.
Today, we’re introducing Personal Intelligence.
With your permission, Gemini can now securely connect information from Google apps like @Gmail, @GooglePhotos, Search and @YouTube history with a single tap to make Gemini uniquely helpful & personalized to *you* ✨
This feature… pic.twitter.com/79zKJGA5ft
— Google (@Google) January 14, 2026
Como o Gemini usa os dados do usuário
Em um post no blog oficial, Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, do Google Labs e do AI Studio, explicou que o recurso se baseia em duas capacidades principais. A primeira é o raciocínio entre fontes complexas, enquanto a segunda envolve a recuperação de detalhes específicos de conteúdos como e-mails ou imagens para responder a uma pergunta.
Segundo Woodward, essas duas abordagens costumam ser combinadas, permitindo que o Gemini trabalhe simultaneamente com texto, fotos e vídeos para gerar respostas personalizadas. Ele afirma que esse cruzamento de informações é o que diferencia a experiência em relação a outros assistentes de IA.

Exemplos práticos do uso da funcionalidade
O executivo compartilhou situações do dia a dia em que o recurso foi útil. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro enquanto estava em uma loja, o Gemini não apenas identificou a informação, como sugeriu pneus para todas as estações após analisar fotos de viagens em família armazenadas no Google Fotos.
Em outro caso, ao não lembrar o número da placa do veículo, o assistente conseguiu recuperar o dado a partir de uma imagem salva na biblioteca de fotos. Woodward também citou recomendações personalizadas de livros, séries, roupas e viagens, geradas com base em interesses e hábitos anteriores.
Planejamento de viagens e recomendações personalizadas
Segundo Woodward, o Gemini tem se mostrado eficiente no planejamento de viagens. Em um exemplo recente, o assistente analisou interesses familiares e registros de viagens anteriores presentes no Gmail e no Google Fotos para sugerir um roteiro diferente do convencional.
Em vez de pontos turísticos populares, o sistema indicou uma viagem noturna de trem e até jogos de tabuleiro específicos para serem usados durante o trajeto. O Google afirma que esse tipo de sugestão só é possível graças à leitura contextual de múltiplas fontes conectadas à conta do usuário.
Limites e cuidados com dados sensíveis
O Google afirma que o recurso conta com proteções para temas sensíveis. O Gemini evita fazer suposições proativas envolvendo dados como informações de saúde. No entanto, a empresa reconhece que o assistente pode abordar esses assuntos caso o próprio usuário faça uma solicitação direta.
Outro ponto destacado é que o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre a partir dos prompts feitos no Gemini e das respostas geradas pelo modelo. As fotos, e-mails e outros dados pessoais são apenas referenciados no momento da resposta, sem serem incorporados ao treinamento do sistema, segundo o Google.

Leia mais:
- Como usar a pesquisa avançada no Gemini? Entenda a função “Gemini Deep” no chatbot
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Disponibilidade e próximos passos
O Personal Intelligence está sendo liberado inicialmente para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos. A empresa informou que pretende expandir o recurso para outros países e, posteriormente, também para a versão gratuita do Gemini.
Como parte do lançamento, o Google divulgou exemplos de comandos que podem ser usados com a nova funcionalidade. Entre eles estão pedidos para planejar o fim de semana em uma cidade com base nos interesses do usuário, recomendações de documentários a partir de curiosidades recentes e sugestões de canais do YouTube alinhados ao estilo de culinária identificado em recibos e históricos de visualização.
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