Tecnologia
O que a tecnologia reserva para nossa saúde bucal? Descubra

Já pensou se, um dia, apenas um medicamento fosse capaz de regenerar um dente quebrado/perdido? E que nanorrobôs fizessem o papel de sua escova de dente, ajudando em nossa saúde bucal?
Cientistas dizem que esse cenário, aparentemente utópico, está cada vez mais próximo de virar realidade, como diz o Dr. Hyun (Michel) Koo, diretor cofundador do Centro de Inovação e Odontologia de Precisão da Universidade da Pensilvânia (EUA) ao The Wall Street Journal: “Estamos, de fato, procurando por tecnologia disruptiva.”
Nesse âmbito, confira, a seguir, algumas das inovações tecnológicas e descobertas que podem inovar nossa saúde bucal no futuro (não tão distante assim).
Nanorrobôs limpando nossos dentes
Vários nanorrobôs poderão limpar nossos dentes e nos economizar um tempão que gastamos diariamente escovando-os. Sem contar que, teoricamente, eles vão alcançar lugares que nem mesmo o fio dental consegue.
Koo explica que é uma solução três em um, pois, por meio de sistema automatizado, os nanorrobôs funcionariam como escova de dentes, fio dental e, até, enxaguante bucal.
A tecnologia vem sendo desenvolvida por Koo e Edward Steager, pesquisador sênior da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade da Pensilvânia.
Ela utiliza nanopartículas de compostos de óxido de ferro, aprovadas pela FDA (espécie de Anvisa dos EUA) para uso desde imagens até corantes alimentícios. Isso é possível por conta de sua capacidade de assunção de três tonalidades distintas: vermelha, amarela ou marrom.
Koo explica que o usuário dessa tecnologia “pode comê-los”, inclusive. Juntas, as nanopartículas formam nanorrobôs capazes de realizar tarefas complexas.
- Ímãs guiam o conjunto de nanorrobôs para assumirem diversas formas, como cerdas para escovação ou um fio alongado semelhante a um fio dental;
- Com apenas um botão, nossa rotina de higiene bucal diária torna-se automática por meio da programação de quando e onde tais ímãs se ligam;
- Hoje, os cientistas têm dois protótipos: um que lembra um protetor bucal e outro que se assemelha a uma escova de dentes;
- Basta ligar os ímãs e injetar uma solução com os nanorrobôs e peróxido de hidrogênio, conhecido agente de limpeza;
- Os nanorrobôs atuam como enxaguante bucal desinfectante ao serem combinados com o peróxido de hidrogênio;
- Quando as nanopartículas ativam quimicamente o peróxido de hidrogênio, matam bactérias e quebram a placa de sujeira mais eficazmente do que o desinfectante por si só, explica Koo;
- O sistema consegue eliminar 100% da placa em modelo de dentes e gengivas humanos impresso em 3D e 80% em animais;
- A expectativa dos pesquisadores é a de melhorar esse número em animais até o fim dos testes com eles, previsto para acontecer até o fim deste ano.
Eles também trabalham em diminuir o tempo de limpeza, que, hoje, leva entre cinco e dez minutos, de acordo com Steager.
Já Koo tranquiliza ao dizer que o protótipo atual custaria menos do que uma escova de dentes elétrica mais sofisticada. No Brasil, um equipamento como esse ultrapassa facilmente os R$ 1 mil.
O valor é estimado com base no dispositivo que usa eletrônicos simples e nanopartículas de baixo custo produzíveis no laboratório dos pesquisadores. Eles enxergam o mercado-alvo inicial como sendo o das pessoas com deficiências que os impedem, ou dificultam, a escovação dos dentes.
Contudo, os cientistas responsáveis pela tecnologia também veem outros usos eventuais para quem busca conforto e conveniência ao cuidar da saúde bucal. “Tenho um filho que odeia escovar os dentes”, exemplifica Koo.

Mais saúde: bactérias bucais usadas como remédio
Outro estudo quer que as bactérias contidas na boca de uma pessoa possam ser utilizadas como remédio para outra, melhorando sua saúde. Como? A partir dos transplantes de microbiota total.
Basicamente, trata-se da transferência de bactérias da boca de um doador saudável para um paciente, similar aos transplantes de órgãos, por exemplo, mas com menor complexidade e risco (em tese).
Cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia e da Universidade de Adelaide (Austrália) entendem que tal tratamento será capaz, no futuro, de conter a cárie e a doença gengival.
Como isso seria possível?
Todos os seres humanos possuem cerca de 200 espécies de bactérias na boca, a depender da dieta adotada, bem como da genética e estilo de vida, segundo Laura Weyrich, professora associada da Penn State que lidera uma equipe desenvolvedora do tratamento.
Bactérias são capazes tanto de causar doenças orais, como de preveni-las e manter nossa saúde em dia. Durante dois anos, os pesquisadores procuraram por um “super doador”, ou seja, alguém que tivesse o melhor equilíbrio possível de bactérias boas e ruins na boca, e sem quaisquer cáries ou doenças gengivais.
O escolhido foi um jovem adulto que escova os dentes somente uma vez por dia, não usa fio dental e não vai ao dentista há cinco anos (e, acreditem, ele não tem cáries). A Dra. Sonia Nath, da Universidade de Adelaide, disse que o microbioma do jovem tem tanta saúde que os hábitos de higiene bucal dele não faziam efeito contrário.
Escolhido o super doador, os cientistas pegaram a placa (no caso, espécie de gosma que reveste dentes e gengivas) da boca dele, misturaram com gel e passaram em dentes de ratos. Os roedores demonstraram queda considerável no número de cáries.
Os testes em humanos já estão perto de acontecer, pois a equipe espera começar essa etapa em 2025.
Nos estudos, eles estão tentando identificar se esse transplante funciona em pessoas, bem como se ele também funcionará em demografias distintas e com qual frequência ele deverá ser renovado (assim como precisamos renovas nossas vacinas, por exemplo).
Por se tratar de bactérias, esse tratamento precisaria ser armazenado em temperaturas baixíssimas e, apesar de ainda estarem analisando o tempo médio de cada aplicação, o prazo inicial seria de meses entre uma e outra durante a visita ao seu dentista.
“Você faz um transplante rápido e, então, sua boca está resolvida”, estima Weyrich.
Terapia de luz vermelha para melhorar a saúde da gengiva
Os implantes dentários atuais podem causar o chamado peri-implante, doença desencadeada por bactérias que destrói o tecido ósseo ao seu redor e a gengiva. Pensando nisso, Geelsu Hwang, professor associado do departamento de ciências preventivas e restauradoras da Universidade da Pensilvânia, entende ter encontrado a solução.
Já pensou um implante que possui tecnologia suficiente para realizar terapia de luz vermelha em sua gengiva, capaz de aumentar a imunidade? E tudo sem a necessidade de bateria? Essa é a tônica do experimento de Hwang.
A equipe do pesquisador descobriu que tanto a luz vermelha como a infravermelha próxima podem estimular o tecido gengival a liberar peptídeos antimicrobianos – proteínas do sistema imunológico que matam bactérias –, melhorando a saúde bucal.
Para isso, eles optaram pela luz infravermelha próxima por ser invisível. Essa luz atinge a gengiva ao redor do implante e a ajuda no combate a bactérias que causa infecções. “Tenho certeza de que muitas pessoas não gostariam de ter uma luz vermelha visível na boca”, opinou Hwang.
O implante em si é feito de titanato de bário, um material piezoelétrico, ou seja, gera eletricidade após estímulo físico. Movimentos, como a mastigação, ajudam a alimentar os LEDs da terapia de luz contido no implante, sem contar que o titanato de bário já afasta, por conta própria, as bactérias.
Só há uma grande desvantagem: ele é mais fraco que o zircônio, material cerâmico comumente utilizado para a confecção de implantes dentários. Contudo, Hwang disse que ele e sua equipe trabalham para deixar o titanato de bário mais forte.
Esse implante terapêutico foi testado em células do tecido gengival cercadas por bactérias que causam doenças, descobrindo assim que 90 minutos diários de luz conseguem minimizar a inflamação. Além disso, eles analisam se o tratamento precisa ser contínuo.
Ainda este ano, eles vão testá-lo em porcos, visando, em breve, passar a realizar os testes em seres humanos.
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Reconstrução do esmalte dos dentes
O esmalte é a camada externa e dura dos dentes. Ela os protege de vários danos. O problema é que o corpo não é capaz de regenerá-lo conforme ele se erode. Tampouco pode ser substituído.
Contudo, os cientistas estão trabalhando em um gel capaz de reconstruí-lo, deixando nossos dentes mais fortes e menos sensíveis. Segundo Janet Moradian-Oldak, professora de ciências biomédicas e bioengenharia na Universidade da Califórnia do Sul (EUA), tal tecnologia é um sonho para muito há bastante tempo – e ela e sua equipe estão trabalhando em estudo justamente sobre isso.
Moradian-Oldak passou os últimos 25 anos estudando as proteínas que constroem nosso esmalte e focou particularmente em uma delas: a amelogenina.
Construção do esmalte pelo corpo
A amelogenina é utilizada pelo corpo humano no início do desenvolvimento de nossos dentes para organizar cálcio e fosfato – minerais que constituem boa parte do esmalte – em camadas. Podemos comparar esse processo ao de assentamento de tijolos: a amelogenina organiza os minerais em padrão organizado e repetitivo.
A equipe da professora obteve avanços significativos em 2016, quando projetaram um peptídeo (cadeia curta de aminoácidos) baseados na amelogenina que imitou sua função com sucesso.
Uma vez que o peptídeo foi colocado em um gel e pintado na superfície de dentes do siso extraídos da boca de um paciente, uma nova camada similar ao esmalte se originou. E não foi só isso: o peptídeo conseguiu, ainda, remineralizar a dentina, camada localizada abaixo do esmalte.
Como Moradian-Oldak afirmou, a tecnologia é buscada com altivez há tempos. Várias outras equipes mundo afora tentam obter sucesso com ela, como equipes da Universidade de Washington (EUA) e de instituições universitárias chinesas desenvolvendo algo similar.
Nos tratamentos tradicionais, o flúor atua formando manchas de depósitos minerais na superfície dos dentes, algo que não é capaz de preservar a resistência e as propriedades físicas do esmalte, tampouco as camadas estruturadas que o gel cria, segundo Moradian-Oldak.
Já os cremes dentais que contém cálcio e fosfato conseguem fornecer os blocos de consturção básicos para a mineralização, mas lhes falta o peptídeo necessário para a construção de camadas organizadas.
A professora líder do estudo tem perspectivas de que o gel seja capaz de prevenir a progressão da cárie ao reconstruir o esmalte perdido, sendo, assim, vital para nossa saúde bucal no futuro.
Em sua opiniõa, pacientes que mais se beneficiarão (e usarão) o tratamento são aqueles com hipersensibilidade dentária, erosão dentária, lesões de manchas brancas (áreas de desmineralização) e um distúrbio genético denominado amelogênese imperfeita, que impede a formação correta do esmalte.
Existe uma chance, segundo ela, de que o gel também possa clarear os dentes ao formar nova camada sobre toda a superfície. Contudo, a equipe não realizou testes que comprovem (ou não) essa teoria. Dessa forma, “isso é apenas uma ideia”, explicou a professora.
Todavia, assim, como as demais tecnologias que apresentamos antes, esta também tem suas limitações. Por exemplo, são necessárias ao menos 16 horas para que uma camada organizada semelhante ao esmalte cresça.
Além disso, cada uma dessas camadas é fina – seriam necessárias centenas de camadas para corresponder à espessura do esmalte. “Ainda precisamos torná-los mais espessos, mais fortes”, reforçou Moradian-Oldak.
Por fim, a líder do estudo disse que já patenteou o gel e, agora, está no processo de solicitação de aprovação da FDA para testes clínicos.

Remédio que faz crescer dentes
Falamos de implantes que fazem tratamentos terapêuticos para impedir que bactérias ajam na gengiva e no entorno. Mas e se, ao invés de usar um implante, você usasse um remédio que faria um dente novinho em folha crescer no lugar de seu original?
É isso o que uma equipe do departamento de odontologia e cirurgia oral do Hospital Kitano em Osaka (Japão), liderada por Katsu Takahashi, está tentando criar.
No caso, o medicamento é um anticorpo projetado para bloquear a proteína USAG-1 que, normalmente, impede o crescimento de novos dentes. O bloqueio dessa proteína permite que os brotos dos dentes, primeiro estágio da formação dental, amadureçam.
Testes realizados em camundongos portadores de anegesia dentária congênita (condição na qual os dentes estão ausentes graças ao seu mal desenvolvimento) a partir da injeção intevenosa do medicamento trouxe resultados promissores.
Takahashi afirmou que “uma molécila tem potencial para formar um dente inteiro”. Espera-se que, até o mês que vem, seja realizado o primeiro teste em um humano. Contudo, essa primeira tentativa avaliará somente a segurança da injeção em adultos saudáveis.
Caso esse primeiro teste traga resultados positivos, a próxima etapa será testar a medicação em crianças entre dois e sete anos que não possuem dentes justamente por terem a agenesia dentária congênita.
Segundo o líder do estudo, crianças com essa condição chegam a possuir brotos dentários, mas eles não se desenvolvem como deveriam por conta de fatores genéticos e ambientais.
A equipe do pesquisador hipotetiza que o medicamento em testes pode sim formar dentes permanentes. Todavia, o teste pode levar de três a cinco anos, tempo habitual para que um dente permanente cresça, saindo do estágio de broto na mandíbula e e surja através da gengiva.
Por último, Takahashi explicou que o grupo continuará realizando sua pesquisa básica, na esperança de expandir os usos potenciais do medicamento em adultos.
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Câmara aprova venda de medicamentos em supermercados

Na noite desta segunda-feira (2), a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que libera vendas de medicamentos em supermercados. No ano passado, o Senado já havia aprovado a propositura e, agora, ela segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Horas antes, os deputados aprovaram a tramitação acelerada da proposta para ainda nesta segunda, a partir de requerimento de urgência. Isso fez com que o projeto fosse votado diretamente pelo plenário da Câmara e não passasse por comissões temáticas que fariam análise detalhada e técnica.
Como é o projeto que permite venda de medicamentos em supermercados
- A demanda era pedida pelo setor há bastante tempo;
- No texto, consta que os medicamentos, para serem vendidos em supermercados, devem ter separação clara dos demais produtos, precisando ficar em gôndolas diferentes das comuns;
- “É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado”, propõe o projeto;
- Em nota, o presidente do Conselho Federal de Farmácia (FFF), Walter da Silva Jorge João, disse que “o texto aprovado reduz danos, mantendo as exigências sanitárias já previstas no Senado e atende aos pontos centrais defendidos pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF)”.
Contudo, vale frisar: será obrigatória a presença de farmacêuticos durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria que for instalada nas áreas de vendas de supermercados brasileiros.
Além disso, medicamentos de uso controlado (que necessitam de receita médica para serem liberados) só poderão ser entregues aos clientes após o pagamento.

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Opiniões divididas
O plenário da Câmara não votou de forma unânime. Por exemplo: enquanto o deputado Hildo Rocha (MDP/PA) defendeu a proposta — “É como se fosse uma farmácia dentro do supermercado. É uma decisão pró-consumidor porque a tendência é aumentar a concorrência e o preço diminuir” —, alguns que estão do lado do governo divergem entre si (inclusive).
Um deles é a deputada Maria do Rosário (PT/RS), que criticou a proposta. “Farmácia e medicamento é equipamento de saúde. O supermercado não pode virar farmácia, porque estamos incentivando a cultura da automedicação“, afirmou.
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Os doramas de cura que funcionam como um abraço e vão deixar o seu dia muito melhor

Encontrar um refúgio em meio à rotina agitada é essencial para manter a saúde mental em dia. Os doramas de cura na Netflix surgem como uma alternativa reconfortante, oferecendo narrativas leves que priorizam o bem-estar e as conexões humanas. Essas histórias funcionam como um verdadeiro abraço, proporcionando momentos de relaxamento profundo para quem busca leveza no cotidiano.
Por que os doramas de cura na Netflix são tão populares?
De acordo com um artigo publicado no Netflix Tudum, esse gênero foca em personagens comuns enfrentando dilemas universais com gentileza e muita empatia. Ao contrário das tramas intensas de suspense, aqui o objetivo é celebrar as pequenas vitórias da vida e a força dos laços comunitários.
A estética visual dessas produções costuma ser extremamente relaxante, utilizando cores pastéis e cenários litorâneos que transmitem paz imediata ao espectador. Essa combinação de roteiro sensível e fotografia impecável cria uma atmosfera de segurança emocional ideal para descompressão após um dia cansativo.
Uma dentista da cidade grande encontra paz e novas perspectivas em uma charmosa vila de pescadores.
A jornada emocionante de uma advogada brilhante no espectro autista que conquista todos ao seu redor.
Uma história doce sobre superação, família e a descoberta da felicidade em momentos inesperados.
Quais são os elementos principais desse gênero?
O roteiro dos “healing dramas” geralmente evita conflitos mirabolantes ou vilões maquiavélicos, focando no desenvolvimento pessoal e no suporte mútuo entre os amigos. Essa estrutura narrativa linear permite que quem assiste consiga relaxar sem a tensão constante de reviravoltas traumáticas ou tragédias desnecessárias.
A trilha sonora é outro ponto fundamental, sendo composta por melodias suaves e instrumentais que ajudam a baixar os níveis de cortisol durante a exibição. O ritmo mais lento de edição convida à contemplação, fazendo com que o público aprecie cada diálogo e cada lição de vida apresentada na tela.
- Ausência de antagonistas cruéis ou situações de violência extrema.
- Foco em lições de vida sobre gratidão, perdão e resiliência.
- Ambientação em locais tranquilos que valorizam a natureza e o silêncio.
- Diálogos profundos que incentivam a reflexão sobre saúde mental.

Como os doramas de cura na Netflix ajudam no estresse?
O ato de assistir a episódios que transmitem segurança psicológica permite que o cérebro entre em um estado de repouso, diminuindo a ansiedade acumulada. Ao ver personagens superando problemas cotidianos com paciência, o espectador acaba internalizando uma postura mais calma perante as próprias dificuldades reais.
A identificação com dilemas humanos simples gera um sentimento de esperança que se reflete positivamente no humor do indivíduo no dia seguinte. Essas séries não são apenas entretenimento, elas servem como uma ferramenta de cuidado pessoal que utiliza o lúdico para promover o equilíbrio emocional.
| Título da Série | Foco de Cura | Nível de Leveza |
|---|---|---|
| Our Blues | Curas Familiares | Alto |
| Navillera | Sonhos e Velhice | Máximo |
| Daily Dose of Sunshine | Saúde Mental | Moderado |
Quais séries são ideais para começar hoje?
Se você procura algo que pareça um domingo ensolarado, Hometown Cha-Cha-Cha é a escolha perfeita para entender o valor da simplicidade. A série explora como a vida em comunidade pode curar feridas antigas através do apoio mútuo e do respeito pelas diferenças individuais.
Para quem prefere uma trama com toques de superação profissional, Uma Advogada Extraordinária oferece uma visão sensível e inspiradora. A série celebra a neurodiversidade e mostra que o sucesso pode ser alcançado com empatia, inteligência emocional e uma boa dose de coragem para ser autêntico.
Onde encontrar as melhores histórias de conforto?
O catálogo atual da plataforma oferece uma curadoria diversificada que atende desde quem prefere romances bucólicos até quem busca dramas de superação. Basta explorar a categoria de dramas coreanos para notar a vasta oferta de títulos que priorizam a ternura e o crescimento dos personagens.
Investir tempo nessas produções é garantir uma pausa produtiva em um mundo cada vez mais acelerado e barulhento. Permita-se ser cativado por essas histórias que não exigem nada além da sua atenção plena e, em troca, oferecem um conforto genuíno para a alma e para o coração.
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Jornalista do Olhar Digital descreve sábado de tensão em Dubai

Por Bruno Capozzi, editor executivo do Olhar Digital
Parte da comunidade do Olhar Digital já me conhece porque, de vez em quando, eu apresento o Olhar Digital News – nossa live diária. Também produzo matérias daqui de Dubai, onde eu moro.
Como Dubai às vezes aparece na programação do Olhar Digital, resolvi escrever este relato — hoje não para falar de ciência e tecnologia, mas para compartilhar como foi o sábado de escalada de tensão aqui no Oriente Médio.
A gente já acordou com as notícias envolvendo Estados Unidos e Irã. No horário de Brasília, era madrugada; aqui em Dubai já era manhã – estamos sete horas à frente.
Por volta de uma da tarde (hora local), a tensão chegou de fato aos Emirados Árabes Unidos. Começamos a ouvir os primeiros estrondos — um barulho forte, com janelas tremendo. Não é algo comum por aqui. Eu nunca tinha ouvido um míssil. Então, a ficha só caiu pelo contexto das notícias e pelo que vinha sendo reportado ao longo do dia.
Esses estrondos se repetiram em ondas ao longo da tarde e seguiram acontecendo até a madrugada. Eu escrevi este relato por volta de cinco da manhã, no horário de Dubai, e até pouco antes ainda era possível ouvir novos barulhos, relacionados a interceptações.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais, foram 137 mísseis e 209 drones interceptados.
Pouco depois dos primeiros estrondos, o governo confirmou oficialmente que se tratava da interceptação de mísseis e informou a morte de uma pessoa em Abu Dhabi, causada pelos destroços de mísseis abatidos.
Mais tarde, houve a confirmação de outra morte, dessa vez no aeroporto de Abu Dhabi, após um ataque iraniano. As autoridades também comunicaram que pessoas ficaram feridas em incidentes no aeroporto de Dubai e em um hotel na região de Palm Jumeirah, uma área turística e nobre da cidade.
Antes, voltando para o começo da tarde, o governo anunciou o fechamento do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos. E, quando se fala em fechar o espaço aéreo de Dubai e Abu Dhabi, estamos falando de dois dos maiores hubs de aviação do mundo. As consequências não ficam restritas ao Oriente Médio: há um efeito em cascata no mundo todo, porque muitos voos não apenas chegam aos Emirados, como também passam por aqui em conexões para países da Ásia e até para a Austrália. Foi, portanto, um dia de transtornos para a aviação global.
Eu moro na região de Dubai Marina, um bairro muito movimentado e turístico, com muitos prédios residenciais e comerciais — além de uma área financeira importante. Aqui, ouvimos dezenas de estrondos ao longo do dia, com sensação de vibração e janelas mexendo. Você pode imaginar a apreensão.
No vídeo a seguir, dá para ouvir estrondos e ver o que parece ser um míssil no céu.
Depois das interceptações, a gente via fumaça no céu, como mostra a foto a seguir:

Apesar disso, do ponto de vista do funcionamento da cidade, não houve grandes restrições. Não foi decretado toque de recolher. Serviços continuaram operando normalmente. Agora mesmo enquanto escrevo, da minha janela, vejo um mercado e uma farmácia 24h.
Essa é a ambiguidade do dia: um clima de tensão muito forte, mas com sinais de normalidade na rotina — se é que dá para chamar assim.
Instituições de ensino privadas em Dubai passarão ao ensino à distância até quarta-feira, 4 de março, como medida de precaução.
O governo também enviou alertas. Primeiro, um SMS dizendo que a situação estava sob controle, mas orientando a população a buscar locais seguros. Depois, veio um alerta mais incisivo, semelhante aos alarmes de Defesa Civil no Brasil, em que o celular apita e o aviso toma a tela. A orientação era clara: procurar um lugar seguro, ficar em prédios considerados seguros e longe de janelas.
Ao longo do dia, as autoridades locais também informaram que mantinham reuniões com países vizinhos. Nos comunicados oficiais, a linha adotada foi a de buscar diálogo e saídas diplomáticas, condenando os ataques, mas afirmando ter o direito de responder para defender a soberania nacional.
Aqui entra um contexto importante: os Emirados Árabes Unidos costumam ser vistos como uma “bolha” no Oriente Médio. Em Dubai, estima-se que cerca de 80% da população seja estrangeira. É um país que depende muito dessa estabilidade — tanto por segurança quanto por economia — e, muito por isso, em momentos de escalada regional, o comportamento do governo costuma ser mais voltado à diplomacia.
Eu também faço parte de grupos de brasileiros aqui e, ao longo do dia, as pessoas foram trocando informações, compartilhando comunicados e orientações oficiais. O clima foi, sem dúvida, de muita apreensão.
Agradeço muito pela atenção. Espero que, na próxima vez que eu apresentar o Olhar Digital News direto de Dubai, a situação já esteja melhor. De qualquer forma, a gente volta com informações a qualquer momento.
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