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Saúde

Quais os métodos contraceptivos mais famosos e como utilizá-los?

Redação Informe 360

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Existem muitos métodos contraceptivos, cada um com diferentes níveis de eficácia e adequação às necessidades de cada pessoa. Escolher o melhor para você depende de fatores como idade, estilo de vida, saúde geral, frequência das relações sexuais e objetivos (como planejar a gravidez no futuro ou evitar infecções sexualmente transmissíveis). É importante conhecer as opções disponíveis e, de preferência, discutir com um médico ou profissional de saúde.

Então, como o universo de métodos é vasto, abaixo vamos destacar os mais famosos, como usá-los e por que é essencial utilizá-los corretamente. Os critérios para escolher o melhor método contraceptivo devem avaliar pontos como a eficácia, a proteção contra ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), a facilidade de uso, os efeitos colaterais, questões como planejamento familiar e condições de saúde.

Quais os métodos contraceptivos mais famosos e como utilizá-los?

Métodos contraceptivos
(Imagem: Shutterstock)

Preservativo masculino (camisinha)

O mais conhecido e popular de todos, consiste em um envoltório de látex ou poliuretano que cobre o pênis durante a relação sexual.

Deve ser colocado antes de qualquer contato genital. Abra a embalagem com cuidado, desenrole no pênis ereto, deixando espaço na ponta para o sêmen, e remova com cuidado após a ejaculação.

É o único método que protege contra gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Sua eficácia com uso típico é de 85% e com o uso perfeito chega a 98%.

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Preservativo feminino

É um tubo flexível de poliuretano que se encaixa na vagina. Deve ser inserido na extremidade menor na vagina, garantindo que o anel externo fique fora da vulva. Deve ser retirado e descartado após o uso.

Protege contra ISTs e é uma alternativa para quem não pode usar preservativos masculinos ou tem alergia ao látex. A eficácia com uso típico é 79% e 95% com uso perfeito.

Pílula anticoncepcional

Um comprimido diário que contém hormônios para prevenir a ovulação. Deve ser ingerido um comprimido por dia, preferencialmente no mesmo horário. É necessário iniciar de acordo com a orientação médica.

Possui alta eficácia na prevenção da gravidez quando usada corretamente, mas não protege contra ISTs. A eficácia com uso típico é de 91% e a eficácia com uso perfeito de 99%. A eficácia pode ser reduzida se esquecida ou em caso de interações.

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Dispositivo intrauterino (DIU)

Um pequeno dispositivo de plástico e cobre (ou hormonal) inserido no útero por um profissional de saúde. Uma vez inserido, pode permanecer eficaz por 3 a 10 anos, dependendo do tipo.

Oferece proteção de longo prazo com baixa manutenção. O DIU de cobre tem eficácia de >99% (com eficácia de longo prazo, até 10 anos) e o DIU hormonal alcança >99% (com eficácia de 3 a 5 anos, dependendo do tipo).

Observação: é um contraceptivo reversível de longa duração.

Injeção anticoncepcional

Uma injeção hormonal administrada a cada 1 ou 3 meses. Aplicada por um profissional de saúde em intervalos regulares.

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Conveniente para quem prefere não tomar uma pílula diariamente. Eficácia com uso típico é 94% e a eficácia com uso perfeito é de 99%.

Observação: Deve ser aplicada rigorosamente nos intervalos recomendados (1 ou 3 meses).

Pílula do Dia Seguinte

É uma dose alta de hormônios para evitar a gravidez após uma relação sexual desprotegida. Deve ser tomada até 72 horas após a relação (quanto antes, maior a eficácia). Eficácia é de 75% a 89%, dependendo de quão rápido for tomada após a relação desprotegida.

É uma medida emergencial, não substitui métodos regulares e não protege contra ISTs.

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Implante contraceptivo

Uma pequena haste colocada sob a pele do braço que libera hormônios. É inserido e removido por um profissional, com duração de até 3 anos. A eficácia é >99% (eficaz por até 3 anos).

Oferece proteção discreta e de longa duração.

Leia mais:

(Imagem: Shutterstock)

Quais os benefícios dos métodos contraceptivos?

Os métodos contraceptivos oferecem diversos benefícios, que vão além da prevenção de gravidez indesejada e ISTs. No planejamento familiar e controle reprodutivo, por exemplo, permitem que as pessoas escolham o momento ideal para ter filhos, melhorando a qualidade de vida e a estabilidade financeira. Pode também contribuir para intervalos saudáveis entre as gestações, reduzindo riscos de complicações maternas e infantis.

No caso dos preservativos, são fundamentais para pessoas com múltiplos parceiros ou em relacionamentos não monogâmicos. Já as pílulas anticoncepcionais, DIUs hormonais e implantes podem regular o ciclo menstrual, aliviar dores menstruais (dismenorreia) e reduzir sangramentos intensos.

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Alguns métodos ajudam a tratar condições hormonais, como síndrome dos ovários policísticos (SOP), endometriose e acne. Os métodos hormonais podem diminuir o risco de câncer de ovário, endométrio e colo do útero. O DIU hormonal pode ajudar a tratar hiperplasia endometrial e prevenir sua progressão.

Quais infeções são contagiosas pelo sexo desprotegido?

Relações sexuais desprotegidas podem transmitir diversas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Algumas dessas infecções são causadas por bactérias, vírus, fungos ou parasitas, e podem ter consequências graves se não forem tratadas.
Infecções virais: HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana); HPV (Papilomavírus Humano); Herpes genital; hepatites B e C.
Infecções bacterianas: sífilis; gonorreia; clamídia; donovanose (granuloma inguinal)
Infecções parasitárias e outras: tricomoníase; candidíase (embora não seja exclusivamente transmitida sexualmente, relações desprotegidas podem favorecer a proliferação do fungo Candida); pediculose pubiana (Chato).

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Pode reutilizar a camisinha?

Não, nunca se deve reutilizar uma camisinha. As camisinhas são projetadas para uso único e descartável. Reutilizá-las compromete sua integridade e eficácia, aumentando significativamente o risco de rompimento, vazamento e transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além da possibilidade de gravidez indesejada.
O látex ou poliuretano pode se desgastar após o uso inicial, tornando a camisinha menos resistente. O contato inicial pode transferir fluidos corporais, bactérias e vírus, que permanecem no material e podem ser transmitidos ao reutilizá-la.
A perda de lubrificação e o estresse no material durante o primeiro uso diminuem sua eficácia no uso subsequente.
Recomendações: sempre utilize uma camisinha nova a cada ato sexual, desde o início do contato até o final. Certifique-se de que o preservativo está dentro da validade e que a embalagem não está danificada. Após o uso, descarte-o de maneira adequada no lixo (nunca no vaso sanitário).

Consulta médica é essencial

Cada pessoa tem necessidades únicas. Um profissional pode ajudar a analisar seu histórico clínico, possíveis contraindicações e preferências pessoais para recomendar o método mais adequado. Lembre-se, o mais importante é utilizar qualquer método de forma correta para garantir eficácia.

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Saúde

OMS identifica nova variante da mpox em dois países

Redação Informe 360

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Uma nova variante recombinante da mpox foi identificada em dois pacientes no Reino Unido e na Índia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os casos foram detectados após análises genéticas mais detalhadas e indicam que o vírus pode estar circulando de forma mais ampla do que os registros atuais apontam. Ainda assim, a avaliação global de risco da entidade não foi alterada.

De acordo com a OMS, os dois pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos já descritos anteriormente para a doença e não desenvolveram quadros graves. O rastreamento de contatos não identificou novas infecções associadas. No Brasil, o estado de São Paulo soma 44 casos confirmados de mpox em 2026, até esta sexta-feira (20), conforme o painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies). Em 2025, foram 422 registros, e desde 2022 o total acumulado chega a 6.048 casos no estado.

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Mpox teve nova variante identificada (Imagem: airdone / Shutterstock.com)

O que se sabe sobre a nova variante

A cepa identificada é resultado de um processo de recombinação viral, fenômeno natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético. No caso descrito pela OMS, a variante reúne características dos clados Ib e IIb da mpox.

A análise genética mostrou que os dois pacientes foram infectados pela mesma variante recombinante, embora tenham apresentado sintomas com algumas semanas de diferença. Para a OMS, isso sugere a possibilidade de outros casos ainda não identificados.

O primeiro registro foi confirmado após o sequenciamento completo do genoma viral de uma amostra coletada de um viajante que retornou de um país da região Ásia-Pacífico, em outubro de 2025. Inicialmente, exames classificaram o vírus como pertencente ao clado Ib, mas análises posteriores revelaram regiões genéticas compatíveis com os clados Ib e IIb. Testes repetidos confirmaram que a nova cepa é capaz de se replicar.

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Já o caso na Índia foi notificado em janeiro de 2026, embora os sintomas tenham começado em setembro de 2025, quando o paciente trabalhava em um país da Península Arábica. Inicialmente classificado como clado II, o vírus foi reavaliado após atualização de bancos genômicos globais e identificado como a mesma variante recombinante. A similaridade genética entre as amostras dos dois países é superior a 99,9%, indicando origem evolutiva comum.

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A cepa identificada é resultado de um processo de recombinação viral (Imagem: Dotted Yeti / Shutterstock.com)

Transmissão, sintomas e diagnóstico da mpox

A mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola humana. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto e próximo, inclusive durante relações sexuais, além de contato com objetos contaminados, partículas respiratórias em determinadas situações e de mãe para filho.

Os sintomas mais comuns incluem febre, aumento dos linfonodos e lesões na pele ou mucosas. O virologista Flavio Guimarães, da UFMG e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Poxvírus (INCT-Pox), explicou ao g1 que a doença costuma evoluir de forma benigna, e os óbitos registrados no Brasil e no mundo ocorreram em pessoas com comorbidades, como HIV.

“A infecção se inicia com sintomas inespecíficos, como febre e dor nos linfonodos. Eles ficam inchados e depois surgem os sinais mais evidentes, com vesículas que se transformam em pústulas e depois geram crostas, virando feridas com crostas. As crostas depois cicatrizam e caem, deixando cicatrizes”, explicou Guimarães.

A OMS alerta que testes de PCR usados para diferenciar clados podem não detectar variantes recombinantes. Nesses casos, o sequenciamento genômico completo é necessário para a identificação correta.

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Avaliação de risco e recomendações

Apesar da descoberta, a OMS afirma que ainda não há dados suficientes para indicar mudanças na transmissibilidade ou gravidade da doença. O risco global permanece moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos ou múltiplos e profissionais do sexo, e baixo para a população em geral sem fatores de risco específicos.

A organização recomenda que os países mantenham vigilância ativa, ampliem a capacidade de diagnóstico e sequenciamento genético, notifiquem rapidamente casos suspeitos e reforcem a vacinação para grupos de maior risco. Também orienta a integração das ações de mpox com programas de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Com as informações disponíveis, não há recomendação de restrições a viagens ou ao comércio envolvendo os países onde os casos foram identificados.

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Saúde

Exposição à poluição aumenta o risco de Alzheimer, revela estudo

Redação Informe 360

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A exposição prolongada à poluição do ar pode aumentar o risco de desenvolver doença de Alzheimer. A conclusão é de um estudo liderado por Yanling Deng, da Universidade Emory, nos Estados Unidos, publicado esta semana na revista científica PLOS Medicine.

O trabalho analisou dados de mais de 27,8 milhões de beneficiários com 65 anos ou mais do sistema de seguros de saúde Medicare, dos EUA, entre 2000 e 2018. Os pesquisadores cruzaram as informações sobre a exposição à poluição atmosférica com diagnósticos de Alzheimer. O estudo também avaliou o impacto de doenças crônicas frequentemente associadas à demência, como hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC) e depressão.

Os resultados indicam que pessoas expostas a maiores concentrações de poluentes apresentam probabilidade mais elevada de desenvolver Alzheimer. A relação foi observada mesmo quando consideradas outras condições de saúde. De acordo com o trabalho, o efeito da poluição parece ocorrer de forma direta sobre o cérebro, e não apenas como consequência de outras doenças crônicas intermediárias.

A associação entre poluição e Alzheimer foi ligeiramente mais intensa em indivíduos que já haviam sofrido um AVC. Já hipertensão e depressão mostraram impacto adicional reduzido nessa relação.

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Poluição já é considerada fator de risco para outras doenças, incluindo condições cardiovasculares e respiratórias (Imagem: zxvisual/iStock)

Poluição do ar como fator de risco para Alzheimer

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta cerca de 57 milhões de pessoas em todo o mundo. A poluição do ar já é reconhecida como fator de risco para diversas doenças (incluindo hipertensão, derrame e transtornos depressivos), mas ainda restavam dúvidas sobre como esses fatores interagiam no desenvolvimento da demência.

Segundo os autores, os dados reforçam a hipótese de que partículas finas presentes na poluição atmosférica podem afetar diretamente a saúde cerebral. Eles destacam que pessoas com histórico de AVC podem ser ainda mais vulneráveis aos danos ambientais.

Entre as conclusões, os pesquisadores apontam que políticas voltadas à melhoria da qualidade do ar podem ter impacto positivo não apenas para doenças cardiovasculares e respiratórias, mas também na prevenção da demência entre idosos, incluindo o Alzheimer.

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Saúde

Anvisa deve decidir sobre versões nacionais do Ozempic ainda em fevereiro

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve divulgar na próxima semana sua decisão sobre os pedidos de registro das versões nacionais das canetas à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Os pedidos em análise são das farmacêuticas EMS e Ávita Care, que aguardam a aprovação regulatória para iniciar a produção no Brasil.

A expectativa se intensifica porque a patente da semaglutida, desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, expira em 20 de março. A empresa tentou estender o prazo de exclusividade judicialmente, mas o pedido foi negado. Com o fim da proteção, outras farmacêuticas poderão produzir e comercializar medicamentos à base da substância no país, desde que recebam o aval da Anvisa.

A patente da semaglutida expira em 20 de março (Imagem: Corona Borealis Studio / Shutterstock.com)

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Avaliação regulatória e prioridade do Ministério da Saúde

Em 2025, o Ministério da Saúde solicitou que a Anvisa desse prioridade à análise de canetas nacionais de semaglutida. A agência vem seguindo essa orientação, e a expectativa é que os primeiros resultados apareçam nas próximas semanas. Apesar disso, a aprovação não é automática: a Anvisa pode solicitar informações adicionais às empresas antes de conceder o registro definitivo.

Anvisa determina recolhimento de creatina e suplementos após irregularidades
Anvisa deve dar prioridade à análise de canetas nacionais de semaglutida a pedido do Ministério da Saúde (Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock.com)

Especialistas projetam que a chegada de versões nacionais ao mercado deve reduzir os preços gradualmente, com a concorrência pressionando o valor final dos medicamentos. No entanto, a queda nos custos não deve ocorrer de forma imediata, já que depende de fatores como produção e logística.

A EMS, até o momento, é o único laboratório brasileiro que já lançou canetas injetáveis para emagrecimento de geração anterior, baseadas em liraglutida. A empresa afirmou que possui estrutura industrial pronta para fabricar medicamentos à base de semaglutida, mas ainda não definiu cronograma de lançamento, nem detalhes sobre produto e política de preços. Qualquer avanço dependerá exclusivamente da aprovação regulatória.

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