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Saúde

O que é endocardite e quais os sintomas?

Redação Informe 360

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O corpo humano é constantemente exposto a microrganismos, e a maioria deles é rapidamente combatida pelo sistema imunológico. No entanto, há situações em que esses invasores encontram brechas para causar infecções mais sérias, especialmente quando atingem órgãos vitais.

Entre essas condições está uma inflamação rara e grave que acomete o revestimento interno do coração. Embora pouco comentada fora do ambiente hospitalar, ela pode ter consequências graves para a saúde.

Hoje vamos entender um pouco mais sobre a endocardite e como ela afeta nosso órgão mais importante.

O que é a endocardite infecciosa?

A endocardite infecciosa é uma inflamação que atinge o endocárdio, a camada interna do coração, incluindo as válvulas cardíacas.

Médico cardiologista com modelo de coração em mesa de clínica
Médico fazendo anamnese em um paciente durante consulta em uma clínica de cardiologia (Imagem: manassanant pamai / iStock)

A condição ocorre quando microrganismos, principalmente bactérias, entram na corrente sanguínea e se fixam nas válvulas ou em tecidos cardíacos lesionados.

Embora rara, a doença é grave e pode levar a complicações fatais se não for diagnosticada e tratada precocemente. O risco é maior em pessoas com válvulas protéticas, doenças cardíacas estruturais, histórico de procedimentos invasivos ou uso de drogas injetáveis.

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Quais são os sintomas da endocardite infecciosa?

A doença pode se manifestar de forma sutil, com sintomas inespecíficos, como febre persistente, fadiga, calafrios, fraqueza e perda de apetite.

Em casos mais avançados, o paciente pode apresentar:

  • Dor no peito;
  • Dificuldade respiratória;
  • Sudorese noturna;
  • Perda de peso;
  • Sinais de embolização periférica (como manchas roxas nas unhas devido a hemorragias subungueais);
  • Nódulos dolorosos nas mãos (nódulos de Osler) ou lesões indolores nas palmas e plantas dos pés (lesões de Janeway);
  • E sintomas neurológicos, como: confusão mental, convulsões ou derrames, causados por êmbolos infectados que atingem o cérebro.

Como a endocardite infecciosa ocorre?

A infecção geralmente se instala após uma lesão no revestimento interno do coração, causada por fluxo sanguíneo turbulento, traumas durante procedimentos médicos ou o uso repetido de drogas intravenosas.

Problema no coração
Problema no coração / Crédito: jaojormami (shutterstock / reprodução)

Essa lesão permite que plaquetas e proteínas se depositem na área, formando uma base propícia para a aderência de bactérias ou fungos que circulam no sangue.

Uma vez fixados, esses microrganismos se multiplicam e formam vegetações infecciosas. Essas vegetações podem se desprender e causar obstruções em artérias vitais ou provocar a destruição das válvulas cardíacas, levando a insuficiência cardíaca.

Quais são os principais agentes infecciosos?

A maioria dos casos de endocardite infecciosa é causada por bactérias gram-positivas, como Staphylococcus aureus, estreptococos do grupo viridans e enterococos. Já o S. aureus é o principal agente em infecções adquiridas em ambiente hospitalar, especialmente em pacientes com válvulas protéticas ou que passaram por procedimentos invasivos.

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Em infecções adquiridas na comunidade, são comuns os estreptococos da boca, associados à má higiene bucal e procedimentos odontológicos. Há também casos causados por fungos, como Candida e Aspergillus, especialmente em imunossuprimidos.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?

A endocardite infecciosa afeta principalmente pessoas com válvulas cardíacas artificiais, cardiopatias estruturais, histórico de endocardite anterior, uso frequente de drogas injetáveis, ou que passaram recentemente por cirurgias cardíacas ou internações com uso de cateteres venosos.

Condição costuma ter relação com má formação genética (Imagem: Ahmet Misirligul/Shutterstock)

A idade avançada também é um fator de risco, pois aumenta a chance de doenças cardíacas e procedimentos médicos invasivos. Homens são duas vezes mais afetados do que mulheres.

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Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve análise clínica, exames de sangue e imagem. Os critérios de Duke modificados são amplamente utilizados, combinando achados clínicos com culturas positivas e imagens de ecocardiograma que mostram vegetações, abscessos ou disfunções em válvulas cardíacas.

O ecocardiograma transesofágico é o mais sensível para identificar alterações. Exames laboratoriais também podem mostrar anemia, leucocitose, elevação de marcadores inflamatórios como PCR e VHS, além de culturas de sangue com crescimento de microrganismos típicos.

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Como é o tratamento da endocardite infecciosa?

O tratamento é feito com antibióticos intravenosos por um período que varia entre 4 a 6 semanas, dependendo do agente infeccioso e do tipo de válvula afetada.

A escolha do antibiótico depende da sensibilidade do microrganismo isolado nas culturas. Em casos mais graves ou quando há complicações como insuficiência cardíaca, abscessos ou risco elevado de embolia, a cirurgia para troca ou reparo valvar pode ser necessária.

A infecção por S. aureus, por exemplo, requer tratamento intensivo e pode exigir medicações como vancomicina, rifampicina e daptomicina, especialmente em casos de resistência bacteriana.

Quais complicações podem ocorrer?

A endocardite infecciosa pode causar múltiplas complicações se não tratada adequadamente.

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imagem mostra uma ilustração digital de um homem apertando o peito onde fica o coração; ao lado, é mostrado um coração sofrendo com dor
Problemas no coração (Imagem: N.R.K.Maduwanthi – Shutterstock)

As principais são insuficiência cardíaca aguda, devido à destruição das válvulas; AVCs e infartos causados por êmbolos; infecções metastáticas em órgãos como rins, pulmões e baço; e aneurismas infecciosos em vasos cerebrais.

A taxa de mortalidade hospitalar é de cerca de 18%, podendo ultrapassar 40% em um ano, especialmente em casos que envolvem válvulas protéticas ou pacientes com comorbidades graves.

A endocardite infecciosa tem cura? É possível prevenir?

Sim, a endocardite infecciosa tem cura, especialmente quando diagnosticada precocemente e tratada corretamente.

A prevenção passa por cuidados rigorosos com a higiene bucal, controle de doenças cardíacas, e uso apropriado de antibióticos antes de procedimentos odontológicos e cirurgias em pacientes com risco elevado.

Também é fundamental o controle do uso de drogas injetáveis e a atenção à assepsia em ambientes hospitalares para evitar infecções associadas a dispositivos médicos.

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Com informações de NCBI.

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Saúde

Moradores de Ingá, em Barra do Itabapoana, recebem “Ação em Saúde” nesta quinta (07/05) 

Redação Informe 360

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A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar uma “Ação em Saúde” na localidade de Ingá, em Barra do Itabapoana, nesta quinta-feira (07/05). A ação — que será promovida no pátio da Igreja AD Barra, das 9h às 12h, através do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) – tem como objetivo promover a prevenção, o cuidado e o acesso aos serviços de saúde para a comunidade local.

Entre os serviços, disponibilizados somente para adultos, estão atendimento médico, aplicação de vacinas contra a gripe, aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar (HGT) e orientações sobre saúde bucal. De acordo com a enfermeira responsável pelo ESF de Barra, Ana Carla Freitas, o atendimento será feito por ordem de chegada e os moradores devem levar um documento de identificação e o Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa garante atendimento médico para comunidades que moram distantes do Centro da cidade, que é um dos compromissos da Prefeitura na gestão da saúde pública.]

Fonte: Secom/PMSFI

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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