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Saúde

Menstruação causa mudanças estruturais no cérebro, revela estudo inédito

Redação Informe 360

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A menstruação não tem relação apenas com os órgãos reprodutores femininos. Segundo um novo estudo, o ciclo menstrual também pode causar impactos no cérebro a partir do fluxo constante de hormônios.

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Pesquisa inédita

Liderada pelas neurocientistas Elizabeth Rizor e Viktoriya Babenko, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, uma equipe de pesquisadores acompanhou 30 mulheres ao longo de seus ciclos menstruais. No trabalho, foram documentadas, pela primeira vez, as mudanças estruturais que ocorrem no cérebro.

Os resultados, que ainda não foram revisados por pares, foram publicados no servidor de pré-impressão bioRxiv. O trabalho sugere que as mudanças no cérebro durante a menstruação podem não estar limitadas às regiões associadas ao ciclo menstrual.

De acordo com os pesquisadores, “esses resultados são os primeiros a relatar mudanças simultâneas em todo o cérebro na microestrutura da substância branca humana e na espessura cortical coincidindo com os ritmos hormonais impulsionados pelo ciclo menstrual”. As informações são do ScienceAlert.

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Ciclo menstrual e a vacina contra Covid-19
Estudo é o primeiro a relacionar a menstruação com mudanças na estrutura do cérebro (Imagem: nensuria/iStock)

Mudanças no cérebro causadas pela menstruação

  • Durante o experimento, os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética nas pacientes durante três fases menstruais: menstruação, ovulação e lútea (período que vai do dia seguinte à ovulação ao dia anterior ao início da menstruação).
  • No momento de cada um desses exames, os pesquisadores também mediram os níveis hormonais dos participantes.
  • Os resultados mostraram que, à medida que os hormônios circulam, os volumes de substância cinzenta e branca também mudam, assim como o volume do líquido cefalorraquidiano (um fluido biológico relacionado com o sistema nervoso central).
  • Pouco antes da ovulação, os cérebros das participantes mostraram mudanças na substância branca, sugerindo uma transferência de informações mais rápida.
  • O hormônio folículo-estimulante, que aumenta antes da ovulação e ajuda a estimular os folículos ovarianos, foi associado à massa cinzenta mais espessa.
  • Já a progesterona, que se eleva após a ovulação, foi associada ao aumento tecidual e diminuição do volume do líquido cefalorraquidiano.
  • Os impactos dessas mudanças no funcionamento do cérebro, no entanto, ainda são desconhecidos.

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Saúde

Segredo para o emagrecimento? Novo medicamento acelera queima de gordura

Redação Informe 360

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Foram décadas de tentativas fracassadas e resultados perigosos até que pesquisadores conseguissem acelerar o emagrecimento de forma saudável. Um estudo publicado recentemente descreveu um medicamento que pode ajudar nisso: a equipe conseguiu fazer com que as células gastassem mais energia e, consequentemente, queimassem mais gordura.

A vantagem é que, de acordo com os testes, ele não tem os efeitos colaterais nocivos que, antes, já foram associados à perda de peso.

Foto aérea de uma pessoa em cima de uma balança
Medicamento acelera queima de gordura sem efeitos colaterais graves (Imagem: SofikoS/Shutterstock)

Células são complexas e qualquer alteração pode ter consequências

As mitocôndrias são estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Elas se adaptam constantemente às demandas do organismo, mudando de forma, quantidade e atividade ao longo da vida. No entanto, elas são complexas e qualquer alteração simples em seu funcionamento pode ter consequências e efeitos colaterais graves.

Há muito tempo, cientistas sabem que reduzir a eficiência energética das mitocôndrias pode acelerar o metabolismo e proteger as células contra danos. O problema é que forçar esse desperdício de energia costuma gerar calor em excesso, levando à hipertermia, falência celular e até morte. Esse risco fez com que o desenvolvimento de medicamentos desse tipo avançasse lentamente ao longo do último século.

Agora, cientistas da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), em parceria com pesquisadores da Memorial University of Newfoundland, no Canadá, identificaram um conjunto de moléculas capazes de provocar um leve “desacoplamento mitocondrial”. Na prática, isso faz com que as mitocôndrias liberem parte da energia na forma de calor, sem comprometer o funcionamento celular nem causar efeitos tóxicos.

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Medicamento altera o funcionamento das mitocôndrias (Imagem: Chemical Science/Reprodução)

Medicamento acelerar queima de energia e emagrecimento

O medicamento faz parte de uma classe experimental de compostos chamada de ácidos graxos substituídos por arilamida. Diferentemente dos desacopladores antigos, essas moléculas aumentam o gasto energético sem interromper a dinâmica de energia das células.

Nos testes, que aconteceram em tecidos humanos cultivados em laboratório, as células passaram a consumir mais combustível, mantiveram níveis normais de produção e permaneceram saudáveis.

Segundo Tristan Rawling, professor associado da UTS, os desacopladores interferem no processo que faz as mitocôndrias converterem alimentos em energia química. No caso do novo medicamento, em vez de bloquear totalmente esse mecanismo, as novas moléculas funcionam como uma espécie de escape controlado, exigindo que as células queimem mais gordura e acelerem o emagrecimento.

Rawling compara o processo a uma usina hidrelétrica: normalmente, a água passa por turbinas para gerar eletricidade. No caso do desacoplamento, parte dessa energia “vaza” antes das turbinas, sendo dissipada como calor. A diferença agora é que esse vazamento ocorre de forma controlada, sem colapsar o sistema.

Mulher com sobrepeso mede sua cintura com fita métrica
Medicamento foi testado em tecidos cultivados em laboratório (Imagem: Chalirmpoj Pimpisarn / iStock)

Medicamento para emagrecimento está em fase inicial

  • Além da queima de gordura acelerada, os pesquisadores observaram redução do estresse oxidativo nas células, um fator associado ao envelhecimento e a doenças neurodegenerativas, como a demência;
  • Apesar dos resultados promissores, os próprios autores destacam que a pesquisa ainda está em fase inicial. Até o momento, os testes foram realizados apenas em células cultivadas em laboratório;
  • Mesmo assim, o trabalho dá esperança no desenvolvimento de uma nova classe de medicamentos que ajudam no emagrecimento seguro.

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Saúde

Vacina da dengue: Instituto Butantan está recrutando voluntários idosos para testes

Redação Informe 360

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O Instituto Butantan anunciou nesta terça-feira (13) que começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para um novo ensaio clínico da vacina da dengue Butantan-DV. O estudo busca avaliar a segurança do imunizante e a resposta imunológica nessa faixa etária, considerada uma das mais vulneráveis às complicações da doença.

O imunizante já foi aprovado pela Anvisa e comprado pelo Ministério da Saúde para ser distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS).

Vários vidros de vacina em fábrica
Vacina do Butantan contra a dengue foi aprovada pela Anvisa e estará disponível no SUS (Imagem: Divulgação/Ministério da Saúde)

Testes da vacina da dengue em idosos

Segundo o Instituto Butantan, serão 997 participantes do sexo feminino ou masculino, saudáveis ou com comorbidades controladas, incluídos no ensaio clínico. Desse número, 767 idosos serão sorteados para receber a vacina (690 pessoas) ou um placebo (77), enquanto outros 230 voluntários, com idades entre 40 e 59 anos, receberão a vacina sem grupo de controle.

O ensaio terá duração de um ano. A maioria dos participantes terá que fazer apenas quatro visitas ao centro médico: a primeira para tomar a vacina; a segunda depois de 22 dias; a terceira depois de 42 dias; e a quarta e última após um ano da vacinação para coletar sangue. 56 idosos terão que fazer mais visitas para realizar exames de viremia.

Segundo o gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan Érique Miranda, o ensaio clínico é enxuto para facilitar a participação das pessoas.

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Já a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, destacou a importância dos testes em idosos:

A faixa etária de maiores de 60 anos está entre as mais impactadas pela morbidade da dengue, por isso consideramos de suma importância que tal faixa etária tenha a oportunidade de se proteger através da vacinação. Este é o objetivo primordial deste estudo: garantir a segurança para que pessoas entre 60 e 79 anos possam receber a Butantan-DV.

Fernanda Boulos, diretora médica do Instituto Butantan

vacina idosos
Estudo será focado em idosos, para avaliar segurança e resposta imunológica (Imagem: Instituto Butantan/Divulgação)

Instituto Butantan vai testar segurança e resposta imunológica da vacina

Diferentemente de fases anteriores da Butantan-DV, o objetivo do ensaio clínico atual não é medir a eficácia clínica da vacina. Agora, o estudo visa avaliar a segurança da vacina da dengue e comparar a resposta imunológica dos idosos com a dos adultos, para entender se a produção de anticorpos nos mais velhos é semelhante ao que já foi observado nos mais novos.

Os testes acontecerão na região sul do país. Nesta terça-feira, o recrutamento começa no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Interessados podem se inscrever por meio do questionário neste link.

Depois, os testes serão ampliados para outros quatro centros: Hospital Moinhos de Vento e Núcleo de Pesquisa Clínica da PUCRS, também na capital gaúcha; Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, no interior do RS; e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba, no Paraná.

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Érique Miranda explicou o motivo dos novos testes acontecerem no Sul. O Butantan chegou a cogitar regiões endêmicas, como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Natal, mas percebeu que, nesses grandes centros urbanos, as pessoas poderiam já estar expostas à dengue. Isso influenciaria os resultados.

Por exemplo, no Recife, a prevalência de casos é de 80% a mais em idosos. Ou seja, eles já teriam anticorpos. Rio Grande do Sul e Paraná foram escolhidos por causa da baixa prevalência da dengue.

butantan vacina
Vacina teve segurança e eficácia comprovada (Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock.com)

Por que testar em idosos?

Segundo o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias estão suscetíveis à dengue, mas idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

A vacina pode trazer benefícios a essa população ao reduzir casos graves, hospitalização e morte.

Ainda, de acordo com Érique Miranda, a ampliação do imunizante para idosos acontece de forma gradual:

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Primeiro testamos a vacina em segurança e depois em performance. Por isso, não podemos testar grandes avanços tecnológicos de uma só vez na população idosa como um todo. Primeiro, temos que testar em pessoas saudáveis e evitar aquelas com comorbidades muitos graves.

Érique Miranda, desenvolvimento clínico do Butantan

vacina idosos
Imunizante precisa ser testado gradualmente em idosos (Imagem: Instituto Butantan/Divulgação)

Butantan-DV já foi aprovada pela Anvisa e estará no SUS

  • A vacina da dengue do Butantan teve eficácia comprovado em estudos clínicos. Dados ainda não publicados divulgados pelo instituto revelaram que o imunizante apresentou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme no público de 12 a 59 anos;
  • A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser utilizada em pessoas de 12 a 59 anos, se tornando a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue;
  • O imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O Ministério da Saúde adquiriu 1,3 milhão de doses, que serão destinadas a agentes de saúde e pessoas com 59 anos;
  • A campanha terá expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos.

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Saúde

Anvisa libera novo medicamento para prevenção do HIV

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) uma nova indicação para o medicamento Sunlenca (lenacapavir), ampliando seu uso para a profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. A autorização permite que o fármaco seja utilizado na prevenção da infecção por via sexual em adultos e adolescentes a partir de 12 anos, desde que tenham peso mínimo de 35 kg e estejam sob risco de exposição ao vírus.

Antes do início do tratamento, é obrigatória a realização de um teste com resultado negativo para HIV-1. A decisão representa um novo passo na estratégia de prevenção da doença no Brasil, ao incorporar um medicamento com regime de administração menos frequente em relação às opções já disponíveis.

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Sunlenca (lenacapavir) foi aprovado pela Anvisa no Brasil (Imagem: Reprodução)

O que é HIV-1?

O HIV-1 é o tipo mais comum do vírus da imunodeficiência humana, responsável pela grande maioria das infecções por HIV no mundo, incluindo o Brasil. Ele ataca principalmente as células do sistema imunológico, em especial os linfócitos CD4, o que pode levar ao desenvolvimento da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) se não houver tratamento.

Existem dois tipos principais do vírus: HIV-1 e HIV-2. O HIV-1 é mais transmissível e está amplamente distribuído globalmente, enquanto o HIV-2 é menos comum e tem circulação mais concentrada em regiões da África Ocidental.

Como o Sunlenca atua no organismo

O Sunlenca é um antirretroviral de primeira classe, composto pelo princípio ativo lenacapavir, que atua em múltiplas etapas da função do capsídeo do HIV-1. Essa ação impede a replicação do vírus e compromete sua capacidade de manter a transcrição reversa, processo essencial para a infecção das células.

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O medicamento é disponibilizado em duas formas farmacêuticas. A primeira é uma injeção subcutânea, administrada a cada seis meses. A segunda é um comprimido oral, utilizado no início do tratamento como parte do esquema terapêutico. Falamos mais sobre a ação do lenacapavir aqui.

PrEP como estratégia de prevenção combinada

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia preventiva baseada no uso de antirretrovirais por pessoas que não vivem com HIV, mas apresentam risco aumentado de infecção. O objetivo é reduzir de forma significativa a chance de transmissão do vírus.

A PrEP integra o conceito de prevenção combinada, que reúne diferentes medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV) para pessoas soropositivas, profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos voltados a gestantes que vivem com o vírus.

Profilaxia pré-exposição é uma estratégia preventiva para pessoas que não vivem com HIV, mas apresentam risco alto de infecção (Imagem: Marc Bruxelle / Shutterstock.com)

Recomendação internacional e impacto da decisão

Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o lenacapavir como uma opção adicional para PrEP, classificando o medicamento como a melhor alternativa disponível após uma vacina preventiva contra o HIV.

Com a aprovação da Anvisa, o Sunlenca passa a ser considerado uma nova ferramenta para reduzir o risco de transmissão do HIV-1 no país. O regime de aplicação semestral tende a facilitar a adesão ao tratamento e pode reduzir dificuldades associadas ao uso diário de medicamentos.

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OMS
OMS recomenda o lenacapavir como opção adicional para PrEP (Imagem: Michael Derrer Fuchs / Shutterstock.com)

Resultados dos estudos clínicos

Os dados clínicos apresentados à Anvisa indicaram alta eficácia do medicamento na prevenção do HIV-1. No estudo PURPOSE 1, o Sunlenca alcançou 100% de eficácia na redução da incidência do vírus em mulheres cisgênero.

Já no estudo PURPOSE 2, o medicamento apresentou 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e foi 89% superior à PrEP oral diária. Os estudos também apontaram boa adesão e persistência ao regime semestral, superando desafios comuns observados em esquemas de uso diário.

Leia mais:

Avaliação de preço e possível oferta no SUS

Apesar do registro aprovado, o Sunlenca ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Somente após essa etapa o medicamento poderá avançar para outras fases de avaliação.

A eventual incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) e pelo Ministério da Saúde, que decidirão sobre a oferta do medicamento na rede pública.

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