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Saúde

Jaca e seus inúmeros benefícios para a saúde

Redação Informe 360

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Maior fruto comestível do mundo, a jaca é cultivada em todas as regiões tropicais do Brasil. Fonte de fibras, proteína, minerais e vitaminas, a jaca pode ser consumida de diversas maneiras, porém é vítima de preconceito por boa parte da população por ser uma fruta diferente: possui casca áspera, odor forte e sabor marcante.

Vamos entender um pouco mais sobre esse fruto tão peculiar?

A jaqueira

A árvore de jaca impressiona por seu tamanho, pode atingir 25 metros de altura e seus frutos podem alcançar 90 centímetros de comprimento e pesar até 36 quilos. O rendimento de uma jaqueira varia de 50 a 100 frutos por ano.

A jaqueira é nativa do sul e sudoeste da Ásia, originária da Índia e foi trazida ao Brasil pelos portugueses no século XVIII. A jaqueira se adaptou muito bem ao clima brasileiro, o que não é de se admirar pois ela é fácil de ser cultivada: cresce rápido, resiste a pragas e suporta secas e altas temperaturas.

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Enquanto outros vegetais básicos da alimentação humana, como trigo e milho, sofrem com as mudanças climáticas (aumento da temperatura da Terra, chuvas imprevisíveis, entre outras) a jaca se destaca por sua resistência.

Todas essas características chamaram a atenção de pesquisadores ao redor do mundo que sugerem o consumo de jaca como solução ao combate à fome.

Mas você deve estar pensando: a jaca é só um fruto, como usá-la para substituir outros alimentos, como vegetais e carnes, na nossa alimentação.

Você sabia?

Cerca de dez ou doze gomos da jaca são suficientes para alimentar uma pessoa por metade de um dia.

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reconheceu toda a potencialidade da jaca e a apontou como uma fruta promissora, há alguns anos. A partir daí, a jaca caiu de vez no gosto dos veganos e vegetarianos que passaram a utilizar sua versão in natura, ainda verde, para substituir a carne no seu cardápio alimentar.

Da jaca, aproveita-se tudo, sem desperdício de alimentos, quer ver?

Fibra

Com a jaca ainda verde, seus gomos são mais firmes e não tem sabor adocicado. As fibras que envolvem os bagos podem ser cozidas gerando uma polpa macia e consistente que depois de picada ou desfiada absorve muito bem os temperos adicionados.

Dessa forma, ela pode ser utilizada como substituta da carne, gerando receitas como: salgadinhos, sanduíches, hambúrgueres, tortas, entre outros.

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Semente ou caroço

A semente de jaca é rica em amido, fibras, carboidratos e em antioxidantes. Ela pode ser consumida torrada no forno ou até mesmo ao ar livre em dias de sol quente.

As sementes torradas e trituradas formam uma espécie de farinha que pode ser usada em várias receitas, como bolos, biscoitos, pães e quibes.

As sementes ainda podem ser cozidas em panela de pressão com água e sal e consumidas em seguida, seu sabor lembra o do pinhão.

Folha

Tem ação antifúngica e antibacteriana e pode ser utilizada no preparo de chás.

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Polpa madura

Quando a fruta está madura, polpa doce que recobre os caroços é muito saborosa e pode ser consumida in natura. Além disso, ela serve para produção de doces e geleias.

Dica:

A jaca solta uma seiva grudenta ao ser manuseada. Para driblar esse efeito desagradável, unte as mãos e utensílios que serão utilizados no seu preparo com óleo de soja e, se preferir, use também luvas descartáveis.

A jaca é um fruto rico em carboidratos, minerais, como cálcio, fósforo, iodo, cobre e ferro. Contém vitaminas A, C e do complexo B. Desse modo, seu consumo é muito benéfico para a saúde.

Benefícios da jaca para seu organismo

Combate a pressão alta:  por ser rica em potássio, a jaca ajuda a prevenir problemas cardiovasculares, como o derrame ou o ataque cardíaco, além de diminuir os níveis da pressão arterial. Seu consumo regular também auxilia na queda dos níveis de sódio no sangue.

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Auxilia na boa digestão: o consumo da jaca está diretamente ligado ao combate às úlceras e outros transtornos digestivos graças à grande quantidade de fibras presentes em sua composição, ajudando a prevenir a constipação e favorecendo uma boa digestão.

Previne anemia: a jaca repõe nutrientes essenciais para o organismo, além de ter a vitamina C em sua composição, que aumenta a absorção de ferro, mineral fundamental para a prevenção e o combate à anemia.

Retarda o envelhecimento da pele:  os antioxidantes compostos na jaca também são responsáveis por retardar o envelhecimento precoce das células, proporcionando uma pele bonita, sem rugas ou flacidez. O consumo da fruta ajuda também a combater a ação dos radicais livres, prevenindo diversas doenças crônicas.

Ossos saudáveis: com alta quantidade de cálcio, a fruta tropical é aliada ao combate do envelhecimento celular e à perda da massa muscular. A jaca ajuda a promover ossos saudáveis e resistentes, prevenindo o desenvolvimento futuro da osteoporose.

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Aumenta a energia: a fruta é rica em açúcares, como a frutose, o que confere ao corpo bons níveis de energia para executar as atividades diárias.

Visão mais saudável: a vitamina A presente na jaca protege seus olhos dos raios UV e previne catarata. Devido a seu efeito antioxidante, ela é eficaz para evitar a degeneração da retina.

Repõem nutrientes essenciais: por ser rica em fibras, carboidratos, potássio, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A e C, ao ingeri-la, repomos nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo.

Auxilia no combate ao câncer: a jaca tem alto teor antioxidante e por isso existem diversos estudos que associam a fruta ao auxílio da prevenção do câncer.

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Agora que você já conhece toda a versatilidade da jaca, aproveite a primavera, que é sua estação mais fértil, para consumir este fruto tão rico em nutrientes e usufruir todos os benefícios que ele pode proporcionar à sua saúde.

Fonte: fundacaocargill.org.br/

Saúde

Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade

Redação Informe 360

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Cientistas identificaram que bactérias presentes na boca podem ajudar a detectar indícios iniciais de obesidade, abrindo caminho para novas estratégias de prevenção. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista Cell Reports, que analisou diferenças no perfil de microrganismos orais entre pessoas com obesidade e indivíduos com peso considerado saudável.

A obesidade é classificada como uma doença crônica e recidivante, caracterizada por um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) referentes a 2022, cerca de 890 milhões de pessoas vivem com obesidade em todo o mundo, enquanto aproximadamente 2,5 bilhões de adultos estão acima do peso. O trabalho chama atenção para o papel pouco explorado da microbiota oral nesse cenário.

Mulher com sobrepeso mede sua cintura com fita métrica
(Imagem: Chalirmpoj Pimpisarn / iStock)

Ecossistema microbiano da boca

Diversos fatores influenciam o ganho de peso, como dieta, estilo de vida e genética. Já o microbioma intestinal é conhecido por impactar o metabolismo e a saúde geral. No entanto, os micróbios que vivem na boca, considerada o segundo maior ecossistema microbiano do corpo humano, ainda são pouco estudados em relação à obesidade.

Para investigar essa possível conexão, pesquisadores da New York University Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, sequenciaram o DNA microbiano de amostras de saliva de 628 adultos emiratis, sendo 97 com obesidade. Os dados foram comparados com os de 95 participantes com peso saudável, selecionados para manter semelhanças em idade, estilo de vida e hábitos de saúde bucal.

micróbios boca
(Imagem: alphaspirit.it / Shutterstock.com)

Bactérias associadas à inflamação

A análise revelou que pessoas com obesidade apresentavam maior quantidade de bactérias associadas a processos inflamatórios, como a Streptococcus parasanguinis. Também foi observada uma presença mais elevada de micróbios produtores de lactato, substância relacionada a um risco maior de diabetes tipo 2 e a alterações no metabolismo.

Além da composição bacteriana, os cientistas identificaram 94 diferenças funcionais no modo como esses microrganismos atuam. No grupo com obesidade, as bactérias eram mais ativas na quebra de açúcares e proteínas ligados a problemas de saúde, além de gerar níveis mais altos de uridina e uracil, compostos que podem atuar como sinais para o aumento do apetite. Também foi constatada uma menor capacidade de produção de nutrientes essenciais ao organismo.

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Leia mais:

Possíveis caminhos para a prevenção

Os autores destacam que ainda não está claro se essas alterações microbianas são causa ou consequência da obesidade. Mesmo assim, os padrões identificados podem servir como ferramenta para detecção precoce. No artigo, a equipe afirma que as descobertas apontam para “mudanças mecanísticas no microbioma oral e nos metabólitos, destacando interações entre micróbios da boca e o organismo como novos alvos para prevenção e intervenção”.

Pessoa obesa transpassando uma fita métrica por sua barriga
(Imagem: kwanchai.c / Shutterstock.com)

Na prática, isso pode significar que, no futuro, um teste simples com enxaguante bucal ajude a identificar riscos antes do ganho de peso. Caso fique comprovado que os micróbios influenciam diretamente o desenvolvimento da obesidade, tratamentos focados em equilibrar o ecossistema oral também podem se tornar uma nova frente de combate à condição.

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Saúde

Fones Bluetooth causam nódulos na tireoide? O que a ciência realmente diz

Redação Informe 360

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Um estudo sugere que usar fones de ouvido Bluetooth por muito tempo pode estar ligado ao surgimento de nódulos na tireoide. A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports em 2024, usou dados de usuários e inteligência artificial (IA) para analisar possíveis fatores de risco.

O tema viralizou nas redes sociais, mas os próprios autores e especialistas consultados pelo G1 dizem que o estudo não prova que os fones causam nódulos. Ele mostra apenas uma associação estatística, que precisa ser confirmada por pesquisas mais detalhadas.

Estudo sugere relação entre tempo de uso de fones Bluetooth e risco de nódulos na tireoide

Os pesquisadores analisaram 600 questionários e aplicaram modelos de IA para identificar fatores associados a nódulos na tireoide. Depois de ajustar os dados para reduzir distorções, eles encontraram dois fatores principais: idade e tempo diário de uso de fones Bluetooth.

Homem ajustando fone Bluetooth no seu ouvido
Autores do estudo que viralizou e especialistas reforçam que a pesquisa não prova que fones de ouvido Bluetooth causam nódulos na tireoide (Imagem: dreii/Shutterstock)

A análise indicou que quanto maior o tempo de uso diário, maior a probabilidade de nódulos, dentro do conjunto de dados estudado. O modelo usado pelos cientistas teve AUC de 0,95, indicador de alta precisão na previsão de risco.

Os autores explicam que a tireoide é sensível à radiação e que dispositivos Bluetooth emitem radiação não ionizante, a mesma categoria usada por celulares e Wi-Fi. Eles citam estudos anteriores que sugerem possíveis efeitos biológicos, como alterações hormonais. Mas deixam claro que as evidências em humanos ainda são limitadas.

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Além disso, a pesquisa também tem limitações. São elas:

  • Os dados foram informados pelos próprios participantes, o que pode gerar erros;
  • A amostra é jovem, o que dificulta aplicar os resultados a toda a população;
  • Os autores reforçam que associação não significa causa: para provar uma relação direta, seriam necessários estudos com acompanhamento ao longo do tempo e grupos de controle.

Enquanto isso, vídeos nas redes sociais exageram os resultados do estudo. É importante frisar: especialistas dizem que: 1) não há evidências consistentes de efeitos nocivos da radiofrequência dentro dos limites recomendados; e 2) o principal risco conhecido dos fones está ligado ao volume alto e ao tempo de exposição ao som, não à radiação.

Os pesquisadores dizem que o estudo deve ser visto como um primeiro passo. Em outras palavras, mais pesquisas sobre o tema são necessárias. Até lá, vale aplicar a regrinha 60/60 na hora de usar fones de ouvido (sejam Bluetooth ou não): volume em aproximadamente 60% por 60 minutos. Depois desse período, deixe seus ouvidos (e mente) descansarem.

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Saúde

Anvisa manda recolher chocolate Laka por erro na embalagem

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).

O problema envolve um erro de embalagem que pode afetar consumidores com restrições alimentares. A medida busca garantir informação correta no rótulo e reduzir riscos à saúde.

Erro fez chocolate com biscoito ser vendido como Laka tradicional

A Anvisa informou que o lote CC28525493 apresenta erro na embalagem. No processo de fabricação, o chocolate com bolacha foi embalado com o rótulo do Laka tradicional.

Portal da Anvisa
Anvisa informou que o lote CC28525493 do chocolate Laka apresenta erro na embalagem (Imagem: rafastockbr/Shutterstock)

Com isso, a embalagem não traz informações importantes, como a presença de glúten. Isso pode causar reações em pessoas alérgicas ou intolerantes ao ingrediente.

A decisão foi tomada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto. Em nota ao Olhar Digital, a Mondelez disse o seguinte:

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Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.

Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.”

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