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Saúde

É possível suar sangue? A medicina explica esse caso raro

Redação Informe 360

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A ideia de suar sangue parece saída de um filme de terror, mas essa condição rara existe e tem um nome: hematidrose. Pouco compreendida até mesmo na medicina, a hematidrose é um fenômeno que assusta tanto os pacientes quanto os médicos, já que faz com que sangue real seja expelido através da pele, geralmente em momentos de grande estresse.

Embora seja extremamente incomum, há relatos médicos documentados de pessoas que experimentaram episódios de sangramento espontâneo pela pele sem cortes ou ferimentos. Mas o que causa isso? Existe um tratamento eficaz? A seguir, a ciência explica o que se sabe sobre essa condição.

Hematidrose: o que é e como ocorre a condição de saúde

A hematidrose não é exatamente uma doença, mas sim uma condição médica rara e pouco compreendida. Acredita-se que seja causada por uma combinação de fatores físicos e psicológicos, geralmente associada a períodos extremos de estresse, medo intenso ou ansiedade profunda.

O mecanismo exato da hematidrose ainda não foi totalmente esclarecido, mas a teoria mais aceita é que, sob estresse extremo, os pequenos vasos sanguíneos que cercam as glândulas sudoríparas se rompem, misturando sangue ao suor. Esse sangue, então, é expelido pelos poros, criando a aparência assustadora de alguém “suar sangue”.

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Os locais mais comuns para o sangramento são o rosto, especialmente a testa e ao redor dos olhos, além do couro cabeludo, pescoço e até as palmas das mãos. A quantidade de sangue expelida costuma ser pequena, geralmente algumas gotas, e o episódio pode durar de minutos a algumas horas.

imagem representando as celulas vermelhas do sangue

A hematidrose pode trazer consequências fisiológicas e sociais para quem sofre com a condição. Do ponto de vista físico, o sangramento pode ser acompanhado de tontura, fraqueza e queda da pressão arterial, especialmente se o episódio for prolongado. Algumas pessoas também relatam dor de cabeça ou leve ardor na pele durante o sangramento.

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Já no aspecto social, o impacto pode ser significativo, pois a aparência de suor misturado a sangue pode assustar quem não conhece a condição. Isso pode gerar discriminação, isolamento e dificuldades emocionais para o paciente, que já lida com os efeitos do estresse e da ansiedade.

A hematidrose não é contagiosa nem hereditária. Não há evidências de que seja transmitida de pessoa para pessoa ou de que tenha um fator genético determinante. No entanto, como o estresse pode ser um dos gatilhos, indivíduos que vivem sob pressão intensa podem estar mais propensos a apresentar episódios esporádicos.

Quanto à prevenção, ainda não há uma fórmula específica. Algumas abordagens incluem técnicas para reduzir o estresse, como meditação, terapia psicológica e mudanças no estilo de vida. Alimentação equilibrada e hábitos saudáveis também podem contribuir para a saúde vascular, mas não há evidências científicas de que possam evitar crises de hematidrose.

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Hematidrose tem cura?

Médico em conceito futurista usando inteligência artificial
Imagem: Elnur/Shutterstock

O diagnóstico da hematidrose pode ser um desafio, já que a condição é extremamente rara e muitas vezes confundida com outros problemas dermatológicos. O profissional mais indicado para avaliar a situação é um dermatologista ou um hematologista, que pode solicitar exames para descartar outras causas de sangramento pela pele.

Os exames incluem análise laboratorial do sangue e biópsias de pele para verificar se há algum distúrbio hemorrágico ou inflamatório que possa estar causando os episódios. Dependendo do caso, testes psicológicos também podem ser recomendados para avaliar o nível de estresse e ansiedade do paciente.

O tempo para o diagnóstico pode variar, já que muitas vezes é necessário descartar outras condições antes de confirmar a hematidrose. O processo pode levar semanas ou até meses, dependendo da complexidade do caso.

O tratamento também não é padronizado, pois cada paciente responde de forma diferente. Alguns médicos prescrevem betabloqueadores, que ajudam a reduzir a pressão nos vasos sanguíneos, enquanto outros recomendam ansiolíticos ou antidepressivos para controlar o estresse. Técnicas de relaxamento, como ioga e terapia comportamental, também podem ajudar a reduzir a frequência das crises.

Não há uma cura definitiva para a hematidrose, mas os tratamentos podem reduzir significativamente os episódios. Em alguns casos, os pacientes deixam de apresentar os sintomas ao longo do tempo, especialmente se conseguem controlar os fatores desencadeantes.

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Com informações de WebMD.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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