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Saúde

É possível aliviar a queimadura de água-viva?

Redação Informe 360

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Com a chegada do verão pelas regiões brasileiras, torna-se cada vez mais comum as viagens em família para lugares como praias e lagos. Contudo, outros visitantes que também aparece nessa época do ano são as águas-vivas, que preferem as regiões litorâneas quentes das praias. Some a presença dessas medusas no lado raso de uma praia e a estadia de um humano, e você obtém uma queimadura dolorosa.

O contato de pessoas com as águas-vivas é convenientemente comum nessa época do ano, o que, claro, explica o aumento nos casos de acidentes. Embora algumas espécies de medusa apenas ameacem os humanos com uma queimadura incômoda, outras podem trazer maiores prejuízos à saúde. Confira mais informações a seguir.

Para quem tem pressa:

  • Várias famílias aproveitam o verão para ir à praia, mas além dos humanos, as águas-vivas também gostam da região litorânea quente;
  • A queimadura de uma medusa pode causar muita dor, mas é possível aliviar um pouco a lesão com água do mar e vinagre;
  • Depois, o mais importante é ir ao médico o mais rápido possível.

Quais os riscos do contato com uma água-viva?

De forma geral, a queimadura só acontece se você mexer com o bichinho ou se tiver a infelicidade de nadar perto dele. De qualquer forma, a queimadura ocorre quando um ou mais tentáculos da medusa tocam a sua pele, o que descarrega toxinas por meio de “pequenas agulhas”, chamadas de nematocistos.

Água-viva azul nadando tranquilamente
Água-viva azul nadando tranquilamente (Reprodução: Uriel Soberanes/Unsplash)

As espécies que vivem no Brasil — e, portanto, as que você costumeiramente pode encontrar nas praias paradisíacos das regiões litorâneas — não causam riscos consideráveis à saúde; isto é, você vai sentir uma dor bastante incômoda, mas nada que o leve à óbito. A exceção é se, infelizmente, seu organismo for muito mais sensível do que de costume a esses bichos — ou se você foi atacado por um exército delas.

Independentemente do desconforto que você sinta, o melhor é sempre procurar ajuda médica para tratar a lesão de forma eficiente e monitorar se o seu corpo vai ou não demonstrar sintomas mais graves. Vômitos e dificuldade para respirar, por exemplo, são grandes sinais de alerta.

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É possível aliviar a queimadura de água-viva?

Antes de ir ao médico, contudo, é possível tomar algumas precauções para aliviar a queimadura por água-viva. Se você ainda estiver dentro do mar, é interessante utilizar a própria água da praia para lavar a queimadura: isso pode auxiliar na remoção do veneno e até levar com as ondas um ou outro tentáculo da medusa que tenha aderido à pele.

praia em uma regio litornea
Praia numa região litorânea (Reprodução: Sean Oulashin/Unsplash)

Mas posso lavar com água da torneira também? Não. Em verdade, a água doce — ou, simplesmente, a água diferente daquela de onde a medusa veio — pode influenciar na atuação do veneno, o que pioraria a queimadura em si ou mesmo a dor atrelada à lesão.

Em seguida, caso algum tentáculo ainda esteja em sua pele, mesmo após lavar a região com a água do mar, você pode tentar removê-lo com uma pinça, mas sempre com cautela para não piorar a região queimada.

Então, segundo os especialistas da área da saúde, é indicado aplicar vinagre branco sobre a queimadura. Isso porque a substância ativa do vinagre — intitulada de “ácido acético” — pode neutralizar o poder do veneno na maioria dos casos de queimadura causadas por água-via.

Por fim, corra ao médico! Se tiver uma bolsa/compressa de gelo (feita com água do mar!) para aplicar na ferida até o consultório de um profissional de saúde, melhor ainda.

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Saúde

Esta proteína pode ajudar a combater a obesidade

Redação Informe 360

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Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, identificaram uma proteína que atua no controle do direcionamento da gordura dentro das células. A revelação poderia ajudar a explicar como o corpo regula o armazenamento de energia.

Além disso, a descoberta pode abrir novas possibilidades para combater a obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,5 bilhões de adultos e 390 milhões de crianças estão acima do peso.

Ilustração digital de células-tronco
Estudo pode ajudar a explicar como o corpo regula o armazenamento de energia nas células (Imagem: Colin Behrens/Pixabay)

Revelações sobre o armazenamento de gordura

  • Os cientistas explicam que, dentro das células, a gordura fica escondida em gotículas lipídicas.
  • Elas agem como pequenas unidades de armazenamento que abrigam energia, mas também desempenham um papel fundamental na construção e reparo das membranas celulares.
  • Para preencher estas gotículas, as células usam o glicerol-3-fosfato (G-3-P).
  • Esse processo resulta na formação dos triacilgliceróis, principal forma de gordura armazenada, e os glicerofosfolipídios, que desempenham um papel crucial na formação das membranas celulares.
  • Os pesquisadores já sabiam que enzimas conhecidas como GPATs microssomais atuavam na função celular, mas até agora não estava claro como elas eram ativadas ou guiadas para o lugar certo.

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Descoberta pode ajudar a criar novos tratamentos para obesidade e diabetes

No novo trabalho, a equipe descobriu que o CHP1 é a proteína que direciona esse tráfego. Ele atua como um estabilizador e um ativador de GPAT3 e GPAT4, garantindo que eles cumpram seus papéis dentro do organismo. Os pesquisadores identificaram que a proteína ajuda a guiá-los para gotículas lipídicas, para que possam canalizar novas moléculas de gordura para o armazenamento.

O estudo também destaca que as gotículas lipídicas, antes consideradas reservas de gordura inerte, são, na verdade, organelas ativas que gerenciam como a gordura é armazenada e usada nas células. O armazenamento disfuncional de lipídios pode ajudar a explicar diversas condições de saúde, como a obesidade e o diabetes.

Descobertas também podem ajudar no combate ao diabetes (Imagem: Syda Productions/Shutterstock)

De acordo com os cientistas, sem o CHP1, as gotículas lipídicas tornam-se significativamente menores. Dessa forma, a remoção da proteína leva a uma redução no tamanho destas gotículas lipídicas, o que sugere que ela pode ser um regulador chave do metabolismo da gordura dentro da célula. Compreender esse processo pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias para lidar com os distúrbios metabólicos. As descobertas foram descritas em estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Saúde

Brasil e México fecham acordos para vacinas de RNA e regulação sanitária

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O Brasil e o México assinaram dois acordos estratégicos na área da saúde: um para o desenvolvimento e produção de vacinas e terapias baseadas em RNA mensageiro, firmado pela Fiocruz, e outro sobre regulação sanitária, entre a Anvisa e a Comissão Federal para Proteção Contra Riscos Sanitários do México.

Os memorandos foram assinados nesta quinta-feira (28), na Cidade do México, durante a missão oficial brasileira, com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Vice-presidente do Brasil está no México e assinou o acordo – Imagem: Divulgação/Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Mais recursos para vacinas de RNA mensageiro

  • Segundo o governo brasileiro, os acordos fortalecerão a Nova Indústria Brasil, aumentando a autonomia das duas maiores democracias e economias da América Latina.
  • O pacto de vacinas busca promover pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia para produtos de RNA mensageiro, a mesma tecnologia usada para imunizantes contra a Covid-19.
  • Recentemente, o Brasil registrou sua primeira patente nacional de plataforma para vacinas de RNA mensageiro, desenvolvida pelo laboratório Biomanguinhos, da Fiocruz.
vacina
Acordos estratégicos envolvem Fiocruz, Anvisa e agência mexicana para produtos farmacêuticos e regulatórios (Imagem: Peter Hansen/iStock)

Cooperação valiosa entre Brasil e México

O acordo regulatório cobre medicamentos, dispositivos médicos, cosméticos, alimentos e bebidas, incluindo suas matérias-primas, visando harmonizar processos e facilitar a circulação de produtos essenciais entre os dois países.

As parcerias reforçam a cooperação científica e tecnológica na região e representam um passo importante para consolidar a indústria farmacêutica e regulatória da América Latina.

Aliança entre Brasil e México vai promover avanços na área da saúde e ciência para os dois países – Imagem: Divulgação/Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Saúde

Tratamento com células CAR-T é esperança na luta contra o câncer

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O Brasil deu início ao maior ensaio clínico nacional destinado a avaliar a segurança e a eficácia de células CAR-T desenvolvidas integralmente no país. O objetivo é que 81 pacientes recebam o tratamento experimental contra o câncer e sejam avaliados por um período de cinco anos.

Todos os participantes precisam ter sido diagnosticados com leucemia linfoblástica aguda ou com linfoma não Hodgkin. Além disso, é obrigatório que já tenham passado por terapias anteriores que não obtiveram sucesso na melhora de seus quadros de saúde.

Células CAR-T serão testadas em nova terapia contra o câncer (Imagem: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP)

Células são modificados geneticamente

  • O experimento consiste em separar de uma mistura de células sanguíneas um tipo especial de célula de defesa, os linfócitos T.
  • Após esse procedimento, eles são armazenados em uma bolsa menor e ativados, antes de serem modificados geneticamente.
  • O resultado final deste trabalho é a formação das chamadas células CAR-T.
  • Elas são capazes de reconhecer e destruir células cancerígenas específicas, funcionando como uma tratamento contra o câncer.
  • O último processo do trabalho é inserir os linfócitos em um meio de cultura rico em nutrientes e com temperatura controlada.
  • O objetivo é que eles se multipliquem até atingir a concentração necessária para testar o tratamento.
  • Esse número varia de centenas de milhares a centenas de milhões a depender da doença e do peso do paciente.
  • A última etapa é a introdução das células CAR-T no corpo do doador inicial.
  • Todo este processo leva cerca de 45 dias.

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Células geneticamente modificadas são capazes de reconhecer e destruir tumores (Imagem: Lightspring/Shutterstock)

Células CAR-T já são usadas em experimentos ao redor do mundo

Segundo informações da Revista Pesquisa Fapesp, seis pacientes já receberam as células CAR-T e estão sendo monitorados. O objetivo dos pesquisadores é avaliar a segurança e a eficácia do tratamento contra o câncer. Um dos diferenciais do trabalho é usar células produzidas no país, o que pode diminuir os custos de uma futura terapia contra a doença. Iniciado em 2024, o estudo recebeu R$ 100 milhões do Ministério da Saúde para tratar 81 pessoas com leucemia linfoblástica aguda ou com linfoma não Hodgkin que não responderam a terapias anteriores.

Os cientistas lembram que o novo tratamento não é recomendado para todos os pacientes com câncer. Terapias à base de medicação antitumoral (quimioterapia), radiação (radioterapia) ou compostos que estimulam o sistema de defesa (imunoterapia) resolvem de 50% a 70% dos casos. Quando estas opções não funcionam, existe ainda a possibilidade de um transplante de medula óssea, tecido fundamental para a produção das células do sistema imunológico. Se nada disso der certo, a solução pode ser as células CAR-T.

Novo processo pode baratear uso da terapia contra a doença (Imagem: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP)

Ao final do ensaio clínico, os dados serão submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em caso de aprovação, o passo seguinte será submeter o tratamento à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Desde 2010, quando começaram a ser testadas em seres humanos, as células CAR-T já foram usadas em milhares de casos no mundo, com resultados promissores.

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