Negócios
Viola Davis: “A Definição de Coragem é Contar a História da Sua Vida”

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A atriz Viola Davis esteve de passagem pelo Brasil na última terça-feira (3) para participar de um painel durante o VTEXDay, maior evento de comércio digital do mundo. “A definição de coragem é contar a história da sua vida”, afirmou a artista americana, que foi recebida por uma multidão de fãs e aplausos ao subir ao palco.
Durante o bate-papo, mediado pela presidente do evento, Rafaela Rezende, a estrela detentora do status EGOT – título dado a quem já venceu um Emmy, um Grammy, um Oscar e um Tony – refletiu sobre sua trajetória e falou sobre fracasso, felicidade e aceitação. “A coisa mais assustadora que alguém pode fazer é se aceitar completamente”, disse. “Mas tudo o que você quer na vida está do outro lado do medo.”
Conhecida por papéis marcantes em produções como “How to Get Away With Murder” e “Um Limite Entre Nós”, Viola Davis teve uma infância marcada por pobreza e dificuldades. “Quando você atravessa a vida desse jeito, se agarra a qualquer pessoa ou coisa que te mantenha em movimento: uma ferida, um conselho, um gesto. É isso que te mantém de pé.”
Encontrou sua paixão pela atuação ainda jovem e, com o tempo, construiu uma das carreiras mais sólidas e premiadas de Hollywood. “O que eu digo sempre para as pessoas é: se você está na beira de um penhasco e está morrendo de medo de pular, apenas mergulhe. Eventualmente, você aprende que o paraquedas abre antes de você se espatifar no chão.”
Além do trabalho como atriz, Viola Davis também se destacou como autora best-seller com sua autobiografia “Em Busca de Mim” — cuja versão narrada lhe rendeu um Grammy em 2023. Ao lado do marido, Julius Tennon, lidera a produtora JuVee Productions, responsável por longas como “A Mulher Rei” e “G20”. “Neste momento, estou respondendo ao meu chamado à aventura. Quero mergulhar na vida e fazer tudo o que eu quiser.”
A seguir, confira as principais lições de Viola Davis sobre temas que moldaram sua jornada
Felicidade
“Não entendo mais a felicidade como um objetivo. Parei até de dizer isso para minha filha, que ‘só quero que você seja feliz’. A vida é muito mais profunda do que isso.
Desejo que minha filha seja curiosa. Até mais do que desejo que tenha paixão. A paixão é algo fugaz, às vezes está ali, às vezes não. Você não pode sempre contar com ela.
A curiosidade é um combustível que pode te levar pela vida, que pode te fazer descobrir coisas sobre você, seu parceiro e o mundo.
A felicidade deve, sim, fazer parte do plano maior da vida. Mas a vida é uma linda luta. Os pais morrem. Você adoece. Pode passar por uma depressão, ter crises de ansiedade. E, no meio disso tudo, ainda tem alguém do lado dizendo: ‘Mas você está feliz? Eu só quero que você seja feliz.’
A gente precisa querer ser corajoso. Precisamos ser inteligentes o suficiente para perguntar: ‘Se não sinto alegria nem paz, por quê?’ É isso que constrói uma vida expansiva.”
Medo
“Houve muitos momentos na minha vida em que senti medo — fui uma criança que cresceu em meio a abusos e pobreza. Mas o momento mais assustador de todos foi quando, aos 28 anos, decidi fazer terapia.
A coisa mais assustadora que alguém pode fazer é se aceitar completamente. E eu queria ter coragem não só para enfrentar os dragões da minha carreira, mas também para aprender a me amar. Para isso, precisava encarar algo mais profundo, que fervilhava dentro de mim há muitos anos.
Comecei a ficar curiosa sobre o fato de simplesmente não me sentir bem comigo mesma. E embarquei nessa jornada porque não queria me tornar minha mãe — a quem eu amo mais do que tudo neste mundo. Mas também não queria ir para o túmulo sem antes saber que eu sou o amor da minha vida.”
Aceitação
“Quando você entrega seu significado — quem você é — nas mãos dos outros, deixa de pertencer a si mesma. Passei muitos anos fazendo isso, entrando em espaços — especialmente na minha indústria — tentando ser aquela garota branca, magra, de cabelo loiro, tentando até deixar minha voz mais aguda.
Mas, quando você entra em qualquer trabalho ou relacionamento, precisa ser você. Não pode ser uma fachada. Com o tempo, parei de me adaptar, porque sentia que estava me traindo — como se estivesse pedindo desculpas o tempo todo por existir.
Descobri que a verdadeira definição de coragem é contar a história da sua vida. Agora, aos quase 60 anos, sinto menos estresse e ansiedade do que jamais senti — por causa dessa descoberta: a de quem eu sou.”
Fracasso
“Eu desmorono com o fracasso. Fico mal e me fecho. Mas acho importante ter um dia assim — como a fênix, que morre e depois renasce.
Com todos os meus erros, precisei entender que nunca soube tudo. Ou eu venço, ou eu aprendo. Então, me permito sentir a dor e mergulhar fundo nela. Eventualmente, chega o momento em que digo: ‘Ok, o que você aprendeu?’ E, de repente, isso vai embora.
Não é assim que você ‘faz melhor’, é assim que você se torna melhor. Minha maior descoberta é uma frase que sempre repito: tudo o que você quer na vida está do outro lado do medo. Isso diminui o poder que o medo tem.”
Negócios
“Nunca quis ser uma mulher de negócios, e é por isso que me tornei atriz. Não havia nada em trabalhar das 9 às 17 horas, de terno, sentada atrás de uma mesa, que me interessasse. Esse era o meu conceito de ‘vida corporativa.’
Quando meu marido e eu começamos a JuVee Productions, precisei redefinir muitas coisas na minha vida. E a ideia de ser uma mulher de negócios, uma líder, foi uma dessas coisas que precisei ressignificar — porque a definição que existia no mundo simplesmente não funcionava para mim.
No trabalho, sou a pessoa que pensa demais e diz: ‘Isso não vai dar certo, vai fracassar.’ E meu marido é quem chega com a visão. Ele entende que propósito não é o que você faz, mas o que acontece com as pessoas quando você faz o que faz.
Isso transformou a JuVee Productions em tudo o que ela é hoje. Se dependesse só de mim, acho que muita coisa não teria acontecido.”
Comunidade
“Quando você vem de um passado difícil, muitas das pessoas responsáveis por você estar vivo e respirando hoje são anônimas, sem rosto. Pode ter sido alguém desconhecido em um ponto de ônibus. Podem ter sido conselheiros, professores, educadores. Muitas vezes, até os idiotas também — pessoas que te disseram “não”, que se colocaram no seu caminho.
Há tanta gente que te ajuda a ter revelações na vida ou, simplesmente, a seguir do ponto A ao ponto B. Tive terapeutas e, principalmente, minha mãe. Ao mesmo tempo em que a vi sendo abusada por grande parte da vida, ela também foi, de certa forma, minha maior professora.
Quando você atravessa a vida, se agarra a qualquer pessoa ou coisa que te mantenha em movimento: uma ferida, um conselho, um gesto. É isso que te mantém de pé.
E não posso esquecer da pessoa mais importante: eu mesma. Estive aqui o tempo todo.”
Futuro
“Eu quero tudo. Mas não sei exatamente o que está no meu futuro. Pode ser aprender a tocar piano. Pode ser fazer uma viagem incrível só eu e minha filha. O que eu sei é: estou respondendo ao meu chamado à aventura. E esse chamado é o seguinte: ‘E se você decidisse simplesmente se amar?’ Quero mergulhar na vida e fazer o que eu quiser.”
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Negócios
Geração Z Investe em Habilidades de IA para Ampliar Seu Potencial de Ganhos
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Para a ex-gerente de produto da Microsoft Mariana Antaya, de 25 anos, ter domínio da inteligência artificial é uma das habilidades mais importantes para ampliar seu potencial de ganhos. “A quantidade de coisas e tarefas que consigo fazer, e a velocidade com que consigo realizá-las, aumenta e eleva, no fim das contas, a maneira como posso criar valor para outras pessoas e para os acionistas”, afirma a empreendedora de Nova York. Sua fintech, a quantifAI, ajuda usuários a criar e testar modelos confiáveis de aprendizado de máquina.
Mariana aprendeu os fundamentos de IA na universidade, onde estudou matemática e ciência da computação. Ela começou a utilizar modelos de linguagem de grande escala, como o ChatGPT, assim que surgiram, usando-os para prever resultados de corridas de Fórmula 1 ou antecipar qual time venceria a Premier League. Seu principal uso da tecnologia, no entanto, foi na programação.
Depois de se formar, em 2023, ela se candidatou a dezenas de vagas no setor de tecnologia — incluindo posições em gestão, engenharia de software e design — antes de conseguir um estágio na Microsoft, onde trabalhou com recursos de voz e, posteriormente, desenvolveu estruturas e ferramentas de avaliação para modelos de IA de voz.
Hoje, Mariana desenvolve produtos voltados para IA e compartilha com seus seguidores nas redes sociais como os criou — habilidades que, segundo ela, têm mais valor do que credenciais por si só.
“Se você tem uma prova concreta do que construiu e consegue publicá-la online, outras pessoas podem enxergá-la como uma evidência útil do que você é capaz de fazer”, afirma. “Isso vale muito mais do que qualquer tipo de certificado.”
Hoje, usa IA para agendar tarefas, elaborar respostas para todos os e-mails que recebe, analisar grandes volumes de dados e coletar métricas de webinars no Zoom. Saber usar a tecnologia fará com que você se torne indispensável, diz ela. “Foi isso que eu fiz. E, honestamente, isso me levou a muito mais oportunidades do que eu jamais poderia ter imaginado.”
IA e Geração Z
Em comparação com as gerações mais velhas, os jovens tendem a estar mais entusiasmados com o impacto que a IA terá em suas carreiras. Uma pesquisa da PwC de 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido mostrou que 67% da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, enquanto quase metade acredita que a tecnologia elevará seus salários e sua segurança no emprego.
Matthew Chancey, planejador financeiro certificado e fundador da Tax Alpha Companies, afirma que treinamentos gratuitos em IA podem oferecer um valor significativo para os profissionais. “Conteúdos que antes ficavam atrás de uma barreira de pagamento agora são gratuitos e, muitas vezes, publicados pelas próprias empresas que desenvolvem as ferramentas”, diz.
Ao avaliar um curso, ele recomenda verificar quem o criou, se o conteúdo está atualizado e, principalmente, se o treinamento resulta em um projeto concluído, em vez de apenas um questionário.
Para quem decide pagar por uma capacitação, Matthew recomenda verificar primeiro se o empregador pode arcar com o custo, observando que muitas empresas oferecem esse tipo de benefício, embora os funcionários raramente aproveitem a oportunidade.
Como desenvolver habilidades em IA
Invista tempo antes de gastar dinheiro. Aprimorar suas habilidades em IA pode ser um investimento de longo prazo na carreira, e o tempo muitas vezes pode ser mais valioso do que as mensalidades ou taxas de cursos. Verifique se seu empregador oferece apoio para treinamentos ou benefícios educacionais.
Priorize projetos em vez de certificados. Projetos práticos que melhoram processos de trabalho podem ter mais peso para os empregadores.
Transforme ganhos maiores em segurança financeira no longo prazo. Se a IA ajudar a aumentar sua renda, considere poupar ou investir o dinheiro extra antes de elevar seus gastos. Criar uma reserva de emergência, quitar dívidas e contribuir para a aposentadoria podem fortalecer sua situação financeira ao longo do tempo.
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Pela 1ª Vez, USP Está entre as 150 Melhores Universidades do Mundo
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Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma representante entre as 150 melhores instituições de ensino superior no THE (Times Higher Education) World University Ranking. A USP (Universidade de São Paulo) alcançou a 141ª posição na lista, considerada um dos principais levantamentos internacionais sobre educação.
Na edição do ano passado, a instituição paulista figurava entre o 201º e o 250º lugares. Com o resultado, a USP se consolida como a universidade ibero-americana mais bem avaliada do mundo.
O Brasil garantiu o seu melhor desempenho de todos os tempos e lidera na América Latina em número total de universidades classificadas, somando 58 instituições. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também registrou sua melhor marca e entrou no grupo das 350 melhores (posição 326-350). Outros destaques federais e estaduais incluem a UFRJ (no grupo 601-650) e a Unesp (651-700).
O cenário global
O topo global segue com Estados Unidos e Reino Unido, que dominam as dez primeiras posições. A Universidade de Oxford lidera o ranking pelo 11º ano consecutivo, seguida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e pelas universidades de Princeton e Stanford.
Para a edição de 2027, o THE avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países. A classificação é elaborada a partir de 18 indicadores de desempenho, distribuídos em cinco pilares: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, perspectiva internacional e indústria.
Confira as 10 melhores universidades do mundo
- University of Oxford (Reino Unido)
- Massachusetts Institute of Technology – MIT (Estados Unidos)
- Princeton University (Estados Unidos)
- Stanford University (Estados Unidos)
- University of Cambridge (Reino Unido)
- Harvard University (Estados Unidos)
- California Institute of Technology – Caltech (Estados Unidos)
- Imperial College London (Reino Unido)
- University of California, Berkeley (Estados Unidos)
- Yale University (Estados Unidos)
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Investimento por Aluno no Brasil É de 1/3 da Média dos Países da OCDE
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
No Brasil, o gasto anual por aluno desde o ensino fundamental até o ensino superior foi de US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média gasta pelos demais países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante).
Os dados divulgados na terça-feira (29) fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE. O documento traça um quadro dos principais desafios de sistemas educacionais ao redor do mundo e traz dados de 50 países, incluindo o Brasil.
Na comparação dos gastos anuais por estudante, o investimento brasileiro também ficou abaixo da média de alguns países da América Latina. O Chile, por exemplo, registrou o gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028/aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar as diferenças no custo de vida entre os países.
Investimento público
Apesar do gasto por aluno ser inferior à média dos países, o Brasil investe uma parcela maior do PIB em comparação à média da organização. Em 2023, o gasto público com educação foi de 4,5% do PIB, enquanto entre os países-membros da OCDE o patamar foi de 4%.
Em nota, o MEC (Ministério da Educação) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades. “Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”, diz a nota do MEC.
Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, entende que o gasto por aluno abaixo da média dos demais países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção do investimento ser maior. “O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”
Investimento na educação
O relatório mostra também que os gastos governamentais com educação no Brasil e nos demais países tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6º ao 9º ano) passou para US$ 4.390. Nos países da OCDE, a média gasta por estudante do ensino fundamental1 foi de US$ 12.893; e no fundamental 2, a média alcançada foi de US$ 14.291.
Despesas correntes
No relatório, os gastos em educação foram divididos em despesas de capital (investimentos como infraestrutura) e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais regulares das atividades.
O Brasil tem a remuneração de pessoal docente como maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado ao salário de professores e demais profissionais da educação. O percentual fica abaixo do registrado na média dos países da OCDE (79%).
Education at a Glance 2026
O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) apresenta dados sobre educação de todos os países da OCDE e do Brasil, que é parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de membros do G20 e países em processo de adesão à OCDE, mas que não são membros do INES.
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