Ligue-se a nós

Negócios

5 Hacks de Produtividade para Trabalhar Melhor – e Não Mais

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

Integrar a inteligência artificial à rotina profissional pode liberar um recurso valioso: o tempo. Um relatório da Thomson Reuters divulgado no último ano aponta que a IA tem o potencial de economizar até 4 horas de trabalho por semana – o equivalente a 200 horas anuais –, segundo previsão de mais de 2 mil entrevistados que atuam em diferentes setores.

Nesse novo cenário, os profissionais que se destacam não são aqueles que passam mais tempo no escritório, mas os que trabalham de forma mais inteligente. O conceito de produtividade está mudando: não é mais apenas sobre trabalhar muito, e sim sobre implementar as estratégias certas, equilibrar a vida pessoal e evitar o esgotamento.

Anúncio

Aqui estão cinco hacks de produtividade para ajudar você a trabalhar de forma mais eficiente – e não mais.

1. Aproveite as ferramentas disponíveis

A tecnologia é um divisor de águas quando se trata de trabalhar de forma mais inteligente. Você só precisa utilizar uma ferramenta de gestão de projetos que funcione para você. Você pode testar o Google Sheets, por exemplo, para acompanhar compromissos; o Monday.com, Trello ou Notion para organizar nossos projetos, colaborar de forma eficaz e monitorar o progresso em diversas tarefas.

Ferramentas de automação também são ótimas para tarefas repetitivas, proporcionando mais tempo para focar em outros trabalhos importantes. Seja para inserir dados, gerenciar redes sociais ou agendar e-mails, diversas ferramentas e programas podem otimizar seu fluxo de trabalho e aumentar sua produtividade.

2. Trabalhe em intervalos

Trabalhar de forma mais inteligente, e não por mais tempo, significa fazer pausas regulares para recarregar sua mente e corpo. Quando estou lidando com um grande projeto, trabalho por 90 minutos e faço uma pausa de 20 a 30 minutos depois, o que me ajuda a manter o foco.

Pesquisas também mostraram que o cérebro humano trabalha em níveis ideais de desempenho por 90 minutos, e depois disso precisa de uma pausa. Você pode explorar outras técnicas, como o Pomodoro, em que você faz uma pausa de 5 minutos após 25 minutos de trabalho sem interrupções.

Anúncio

Alinhar o trabalho com seus níveis de energia também ajuda a aumentar a eficiência. Por exemplo, se você é uma pessoa mais produtiva pela manhã, aproveite esse período para realizar tarefas mais desafiadoras. Mais tarde, quando sua energia diminuir, você pode focar em tarefas mais simples que exigem menos esforço mental. Com essa abordagem, você consegue maximizar sua produtividade e evitar o esgotamento.

3. Organize seu ambiente de trabalho

Seja trabalhando de casa ou no escritório, um espaço de trabalho organizado ajuda a manter o foco, aumenta a criatividade e reduz o estresse. Para criar um ambiente ideal, encontre um local tranquilo onde você consiga trabalhar sem distrações. Ter espaço suficiente para guardar papéis que não são mais usados, cabos de carregador antigos, alfinetes e outros itens desnecessários mantém sua mesa limpa e sem bagunça.

Você também pode querer investir em uma mesa, cadeira confortável e outros móveis ergonômicos, dependendo das suas necessidades e preferências. Adicionar algumas plantas para melhorar a qualidade do ar e a estética do ambiente também é uma boa ideia. Toques pessoais, como sua obra de arte favorita ou uma foto de família, ajudam a manter a motivação em alta.

4. Estabeleça prazos realistas

Prazos irreais são uma das principais fontes de estresse e esgotamento, por isso é essencial entender primeiro o escopo do projeto. Considere a complexidade das tarefas e identifique os possíveis desafios. Dividir os projetos em tarefas menores permite estimar o tempo necessário para cada uma delas.

Anúncio

Além disso, estabelecer prazos mais curtos permite que você acompanhe seu progresso facilmente e até comemore suas vitórias. Envie atualizações regulares para seus clientes e comunique possíveis atrasos ou ajustes. Com essas estratégias, você pode gerenciar as expectativas e entregar resultados de alta qualidade enquanto reduz o risco de esgotamento.

5. Não tente ser multitarefas

Pode até parecer que você está realizando várias coisas ao mesmo tempo, mas, na realidade, a troca constante de tarefas resulta em mais tempo para concluir as atividades e maior risco de erros. Para melhorar a eficiência, concentre-se em uma tarefa de cada vez. Defina blocos de tempo para cada atividade, como responder e-mails, escrever artigos, organizar seu espaço de trabalho e concluir projetos relacionados.

Utilizar funções de “não perturbe” também ajuda a manter o foco e diminuir as distrações. Para quebrar o hábito de ser multitarefas, evite checar seu celular assim que acordar. Em vez disso, crie uma lista de todas as suas tarefas com base na prioridade e urgência para gerenciar seu tempo de forma eficaz.

Embora a “cultura da correria” pareça exigir que você trabalhe mais, a chave para o sucesso a longo prazo é trabalhar de maneira mais inteligente. Ao maximizar as ferramentas que funcionam para você, fazer as pausas necessárias, estabelecer prazos realistas e otimizar seu ambiente de trabalho, você pode economizar tempo, energia e outros recursos.

Anúncio

*Sho Dewan é colaborador da Forbes US. Ele é fundador e CEO da Workhap, de consultoria de carreira, além de ser criador de conteúdo e LinkedIn Top Voice.

O post 5 Hacks de Produtividade para Trabalhar Melhor – e Não Mais apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Negócios

Como Eliminar 10 Horas de Tarefas Improdutivas da Sua Semana

Redação Informe 360

Publicado

no

É comum ter listas de tarefas quilométricas, passar o tempo todo ocupado e ainda assim se perguntar o que, de fato, você realizou ao fim do dia. O ambiente de trabalho moderno se transformou em uma enxurrada de trabalho superficial, com um ciclo interminável de e-mails, notificações no Slack e reuniões em sequência que te mantêm ocupado — mas não produtivo.

O relatório Anatomy of Work Index, da Asana, empresa de tecnologia que desenvolve uma plataforma de gestão de projetos, chama essas tarefas, que consomem 60% do tempo dos profissionais, de “trabalho sobre o trabalho”.

Uma solução para esse problema é o que o autor Cal Newport chama de “Deep Work” (Trabalho Profundo): a capacidade de se concentrar sem distrações em uma tarefa cognitivamente exigente. É nesse estado que você produz seus resultados mais valiosos. O problema é que não dá para fazer trabalho profundo quando sua agenda está um caos.

A seguir, veja quatro etapas que te ajudam a bloquear sua agenda estrategicamente e recuperar pelo menos 10 horas da sua semana para o que realmente importa.

Anúncio

A base: domine sua agenda com o bloqueio de tempo

Antes de auditar seu tempo, você precisa controlá-lo. O bloqueio de tempo é a prática de agendar o seu dia inteiro, e não apenas as reuniões. Em vez de manter uma lista de tarefas solta, você atribui a cada atividade um “bloco” específico na sua agenda.

Essa ação transforma intenções vagas como “preciso trabalhar naquele relatório” em compromissos concretos, como “das 9h às 10h30 vou trabalhar no relatório do primeiro trimestre”. Assim, você protege seu foco de forma eficaz.

Etapa 1: revise suas reuniões (recupere de 3 a 4 horas)

Reuniões são inimigas do trabalho profundo. Abra sua agenda e identifique pelo menos uma reunião recorrente que não tenha pauta clara, que sempre ultrapasse o horário ou na qual você seja apenas um ouvinte passivo.

Em seguida, envie um e-mail educado, porém firme, ao organizador, expressando sua preocupação em otimizar o tempo de todos. Considere essa mensagem como sua forma profissional de recusar a reunião.

Anúncio

Peça os principais objetivos das próximas sessões e explique que prefere direcionar seu tempo para outro projeto, especialmente se sua participação direta não for essencial. Você pode se atualizar depois por meio da ata ou dos registros do encontro. Ao enviar esse tipo de mensagem, você demonstra respeito pelo tempo do outro e foco em atividades de maior impacto.

Etapa 2: auditoria de notificações (recupere de 2 a 3 horas)

Cada notificação de e-mail ou mensagem no Slack ou Teams representa uma pequena fissura na sua concentração. Pesquisas da Associação Americana de Psicologia mostram que até interrupções mínimas, causadas pela troca constante de contexto, podem prejudicar o foco e desperdiçar uma parcela significativa do seu dia de trabalho — chegando a comprometer até 40% do tempo produtivo.

É hora de desligar o barulho. Encare essa etapa como um desafio de “zero notificações”. Durante um dia inteiro, desative todas as notificações do computador e do celular, como alertas de e-mail, ícones do Slack e notificações de notícias e redes sociais. Você vai se surpreender com o quanto recupera sua capacidade de concentração ao escolher quando interagir, em vez de reagir o tempo todo.

Etapa 3: a técnica de agrupamento (recupere de 2 a 3 horas)

Essa prática é o complemento proativo da auditoria de notificações. Em vez de deixar que sua caixa de entrada dite sua lista de tarefas, você assume o controle do fluxo de comunicação ao agrupá-lo.

Anúncio

Em vez de checar e-mails 30 vezes por dia, agende dois ou três blocos de 30 minutos na sua agenda para isso. Por exemplo, às 10h30, às 13h30 e às 16h. Fora desses horários, mantenha e-mail e Slack completamente fechados. Essa técnica permite que você saia de um estado reativo e entre em um modo focado e proativo.

Etapa 4: o “deslocamento fictício” (recupere suas noites)

Para quem trabalha remotamente, o expediente parece nunca terminar. A falta de separação física entre trabalho e casa gera o chamado “efeito de invasão do trabalho”, quando você se pega respondendo e-mails às 21h.

Você precisa criar um ritual claro de encerramento do dia. O “deslocamento fictício” é uma rotina de 15 minutos que sinaliza ao seu cérebro que o expediente acabou oficialmente. Pode ser uma caminhada no quarteirão, ouvir um podcast ou uma música, organizar a mesa ou trocar de roupa. A atividade em si não importa, o que importa é a consistência.

Esse hábito cria um limite fundamental que protege seu tempo pessoal e previne o esgotamento. Produtividade não é fazer mais tarefas. É criar mais espaço para o que realmente importa. Sua atenção é seu ativo profissional mais valioso. Ao auditar seu tempo, organizar sua agenda e eliminar o ruído, você aumenta sua entrega e retoma o controle da sua carreira.

Anúncio

*Sho Dewan é colaborador da Forbes US. Ele é fundador e CEO da Workhap, de consultoria de carreira, além de ser criador de conteúdo e LinkedIn Top Voice.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Negócios

Os Melhores Filmes Sobre os Maiores Inovadores dos EUA

Redação Informe 360

Publicado

no

Muitos inventores americanos lendários alcançaram grande sucesso nos negócios, mas apenas alguns atravessaram a fronteira para o entretenimento com bons filmes sobre suas trajetórias de vida e carreira.

Aqui está uma curadoria de produções inspiradas em inovadores icônicos — e o desempenho que tiveram em premiações e nas bilheterias nos Estados Unidos.

9 filmes sobre grandes inovadores dos EUA

Edison, O Mago da Luz (1940)

Thomas Edison

Três meses depois de Mickey Rooney estrelar “O Jovem Thomas Edison”, em 1940, Spencer Tracy interpretou o “Mago de Menlo Park” em “Edison, O Mago da Luz”. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor História Original (mas não ao prêmio de Melhor Roteiro) e arrecadou quase US$ 1,8 milhão (R$ 91,3 milhões) nas bilheterias – cerca de US$ 42 milhões (R$ 217 milhões) em valores atuais.

O Aviador (2004)

Howard Hughes

A aclamada cinebiografia dirigida por Martin Scorsese também destacou os anos de Hughes como produtor de cinema — e foi recompensada com 11 indicações ao Oscar (venceu cinco). Embora Leonardo DiCaprio não tenha levado a estatueta por sua interpretação de Hughes, o longa arrecadou US$ 213 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 365 milhões (R$ 1,8 bilhão) em valores atuais –, o equivalente a cerca de 0,02% do patrimônio que Hughes possuía quando morreu, em 1976 (ajustado pela inflação).

Temple Grandin (2010)

Temple Grandin

Estrelado por Claire Danes e dirigido por Mick Jackson, o filme de 2010 conta a história real de Temple Grandin, que superou as limitações impostas pelo autismo para tornar-se uma reconhecida cientista, conhecida por ter melhorado a eficiência — e a humanidade — dos sistemas de manejo de animais.

Produzido pela HBO, foi um sucesso de crítica e de audiência na TV, ganhando sete prêmios Emmy e um Globo de Ouro para Danes como Melhor Atriz.

A Rede Social (2010)

Mark Zuckerberg

Aaron Sorkin venceu o Oscar pelo roteiro de 2010 sobre os primeiros dias do Facebook, e Jesse Eisenberg foi indicado a Melhor Ator por sua atuação como o imprevisível fundador Zuckerberg. Sabe o que é mais legal do que um filme sobre sua vida? Dois filmes.

Como continuação de “A Rede Social”, que arrecadou US$ 224 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 333 milhões (R$ 1,7 bilhão) em valores atuais – Sorkin está escrevendo e dirigindo a sequência “The Social Reckoning“, estrelado por Jeremy Strong, da série Succession, no papel de Zuckerberg. O filme será lançado em outubro.

Anúncio

Jobs (2013)

Steve Jobs

Assim como Edison, Jobs inspirou duas cinebiografias. A primeira foi “Jobs” (2013), com Ashton Kutcher no papel principal, que arrecadou US$ 42,1 milhões (R$ 217,5 milhões) – cerca de US$ 58 milhões (R$ 299,6 milhões) em valores atuais.

Dois anos depois, Aaron Sorkin voltou ao Vale do Silício para escrever o roteiro de “Steve Jobs” (estrelado por Michael Fassbender), mas o desempenho nas bilheterias não foi melhor: o filme arrecadou apenas US$ 34,4 milhões (R$ 177,7 milhões).

Fome de Poder (2016)

Ray Kroc

Kroc não foi, de fato, o fundador do McDonald’s — esse título pertence aos irmãos Dick McDonald e Mac McDonald —, mas isso não impediu Hollywood de contar a história de como ele transformou a marca como visionário agente de franquias.

Os “Arcos Dourados”, porém, não renderam muito ouro nas bilheterias: “Fome de Poder” arrecadou modestos US$ 24 milhões (R$ 124 milhões) – ou US$ 32 milhões (R$ 165,3 milhões) em valores atuais.

A Guerra dos Sexos (2017)

Billie Jean King

Emma Stone protagoniza o filme dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris sobre a histórica partida de tênis de 1973, entre a campeã Billie Jean King e o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell). A tenista impulsionou os esportes profissionais femininos com a criação da Women’s Tennis Association.

Tesla (2020)

Nikola Tesla

O gênio da eletricidade (e das transmissões sem fio) não é tão famoso quanto seu rival, Thomas Edison, mas ainda assim ganhou uma cinebiografia estrelada por Ethan Hawke.

“Tesla”, o filme, entrou em curto-circuito nas bilheterias, arrecadando menos de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões). Já Tesla, o homem, pode se consolar por ter um carro elétrico batizado em sua homenagem.

Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro (2025)

Whitney Wolfe Herd

Inspirado na história real de Whitney Wolfe, fundadora do aplicativo de relacionamentos Bumble, “Deu Match” mostra como sua garra e criatividade a impulsionaram no universo masculino da tecnologia. Lançado no streaming Disney+ em 2025, o longa é estrelado por Lily James e dirigido por Rachel Goldenberg.

Veja a lista dos 250 Maiores Inovadores dos EUA aqui.

Anúncio

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com e adaptada

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Negócios

No Ritmo do Carnaval, Veja Como Fazer Seu Cérebro Sair do Modo Trabalho

Redação Informe 360

Publicado

no

Você saiu do trabalho às 18h. Então por que ainda está resolvendo problemas profissionais no chuveiro? Foi viajar no feriado, mas não consegue se desligar do trabalho?

A maioria das pessoas descreve o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como uma questão de agenda: sair do escritório no fim do expediente, não checar e-mails nos fins de semana, tirar todos os dias de férias.

Mas aqui está o problema: você pode sair do trabalho pontualmente às 18h, mas se está pensando em soluções no banho, revivendo conversas difíceis enquanto prepara o jantar ou ensaiando mentalmente a apresentação do dia seguinte antes de dormir, você não está equilibrado. Você ainda está trabalhando. Seu cérebro nunca bateu o ponto.

O verdadeiro equilíbrio entre vida e trabalho não é sobre gestão do tempo. É sobre algo que os psicólogos chamam de “desligamento psicológico do trabalho”. Isso significa se desconectar mentalmente das atividades, pensamentos, problemas e oportunidades relacionadas ao trabalho durante o tempo livre.

Anúncio

A pergunta não é “Como posso trabalhar menos?”. É “Como posso realmente desligar minha mente quando meu dia de trabalho termina?” Especialistas sugerem alguns hábitos:

Crie rituais que sinalizem ao seu cérebro o fim do dia de trabalho

Se você se desloca até um escritório, o trajeto de volta para casa funciona como uma zona de transição para o cérebro, um sinal automático de que o trabalho acabou. Se trabalha de casa, perdeu essa separação entre os ambientes. Sua mesa da cozinha virou sua mesa de trabalho, e seu cérebro não tem ideia de quando o expediente realmente termina.

Pesquisas sugerem que quem trabalha em home office tem mais dificuldade de se desligar do que quem trabalha presencialmente, justamente por essa razão: não há uma fronteira clara entre o espaço de trabalho e o espaço pessoal.

O ritual não precisa ser elaborado. Escolha algo simples e faça a mesma coisa todos os dias, no mesmo horário. Uma diretora de marketing contou que fecha o laptop, guarda na gaveta e depois dá uma volta no quarteirão antes de “chegar em casa”. Um desenvolvedor de software troca a roupa do “expediente” pela roupa de “fim de tarde” pontualmente às 18h.

Anúncio

Mas quem trabalha no escritório também precisa de rituais. Só porque você saiu fisicamente do prédio não significa que seu cérebro saiu do modo trabalho. Uma gestora fica sentada no carro por dois minutos antes de ligar o motor e olha fotos no celular — nada relacionado ao trabalho. Uma consultora tira o crachá assim que entra no carro e o guarda no porta-luvas — um pequeno lembrete físico de que o dia acabou. O deslocamento já oferece uma vantagem, mas é preciso usá-lo ativamente como transição, e não apenas como tempo passivo entre dois lugares.

Redirecione pensamentos intrusivos sobre o trabalho

Tentar não pensar no trabalho praticamente garante que você continuará pensando nele. Quanto mais você luta contra os pensamentos, mais insistentes eles se tornam.

Dê à sua mente algo que exija atenção de verdade, e não apenas ocupe o tempo. Preparar uma receita nova obriga você a prestar atenção às medidas e ao tempo de preparo; esquentar sobras não. Uma conversa genuína exige escuta e resposta; rolar o feed das redes sociais deixa espaço para a ruminação. Brincar com seus filhos mantém você totalmente presente; apenas ficar de olho neles permite que a mente volte ao trabalho. A chave é substituir momentos passivos por atividades que exijam atenção sem te deixar ainda mais exausto.

Algumas pessoas também utilizam a estratégia da “janela de preocupação”: reservar 15 minutos após o expediente para pensar deliberadamente nas questões de trabalho e anotá-las. Reconhecer os pensamentos, em vez de reprimi-los, facilita deixá-los ir depois.

Anúncio

Avalie a cultura real, não o que o RH diz

Essas estratégias individuais ajudam, mas só funcionam se a cultura da organização permitir. É por isso que o “fit cultural” é tão importante durante a busca por emprego. Você não está avaliando se gosta de mesa de pingue-pongue ou de snacks gratuitos. Está investigando quais são, na prática, os limites em torno do trabalho. Quando as pessoas realmente param de trabalhar? As lideranças dão o exemplo de desconexão ou de disponibilidade constante? Tirar todos os dias de férias é algo incentivado ou silenciosamente penalizado?

Converse com funcionários atuais e pergunte diretamente. Observe o que os líderes fazem, não apenas o que o RH diz na entrevista. Se o vice-presidente envia e-mails à meia-noite e a equipe responde em minutos, essa é a resposta. Se as pessoas mencionam casualmente que trabalham nos fins de semana como se fosse normal, acredite nelas. Um desalinhamento cultural em relação aos limites do trabalho causa problemas reais que força de vontade individual não resolve.

Estabeleça limites mesmo quando você ama o que faz

Mesmo para profissionais altamente motivados, a recuperação é essencial. Pesquisas que analisaram a motivação no trabalho mostram que colaboradores com alta motivação intrínseca tendem a se desligar menos do trabalho, partindo do pressuposto de que seus sentimentos positivos tornam o engajamento constante inofensivo. A diferença é que, nesses casos, quando pensam em trabalho, geralmente é de forma positiva, e não relacionada a estresse.

Ainda assim, seu cérebro precisa de descanso genuíno para manter a criatividade e o desempenho, independentemente de quanto você ame o que faz. Paixão sem limites pode levar ao burnout tanto quanto o ressentimento. A solução não é amar menos o seu trabalho. É reconhecer que até mesmo o engajamento positivo consome energia, e que seu entusiasmo vai durar mais se você incluir períodos reais de recuperação.

Anúncio

A verdadeira medida do equilíbrio entre vida e trabalho não é o horário em que você sai do escritório. É se você consegue parar de pensar no trabalho quando está fora do expediente.

*Andy Molinsky é colaborador da Forbes USA. Ele é especialista em comportamento organizacional, palestrante, professor na Brandeis University e autor de quatro livros.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Em Alta