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3 Tipos de Hobbies Essenciais para o Sucesso, Segundo a Ciência

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Quando você realmente ama fazer algo, é difícil não se entregar completamente. Ao encontrar o “ponto ideal” de um hobby — algo que você gosta e em que é bom — ele muitas vezes assume prioridade sobre tudo o mais. Ainda assim, não há nada de errado em ter uma única paixão. Na verdade, aproximadamente 15% da população dos Estados Unidos tem apenas um hobby, de acordo com uma pesquisa de 2024.
Dito isso, hobbies fazem muito mais do que apenas ocupar seu tempo. De várias formas, eles moldam quem você é, nutrindo partes suas que, de outra forma, poderiam passar despercebidas ou negligenciadas. Assim, ao focarmos apenas em um tipo de hobby, podemos inadvertidamente deixar outras áreas de nós mesmos — nossa mente, corpo ou senso de criatividade — sem o cuidado necessário.
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Encontrar mais hobbies que se encaixem nesse “ponto ideal” pode ser desafiador, mas, felizmente, as opções são inúmeras. Ainda assim, com base em pesquisas psicológicas, você realmente só precisa de três.
Veja a seguir:
1. Um Hobby que Te Mantenha em Forma
Você provavelmente já está ciente da importância do exercício para o bem-estar físico. Mas, do ponto de vista psicológico, ele é igualmente essencial: pesquisas sugerem que o exercício desempenha um papel crítico na redução do estresse e na prevenção de transtornos de humor, como a depressão.
Se você não é entusiasta de exercícios, pode ser difícil saber por onde começar ou manter uma rotina consistente. Esse desafio é amplificado pelos estereótipos sobre como o “exercício ideal” deve ser — muitos acreditam que correr ou frequentar academias são as únicas opções viáveis.
Na verdade, o exercício não precisa significar horas na academia ou correr maratonas — a menos que isso o agrade. Pode ser tão simples quanto mover o corpo e acelerar o ritmo cardíaco de formas que lhe tragam alegria:
- Natação: Se você gosta da sensação de estar na água, nadar é uma opção fantástica. É suave para as articulações e trabalha todo o corpo. Além disso, o ritmo das braçadas e o som da água têm um efeito meditativo.
- Caminhada: Nunca subestime o poder de uma boa caminhada. Pode ser uma volta pelo bairro ou uma trilha pela floresta — de qualquer forma, caminhar é uma das maneiras mais fáceis de se manter ativo.
- Dança: A beleza da dança é que ela oferece muitas abordagens — aulas, baladas com amigos ou apenas dançar em casa. Além de ser um ótimo exercício, é uma forma divertida de aliviar o estresse.
- Yoga: Ignore os comentários que desmerecem o yoga como “alongamento glorificado”. Na prática, é uma das melhores formas de se conectar com seu corpo de maneira nutritiva e restauradora.
- Esportes coletivos: Se você prefere um elemento social, considere se juntar a uma liga esportiva local. Não importa o esporte escolhido, jogar com outros torna o exercício mais divertido.
2. Um Hobby que Te Mantenha Criativo
Muitas pessoas insistem que não possuem um “osso criativo” no corpo. Acreditam ser péssimos escritores, artistas desajeitados ou maus cantores e assumem que a criatividade não é para elas. No entanto, a criatividade não tem nada a ver com ser “bom” em algo. Em vez disso, ela é sobre se expressar, abandonar julgamentos e apreciar o processo de criar algo novo.
Hobbies criativos são como alimento para a alma. Eles ajudam a processar emoções avassaladoras e nos permitem encontrar beleza no cotidiano. E o melhor: você não precisa ser um artista renomado para colher seus benefícios. De acordo com um estudo de 2024 publicado na Frontiers in Psychology, pessoas que se envolvem em hobbies criativos relatam maior satisfação com a vida, felicidade e, principalmente, uma sensação maior de que a vida vale a pena:
- Escrita criativa ou diário: Colocar pensamentos no papel pode ser extremamente terapêutico. Não é necessário escrever uma obra-prima — apenas registrar sentimentos, sonhos ou pequenas histórias pode ser um ótimo escape.
- Cozinhar: A cozinha é uma das maiores telas para a expressão criativa. Experimente novas receitas, decore bolos ou invente seus próprios pratos. Cozinhar combina criatividade com praticidade — e, de quebra, você pode comer sua arte.
- Jardinagem: É profundamente gratificante ver plantas crescerem sob seus cuidados. Flores, ervas ou vegetais — independentemente do que plantar, você se conectará à natureza e criará algo belo e vivo.
- Projetos DIY, tricô ou crochê: Trabalhos manuais são perfeitos para quem gosta de usar as mãos. São atividades rítmicas, relaxantes e deixam algo tangível como resultado.
3. Hobbies que Te Mantenha Mentalmente Ágil
Enquanto hobbies físicos e criativos cuidam do corpo e da alma, hobbies intelectuais mantêm a mente aguçada, curiosa e engajada com o mundo ao seu redor. Muitas vezes, é fácil cair no hábito de interagir de maneira superficial com o que nos cerca — seja o celular, os amigos ou até nós mesmos. Por isso, encontrar um hobby que desafie sua mente é como redescobrir uma parte de si que você nem sabia que estava adormecida.
Embora começar algo novo — especialmente algo que exija foco — possa parecer desconfortável, lembre-se de que você não precisa dominar nada rapidamente ou competir com ninguém. O importante é redescobrir a alegria de aprender, explorar novas ideias e sair da zona de conforto.
Os benefícios desses hobbies são vastos: eles melhoram habilidades de resolução de problemas, fortalecem a memória e aumentam a resiliência mental. Além disso, uma pesquisa de 2023 da Frontiers in Psychology sugere que atividades intelectualmente desafiadoras podem reduzir o risco de declínio cognitivo com o passar dos anos. Mais do que isso, esses hobbies permitem que você veja o mundo — e a si mesmo — de novas formas:
- Leitura: Romances são o treino mental perfeito. Ficam entre ficção, que amplia a empatia e transporta para outros mundos, e não ficção, que apresenta tópicos fascinantes. Cada gênero oferece um novo caminho de aprendizado.
- Quebra-cabeças e jogos de lógica: Para quem gosta de desafios, palavras cruzadas, Sudoku ou enigmas são excelentes para manter a mente afiada. Jogos como xadrez ou Scrabble também oferecem os mesmos benefícios, com o acréscimo de diversão.
- Aprender um novo idioma: Dominar outro idioma é como um treino completo para o cérebro. Melhora a memória, as habilidades de resolução de problemas e a escuta ativa, além de abrir portas para novas culturas.
- Viajar: Explorar novos lugares desafia sua mente a se adaptar e crescer, ao mesmo tempo que educa e inspira.
Encontrar novos hobbies pode exigir tentativa e erro, mas tudo bem. O segredo é continuar experimentando até encontrar algo que não pareça uma obrigação, mas uma celebração do que corpo e mente podem realizar.
*Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.
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7 Mitos Que te Impedem de Alcançar o Sucesso

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Se você procurar a definição de sucesso na internet, encontrará milhões de resultados. Para alguns, pode ser definido como acumular riqueza; para outros, evoca a ideia de ajudar pessoas ou impactar positivamente o mundo. Embora cada um tenha sua própria interpretação, em um nível mais amplo, sucesso se refere a alcançar um resultado desejado.
Definir o que é sucesso é algo poderoso. Mas, se você estiver operando sob equívocos comuns, essa ideia pode acabar impedindo seu avanço profissional. Para aumentar as chances de realizar seus objetivos, confira sete mitos comuns sobre sucesso — e como superá-los.
7 mitos sobre o sucesso
1. Sucesso significa trabalhar sem parar
Acreditar que é preciso trabalhar 80 horas por semana para ser bem-sucedido é um mito comum. Para se tornar um profissional de alto desempenho, o ideal é trabalhar de forma mais inteligente — e não por mais horas. As pessoas mais produtivas do mundo têm o hábito de fazer pausas e até cochilos quando necessário. Para muitos, isso pode parecer preguiça. No entanto, programar momentos diários de descanso traz benefícios comprovados pela ciência.
Em um estudo publicado pelo NIH (National Institutes of Health), agência de pesquisa biomédica dos Estados Unidos, pesquisadores descobriram que pequenas pausas ajudam no aprendizado de novas habilidades. “Nossos resultados sustentam a ideia de que o descanso em estado de vigília desempenha um papel tão importante quanto a prática no aprendizado de uma nova habilidade. Parece ser o período em que nossos cérebros comprimem e consolidam memórias do que acabamos de praticar”, afirma Leonardo G. Cohen, médico e pesquisador sênior do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame do NIH.
2. Sucesso é um destino
Se você já disse frases como “vou ser feliz quando eu…”, provavelmente encara o sucesso como um destino. O complemento pode ser “comprar um carro novo”, “conseguir um novo emprego” ou “ganhar meu primeiro milhão”. Na realidade, o sucesso é uma jornada em constante evolução. Alguns chegam a defini-lo como um estilo de vida.
Quando você vê o sucesso como a capacidade de viver o momento presente, pode ser feliz independentemente da fase da vida em que esteja. A chave é se desvincular do resultado final e aprender a apreciar o processo.
3. Fracassar faz de você um fracasso
Não é o fato de fracassar que importa, mas sim como você lida com isso. Em muitos casos, o fracasso é um degrau rumo ao sucesso — especialmente quando você aprende com os erros. Para ressignificar o fracasso, encare-o como uma experiência de aprendizado. Ao tratá-lo como um momento educativo, você adota uma mentalidade de crescimento. Assim, passa a ter a chance de refinar sua estratégia, se recuperar dos desafios e continuar evoluindo.
4. Pessoas bem-sucedidas não sentem medo
Muita gente acredita que, para ter sucesso, é preciso ser destemido. Isso não poderia estar mais longe da verdade. A chave do sucesso é saber administrar o medo para que ele não atrapalhe seus objetivos. O medo pode ser paralisante, mas, quando bem gerenciado, pode impulsionar o sucesso.
Pessoas bem-sucedidas geralmente lidam com o medo reconhecendo sua existência e agindo apesar dele. O medo é uma emoção humana normal. Ao aceitá-lo, em vez de evitá-lo, você aprende a reformular pensamentos negativos e a focar nos benefícios potenciais de suas ações.
5. Pessoas bem-sucedidas nunca desistem
Embora o sucesso dependa de perseverança, a chamada “garra” existe em um espectro. Em excesso, ela pode ser prejudicial e impedir que você reconheça quando é hora de seguir em frente. É o que aponta a autora e psicóloga clínica Melanie McNally.
Em sua pesquisa, McNally identificou o lado negativo da inflexibilidade. Se você está tão focado em um objetivo por causa do tempo e do esforço investidos que ignora uma oportunidade melhor, pode estar sendo “persistente demais”. Com isso, continua no mesmo caminho, sente-se desmotivado e pode acabar tendo um burnout. Às vezes, ter sucesso significa reconhecer que é hora de deixar um objetivo para trás e buscar um novo desafio. Ao se dar tempo e espaço, você se abre para novas experiências.
6. Pessoas bem-sucedidas focam em suas fraquezas
Ao contrário do que muitos acreditam, para alcançar bons resultados você deve focar em seus pontos fortes — e não em suas fraquezas. Se você se concentrar apenas no que faz mal, nunca atingirá seu potencial. Mas, se construir sua carreira com base em seus pontos fortes, terá mais chances de sucesso.
Pontos fortes não são apenas coisas em que você é bom, mas aquilo em que você se destaca e gosta de fazer. Pergunte a si mesmo:
- Você gosta de fazer isso?
- Isso te dá energia?
- Você perde a noção do tempo enquanto faz?
Se a resposta for “sim” para todas, trata-se de uma força única que vale a pena desenvolver. Para crescer pessoal e profissionalmente, invista no que você faz bem de forma natural.
7. Autoestima é um pré-requisito para o sucesso
Embora pareça contraditório, a baixa autoestima pode ser um forte motor para o desejo de sucesso. Uma das razões é que essas pessoas acreditam que seu valor está ligado às conquistas. Elas não se sentem bem consigo mesmas se não estiverem trabalhando duro ou realizando algo. Por isso, frequentemente precisam de provas constantes ou reconhecimento para se sentirem valorizadas.
Alguns dos autores, artistas e líderes mais famosos da história lidaram com a autossabotagem e a dúvida. Michelangelo, por exemplo, duvidou de sua capacidade de pintar a Capela Sistina porque se considerava, acima de tudo, um escultor. Apesar disso, ele acabou alcançando seu objetivo.
Independentemente da sua definição, o sucesso exige consistência, resiliência e determinação. Nunca é tarde para perseguir seus sonhos. Apenas lembre-se: antes de tudo, você precisa se permitir imaginar seu grande objetivo. Depois disso, pode se motivar para buscá-lo.
*Caroline Castrillon é colaboradora da Forbes USA. Ela é mentora de liderança corporativa e ajuda mulheres a lidar com mudanças em suas carreiras.
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Como Criar Resoluções de Ano Novo Que Realmente Funcionam

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Com a chegada do ano novo, é natural começar a pensar em tudo o que você quer fazer, experimentar e mudar. Na sua lista de resoluções para 2026, podem aparecer mais do que os objetivos habituais, como se exercitar regularmente. Neste ano, você pode decidir elevar o nível, assumindo desafios maiores — como correr uma maratona, conquistar um cargo mais alto, aprender francês, praticar paraquedismo e ler um livro por semana.
Mas existe um obstáculo importante: o tempo. Ninguém dispõe de horas ilimitadas para dar conta de tudo. Em vez de se frustrar, é preciso direcionar seu tempo e sua energia para aquilo que é prioritário. O resultado serão resoluções mais eficazes, que tragam aprendizados e avanços concretos em 2026.
Como otimizar seu plano para 2026 dentro da semana
Independentemente da sua profissão, de onde você mora, do quão produtivo você é ou de quantas tarefas consegue fazer ao mesmo tempo, você enfrenta o mesmo limite de tempo que todo mundo: 168 horas em uma semana. Esse dado imutável exige que você priorize, especialmente nas áreas em que deseja evoluir mais. Caso contrário, corre o risco de fracassar e se juntar à maioria das pessoas que abandona as resoluções logo após um ou dois meses. Mas este ano pode ser diferente.
Tudo começa com uma grade simples, com quatro colunas: “1. Atividade”, “2. Horas Desejadas”, “3. Horas Reais” e “4. Diferença”.
Em “Atividade”, liste onde você costuma gastar seu tempo — como trabalho, momentos com família e amigos, exercícios e sono, lazer e leitura, espiritualidade, e voluntariado ou impacto social. Essa lista deve refletir como sua vida é hoje.
Uma grade semanal de alocação de tempo ajuda a visualizar como suas 168 horas estão sendo realmente utilizadas e onde suas prioridades podem estar desalinhadas.
Em seguida, pense nas “Horas Desejadas” — quanto tempo você gostaria de dedicar a cada atividade por semana, de acordo com a importância que ela tem para você. Se a soma ultrapassar 168 horas, ajuste até contemplar 100% do seu tempo.
Agora vem o verdadeiro choque de realidade. Registre, ao longo de algumas semanas, quantas horas você realmente dedica a cada atividade. Ao comparar as horas desejadas com as horas reais, é natural que haja variações semana a semana. Por exemplo, se você viajar a trabalho em uma semana, passará muito mais tempo trabalhando e menos com família e amigos. Na semana seguinte, talvez tire um dia de folga e o tempo com pessoas queridas aumente. Ou então, maratonar séries pode consumir muito mais horas do que você gostaria de admitir.
Ao encarar essa realidade sobre como você usa suas 168 horas, fica claro que, para adicionar tempo a qualquer atividade — como meditar ou aprender um novo idioma — será necessário retirar tempo de outra.
Transforme suas resoluções de ano novo em um plano de ação
As resoluções podem começar como uma lista de desejos, mas se transformam em um plano de ação por meio da autorreflexão. Além de ser uma prática saudável e útil para estimular o autoconhecimento, ela é a base de uma liderança orientada por valores, capaz de melhorar a qualidade da sua vida pessoal e profissional.
Veja quatro formas pelas quais a autorreflexão pode tornar suas resoluções mais eficazes:
1. Reflita sobre suas prioridades
Afaste-se do ruído e das distrações e faça perguntas para entender o que realmente importa:
- Quais são meus valores? Quais são minhas prioridades?
- Se digo que algo é prioridade (como família ou saúde), estou realmente dedicando tempo suficiente a isso?
- Onde existe um desalinhamento entre o que digo e o que faço?
Quinze minutos de autorreflexão já são suficientes para enxergar suas prioridades com mais clareza — e avaliar o quanto você as respeita na prática.
2. Estabeleça metas que façam sentido
Com a ajuda da autorreflexão, você consegue definir metas realistas e alcançáveis. Exercitar-se com mais regularidade é uma resolução comum. Em vez de criar expectativas irreais — como ir à academia por duas horas, sete dias por semana — que tal começar com treinos de uma hora, três vezes por semana? Pode parecer pouco diante de um plano grandioso, mas metas realistas são muito mais eficazes para criar hábitos saudáveis.
O mesmo vale para a carreira. Talvez este seja o ano em que você quer um cargo maior, mais dinheiro ou mais responsabilidades. Em vez de tentar dar um único grande salto, trace um plano com projetos desafiadores, mentorias e conversas frequentes com seu gestor sobre metas e acompanhamento. Assim, além de buscar a promoção, você estará mais preparado quando ela acontecer.
3. Foque no progresso, não na perfeição
Metas precisam ser ambiciosas o suficiente para gerar impacto, mas possíveis de serem alcançadas. Imagine que você lidera uma divisão de R$ 20 milhões e quer chegar a R$ 100 milhões em faturamento anual. Para isso, é necessário um plano — por exemplo, crescer 50% no ano seguinte, alcançando R$ 30 milhões. Com esse impulso, o crescimento pode continuar até atingir o objetivo maior. O mesmo raciocínio vale para metas pessoais, como correr uma maratona: se hoje você corre apenas um ou dois quilômetros, um objetivo intermediário pode ser treinar para uma prova de 5 km, depois 10 km, até chegar à meia-maratona e, eventualmente, à maratona.
4. Se não der certo de primeira, tente novamente (e de novo)
Você decide acordar às 5h30 para meditar por 20 minutos e correr por 40. Porém, já na segunda semana de janeiro, o botão “soneca” vence. Não desista. Use a autorreflexão para entender o que está atrapalhando o plano e como ajustá-lo. Talvez os dias quentes de janeiro sejam melhores para começar apenas com a meditação, deixando a corrida para quando o clima melhorar. Ou talvez você precise de uma companhia.
As resoluções de ano novo serão apenas palavras no papel se não forem realistas e significativas. Com mais consciência sobre suas prioridades e sobre como você realmente usa seu tempo, será possível definir resoluções muito mais eficazes e alcançar aquilo que de fato importa para você.
*Harry Kraemer é colaborador da Forbes USA. Também é professor de liderança na Kellogg School of Management, ex-CEO da Baxter International e autor de best-sellers sobre liderança.
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Em 2026, Alinhe Suas Ações Aos Seus Valores

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Com frequência reconhecemos isso quando vemos nos outros: a distância entre o que as pessoas dizem valorizar e a forma como de fato se comportam.
Talvez seja um subordinado direto que afirma querer progredir na carreira, mas não tomou nenhuma iniciativa para se desenvolver. Ou um chefe que escreve “minha porta está sempre aberta”, mas segue cancelando reuniões individuais.
Ou ainda uma equipe de projeto cujos integrantes concordam que o grupo deveria ser um “espaço seguro” para novas ideias, mas em que todas as reuniões são dominadas por vozes mais seniores e a contribuição real dos demais é rara.
O relatório Worklife Trends 2026, do Glassdoor, mostra o quanto essa lacuna entre valores e ações está moldando a experiência de trabalho. Menções a desalinhamento em avaliações de funcionários sobre a alta liderança dispararam: o uso do termo “desalinhado” cresceu 149% de 2024 para 2025.
Outros sinais de desconexão, como palavras associadas a “falha de comunicação” com aumento de 25%, “desconfiança” com alta de 26% e “hipocrisia” com crescimento de 18%, também se intensificaram, evidenciando um distanciamento crescente entre o que os funcionários esperam e o que vivenciam na gestão.
Os funcionários não estão apenas descrevendo atritos organizacionais. Eles estão sinalizando algo mais profundo: a erosão da confiança quando líderes deixam de agir de acordo com os valores que afirmam defender.
Esse cenário ocorre em um contexto no qual esgotamento, excesso de trabalho, tensões interpessoais e mudanças impulsionadas pela inteligência artificial no escopo das funções e na segurança do emprego já estão pressionando o limite emocional das pessoas.
Quando o ambiente externo é difícil, o desalinhamento de valores torna tudo ainda mais pesado. As pessoas recorrem à liderança formal e informal para dar sentido à ambiguidade, oferecer direção quando o caminho não está claro e sustentar o funcionamento saudável quando ansiedade, tensão e dificuldades se impõem.
Os valores são um dos poucos pontos de ancoragem estáveis de que líderes dispõem, o que torna este um bom momento para avaliar o alinhamento entre valores e ações.
Liderança e compromisso
James March, um dos fundadores do campo do comportamento organizacional, oferece uma lente poderosa em parceria com Johan Olsen: líderes agem segundo uma lógica de consequência ou uma lógica de adequação. A segunda é fundamentada em identidade, papéis e compromissos, e não em resultados calculados.
A lógica de consequência funciona como um cálculo de custo-benefício. Escolhemos a opção que promete o melhor retorno, mais receita, menos risco, execução mais simples. Grande parte de nossas decisões diárias segue essa lógica, que é plenamente funcional.
A lógica do compromisso é diferente. Agimos porque a escolha é coerente com quem somos, com nossos valores mais profundos e nossa identidade. O ponto de referência não é o retorno imediato, mas o alinhamento. Fazemos porque é a coisa certa a fazer, mesmo quando as consequências são incertas ou desconfortáveis.
Nem sempre é possível identificar qual lógica está em jogo a partir de uma única decisão. Duas pessoas podem fazer a mesma escolha de carreira por motivos completamente distintos. As motivações se revelam em padrões ao longo do tempo.
É por isso que isso importa para o alinhamento de valores: valores só se tornam combustível para a liderança quando se transformam em compromissos, obrigações conscientes e relevantes que você assume. Esses compromissos funcionam como um contrato não escrito com os outros.
Tornam suas escolhas mais previsíveis, o que constrói confiança e reduz o custo de coordenação ao seu redor. Quando as pessoas sabem que podem contar com você para manter uma posição, tornam-se mais dispostas a investir, assumir riscos e seguir sua liderança.
Os líderes mais inspiradores são ancorados no compromisso. Pense em figuras que agiram movidas por obrigações com ideais, e não por ganhos pessoais. O compromisso não substitui a execução. Ainda é necessário organizar, comunicar e entregar.
Mas ele é o ponto de partida. Sob pressão, o compromisso mantém palavras e ações alinhadas. Esse alinhamento visível sustenta a confiança e convida outros a se engajarem.
Como esclarecer seus valores
Priorizar valores antes das escolhas aumenta a probabilidade de comportamentos coerentes com eles. E alinhar valores às ações fortalece a credibilidade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Columbia Business School e da William & Mary Business School sobre “afirmação de valores” mostra que líderes que conscientemente fundamentam suas decisões em seus valores são percebidos como mais autênticos por colegas e liderados.
Se você não esclareceu seus valores recentemente, ou nunca, este é um bom momento para fazê-lo. As conversas de Adam Grant e Brené Brown sobre repensar convidam você a tratar valores como hipóteses de trabalho: escrevê-los, testá-los diante de dilemas reais, buscar deliberadamente feedback que os questione e refinar a linguagem até que ela reflita comportamentos pelos quais você está disposto a ser cobrado.
Aqui estão alguns exercícios adicionais para experimentar:
O workbook Dare to Lead, de Brené Brown, transforma essa ideia em prática ao começar com uma lista ampla de valores possíveis, reduzir para dois valores inegociáveis, definir como cada um se manifesta na prática, identificar comportamentos “escorregadios” que os enfraquecem e assumir pequenos compromissos diários.
O Co-Active Training Institute, que integra formação em coaching com desenvolvimento de liderança, oferece um exercício estruturado de descoberta que começa com uma lista curada de valores, orienta a escolha e a definição pessoal dos principais valores, pede que você avalie o quanto os honra atualmente e ajuda a criar rituais, limites e experimentos para elevar esses indicadores.
O Schwartz Portrait Values Questionnaire utiliza breves descrições de pessoas para mapear suas prioridades dentro de um modelo amplamente estudado, como autodireção, benevolência, realização e segurança, criando uma linha de base que pode ser revisitada ao longo do tempo.
Como Brown e Grant destacam em sua conversa sobre liderar com autenticidade e vulnerabilidade, viver seus valores centrais alimenta coragem, resiliência e liderança autêntica, além de oferecer estabilidade e impulso para alinhar o que você diz ao que faz. Nas palavras de Brown, viver seus valores e lidar com a vulnerabilidade significa ser capaz de estar na incerteza, no risco e na exposição, mantendo-se centrado, lúcido, emocionalmente regulado e capaz de tomar boas decisões.
Liderar todos os dias é desafiador, e a percepção de desalinhamento torna isso ainda mais difícil. Encare 2026 com a coragem e a confiança que nascem de agir de acordo com seus valores. O trabalho contínuo de alinhamento exige esforço, mas é o que torna a liderança autêntica, consistente e sustentável.
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