Ligue-se a nós

Saúde

Cheiro do umbigo pode carregar sinais de doenças, como Parkinson e declínio cognitivo

Redação Informe 360

Publicado

no

O cheiro do umbigo pode esconder mais informações sobre a saúde do que se imaginava. Um estudo preliminar descobriu que os perfis químicos presentes em amostras coletadas da região podem apresentar diferenças entre pessoas saudáveis e indivíduos com doença de Parkinson, comprometimento cognitivo leve ou Covid-19.

A pesquisa envolveu apenas 24 participantes e foi conduzida como prova de conceito. Os resultados, portanto, ainda não permitem afirmar que o umbigo possa ser utilizado para diagnosticar doenças.

A região do umbigo funciona naturalmente como um reservatório de células mortas da pele, sebo e suor, além de abrigar bactérias que se alimentam desse material. A combinação desses elementos produz compostos que contribuem para o odor característico da região.

Esses compostos fazem parte de um conjunto de compostos orgânicos voláteis (VOCs), moléculas pequenas que contêm carbono e evaporam facilmente quando entram em contato com o ar. Elas podem deixar o organismo por meio do suor, da respiração, da urina, da saliva e dos óleos produzidos pela pele.

Anúncio

O perfil desses compostos pode variar de acordo com diferentes fatores, como alimentação e medicamentos. Doenças também podem alterar a composição química dos odores produzidos pelo corpo.

Pesquisadores analisaram o cheiro do corpo

  • Para investigar se essas diferenças poderiam ajudar a identificar doenças, pesquisadores utilizaram uma técnica de análise chamada espectroscopia fotoacústica baseada em laser;
  • O método foi aplicado a amostras coletadas de três regiões do corpo: interior do nariz, área próxima à concha da orelha e umbigo;
  • Os pesquisadores recrutaram 24 pessoas, divididas em quatro grupos de seis participantes: pessoas com Parkinson, pessoas com comprometimento cognitivo leve, indivíduos com Covid-19 e um grupo de controle saudável;
  • Cada participante teve as três regiões coletadas durante aproximadamente dez segundos com um cotonete estéril. As amostras foram então seladas e congeladas até o momento da análise.

No laboratório, os pesquisadores colocaram os cotonetes em um suporte especialmente desenvolvido e passaram ar sintético altamente purificado sobre eles. O procedimento transportou os compostos orgânicos voláteis para um espectrômetro fotoacústico baseado em laser.

Quando os VOCs absorvem a luz infravermelha emitida pelo laser, a energia absorvida aquece o gás ao redor das moléculas. Isso provoca uma expansão que produz pequenas ondas de pressão, semelhantes a sons, que podem ser detectadas por um sensor extremamente sensível.

Como diferentes moléculas absorvem a luz infravermelha com intensidades diferentes em determinados comprimentos de onda, os pesquisadores conseguiram criar uma espécie de “impressão digital” espectral da mistura química presente em cada amostra.

Depois, uma técnica estatística chamada análise de componentes principais foi utilizada para procurar padrões e verificar se amostras de pessoas com a mesma condição apresentavam características semelhantes.

Anúncio

Umbigo apresentou diferenças entre os grupos

As diferenças mais claras apareceram nas amostras do nariz e do umbigo. No caso do umbigo, os perfis químicos apresentaram padrões distintos entre os grupos. A maior separação ocorreu entre participantes saudáveis e aqueles com comprometimento cognitivo leve.

As amostras de pessoas com Parkinson e Covid-19 ficaram entre esses grupos, com alguma sobreposição entre os padrões.

Os pesquisadores também tiveram a oportunidade de verificar se um dos padrões permanecia estável ao longo do tempo.

Duas semanas depois das primeiras medições, foram coletadas amostras de outras três pessoas com Parkinson. Quando esses novos dados foram acrescentados à análise, eles ficaram agrupados junto às amostras originais de participantes com Parkinson.

Anúncio

Os pesquisadores, porém, ressaltam que o resultado é preliminar, já que foram apenas três participantes adicionais. Ainda assim, a concentração das novas amostras no mesmo grupo sugere que o padrão observado pode não ser apenas uma característica de pessoas específicas em um determinado dia.

uma mão segurando um desenho de uma cabeça com o cérebro representado por uma árvore sob o vento para demonstrar as condições de um paciente com Alzheimer.
Parkinson e outras doenças poderiam ser identificadas pelo umbigo – Imagem: Berit Kessler/Shutterstock

Leia mais:

Análise pode ficar mais simples no futuro

A experiência também indicou que um equipamento mais simples poderia ser suficiente para identificar os padrões.

Na análise inicial, os pesquisadores percorreram uma ampla faixa de comprimentos de onda infravermelha. Ao procurar quais comprimentos carregavam as informações mais úteis, descobriram que apenas cinco comprimentos de onda individuais conseguiam separar os grupos de maneira quase tão eficiente quanto a faixa mais informativa do espectro.

Isso significa que equipamentos desenvolvidos futuramente poderiam ser menores, mais simples e potencialmente mais baratos do que o sistema completo utilizado no experimento.

Anúncio

Estudo ainda tem limitações importantes

Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam limitações significativas.

A primeira é o número reduzido de participantes. Com apenas 24 pessoas, o estudo serve como prova de conceito, mas não permite concluir que o umbigo possa ser usado para diagnosticar problemas de saúde.

A idade dos participantes também representa uma questão importante. Os pesquisadores observaram que a idade estava associada a diferenças nas impressões digitais espectrais. Além disso, dentro do pequeno grupo analisado, idade e diagnóstico estavam muito relacionados, o que impediu separar completamente os efeitos de cada um.

Com uma amostra maior, seria possível investigar se os padrões associados às doenças permanecem independentemente do envelhecimento.

Anúncio

Outro ponto é que o experimento foi realizado em condições rigorosamente controladas de laboratório. No mundo real, fatores, como sabonete, perfume, higiene pessoal e contaminantes ambientais, poderiam alterar a composição química das amostras.

Por isso, estudos maiores, com grupos pareados por idade e realizados em condições mais próximas da vida cotidiana, ainda serão necessários para verificar se os padrões observados realmente estão associados às doenças.

Por enquanto, os pesquisadores tratam os resultados como uma indicação de que os compostos presentes no odor do corpo podem representar uma possível área de investigação para métodos não invasivos de identificação de doenças.

O post Cheiro do umbigo pode carregar sinais de doenças, como Parkinson e declínio cognitivo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Saúde

Doença autoimune pode fazer os olhos saltarem e provocar perda da visão

Redação Informe 360

Publicado

no

Uma doença autoimune associada à tireoide pode provocar inchaço, olhos saltados, visão dupla e, em casos graves, até perda da visão. Conhecida como Doença Ocular da Tireoide (DOT), a condição pode causar alterações físicas permanentes e afetar a saúde mental dos pacientes.

Embora esteja relacionada a alterações na tireoide, a doença não se manifesta da mesma maneira em todas as pessoas. Além disso, nem todos os pacientes com problemas na glândula desenvolvem complicações oculares, e a DOT também pode aparecer sem um diagnóstico prévio de disfunção tireoidiana.

Anticorpo desencadeia inflamação na região dos olhos

  • A DOT tem origem em um desequilíbrio do sistema imunológico, que passa a produzir o TRAb, sigla para anticorpo antirreceptor de TSH. Essa substância pode afetar tanto a tireoide quanto os tecidos localizados atrás dos olhos;
  • Em entrevista ao g1, o endocrinologista Cléo Otaviano Mesa Junior, professor de medicina da PUC/PR e responsável técnico pelo serviço de endocrinologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, disse que o mecanismo ajuda a explicar a ligação entre as duas condições;
  • O anticorpo se liga a receptores presentes na tireoide e pode estimular a produção excessiva de hormônios, provocando hipertireoidismo. Como receptores semelhantes também existem na gordura e nos músculos da região ocular, a ação do TRAb nesses tecidos desencadeia um processo inflamatório;
  • Essa inflamação pode provocar proptose, nome dado à projeção dos olhos para a frente, além de inchaço e outras alterações que comprometem a visão;
  • A presença de uma disfunção tireoidiana, entretanto, não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá a doença ocular. Da mesma forma, há pacientes que apresentam a DOT isoladamente ou que manifestam as duas condições ao mesmo tempo.

Sintomas vão além dos olhos saltados

Os sinais da doença variam e podem incluir vermelhidão, retração das pálpebras, dificuldade para fechar os olhos, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e sensação de areia nos olhos.

Também podem surgir visão embaçada e diplopia, nome técnico para a visão dupla. Em quadros mais graves, a inflamação pode comprometer o nervo óptico, provocando neuropatia óptica e colocando a visão em risco.

As consequências não se limitam à saúde física. Mudanças na aparência e dificuldades para enxergar podem interferir nas atividades cotidianas, na vida profissional e na autoestima.

Anúncio

De acordo com os dados apresentados no artigo original, 52% dos pacientes relatam perda de autoconfiança, enquanto 63% sofrem impacto psicossocial relacionado às mudanças na aparência. Outros 45% desenvolvem estresse e ansiedade.

“Afeta demais a vida do paciente: não apenas a visão prejudicada que interfere nas atividades profissionais e do dia a dia, mas também a questão estética, de como as pessoas o reconhecem”, afirma Mesa Junior.

Leia mais:

Ilustração da tireoide no pescoço de uma mulher
Doença autoimune associada à tireoide pode provocar inchaço, olhos saltados, visão dupla e, em casos graves, até perda da visão – Imagem: Peakstock/Shutterstock

Mulheres são mais afetadas, mas quadros podem ser mais graves em homens

A incidência mundial da DOT é estimada em 16 casos a cada 100 mil mulheres e 2,9 casos a cada 100 mil homens. Apesar de a doença ser mais frequente entre as mulheres, as manifestações tendem a ser mais graves em homens e idosos.

O acompanhamento médico é importante porque a condição passa por diferentes fases, que exigem abordagens terapêuticas distintas.

Anúncio

Durante a fase ativa, a inflamação e os sintomas estão presentes. Segundo Mesa Junior, esse período pode durar de seis meses a dois anos e representa uma janela de oportunidade para o tratamento.

Depois dessa etapa, a doença tende a perder atividade, mas nem sempre regride completamente. Algumas alterações, como a projeção dos olhos e o desvio do olhar, podem permanecer, caracterizando a fase crônica.

Tratamento pode exigir medicamentos e cirurgias

A abordagem depende da fase da doença e das manifestações apresentadas pelo paciente. Entre as possibilidades estão o uso de medicamentos e procedimentos cirúrgicos para descomprimir a órbita, corrigir o estrabismo ou tratar a retração das pálpebras.

A assistência deve envolver profissionais de diferentes especialidades. Além do endocrinologista, o acompanhamento por um oftalmologista especializado em órbita e estrabismo pode ser necessário para avaliar e tratar as complicações oculares.

Anúncio

Embora sejam pouco frequentes, reativações da doença podem ocorrer. Entre os possíveis gatilhos citados estão o estresse emocional ou físico, como o provocado por uma cirurgia, e o uso de determinados medicamentos.

Quando procurar um médico?

Pessoas com disfunções da tireoide devem comunicar ao endocrinologista qualquer alteração nos olhos. Por outro lado, quando os sintomas oculares aparecem primeiro, é importante que o oftalmologista considere a possibilidade de uma condição tireoidiana associada.

Mesa Junior destaca especialmente os casos em que os olhos começam a se projetar para a frente ou surge visão dupla. Esses sinais devem ser comunicados ao profissional de saúde para que a investigação adequada seja realizada.

A conscientização sobre a doença também é o objetivo de uma campanha promovida pela Vozes do Advocacy, federação que reúne 25 associações de diabetes. A iniciativa inclui um minidocumentário com relatos de pacientes sobre as dificuldades para obter informações e diagnóstico, além dos impactos físicos e emocionais da Doença Ocular da Tireoide.

Anúncio

O vídeo da campanha está disponível no YouTube.

O post Doença autoimune pode fazer os olhos saltarem e provocar perda da visão apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Remédio moderno para enxaqueca acende alerta sobre risco em gravidez

Redação Informe 360

Publicado

no

Uma classe de medicamentos usados na prevenção da enxaqueca foi associada a um risco cerca de 40% maior de aborto espontâneo nas primeiras 20 semanas de gravidez. O estudo, publicado na revista JAMA Neurology, analisou dados de 7.579 gestações.

A pesquisa investigou anticorpos monoclonais que bloqueiam o CGRP, molécula envolvida nas crises de enxaqueca e em processos importantes da gravidez. Os resultados não comprovam que os medicamentos causem abortos espontâneos, mas levantam dúvidas sobre sua segurança durante a gestação.

Mulher estressada sentada com a mão na cabeça na frente do notebook
Pesquisa publicada na revista JAMA Neurology detalha os impactos de novos tratamentos para enxaqueca durante a gravidez. Imagem: Natee Meepian / iStock

Como agem os medicamentos

A enxaqueca nem sempre responde aos analgésicos comuns. Em 2018, uma classe de medicamentos injetáveis passou a oferecer uma alternativa para pacientes que não melhoram com tratamentos orais, como triptanos e ergotamina.

Esses medicamentos bloqueiam o CGRP, sigla para peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. A molécula participa das crises de enxaqueca, mas também atua na regulação do fluxo sanguíneo, na implantação do embrião e no desenvolvimento da placenta. Essa participação em diferentes processos levou os pesquisadores a investigar uma possível relação entre o tratamento e complicações na gravidez.

O que revelou a pesquisa

Liderado pela epidemiologista Anick Bérard, do Centre Hospitalier Universitaire Sainte-Justine, no Canadá, o estudo utilizou registros de planos de saúde privados dos Estados Unidos, coletados entre 2018 e 2021.

Anúncio

A análise abrangeu mulheres com diagnóstico de enxaqueca ou que haviam recebido prescrição de triptanos ou medicamentos à base de ergotamina nos seis meses anteriores à última menstruação. Os pesquisadores avaliaram quatro anticorpos monoclonais: erenumabe, fremanezumabe, galcanezumabe e eptinezumabe. Os dados também permitiram comparar os resultados com os relativos ao propranolol, outro medicamento usado na prevenção da enxaqueca.

Nas primeiras 20 semanas de gestação, a exposição aos anticorpos monoclonais foi associada a um risco cerca de 40% maior de aborto espontâneo. Para o propranolol, não foi observada associação semelhante.

Os pesquisadores ressaltam, porém, que o estudo é observacional e não permite estabelecer uma relação de causa e efeito. Entre as limitações estão:

  • A falta de informações sobre a gravidade da enxaqueca em cada paciente.
  • A impossibilidade de confirmar se os medicamentos prescritos foram efetivamente tomados.
  • A ausência de dados sobre o planejamento das gestações.
  • A concentração da amostra em pessoas com seguro privado nos Estados Unidos, o que limita a aplicação dos resultados a outras populações.

A própria gravidade da enxaqueca pode estar relacionada ao risco observado. Por isso, não é possível atribuir a associação exclusivamente aos medicamentos.

médica segurando um estetoscópio
Pacientes que planejam ter filhos devem conversar abertamente com especialistas para ponderar riscos e alternativas seguras. – Imagem: Jacob Wackerhausen/iStock

O que considerar antes de engravidar

Os pesquisadores defendem novos estudos para avaliar a segurança desses medicamentos durante a gravidez, incluindo possíveis efeitos sobre o desenvolvimento fetal e a saúde dos filhos a longo prazo. Segundo os autores, o uso crescente desses tratamentos para prevenir a enxaqueca em pessoas em idade reprodutiva torna essa investigação ainda mais necessária.

Até que haja mais evidências, a recomendação é discutir os riscos e as alternativas com o médico antes de fazer qualquer mudança no tratamento. Para quem pretende engravidar, os resultados justificam uma conversa sobre a segurança da medicação, mas não permitem concluir que os anticorpos monoclonais causem aborto espontâneo.

Anúncio

O post Remédio moderno para enxaqueca acende alerta sobre risco em gravidez apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Saúde

Peste: doença medieval ainda causa até 3 mil casos todos os anos

Redação Informe 360

Publicado

no

Associada à Idade Média, a peste continua circulando em algumas regiões do mundo. Causada pela bactéria Yersinia pestis, a doença provoca até 3 mil casos por ano, segundo o Instituto Robert Koch, da Alemanha, e pode ser fatal sem diagnóstico e tratamento rápidos.

O risco varia conforme a forma da infecção. Na peste pneumônica, que atinge os pulmões e pode ser transmitida entre pessoas, a doença pode levar à morte em até 48 horas após o início dos sintomas.

Bactérias Yersinia pestis
Sintomas iniciais da peste podem ser confundidos com uma gripe comum, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento com antibióticos. – Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock

As três formas da doença

A peste ficou marcada pela pandemia que atingiu a Europa a partir de 1347. Entre 1347 e 1353, cerca de 25 milhões de pessoas morreram, o equivalente a aproximadamente 60% da população europeia. A bactéria, no entanto, sobreviveu àquele período e continua presente em determinadas regiões.

A infecção pode se manifestar de três maneiras:

  • Bubônica: transmitida principalmente por pulgas infectadas, provoca inchaço doloroso dos gânglios linfáticos.
  • Septicêmica: ocorre quando a bactéria alcança a corrente sanguínea.
  • Pneumônica: afeta os pulmões e pode passar de uma pessoa infectada para outra por gotículas ou aerossóis.

Os sintomas iniciais podem dificultar a identificação da doença. Paul Gaylord, morador do estado americano do Oregon, foi mordido por seu gato doente e recebeu antibióticos para tratar uma possível doença da arranhadura do gato. Como não melhorou, acabou internado na UTI e entrou em coma. O diagnóstico correto só veio depois. Gaylord sobreviveu e relatou o caso ao The Guardian em 2014.

Onde a peste ainda circula

Atualmente, a doença é registrada sobretudo na República Democrática do Congo, em Uganda e em Madagascar. Segundo o Instituto Robert Koch, o país insular registra entre 250 e 500 infecções por ano. Também há casos ocasionais no oeste dos Estados Unidos.

Anúncio

Leia mais:

A bactéria, porém, é muito mais antiga que a pandemia medieval. Vestígios de Yersinia pestis foram encontrados em esqueletos com mais de 5.500 anos. Ao longo de sua evolução, o surgimento do gene ymt permitiu a transmissão por pulgas, contribuindo para a disseminação da doença.

Na Europa, os últimos casos foram registrados na ilha francesa da Córsega, em 1945. Segundo especialistas, a ausência de roedores infectados dentro das casas contribuiu para interromper a circulação da peste na região.

peste negra
A peste matou cerca de 25 milhões de pessoas na Europa entre 1347 e 1353. Imagem: Shutterstock/Everett Collection

Diagnóstico rápido pode salvar vidas

Existem antibióticos eficazes contra a peste, mas o tratamento precisa começar rapidamente. Em locais onde exames e medicamentos são menos acessíveis, a demora para confirmar a infecção pode ser decisiva. Holger Scholz, especialista do Instituto Robert Koch, resume o problema: “O problema é que os primeiros pacientes de um surto frequentemente morrem antes que o diagnóstico correto seja estabelecido e o tratamento seja iniciado.”

Apesar da gravidade da doença, especialistas consideram extremamente improvável uma nova pandemia mundial. A peste não se transmite tão facilmente quanto a gripe ou a Covid-19, e os antibióticos e as melhores condições de higiene ajudam a conter sua disseminação. A identificação rápida dos casos continua sendo fundamental para reduzir mortes e controlar surtos.

O post Peste: doença medieval ainda causa até 3 mil casos todos os anos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta