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Arraial d’Ajuda é a cidade mais acolhedora do mundo, diz pesquisa

À procura de um destino amigável, onde você se sentirá bem-vindo? Uma pesquisa da plataforma Booking tem as respostas – e o Brasil está em destaque. A empresa acaba de lançar a 12º edição do Traveller Review Awards anual, que revela os 20 lugares mais acolhedores do planeta.
A lista deste ano apresenta locais espalhados pelos cinco continentes, dividida em duas categorias: as cidades e as regiões mais acolhedoras do mundo.
Para classificá-las, a plataforma de viagens recorreu a mais de 309 milhões de avaliações de usuários. As classificações são baseadas na quantidade de acomodações premiadas em cada destino nos quesitos excelência em pessoal e hospitalidade. Mas os vencedores não são apenas ótimos lugares para ficar: cada um oferece experiências locais autênticas e uma recepção calorosa.
“Seja uma dica sobre joias locais escondidas para explorar no balcão da locadora de veículos ou uma nota de boas-vindas personalizada do proprietário de um apartamento com recomendações dos melhores lugares no bairro para comer alguma coisa, nossos parceiros tornam as viagens mais memoráveis e agradáveis para nossos clientes todos os dias”, disse Arjan Dijk, vice-presidente sênior e diretor de marketing da Booking.com, em um comunicado.
As cidades mais acolhedoras do mundo
No topo da lista das cidades mais acolhedoras do planeta está Arraial d’Ajuda, na Bahia, um retiro tranquilo na praia com um litoral deslumbrante. “Conhecida pela sua atmosfera serena e praias incríveis, é um destino perfeito para dois terços (67%) dos viajantes que querem descansar e recarregar energias quando viajam em 2024”, afirmou o relatório do Booking. A cidade também se destaca como experiência cultural, com locais para visitar como a histórica igreja Nossa Senhora d’Ajuda e a animada Rua Mucugê.
Veja o top 10:
1- Arraial d’Ajuda, Brasil: essa tranquila cidade litorânea tem uma atmosfera serena e belas praias.
2- Ermoupoli, Grécia: a pitoresca cidade, capital da ilha de Siros, é conhecida por sua arquitetura veneziana e neoclássica.
3- Viana do Castelo, Portugal: essa encantadora cidade costeira no norte do país possui um rico patrimônio marítimo e muitos locais religiosos.
4-Daylesford, Austrália: localizada no sopé da Great Dividing Range, é famosa por suas fontes minerais naturais e seu cenário artístico descolado.
5- Grindelwald, Suíça: nos Alpes Suíços, é um local popular para amantes da natureza e aventureiros.
6- Moab, Utah: a única cidade dos EUA na lista é conhecida por suas impressionantes paisagens de rochas vermelhas e pela proximidade a parques nacionais.
7- Uzès, França: a encantadora cidade medieval na Provença, com ruas de paralelepípedos e arquitetura histórica, é a porta de entrada para a região de Gard.
8- Mazatlán, México: cidade vibrante na costa do Pacífico do México tem uma bela arquitetura colonial e muitos frutos do mar frescos (especialmente camarão).
9- Jaisalmer, Índia: frequentemente chamada de “Cidade Dourada” devido à sua arquitetura distinta de arenito.
10- Fujikawaguchiko, Japão: perto do Monte Fuji, esta cidade é famosa por suas vistas deslumbrantes e é uma porta de entrada para a pitoresca região dos Cinco Lagos de Fuji.
As regiões mais acolhedoras do mundo
Os Traveller Review Awards também destacam as regiões mais acolhedoras do mundo, cuja britânica Perthshire ocupa o primeiro lugar este ano. A região é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes, incluindo o sereno Rio Tay e seus castelos históricos, oferecendo uma mistura perfeita de beleza natural e história. Perthshire oferece uma ampla gama de experiências, desde passeios culturais até aventuras ao ar livre, tornando-a um destino ideal para vários tipos de viajantes.
Confira o top 10:
1- Perthshire, Reino Unido: conhecida como “País das Grandes Árvores”, a região é notável por suas paisagens florestais, castelos e o rio Tay.
2- Penghu, Taiwan: um arquipélago de 90 ilhas e ilhotas no Estreito de Taiwan, Penghu tem praias, templos antigos e arquitetura tradicional taiwanesa.
3- Boyacá, Colômbia: essa região combina história colonial, beleza natural e cidades pitorescas como Villa de Leyva.
4- Trentino, Itália: situada nos Alpes italianos, é conhecida pelas suas deslumbrantes paisagens montanhosas, oportunidades de esportes ao ar livre e uma mistura única das culturas italiana e austríaca.
5- Los Lagos, Chile: no sul do país, essa área é famosa por seus lagos, vulcões, florestas e pela pitoresca Ilha de Chiloé.
6- Erongo, Namíbia: Com a sua mistura de paisagens desérticas, cidades costeiras e vida selvagem única, Erongo é ideal para aventureiros que desejam explorar a natureza selvagem africana.
7- Otago, Nova Zelândia: na Ilha Sul do país, é conhecida por suas praias selvagens e montanhas no interior. É também o lar da cidade de Dunedin, que tem herança escocesa e uma vida estudantil vibrante.
8- Lapônia, Finlândia: Na região mais ao norte da Finlândia, é um destino mágico marcado pelas incríveis Luzes do Norte.
9- Astúrias, Espanha: no noroeste do país, as Astúrias são conhecidas pela sua costa acidentada, arquitetura medieval e pelas montanhas Picos de Europa.
10- Frísia, Holanda: Esta província no norte da Holanda é caracterizada pelos seus lagos para velejar, ciclovias incríveis e aldeias pitorescas.
Por: Forbes
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Senado aprova crime de vicaricídio com pena de até 40 anos

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) projeto que altera a legislação para criação do crime específico de vicaricídio, quando agressor assassina filhos, parentes ou pessoas próximas como forma de causar sofrimento a uma mulher.![]()
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O crime será considerado hediondo e as penas serão de 20 a 40 anos de reclusão mais multa. O texto vai para sanção presidencial.
A proposta já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada, e altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos.
“Nessa modalidade de violência, instrumentalizam-se terceiros, sobretudo filhos, ascendentes e pessoas sob cuidados como meio de punir, controlar, causar sofrimento à mulher. Ao reconhecer expressamente essa prática no sistema jurídico e calibrar as consequências penais e protetivas, os projetos corrigem uma lacuna que hoje depende de arranjos interpretativos pouco uniformes, melhoram a triagem de risco pela rede de atendimento e fortalecem a capacidade do Estado de prevenir a escalada letal”, explicou a relatora Margareth Buzetti (PP-MT), autora do substitutivo aprovado ao PL 3.880/2024..
A pena poderá ser aumentada em um terço nas seguintes situações:
– crime praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento
– crime contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência
– descumprimento de medida protetiva de urgência.
A tipificação específica do crime ocorre após um mês de o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, ter atirado e matado os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, ter tirado a própria vida. O crime foi cometido para atingir a mãe das crianças.
* Com informações da Agência Senado
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CIDH condena operação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio

A Operação Contenção, liderada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em outubro de 2025, provocou 122 mortes e produziu imagens perturbadoras de corpos enfileirados em uma rua do bairro da Penha, na zona norte. Os resultados para a segurança pública, no entanto, foram considerados inúteis. A conclusão está no relatório publicado nesta sexta-feira (6) pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).![]()
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“Longe de enfraquecer estruturalmente o crime organizado, a intervenção aprofundou o sofrimento comunitário, reforçou a desconfiança institucional e elevou padrão histórico de violência estatal a novo patamar de gravidade”, diz um dos trechos do relatório.
Para os membros da CIDH, a Operação Contenção repete o padrão de segurança pública no país: operações policiais extensivas, militarização de territórios e endurecimento punitivo. Há preferência por ações letais, mesmo em contexto de risco alto para a população civil.
Famílias choram por mortos na Operação Contenção – Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com a comissão, o aumento de mortes não resulta em redução da criminalidade. Além de gerar graves violações de direitos humanos, o modelo é ineficaz. Integrantes dos grupos criminosos são substituídos, e redes ilícitas são refeitas.
Leia aqui o relatório completo.
Metodologia
Membros da instituição visitaram a cidade nos cinco primeiros dias de dezembro de 2025. Reuniram-se com autoridades de diferentes níveis de governo, organizações da sociedade civil, especialistas e pessoas defensoras de direitos humanos, e familiares de vítimas da operação policial.
Para o relatório, também foram utilizados dados de instituições públicas e conteúdos jornalísticos. Há, pelo menos, doze menções a matérias publicadas pela Agência Brasil sobre a operação e outros tópicos relacionados à segurança pública.
Foram identificadas deficiências na investigação, como falta de preservação de cenas de crime, fragilidades na independência pericial, falhas na cadeia de custódia e índices extremamente elevados de arquivamento.
A CIDH tem como missão defender grupos vulneráveis e consolidar a democracia na América. O órgão pode fazer visitas, relatórios, receber petições de Estados-Membros e levar casos de violação para a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). O Brasil já foi condenado internacionalmente pelos massacres de Acari (1990) e de Nova Brasília (1994 e 1995).
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Recomendações
O relatório da CIDH afirma que é necessário implementar mudança profunda na forma de lidar com os problemas socioeconômicos e de segurança pública. Conclui que políticas de inclusão, prevenção e justiça eficaz são os únicos caminhos para “romper o ciclo histórico de morte, encarceramento e impunidade que marca a experiência de favelas e periferias urbanas no Brasil”.
De forma mais detalhada, são apresentadas recomendações para o Estado brasileiro.
Entre os principais pontos citados pela CIDH, estão:
- Privilegiar estratégias de prevenção e políticas públicas abrangentes nos territórios.
- Priorizar a alocação de recursos para ações de inteligência, com atenção especial ao monitoramento de fluxos de capital, transações econômicas comerciais, trânsito de importação e exportação.
- Fortalecer mecanismos de controle sobre a circulação e o tráfico ilícito de armas de fogo, por meio de sistemas eficazes de rastreabilidade.
- Revisar protocolos das forças de segurança locais, estaduais e federais, assegurando seu alinhamento com normas internacionais de direitos humanos.
- Assegurar autonomia funcional e estrutural dos órgãos periciais, desvinculando o Instituto Médico-Legal da estrutura policial.
- Fortalecer o controle externo exercido pelo Ministério Público sobre a atividade policial, garantindo sua independência em relação às forças de segurança.
- Fortalecer mecanismos permanentes de coordenação e cooperação interinstitucional entre níveis federal, estadual e municipal.
- Reformar a legislação para garantir mecanismos de federalização automática da investigação de casos emblemáticos de chacinas (massacres) policiais.
- Fortalecer a produção, a sistematização e a divulgação de dados estatísticos confiáveis, verificáveis e desagregados, em especial nas dimensões étnico-racial, de gênero, lugar de residência e idade.
- Garantir investigações minuciosas, independentes e imparciais sobre todas as mortes, lesões e desaparecimentos ligados à “Operação Contenção”.
- Assegurar uma reparação adequada, rápida e integral a todas as vítimas da violência policial e seus familiares, incluindo medidas de compensação financeira, assistência médica e psicológica.
Operação Contenção
A Operação Contenção, promovida pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou cerca de 122 pessoas mortas. O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos.
No total, foram feitas 113 prisões, sendo 33 de presos de outros estados. Foram recolhidas 118 armas e 1 tonelada de droga. O objetivo era conter o avanço da facção Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 expedidos pela Justiça do Pará.
A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e as ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteio, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde.
Moradores da região, familiares dos mortos e organizações denunciam operação como uma “chacina”. Cadáveres recolhidos pelos próprios moradores das matas que circundam a região foram encontrados degolados e com sinais de execução.
Por: Agencia Brasil
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PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

No balanço da Operação Rodovida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (23), que das 1.172 mortes nas estradas federais brasileiras registradas nos últimos 66 dias, um total de 514 vítimas esteve em acidentes que envolveram veículos de carga. O número representou 43,93% do total.![]()
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Os acidentes com esse tipo de veículo totalizaram 3.149 casos. Eles representam 23,81% do total de sinistros nas estradas. Os dados foram apresentados em evento na cidade de Aracaju (SE) no encerramento da operação.
A Operação Rodovida começou em 18 de dezembro do ano passado e durou até o último domingo (22).
A corporação afirmou que, dentre esses acidentes com veículos de carga, as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, com 288 no total (o maior número).
Mortes no carnaval
Durante o período carnavalesco, pelo menos 130 pessoas morreram nas estradas. Segundo a corporação, foi o carnaval mais violento da década.
Os números mostraram ainda um aumento de 8,54% nos acidentes de trânsito graves durante os dias de folia. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.
Alta velocidade
Durante toda a Operação Rodovida, ao menos 1,2 milhão de veículos dos mais diferentes tipos apresentaram excesso de velocidade. Outros números que trouxeram preocupação à corporação foram de 58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas embriagados ao volante.
Segundo a PRF, a proposta da operação foi de fazer a segurança nos períodos de maior movimentação nas estradas, o que incluiu as férias escolares e as operações Natal, Ano Novo e Carnaval.
Celular ao volante
Segundo ainda a corporação, foram flagrados também 9,6 mil condutores utilizando o celular enquanto dirigiam. Além disso, 54,5 mil pessoas não usaram o cinto de segurança ou a “cadeirinha” para crianças até quatro anos de idade.
Entre os ocupantes de motocicletas, 10,3 mil pessoas não usaram o capacete. Entre os motoristas profissionais (de ônibus ou caminhão, por exemplo), 17,1 mil não respeitaram a Lei do Descanso (que estabelece ao menos 11 horas de pausa em um dia).
Agencia Brasil

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