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Saúde

Apps de ciclo menstrual são seguros?

Redação Informe 360

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Entre os aplicativos relacionados à saúde, os apps de ciclos menstrual estão entre os mais populares e com maior número de downloads. Se destacam o “Calendário Menstrual”, “Clue”, “Flo”, Maia e muitos outros.

Muito além de calcular o período fértil e os dias de menstruação da mulher, esses apps são capazes de trazerem gráficos sobre informações cotidianas e até identificar se o humor está em sintonia o ciclo de cada usuária. No entanto, para levantar tais resultados, esses apps precisam ser alimentados com dados. Tais informações, por sua vez, podem ser um prato cheio para criminosos na internet. Entenda agora o porquê disso e como se precaver para evitar tais riscos.

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A segurança nos apps de ciclo menstrual

print app Calendário Menstrual no PlayStore
Imagem Divulgação Calendário Menstrual

Sobretudo, esses aplicativos têm como objetivo fornecer previsões para as mulheres sobre o seu ciclo menstrual. Por exemplo, quando a menstruação começará e quais são os dias mais férteis. Essas previsões são feitas depois que a mulher insere as datas de início e fim de alguns de seus ciclos menstruais.

No entanto, segundo especialistas, desenvolvedores pedem mais informações do que o necessário para prestar o serviço oferecido. Afinal, muitos aplicativos estão solicitando informações com o objetivo de gerar essa previsibilidade, mas que não são realmente essenciais, como quais os dias que a pessoa fez sexo, qual o seu humor, se tomou ou não a pílula anticoncepcional e outros.

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Sem contar que existe a coleta indireta de informações, como o histórico de busca no navegador do usuário, alertou um advogado ouvido em uma matéria ao portal G1.

Isso levanta a possibilidade de uso indevido dessas informações para empresas de marketing. Em 2019, por exemplo, o The Wall Street Journal relatou que o aplicativo Flo Health compartilhava os dados de seus usuários com empresas de marketing, infringindo a política de privacidade da plataforma que garantia que os dados seriam usados somente para fazer melhorias do app.

O caso, que teve grande repercussão, levou o desenvolvedor do Flo Health a enfrentar um processo movido pelo Federal Trade Commission (FTC) nos Estados Unidos. Por fim, ficou definido que a empresa modificasse suas práticas e obtivesse consentimento dos usuários antes de compartilhar suas informações.

Apps de ciclo menstrual: compartilhamento desses dados sem transparência

mulher com celular e app de ciclo menstrual na tela
Imagem Pexels

Existem também os apps que não coletam somente os dados fornecidos durante o uso do app, mas também de padrões de uso do celular e demais informações do próprio aparelho, como a localização, por exemplo.

Dessa forma, há o compartilhamento desses dados sem transparência sobre como serão utilizados, além do desconhecimento de quem desenvolve o aplicativo. Portanto, há sim um risco para as mulheres que necessitam usar esse tipo de app.

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Como se prevenir para evitar riscos em apps de ciclo menstrual?

Antes de mais nada, é preciso ficar atenta ao responder às questões. A dica número um é: se pergunte se tal questão é mesmo relevante para os objetivos do app.

Será que tal informação pode ser apenas uma coleta de dados para vendas? Ou é mais uma especificação de saúde a ser usada para personalizar anúncios? Vale lembrar que tais perguntas vêm disfarçadas como quando perguntam se você possui plano de saúde para posteriormente enviar essa informação para empresas que vão te fazer a oferta de planos de saúde e outros tipos de serviços.

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Saúde

Fones Bluetooth causam nódulos na tireoide? O que a ciência realmente diz

Redação Informe 360

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Um estudo sugere que usar fones de ouvido Bluetooth por muito tempo pode estar ligado ao surgimento de nódulos na tireoide. A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports em 2024, usou dados de usuários e inteligência artificial (IA) para analisar possíveis fatores de risco.

O tema viralizou nas redes sociais, mas os próprios autores e especialistas consultados pelo G1 dizem que o estudo não prova que os fones causam nódulos. Ele mostra apenas uma associação estatística, que precisa ser confirmada por pesquisas mais detalhadas.

Estudo sugere relação entre tempo de uso de fones Bluetooth e risco de nódulos na tireoide

Os pesquisadores analisaram 600 questionários e aplicaram modelos de IA para identificar fatores associados a nódulos na tireoide. Depois de ajustar os dados para reduzir distorções, eles encontraram dois fatores principais: idade e tempo diário de uso de fones Bluetooth.

Homem ajustando fone Bluetooth no seu ouvido
Autores do estudo que viralizou e especialistas reforçam que a pesquisa não prova que fones de ouvido Bluetooth causam nódulos na tireoide (Imagem: dreii/Shutterstock)

A análise indicou que quanto maior o tempo de uso diário, maior a probabilidade de nódulos, dentro do conjunto de dados estudado. O modelo usado pelos cientistas teve AUC de 0,95, indicador de alta precisão na previsão de risco.

Os autores explicam que a tireoide é sensível à radiação e que dispositivos Bluetooth emitem radiação não ionizante, a mesma categoria usada por celulares e Wi-Fi. Eles citam estudos anteriores que sugerem possíveis efeitos biológicos, como alterações hormonais. Mas deixam claro que as evidências em humanos ainda são limitadas.

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Além disso, a pesquisa também tem limitações. São elas:

  • Os dados foram informados pelos próprios participantes, o que pode gerar erros;
  • A amostra é jovem, o que dificulta aplicar os resultados a toda a população;
  • Os autores reforçam que associação não significa causa: para provar uma relação direta, seriam necessários estudos com acompanhamento ao longo do tempo e grupos de controle.

Enquanto isso, vídeos nas redes sociais exageram os resultados do estudo. É importante frisar: especialistas dizem que: 1) não há evidências consistentes de efeitos nocivos da radiofrequência dentro dos limites recomendados; e 2) o principal risco conhecido dos fones está ligado ao volume alto e ao tempo de exposição ao som, não à radiação.

Os pesquisadores dizem que o estudo deve ser visto como um primeiro passo. Em outras palavras, mais pesquisas sobre o tema são necessárias. Até lá, vale aplicar a regrinha 60/60 na hora de usar fones de ouvido (sejam Bluetooth ou não): volume em aproximadamente 60% por 60 minutos. Depois desse período, deixe seus ouvidos (e mente) descansarem.

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Saúde

Anvisa manda recolher chocolate Laka por erro na embalagem

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).

O problema envolve um erro de embalagem que pode afetar consumidores com restrições alimentares. A medida busca garantir informação correta no rótulo e reduzir riscos à saúde.

Erro fez chocolate com biscoito ser vendido como Laka tradicional

A Anvisa informou que o lote CC28525493 apresenta erro na embalagem. No processo de fabricação, o chocolate com bolacha foi embalado com o rótulo do Laka tradicional.

Portal da Anvisa
Anvisa informou que o lote CC28525493 do chocolate Laka apresenta erro na embalagem (Imagem: rafastockbr/Shutterstock)

Com isso, a embalagem não traz informações importantes, como a presença de glúten. Isso pode causar reações em pessoas alérgicas ou intolerantes ao ingrediente.

A decisão foi tomada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto. Em nota ao Olhar Digital, a Mondelez disse o seguinte:

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Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.

Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.”

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Saúde

Tecnologia usada na pandemia de Covid também pode ajudar a tratar câncer de pele

Redação Informe 360

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Um tratamento experimental contra câncer de pele que usa RNA mensageiro (mRNA) apresentou resultados animadores. Em estudo clínico, a terapia reduziu quase pela metade o risco de a doença voltar ou levar à morte quando usada junto a medicamento já aprovado.

A base é a mesma tecnologia usada para vacinas contra a Covid-19, mas aplicada de outro jeito. Em vez de fórmula única, o tratamento é personalizado para cada paciente, usando informações genéticas do próprio tumor para ensinar o sistema imunológico a atacar o câncer.

Tratamento usa mRNA para ‘treinar’ sistema imunológico

O medicamento experimental se chama intismeran autogene. Ele está sendo desenvolvido pela Moderna, em parceria com a Merck. E foi testado em conjunto com o Keytruda, imunoterápico já usado contra vários tipos de câncer.

Médica fazendo exame de câncer de pele
Terapia com mRNA reduziu quase pela metade o risco do melanoma voltar ou levar à morte (Imagem: Rovsky/Shutterstock)

O estudo acompanhou 157 pacientes com melanoma que havia voltado ou se espalhado após cirurgia. Parte deles recebeu o tratamento combinado; outra parte usou apenas o Keytruda. Após cinco anos, o grupo que recebeu a combinação teve queda de cerca de 49% no risco de recorrência ou morte.

O processo funciona assim: os cientistas analisam o DNA do tumor para identificar mutações específicas. Depois, o mRNA carrega instruções para o sistema imunológico reconhecer essas mutações e atacar as células cancerígenas. E o Keytruda ajuda a manter essa resposta imune ativa.

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Resultados animam, mas especialistas pedem cautela

Segundo a Moderna, o tratamento teve perfil de segurança semelhante ao do Keytruda sozinho. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, dor no local da aplicação e calafrios, sem aumento relevante de reações graves.

Apesar dos resultados promissores, especialistas ouvidos pelo Washington Post pedem cautela. Um estudo maior, já em andamento, deve divulgar novos dados ainda em 2026. Esses resultados serão decisivos para confirmar se a terapia realmente funciona e se pode avançar para aprovação e uso mais amplo.

O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele. Nos Estados Unidos, surgem mais de 100 mil novos casos por ano. Quando descoberto cedo, a taxa de sobrevivência em cinco anos chega a 95%. Mas esse número cai para cerca de 35% quando o câncer se espalha para outros órgãos.

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