Saúde
OMS define o que significa uma doença que “se move pelo ar”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou novo relatório que fornece, pela primeira vez, definição unificada do que significa quando uma doença se espalha pelo ar.
Segundo, o IFL Science, o órgão trabalhou com quatro grandes agências globais de saúde, em consulta com dezenas de especialistas individuais, para compilar o relatório, o que deverá esclarecer dúvidas e ajudar a evitar situação como a que tivemos no início da pandemia de Covid-19, com discussões tensas sobre a terminologia.
Leia mais:
- Quais são as 5 maiores montanhas do mundo?
- O que são e como funcionam as armadilhas para mosquito-da-dengue?
- Como a OMS está se preparando para uma próxima pandemia
No passado, era feita distinção entre dois tipos de partículas transportadas pelo ar. “Gotículas respiratórias”, geralmente, se refere às partículas maiores expelidas quando uma pessoa infectada tosse, respira, espirra ou mesmo apenas fala.

São partículas que podem ser inaladas em contato próximo com pessoa infectada, ou podem cair e contaminar superfícies. Porém, ainda se considerava outra partícula, menor – menos de cinco micrômetros de tamanho – mas que permanecia suspensa no ar por mais tempo, percorrendo distâncias maiores.
Quando a Covid chegou, entidades de saúde de apressaram para compreender as principais formas de propagação da doença, para que os conselhos de saúde pública pudessem ser direcionados de forma eficaz.
Foi então que surgiram recomendações, como a regra dos dois metros, ou para distanciamento social e conselhos sobre lavagem e higienização das mãos, que fazem todo o sentido quando se fala de uma doença transmitida principalmente por gotículas.
Mas, se a Covid-19 conseguisse se espalhar também nas partículas menores, que percorrem mais longe, as recomendações prioritárias deviam mudar, focando no uso de máscaras, buscar ventilação de espaços e a filtragem do ar.
O cientista-chefe da OMS, Dr. Jeremy Farrar, em recente conferência de imprensa, recordou como o debate foi acirrado sobre a possibilidade de categorizar a Covid-19 como uma doença verdadeiramente “transmitida pelo ar”, segundo as antigas definições.

Em julho de 2020, a OMS reconheceu pela primeira vez que a Covid poderia se espalhar via gotículas menores. Mas isso só aconteceu depois que um grupo de especialistas em ciência reclamar publicamente de que a falta de vontade da agência em explorar a possibilidade de transmissão por esse meio colocava as pessoas em riscos desnecessários.
Nos anos seguintes, surgiam divergências em torno da recomendação do uso de máscaras e a ênfase na lavagem das mãos, discussões sobre que tipos de máscaras são melhores e a necessidade de usar filtros de ar em lugares, como escolas e empresas.
Quase quatro anos depois, já ficou claro que as partículas da Covid-19 podem se espalhar por distâncias muito maiores do que inicialmente se pensava. Visando evitar confusões de definição e potenciais riscos para a saúde pública na próxima vez, a OMS iniciou consulta abrangente em 2021, que conduziu ao novo relatório que acaba de sair. Ele pode ser visto na íntegra aqui.
Mudanças que o novo relatório da OMS trouxe
- O documento recomenda que todas as gotículas respiratórias, independentemente do tamanho, sejam referidas como “partículas respiratórias infecciosas”, ou IRPs;
- Agora, é correto dizer que uma doença se espalha “pelo ar” quando seu principal modo de transmissão depende de IRPs;
- A transmissão aérea ou inalação ocorre quando os IRPs viajam a qualquer distância e são inspirados por outra pessoa. Isso é afetado por fatores, como temperatura do ar, umidade e ventilação;
- A deposição direta ocorre quando os IRPs expelidos por uma pessoa infectada acabam diretamente na boca, nariz ou olhos expostos de uma pessoa próxima e podem entrar no corpo.
Portanto, de agora em diante, não deverá se discutir mais o tamanho das partículas. É uma mudança que também deve centralizar o conceito da “transmissão pelo ar” de maneira mais fácil de ser entendida pelo grande público.
O post OMS define o que significa uma doença que “se move pelo ar” apareceu primeiro em Olhar Digital.
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
![]()
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
O post Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
O post Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
- Negócios1 semana atrás
Bancos Globais Adotam Home Office no Oriente Médio em Meio À Escalada de Tensões

Tecnologia1 semana atrásCâmara aprova venda de medicamentos em supermercados

Justiça6 dias atrásPor unanimidade, STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro

Cidades6 dias atrásSJB: IPTU com 20% de desconto na cota única até a próxima terça

Geral6 dias atrásCIDH condena operação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio

Esporte3 dias atrásFlamengo supera o Fluminense nos pênaltis e fatura tricampeonato carioca

Economia4 dias atrásGaleão será hub internacional com voo direto para Nova York

Saúde2 dias atrásSobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026






















