Tecnologia
Videogame na escola? Entenda o uso do Minecraft for Education

A tecnologia transformou a educação, e o “Minecraft for Education” é um exemplo claro dessa revolução. Mais de 40.000 sistemas escolares em 140 países utilizam essa ferramenta para engajar alunos e tornar o aprendizado mais dinâmico. Ao invés de ser apenas um passatempo, o videogame se tornou um aliado pedagógico, permitindo que estudantes explorem conceitos de forma prática e divertida.
Vamos explorar como o “Minecraft for Education” está sendo utilizado nas escolas, seus benefícios e como ele pode ser integrado ao currículo escolar.
O que é o Minecraft for Education?
“Minecraft for Education” é uma versão do popular jogo “Minecraft”, desenvolvida pela Microsoft, com o objetivo de promover o aprendizado em sala de aula.
Diferente da versão tradicional, essa edição oferece recursos específicos para educadores, como ferramentas de gerenciamento de sala de aula, lições prontas para uso e a possibilidade de criar mundos personalizados que abordam diversos conteúdos curriculares. Isso permite que professores ensinem disciplinas como matemática, ciências, história e até programação de forma interativa e envolvente.

Como funciona na prática?
Em vez de simplesmente ouvir uma explicação teórica, os alunos podem construir modelos 3D de células, recriar eventos históricos ou resolver problemas matemáticos em um ambiente virtual. Por exemplo, ao estudar a Revolução Francesa, os estudantes podem reconstruir a Bastilha e explorar os eventos que levaram à sua queda. Essa abordagem prática facilita a compreensão e torna o aprendizado mais significativo.
Benefícios do Minecraft for Education
Estímulo à criatividade
Ao permitir que os alunos construam e modifiquem mundos virtuais, o “Minecraft for Education” estimula a criatividade e o pensamento crítico. Eles aprendem a resolver problemas de forma inovadora e a pensar fora da caixa.
Aprendizado colaborativo
O jogo permite que os estudantes trabalhem em equipe para atingir objetivos comuns, promovendo habilidades de colaboração e comunicação. Essa interação social é fundamental para o desenvolvimento de competências socioemocionais.
Ensino personalizado
Com a possibilidade de adaptar as atividades às necessidades de cada aluno, o “Minecraft for Education” permite um ensino mais personalizado. Professores podem criar desafios que atendam ao ritmo e estilo de aprendizado de cada estudante.

Engajamento e motivação
O formato de jogo torna o aprendizado mais divertido e envolvente, aumentando a motivação dos alunos. Eles se sentem mais interessados e dispostos a participar das atividades propostas.
Desenvolvimento de habilidades digitais
Ao interagir com a plataforma, os estudantes desenvolvem habilidades digitais essenciais para o século XXI, como programação, resolução de problemas e pensamento lógico.
Leia também:
- 10 mods de Minecraft para você testar no game
- Minecraft: 5 coisas que você precisa estar alerta ao jogar
- Temos brasileiros na lista das 100 crianças-prodígio do mundo
Casos de sucesso
Diversas escolas ao redor do mundo têm adotado o “Minecraft for Education” com resultados positivos. Por exemplo, em São Paulo, alunos da Escola Concept utilizaram o jogo para recriar virtualmente suas unidades escolares, promovendo a integração e interação entre eles durante o período de aulas remotas.
Além disso, em Madri, na Espanha, estudantes de escolas públicas participaram de um projeto que os ensinou sobre inteligência artificial e cibersegurança por meio do “Minecraft for Education”, colaborando com os municípios locais e entidades educacionais.

Como implementar o Minecraft for Education na sua escola?
Para adotar o “Minecraft for Education”, as escolas podem acessar a versão gratuita da plataforma no site oficial. Além disso, a Microsoft oferece treinamentos online para educadores, auxiliando na integração do jogo ao currículo escolar.
É importante também contar com a infraestrutura tecnológica adequada, como computadores com acesso à internet e dispositivos móveis, para garantir uma experiência de aprendizado eficaz.
Desafios e considerações
Apesar dos benefícios, a implementação do “Minecraft for Education” pode apresentar desafios. É necessário investir em formação continuada para os professores, garantindo que eles saibam como utilizar a ferramenta de forma pedagógica. Além disso, é fundamental adaptar o conteúdo do jogo às realidades e necessidades locais para que seja realmente relevante para os alunos.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (16/01/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta sexta-feira (16):
IA deixa de ser curiosidade e vira ferramenta de trabalho no Brasil
A nova edição da pesquisa Nossa Vida com IA, feita pelo Ipsos sob encomenda do Google, confirma uma tendência. O trabalho revela que 71% dos brasileiros conectados já utilizam chatbots de inteligência artificial, índice superior à média global, que é de 62%.
Europa assume o volante e puxa a nova fase dos carros elétricos no mundo
O mercado global de carros elétricos superou a marca de 20,7 milhões de unidades vendidas em 2025, com um crescimento de 20% em comparação a 2024. É o que revela um levantamento da Benchmark Mineral Intelligence. O avanço consolidou a eletrificação como uma tendência, mesmo diante de um cenário de mudanças bruscas em políticas de incentivos e novos desafios econômicos. A Europa assumiu o posto de motor do crescimento global com uma alta de 33% nas vendas.
‘Equipe médica’ de IA antecipa demência ao analisar prontuários e anotações
Pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de detectar sinais precoces de declínio cognitivo ao analisar anotações médicas de rotina. A tecnologia opera de forma autônoma, sem necessidade de intervenção humana após o processamento inicial. E atingiu 98% de especificidade em validações feitas com dados do mundo real.
O projeto que usou PCs do mundo todo para buscar alienígenas
Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, estão analisando os 100 sinais remanescentes mais promissores captados pelo projeto “SETI@home”. O esforço utiliza o telescópio gigante FAST, na China, para tentar identificar transmissões de rádio que podem ter vindo de civilizações inteligentes no espaço.
Falta de chips trava ambição da China e amplia vantagem dos EUA
As restrições impostas pela Casa Branca ao acesso a chips de última geração pela China criaram uma vantagem estrutural para empresas norte-americanas. Enquanto os Estados Unidos concentram poder computacional e investimento pesado em desenvolvimento das IAs mais avançadas do mundo, companhias chinesas buscam alternativas improvisadas para não ficarem para trás.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/01/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira:
NASA vai construir usina nuclear na Lua até 2030
A NASA reforçou seus planos de levar energia nuclear à Lua até o fim da década. A agência espacial e o Departamento de Energia dos EUA assinaram um memorando reafirmando o compromisso de construir uma usina nuclear no nosso satélite natural até 2030. A expectativa é que o reator seja capaz de fornecer energia a bases lunares.
Austrália: como está o país após derrubar milhões de contas de adolescentes
A Austrália se tornou um verdadeiro laboratório de verificação de idade na internet após decidir bloquear as contas de adolescentes nas redes sociais. Mas quais foram os efeitos dessa medida até agora?
Fim do Google Tradutor? OpenAI lança “ChatGPT tradutor”
A OpenAI passou a oferecer uma ferramenta própria de tradução online, batizada de ChatGPT Translate (ou “ChatGPT tradutor”). O serviço funciona em uma página independente do chatbot e amplia a presença da IA no segmento de tradução, que é dominado há anos pelo Google Tradutor.
Brasil produz mais carros em 2025, mas exportações acendem alerta
Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a produção de veículos no Brasil conseguiu manter um ritmo de crescimento consistente, apesar de oscilações acentuadas no mercado externo e nos estoques no fim do período. Mas há um alerta…
Meta volta atrás e libera chatbots de IA no WhatsApp
A Meta voltou atrás e liberou que chatbots de IA de terceiros operem dentro do WhatsApp no Brasil. O caso vem após um inquérito administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no início da semana para apurar suspeitas de abuso de posição dominante da big tech.
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Gemini ganha recurso que conecta Gmail, Fotos e YouTube

O Google anunciou na quarta-feira (14) o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de IA personalizar respostas a partir da integração com diferentes serviços da empresa. A proposta é que o sistema consiga analisar informações de apps como Gmail, Google Fotos, busca do Google e histórico do YouTube para oferecer respostas mais contextualizadas, sem que o usuário precise indicar manualmente onde a IA deve buscar os dados.
Segundo a empresa, o Gemini já era capaz de acessar informações desses serviços, mas agora passa a raciocinar de forma integrada entre diferentes fontes, conectando, por exemplo, um e-mail a um vídeo assistido anteriormente. A ideia é que o assistente compreenda o contexto de forma mais ampla e entregue resultados considerados mais relevantes para cada situação.

O que é o recurso Personal Intelligence
A novidade foi batizada de Personal Intelligence e vem desativada por padrão. O usuário decide se quer ou não conectar suas contas do Google ao Gemini e pode escolher quando essa integração será usada. O Google destaca que nem todos se sentem confortáveis em permitir que uma IA analise fotos pessoais ou o histórico de vídeos, e que a adesão é totalmente opcional.
De acordo com a empresa, mesmo após a ativação, o Gemini só recorre ao Personal Intelligence quando entende que isso pode ajudar na resposta. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de dados pessoais em interações que não exigem esse nível de contexto.
Today, we’re introducing Personal Intelligence.
With your permission, Gemini can now securely connect information from Google apps like @Gmail, @GooglePhotos, Search and @YouTube history with a single tap to make Gemini uniquely helpful & personalized to *you* ✨
This feature… pic.twitter.com/79zKJGA5ft
— Google (@Google) January 14, 2026
Como o Gemini usa os dados do usuário
Em um post no blog oficial, Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, do Google Labs e do AI Studio, explicou que o recurso se baseia em duas capacidades principais. A primeira é o raciocínio entre fontes complexas, enquanto a segunda envolve a recuperação de detalhes específicos de conteúdos como e-mails ou imagens para responder a uma pergunta.
Segundo Woodward, essas duas abordagens costumam ser combinadas, permitindo que o Gemini trabalhe simultaneamente com texto, fotos e vídeos para gerar respostas personalizadas. Ele afirma que esse cruzamento de informações é o que diferencia a experiência em relação a outros assistentes de IA.

Exemplos práticos do uso da funcionalidade
O executivo compartilhou situações do dia a dia em que o recurso foi útil. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro enquanto estava em uma loja, o Gemini não apenas identificou a informação, como sugeriu pneus para todas as estações após analisar fotos de viagens em família armazenadas no Google Fotos.
Em outro caso, ao não lembrar o número da placa do veículo, o assistente conseguiu recuperar o dado a partir de uma imagem salva na biblioteca de fotos. Woodward também citou recomendações personalizadas de livros, séries, roupas e viagens, geradas com base em interesses e hábitos anteriores.
Planejamento de viagens e recomendações personalizadas
Segundo Woodward, o Gemini tem se mostrado eficiente no planejamento de viagens. Em um exemplo recente, o assistente analisou interesses familiares e registros de viagens anteriores presentes no Gmail e no Google Fotos para sugerir um roteiro diferente do convencional.
Em vez de pontos turísticos populares, o sistema indicou uma viagem noturna de trem e até jogos de tabuleiro específicos para serem usados durante o trajeto. O Google afirma que esse tipo de sugestão só é possível graças à leitura contextual de múltiplas fontes conectadas à conta do usuário.
Limites e cuidados com dados sensíveis
O Google afirma que o recurso conta com proteções para temas sensíveis. O Gemini evita fazer suposições proativas envolvendo dados como informações de saúde. No entanto, a empresa reconhece que o assistente pode abordar esses assuntos caso o próprio usuário faça uma solicitação direta.
Outro ponto destacado é que o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre a partir dos prompts feitos no Gemini e das respostas geradas pelo modelo. As fotos, e-mails e outros dados pessoais são apenas referenciados no momento da resposta, sem serem incorporados ao treinamento do sistema, segundo o Google.

Leia mais:
- Como usar a pesquisa avançada no Gemini? Entenda a função “Gemini Deep” no chatbot
- Google libera modo Deep Think do Gemini 3
- 7 usos criativos do Google Gemini que você deveria testar
Disponibilidade e próximos passos
O Personal Intelligence está sendo liberado inicialmente para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos. A empresa informou que pretende expandir o recurso para outros países e, posteriormente, também para a versão gratuita do Gemini.
Como parte do lançamento, o Google divulgou exemplos de comandos que podem ser usados com a nova funcionalidade. Entre eles estão pedidos para planejar o fim de semana em uma cidade com base nos interesses do usuário, recomendações de documentários a partir de curiosidades recentes e sugestões de canais do YouTube alinhados ao estilo de culinária identificado em recibos e históricos de visualização.
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