Ligue-se a nós

Tecnologia

Tecnologia e arte: A parceria entre Samsung e o Met na The Frame

Redação Informe 360

Publicado

no

A Samsung tem disponibilizado, na sua Art Store, obras de arte icônicas do Metropolitan Museum of Art (The Met) para serem exibidas na The Frame – aquela TV cujo design remete a um quadro. Os quadros estão disponíveis em formato digital desde 2023 e, segundo a empresa, a ideia do Met é expandir a educação artística enquanto explora maneiras da tecnologia impactar a inspiração e a troca cultural ao redor do mundo.

O blog da Samsung conversou com Stephen Mannello, chefe de varejo e licenciamento do Met, para discutir a parceria com a empresa e como a tecnologia pode influenciar positivamente a experiência do museu.

Leia mais:

  • Galaxy AI chega para mais celulares e tablets da Samsung
  • Qual o melhor celular Samsung para comprar em 2024? Veja lista!
  • Qual é a melhor família de celulares da Samsung: A ou M?

The Frame: arte e tecnologia Samsung

TV The Frame com obra do Met (Imagem: divulgação/Samsung)
(Imagem: divulgação/Samsung)

Confira abaixo trechos da entrevista pinçados pelo Olhar Digital:

Samsung: Qual foi o foco inicial do Met ao começar a colaboração com a Samsung Art Store no outono passado?

Anúncio

Stephen Mannello: Compartilhar essas obras [de 17 departamentos curadoriais do Met] com a Samsung Art Store nos permitiu apresentar uma pequena parte do que o Met tem a oferecer a um público global de amantes da arte e do design como nunca antes – e este é apenas o começo do que esperamos que seja uma relação duradoura. Estamos ansiosos para compartilhar mais de nossa coleção e explorar diferentes ofertas temáticas que inspirem e encantem os usuários da Samsung Art Store no futuro.

S: Nos últimos meses, como os usuários do The Frame responderam à coleção do Met?

S.M.: Ficamos impressionados em ver como as obras de arte do Met têm sido populares na plataforma. É um verdadeiro testemunho do apelo duradouro de peças como “Campo de Trigo com Ciprestes” de Vincent van Gogh ou “Washington Crossing the Delaware” de Emanuel Leutze – ambas são atrações populares em nossas galerias e se traduzem belamente quando vivenciadas digitalmente no The Frame.

S: Dos trabalhos selecionados para a Samsung Art Store, quais três você recomendaria para a The Frame?

Anúncio
Quadro de Thomas Cole
(Imagem: Reprodução/Samsung)

S.M: Primeiro, a obra de Thomas Cole “Vista do Monte Holyoke, Northampton, Massachusetts, após uma tempestade–The Oxbow” (1836). Esta impressionante pintura de paisagem da Escola do Rio Hudson contrapõe a selva indomada e o assentamento pastoril para destacar a beleza da paisagem estadunidense – com uma vasta gama de interpretações possíveis para a mensagem do artista. Escondido no primeiro plano, Cole inclui a si mesmo em seu cavalete capturando a cena de tirar o fôlego. Os detalhes finos e a natureza enigmática do trabalho tornam a visualização em casa cativante.

Quadro de Georges Seurat
(Imagem: Reprodução/Samsung)

A seguir, temos a obra de Georges Seurat “Circus Sideshow (Parade de Cirque)” (1887-88). Esta pintura inovadora é a primeira cena noturna do artista e a primeira a retratar entretenimento popular. Na época em que esta peça foi feita, o desfile, ou espetáculo secundário, era uma atração gratuita projetada para atrair transeuntes a comprar ingressos para o evento principal do circo. Os excelentes detalhes desta composição pontilhista são especialmente fáceis de apreciar no Frame.

Quadro de Paul Cézanne
(Imagem: Reprodução/Samsung)

Finalmente, eu recomendaria “Natureza Morta com Maçãs e um Pote de Prímulas” de Paul Cézanne (ca. 1890). Esta elegante natureza-morta foi outrora propriedade de Claude Monet – um jardineiro entusiasta – e foi presenteada a ele pelo pintor Paul Helleu, que criou o design do teto astrológico na Grand Central Station. Com suas cores ousadas e linhas gráficas, esta bela obra demonstra a maestria de Cézanne na natureza-morta e certamente realçará qualquer ambiente.

S: Na sua opinião, por que é essencial democratizar o acesso à arte, tornando-a disponível para um público mais amplo por meio de plataformas como a Samsung Art Store?

S.M.: Acreditamos que a arte é para todos, mas muitos indivíduos que visitam o Met podem fazê-lo apenas uma vez na vida. Expandir o acesso por meio de plataformas digitais, produtos e experiências nos permite ter um relacionamento duradouro com amantes da arte ao redor do mundo. Esperamos que compartilhar a coleção do Met no The Frame possa ajudar a estimular um diálogo significativo sobre a cultura e criatividade no passado, presente e futuro.

Fachada do museu Met
(Imagem: Reprodução/Samsung)

S: Qual papel você vê a tecnologia desempenhando na melhoria da experiência do museu, especialmente no contexto de plataformas de arte digital como a Samsung Art Store?

S.M: Interagir com entusiastas da arte digitalmente nos permite destacar peças da coleção do Met de novas maneiras, possibilitando descoberta e exploração. Isso pode significar visualizar obras que não estão em exibição nas galerias, aprender as histórias por trás da arte e dos artistas ou se aproximar dos detalhes – mas estas são apenas as primeiras possibilidades de trazer obras de arte físicas para o espaço digital. Estamos ansiosos para evoluir e experimentar como continuaremos a missão do Met de trazer a arte para o cotidiano. E a tecnologia é um meio essencial para tornar isso possível.

O post Tecnologia e arte: A parceria entre Samsung e o Met na The Frame apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio
Continuar Lendo
Anúncio

Tecnologia

Nova taxa de Trump não contempla minerais críticos e outros; confira

Redação Informe 360

Publicado

no

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta sexta-feira (20), a aplicação de uma nova tarifa de 10% sobre importações provenientes de todos os países em resposta à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou o “tarifaço” que vigorava há alguns meses. Segundo a Casa Branca, as novas taxas entram em vigor na terça-feira (24).

A medida se baseia na Seção 122, mecanismo criado em 1974 que autoriza a imposição de tarifas em casos de “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. Pela regra, as taxas podem ser mantidas por até 150 dias, período que, de acordo com o anúncio oficial, será utilizado integralmente.

O que não será taxado por Trump

  • O governo estadunidense informou que alguns produtos ficarão isentos da nova tarifa, entre eles carne bovina, tomates e laranjas;
  • Também não serão sobretaxados itens considerados estratégicos ou essenciais, como minerais críticos, energia, fertilizantes, medicamentos, eletrônicos, veículos, produtos aeroespaciais e materiais informativos, incluindo livros;
  • Bens originários do Canadá e do México que estejam em conformidade com o USMCA — acordo comercial entre os três países — também ficam fora da nova cobrança;
  • Estão excluídos ainda produtos já sujeitos a tarifas impostas com base na Seção 232, que permite ao presidente investigar se importações específicas representam ameaça à segurança nacional, além de determinados têxteis provenientes de países da América Central.

Leia mais:

  • Crie músicas com IA direto no Gemini: tutorial e dicas de prompts
  • Conheça a nova trend do ChatGPT e aprenda a fazer uma caricatura da sua foto
  • Tarifas de Trump começam a pesar no bolso de quem compra na Amazon, diz CEO
Donald Trump falando
Trump reagiu à queda do tarifaço na Suprema Corte (Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock)

Outras medidas

Ainda nesta sexta-feira (20), Trump determinou que o USTR amplie investigações fundamentadas na Seção 301 contra práticas comerciais classificadas como “irracionais ou discriminatórias”. O regulamento permite que o governo dos EUA adote retaliações tarifárias e não tarifárias contra nações estrangeiras cujas políticas sejam consideradas injustificadas e prejudiciais ao comércio estadunidense.

O Brasil é alvo de investigação desde julho do ano passado por suspeitas de práticas comerciais desleais. O processo busca avaliar se políticas brasileiras seriam irracionais ou discriminatórias e se oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos. Na noite desta sexta-feira (20), o USTR afirmou que as apurações em andamento, incluindo as que envolvem o Brasil e a China, continuam.

O órgão também declarou que pretende abrir novas investigações, sem especificar contra quais países, e informou que os processos terão tramitação acelerada, podendo resultar na aplicação de tarifas adicionais.

Anúncio

Na nota divulgada, o USTR criticou a decisão da Suprema Corte e afirmou que a IEEPA — base usada por Trump para impor tarifas globalmente — foi essencial para enfrentar crises relacionadas ao fentanil, à imigração e ao déficit comercial.

O post Nova taxa de Trump não contempla minerais críticos e outros; confira apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Tecnologia

Artemis 2: NASA conclui teste final de foguete que vai lançar astronautas à Lua

Redação Informe 360

Publicado

no

Nesta quinta-feira (19), a NASA executou pela segunda vez um teste crucial para a Artemis 2 – a missão histórica vai levar a humanidade à órbita da Lua novamente após mais de meio século – o chamado “ensaio geral molhado”.

Esse teste simulou praticamente todo o processo de decolagem, mas sem acionar os motores. O objetivo era verificar se o foguete, os sistemas de abastecimento e a cápsula Orion funcionam de forma integrada e segura.

Foguete SLS, da missão Artemis 2, posicionado na plataforma de lançamento, na Flórida. Crédito: NASA

Durante o ensaio, as equipes reproduziram a contagem regressiva como se fosse um lançamento real, com o cronômetro avançando até poucos segundos antes da ignição.

No início do mês, a primeira tentativa enfrentou dificuldades técnicas. Vazamentos no abastecimento de hidrogênio líquido interromperam a simulação, que acabou sendo suspensa. Após análises e ajustes, engenheiros revisaram conexões e reforçaram procedimentos para evitar novos problemas.

Anúncio

Desta vez, houve apenas uma anomalia na tensão do sistema de aviônica do foguete auxiliar, corrigida sem grandes problemas, permitindo que a contagem fosse reiniciada.

Artemis 2: o que foi testado

  • A parte mais sensível do ensaio desta quinta-feira (19) começou por volta das 22h30 (horário de Brasília), nos instantes finais antes da decolagem simulada;
  • Nesse momento, os sistemas foram testados sob as condições mais próximas de um lançamento real;
  • A sequência durou cerca de quatro horas e incluiu o carregamento de aproximadamente 3,18 milhões de litros de oxigênio e hidrogênio líquidos no foguete Space Launch System (SLS);
  • O abastecimento, no entanto, começou às 13h, cerca de dez horas antes dessa etapa decisiva;
  • Essa é uma das fases mais delicadas da operação, porque o hidrogênio líquido precisa ser mantido a temperaturas extremamente baixas. Qualquer pequeno vazamento pode interromper o processo para inspeção e ajustes, como ocorreu no ensaio anterior.
A cápsula Orion, onde os astronautas vão viajar para a Lua, está acoplada ao lançador SLS. Crédito: NASA

A cápsula Orion também participou do procedimento. Ela foi ligada, teve suas baterias carregadas e passou por checagens de vedação, exatamente como ocorrerá no dia do lançamento. Uma válvula relacionada à pressurização da escotilha foi substituída recentemente e passou por novo aperto após ajustes detectados no teste anterior.

Nos minutos finais da simulação, a atenção se concentrou nos últimos dez minutos da contagem regressiva. O cronômetro avançou até T-1 minuto e 30 segundos. Em seguida, foi feita uma pausa de cerca de três minutos, etapa prevista nos protocolos oficiais.

Em um lançamento real, se a interrupção durar menos de três minutos, a contagem pode continuar normalmente. Caso ultrapasse esse tempo, o relógio retorna para T-10 minutos. Esse procedimento foi repetido no primeiro e no segundo ensaio para garantir que funcione sem falhas.

Depois disso, a contagem avançou até T-33 segundos e foi pausada outra vez. Em seguida, o sistema reiniciou para dez minutos antes da decolagem e toda a sequência foi repetida. A ideia é treinar a equipe para lidar com diferentes cenários, incluindo imprevistos de última hora.

Anúncio

Como o teste correu como se esperava, a agência pode lançar a missão no dia 6 de março. Também estão reservadas datas alternativas nos dias 7, 8, 9 e 11, caso as condições técnicas ou climáticas exijam ajustes no calendário.

Leia mais:

  • Artemis 2: conheça a cápsula que vai levar astronautas para sobrevoar a Lua
  • Artemis 2: saiba as diferenças entre o novo programa de exploração lunar da NASA e a era Apollo
  • Brasil quer enviar satélite para a Lua com a Artemis 3, confirma presidente da AEB

Conheça a tripulação que será lançada à Lua pela NASA 

A missão Artemis 2 será o primeiro voo tripulado do novo programa de exploração lunar da NASA, um passo essencial para levar astronautas de volta à superfície da Lua pela primeira vez desde 1972 – algo previsto para acontecer futuramente, com a Artemis 3. 

Composta por quatro membros, a tripulação da Artemis 2 vai sobrevoar a Lua a bordo da cápsula Orion, com o objetivo de testar sistemas e garantir que toda a infraestrutura humana e tecnológica esteja pronta para as próximas fases do programa. Integram a Artemis 2 os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (todos da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadense). Saiba mais sobre eles aqui. 

A missão histórica prevê recordes. A tripulação deve alcançar a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço. No retorno à Terra, a nave deverá atingir velocidades elevadas, o que pode torná-los os humanos mais rápidos já enviados ao espaço. Com duração prevista de dez dias, o voo permitirá observar regiões da Lua nunca vistas diretamente por pessoas. Além disso, será a primeira vez que uma pessoa negra e uma mulher viajarão tão longe no espaço.

Anúncio

Artemis 1 teve quatro testes de abastecimento

Caso ocorram novos adiamentos, as datas passarão a ser avaliadas diariamente, de acordo com resultados técnicos e climáticos. Na missão não tripulada Artemis 1, quatro ensaios tiveram de ser repetidos devido a vazamentos e falhas, que obrigaram o retorno do SLS ao edifício de montagem em três ocasiões.

Enquanto isso, a tripulação da missão Artemis 2 segue em quarentena em Houston, no Texas. A NASA avalia o momento adequado para o deslocamento dos astronautas até a Flórida, respeitando protocolos de saúde e segurança.

Durante o período de frio intenso, a espaçonave Orion permaneceu ligada, com aquecedores ajustados para proteger sistemas sensíveis. A agência, que mantém uma transmissão ao vivo permanente do foguete na plataforma, divulgará atualizações em tempo real sobre o teste.

O post Artemis 2: NASA conclui teste final de foguete que vai lançar astronautas à Lua apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

Armazenamento por 10 mil anos: Microsoft avança em técnica que grava dados em vidro

Redação Informe 360

Publicado

no

Um estudo, divulgado nesta quarta-feira (18) na revista Nature, apresentou novos avanços do Projeto Silica, iniciativa de pesquisa da Microsoft voltada ao desenvolvimento de um sistema de armazenamento digital em placas de vidro capaz de preservar informações por milênios.

O projeto, iniciado em 2019, busca criar um método mais durável e energeticamente eficiente que os dispositivos atuais, cujos suportes têm vida útil limitada e exigem cópias periódicas de segurança.

A tecnologia utiliza vidro de silício — material muito puro e comum, empregado, por exemplo, em tubos de lâmpadas halógenas e espelhos de telescópios — conhecido por resistir a variações de temperatura, umidade e interferências eletromagnéticas.

Essas características contrastam com centros de dados tradicionais, que consomem grande quantidade de energia e dependem de ambientes altamente controlados para preservar discos rígidos e outras mídias.

Anúncio

Segundo o estudo, o sistema desenvolvido pela divisão de pesquisa Microsoft Research constitui uma “solução de armazenamento de arquivos” completa, abrangendo desde o registro e conservação até a restituição dos dados, com potencial de mantê-los intactos por dezenas de milhares de anos.

Parte de mídia do Projeto Silia com dados gravados
Parte de mídia do Projeto Silica com dados gravados (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Leia mais:

  • 5 dicas para manter o armazenamento interno do PC em dia
  • 9 apps para liberar memória no celular
  • Microsoft vai investir US$ 50 bi em IA no Sul Global para ‘reduzir abismo digital’

Como funciona o armazenamento em vidro da Microsoft

O processo do Silica é dividido em quatro etapas: gravação, armazenamento, leitura e decodificação. Os dados são registrados diretamente dentro da placa de vidro com um laser ultrarrápido multifásico — um laser de femtossegundo — que cria pixels tridimensionais chamados voxels.

De acordo com a descrição técnica, “os dados do usuário chegam sob a forma de uma série de bits, que depois são agrupados em símbolos. Cada símbolo corresponde a um voxel”. Esses voxels são gravados camada por camada dentro do material, “de baixo para cima ao longo da espessura da placa de vidro, até que fique completamente preenchida”.

Após a gravação, as placas podem ser armazenadas em bibliotecas sem necessidade de condições atmosféricas especiais. Para recuperar as informações, o sistema usa um microscópio automatizado com câmera capaz de captar imagens de cada camada de voxels. Em seguida, essas imagens são decodificadas — principalmente com auxílio de inteligência artificial (IA) — para restaurar os dados em seu formato original.

Anúncio

Capacidade e durabilidade

O estudo aponta que o método alcança velocidade de gravação de 65,9 megabits por segundo e densidade de armazenamento de 1,59 gigabits por milímetro cúbico. Isso equivale a cerca de 4,84 terabytes em um fragmento de vidro de 12 centímetros quadrados e apenas dois milímetros de espessura. Nesse espaço reduzido, afirmam os pesquisadores, caberiam “cerca de dois milhões de livros impressos ou cinco mil filmes em 4K de ultra-alta definição”.

Entre os principais atrativos está a longevidade. Os cientistas calculam que “os dados poderiam continuar legíveis dentro de dez mil anos”, mesmo se submetidos a temperaturas de até 290 °C. As projeções, porém, não consideram possíveis danos físicos ou corrosão química que possam degradar o suporte ao longo do tempo.

Outra vantagem apontada é a segurança: como os dados ficam armazenados offline, não podem ser alvo de ataques de hackers, a menos que as placas sejam fisicamente roubadas.

Anúncio
Maquinário utilizado para gravação dos dados a laser
Apesar das vantagens do novo sistema de armazenamento, maquinário para gravação e recuperação dos dados é “complexo” (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Novo material reduz custos e amplia viabilidade

Um dos avanços descritos na publicação é a possibilidade de usar vidro borossilicatomaterial comum encontrado em utensílios de cozinha e portas de forno — em vez de sílica fundida de alta pureza, antes necessária para a técnica. Essa mudança reduz custos e aumenta a disponibilidade do meio de armazenamento, superando obstáculos importantes para eventual comercialização.

A pesquisa também mostrou melhorias na velocidade de gravação e simplificação do hardware. O leitor das placas agora necessita apenas de uma câmera, e não três ou quatro, diminuindo tamanho e preço. Já os dispositivos de escrita passaram a ter menos componentes, facilitando fabricação, calibração e operação.

Os cientistas relataram ainda descobertas técnicas relevantes, como:

  • Redução do número de pulsos necessários para formar voxels birefringentes;
  • Desenvolvimento de escrita “pseudo-pulso único” para gravação mais rápida;
  • Criação de um novo método de armazenamento chamado “phase voxels” (voxels de fase, em tradução literal), que modifica a fase do vidro em vez da polarização e pode ser formado com apenas um pulso;
  • Capacidade de gravar vários voxels simultaneamente com sistema de múltiplos feixes;
  • Uso de aprendizado de máquina para otimizar codificação de símbolos e decodificação de dados;
  • Novo método óptico não destrutivo para avaliar o envelhecimento das gravações.

Como iniciativa de pesquisa, o Projeto Silica já realizou provas de conceito para demonstrar a tecnologia. Entre elas, o armazenamento do filme “Superman”, da Warner Bros. Discovery, em vidro de quartzo; a parceria com o Global Music Vault para preservar músicas sob gelo por dez mil anos; e um projeto educacional chamado “Golden Record 2.0”, um arquivo digital colaborativo com imagens, sons, músicas e falas destinado a representar a diversidade humana ao longo dos milênios.

CEO da Microsoft
Big tech, liderada por Satya Nadella, investe no projeto desde 2019 e vem obtendo avanços significativos (Imagem: QubixStudio/Shutterstock)

Desafio global de armazenamento

O estudo destaca que a quantidade de dados gerados pela atividade humana “quase duplicam a cada três anos”, reforçando a necessidade de métodos alternativos e sustentáveis de preservação digital. Soluções atuais, como fitas magnéticas e discos rígidos, degradam em poucas décadas e possuem vida útil limitada, o que dificulta a conservação de informações para gerações futuras.

Segundo os pesquisadores, o armazenamento em vidro com lasers de femtossegundo está entre as poucas tecnologias em desenvolvimento com potencial de oferecer armazenamento durável, imutável e de longa duração. A fase de pesquisa foi concluída e os resultados foram publicados para que outros cientistas possam expandir o trabalho.

Anúncio

O post Armazenamento por 10 mil anos: Microsoft avança em técnica que grava dados em vidro apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta