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Como um carro autônomo reage em caso de acidente? Entenda a tecnologia por trás

Redação Informe 360

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Com a promessa de transformar a mobilidade urbana e reduzir os acidentes causados por erro humano, os veículos autônomos vêm ganhando cada vez mais espaço no debate sobre o futuro do transporte.

Mas, diante de situações críticas, como colisões iminentes com outros veículos ou até mesmo com pedestres, como esses sistemas tomam decisões? Quem eles priorizam? E, afinal, o carro autônomo é realmente seguro?

Como o carro autônomo reage em acidentes?

Os carros autônomos são equipados com sensores, câmeras, radares e sistemas de inteligência artificial que permitem identificar obstáculos, prever ações de outros veículos e tomar decisões em tempo real. Em situações de risco, os comandos do sistema autônomo visam reduzir ao máximo os danos. Mas nem sempre isso é simples.

Carros autônomos usando mapa 3D (Imagem: divulgação/Array Labs)
Carros autônomos usando mapa 3D (Imagem: divulgação/Array Labs)

Uma das questões mais debatidas é a programação ética dos algoritmos. Em acidentes inevitáveis, o sistema deve proteger o passageiro ou priorizar a vida de pedestres? A resposta varia conforme a cultura: estudos internacionais mostram que cidadãos de diferentes países têm preferências distintas sobre quem deve ser salvo em um acidente inevitável, o que dificulta uma padronização global.

Além disso, os níveis de autonomia influenciam diretamente na resposta dos carros. Enquanto modelos no nível 2 ainda exigem supervisão humana constante, os níveis 4 e 5 (ainda em testes) podem operar totalmente sozinhos.

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Em qualquer nível, os algoritmos são programados para frear, desviar ou minimizar impactos. Mas acidentes já mostraram que essas decisões nem sempre ocorrem a tempo ou de forma precisa.

Casos envolvendo veículos da Tesla, Uber e Ford, por exemplo, revelaram que falhas em sensores, erros de interpretação do ambiente e até a confiança excessiva dos motoristas nos sistemas ainda comprometem a segurança.

Carro autônomo Baidu Apollo. Imagem: Baidu/Divulgação

Níveis de automação veicular

A SAE International (Society of Automotive Engineers) desenvolveu a norma J3016, que estabelece seis níveis de automação, Veja os níveis abaixo:

Nível 0 – Sem automação

Todo o controle do veículo é feito pelo motorista, mesmo que haja sistemas de alerta ou assistência (como sensores de ponto cego ou frenagem de emergência). A responsabilidade é totalmente humana.

Nível 1 – Assistência ao motorista

O veículo pode auxiliar em uma tarefa específica, como controlar a velocidade (cruise control adaptativo) ou a direção (assistente de faixa), mas não ambas ao mesmo tempo. O motorista continua responsável por monitorar o ambiente e assumir o controle a qualquer momento.

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Nível 2 – Automação parcial:

O sistema pode controlar direção e velocidade ao mesmo tempo, em certas condições (como em rodovias). Ainda assim, o motorista deve estar atento o tempo todo e preparado para assumir o volante instantaneamente.

Nível 3 – Automação condicional

O carro pode conduzir sozinho em algumas situações, monitorando o ambiente por conta própria. No entanto, pode solicitar que o motorista assuma o controle, e este deve estar pronto para agir.

Nível 4 – Automação elevada

O veículo dirige sozinho em modos e áreas específicas. Se o motorista não responder a um pedido de intervenção, o carro é capaz de estacionar ou parar em segurança. Em certos contextos, a presença do motorista nem é necessária.

Nível 5 – Automação total

O carro é totalmente autônomo em qualquer condição de tráfego e clima. Não há necessidade de volante, pedais ou motorista. Esse nível ainda está em estágio experimental e longe de se tornar realidade comercial.

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Carro autônomo sem volante
Cruise/Divulgação

Críticas ao modelo de níveis da SAE

Apesar de amplamente utilizado, o modelo de automação veicular da SAE (J3016) é criticado por ter um foco excessivamente técnico, negligenciando aspectos humanos, sociais e comportamentais. Ele sugere uma progressão linear entre os níveis de autonomia, o que pode ser enganoso, especialmente em casos como o nível 3, que pode gerar riscos ao exigir que o motorista assuma o controle repentinamente. 

Além disso, o modelo desconsidera a infraestrutura das vias e as interações com outros usuários, como pedestres e ciclistas. Assim, embora útil, o modelo precisa ser complementado com fatores éticos, regulatórios e sociais para garantir uma mobilidade autônoma segura e inclusiva.

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  • Por que os carros autônomos ainda não vingaram?
  • Carros autônomos só são mais perigosos em duas situações; saiba quais
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Carro autônomo é realmente seguro?

A conexão 5G nos carros autônomos vai possibilitar uma série de comodidades
A conexão 5G nos carros autônomos vai possibilitar uma série de comodidades. Imagem: metamorworks/Shutterstock

A segurança é, de fato, o grande argumento em favor da autonomia veicular. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, 90% dos acidentes de trânsito são causados por erro humano. A substituição do condutor por sistemas inteligentes promete reduzir esse número drasticamente.

Entretanto, a realidade ainda está longe da perfeição. Acidentes envolvendo carros autônomos, como o atropelamento fatal causado por um veículo da Uber em 2018, nos Estados Unidos, ou os recentes incidentes com a tecnologia BlueCruise da Ford e o Full Self Driving da Tesla, levantam dúvidas sobre a confiabilidade desses sistemas em cenários imprevisíveis.

Algumas montadoras, como a Volvo, já afirmaram que assumirão total responsabilidade por falhas em seus sistemas autônomos. No entanto, nem todas as empresas são transparentes quanto a seus dados de segurança, e a investigação de incidentes geralmente envolve longos processos técnicos e judiciais.

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Montadora sueca vai investir em IA para carros autônomos (Imagem: Volvo/Divulgação)

Além disso, a infraestrutura urbana, a regulação e a adaptação social também são fatores-chave. Países como Alemanha e Reino Unido já avançam em legislações específicas, enquanto o Brasil ainda está em fase inicial de regulamentação. No cenário nacional, as dificuldades vão desde a falta de infraestrutura viária adequada até a ausência de normas claras sobre testes, seguros e responsabilidade civil.

Apesar dos avanços, a confiança do público segue como um dos maiores desafios. Para que os carros autônomos se tornem realidade no cotidiano, será necessário superar obstáculos técnicos, éticos, legais e culturais.

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Tecnologia

Câmara aprova venda de medicamentos em supermercados

Redação Informe 360

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Na noite desta segunda-feira (2), a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que libera vendas de medicamentos em supermercados. No ano passado, o Senado já havia aprovado a propositura e, agora, ela segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Horas antes, os deputados aprovaram a tramitação acelerada da proposta para ainda nesta segunda, a partir de requerimento de urgência. Isso fez com que o projeto fosse votado diretamente pelo plenário da Câmara e não passasse por comissões temáticas que fariam análise detalhada e técnica.

Como é o projeto que permite venda de medicamentos em supermercados

  • A demanda era pedida pelo setor há bastante tempo;
  • No texto, consta que os medicamentos, para serem vendidos em supermercados, devem ter separação clara dos demais produtos, precisando ficar em gôndolas diferentes das comuns;
  • “É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado”, propõe o projeto;
  • Em nota, o presidente do Conselho Federal de Farmácia (FFF), Walter da Silva Jorge João, disse que “o texto aprovado reduz danos, mantendo as exigências sanitárias já previstas no Senado e atende aos pontos centrais defendidos pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF)”.

Contudo, vale frisar: será obrigatória a presença de farmacêuticos durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria que for instalada nas áreas de vendas de supermercados brasileiros.

Além disso, medicamentos de uso controlado (que necessitam de receita médica para serem liberados) só poderão ser entregues aos clientes após o pagamento.

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Mulher pagando no supermercado recebendo seu recibo
Contudo, medicações precisarão estar em outras gôndolas, de modo a deixar bem claro a separação (Imagem: Nicoleta Ionescu/Shutterstock)

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  • Antibióticos: veja cinco dicas para não errar o uso do medicamento 
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Opiniões divididas

O plenário da Câmara não votou de forma unânime. Por exemplo: enquanto o deputado Hildo Rocha (MDP/PA) defendeu a proposta — “É como se fosse uma farmácia dentro do supermercado. É uma decisão pró-consumidor porque a tendência é aumentar a concorrência e o preço diminuir” —, alguns que estão do lado do governo divergem entre si (inclusive).

Um deles é a deputada Maria do Rosário (PT/RS), que criticou a proposta. “Farmácia e medicamento é equipamento de saúde. O supermercado não pode virar farmácia, porque estamos incentivando a cultura da automedicação“, afirmou.

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Os doramas de cura que funcionam como um abraço e vão deixar o seu dia muito melhor

Redação Informe 360

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Encontrar um refúgio em meio à rotina agitada é essencial para manter a saúde mental em dia. Os doramas de cura na Netflix surgem como uma alternativa reconfortante, oferecendo narrativas leves que priorizam o bem-estar e as conexões humanas. Essas histórias funcionam como um verdadeiro abraço, proporcionando momentos de relaxamento profundo para quem busca leveza no cotidiano.

Por que os doramas de cura na Netflix são tão populares?

De acordo com um artigo publicado no Netflix Tudum, esse gênero foca em personagens comuns enfrentando dilemas universais com gentileza e muita empatia. Ao contrário das tramas intensas de suspense, aqui o objetivo é celebrar as pequenas vitórias da vida e a força dos laços comunitários.

A estética visual dessas produções costuma ser extremamente relaxante, utilizando cores pastéis e cenários litorâneos que transmitem paz imediata ao espectador. Essa combinação de roteiro sensível e fotografia impecável cria uma atmosfera de segurança emocional ideal para descompressão após um dia cansativo.

🌿 Hometown Cha-Cha-Cha
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Uma dentista da cidade grande encontra paz e novas perspectivas em uma charmosa vila de pescadores.

🐳 Uma Advogada Extraordinária

A jornada emocionante de uma advogada brilhante no espectro autista que conquista todos ao seu redor.

☀️ Intensivão de Amor
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Uma história doce sobre superação, família e a descoberta da felicidade em momentos inesperados.

Quais são os elementos principais desse gênero?

O roteiro dos “healing dramas” geralmente evita conflitos mirabolantes ou vilões maquiavélicos, focando no desenvolvimento pessoal e no suporte mútuo entre os amigos. Essa estrutura narrativa linear permite que quem assiste consiga relaxar sem a tensão constante de reviravoltas traumáticas ou tragédias desnecessárias.

A trilha sonora é outro ponto fundamental, sendo composta por melodias suaves e instrumentais que ajudam a baixar os níveis de cortisol durante a exibição. O ritmo mais lento de edição convida à contemplação, fazendo com que o público aprecie cada diálogo e cada lição de vida apresentada na tela.

  • Ausência de antagonistas cruéis ou situações de violência extrema.
  • Foco em lições de vida sobre gratidão, perdão e resiliência.
  • Ambientação em locais tranquilos que valorizam a natureza e o silêncio.
  • Diálogos profundos que incentivam a reflexão sobre saúde mental.
Os doramas de cura que funcionam como um abraço e vão deixar o seu dia muito melhor
Roteiros evitam conflitos intensos e priorizam empatia, silêncio e desenvolvimento pessoal – Créditos: Netflix / Divulgação

Como os doramas de cura na Netflix ajudam no estresse?

O ato de assistir a episódios que transmitem segurança psicológica permite que o cérebro entre em um estado de repouso, diminuindo a ansiedade acumulada. Ao ver personagens superando problemas cotidianos com paciência, o espectador acaba internalizando uma postura mais calma perante as próprias dificuldades reais.

A identificação com dilemas humanos simples gera um sentimento de esperança que se reflete positivamente no humor do indivíduo no dia seguinte. Essas séries não são apenas entretenimento, elas servem como uma ferramenta de cuidado pessoal que utiliza o lúdico para promover o equilíbrio emocional.

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Título da SérieFoco de CuraNível de Leveza
Our BluesCuras FamiliaresAlto
NavilleraSonhos e VelhiceMáximo
Daily Dose of SunshineSaúde MentalModerado

Quais séries são ideais para começar hoje?

Se você procura algo que pareça um domingo ensolarado, Hometown Cha-Cha-Cha é a escolha perfeita para entender o valor da simplicidade. A série explora como a vida em comunidade pode curar feridas antigas através do apoio mútuo e do respeito pelas diferenças individuais.

Para quem prefere uma trama com toques de superação profissional, Uma Advogada Extraordinária oferece uma visão sensível e inspiradora. A série celebra a neurodiversidade e mostra que o sucesso pode ser alcançado com empatia, inteligência emocional e uma boa dose de coragem para ser autêntico.

Onde encontrar as melhores histórias de conforto?

O catálogo atual da plataforma oferece uma curadoria diversificada que atende desde quem prefere romances bucólicos até quem busca dramas de superação. Basta explorar a categoria de dramas coreanos para notar a vasta oferta de títulos que priorizam a ternura e o crescimento dos personagens.

Investir tempo nessas produções é garantir uma pausa produtiva em um mundo cada vez mais acelerado e barulhento. Permita-se ser cativado por essas histórias que não exigem nada além da sua atenção plena e, em troca, oferecem um conforto genuíno para a alma e para o coração.

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Jornalista do Olhar Digital descreve sábado de tensão em Dubai

Redação Informe 360

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Por Bruno Capozzi, editor executivo do Olhar Digital
Parte da comunidade do Olhar Digital já me conhece porque, de vez em quando, eu apresento o Olhar Digital News – nossa live diária. Também produzo matérias daqui de Dubai, onde eu moro.

Como Dubai às vezes aparece na programação do Olhar Digital, resolvi escrever este relato — hoje não para falar de ciência e tecnologia, mas para compartilhar como foi o sábado de escalada de tensão aqui no Oriente Médio.

A gente já acordou com as notícias envolvendo Estados Unidos e Irã. No horário de Brasília, era madrugada; aqui em Dubai já era manhã – estamos sete horas à frente.

Por volta de uma da tarde (hora local), a tensão chegou de fato aos Emirados Árabes Unidos. Começamos a ouvir os primeiros estrondos — um barulho forte, com janelas tremendo. Não é algo comum por aqui. Eu nunca tinha ouvido um míssil. Então, a ficha só caiu pelo contexto das notícias e pelo que vinha sendo reportado ao longo do dia.

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Esses estrondos se repetiram em ondas ao longo da tarde e seguiram acontecendo até a madrugada. Eu escrevi este relato por volta de cinco da manhã, no horário de Dubai, e até pouco antes ainda era possível ouvir novos barulhos, relacionados a interceptações.

Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais, foram 137 mísseis e 209 drones interceptados.

Pouco depois dos primeiros estrondos, o governo confirmou oficialmente que se tratava da interceptação de mísseis e informou a morte de uma pessoa em Abu Dhabi, causada pelos destroços de mísseis abatidos.

Mais tarde, houve a confirmação de outra morte, dessa vez no aeroporto de Abu Dhabi, após um ataque iraniano. As autoridades também comunicaram que pessoas ficaram feridas em incidentes no aeroporto de Dubai e em um hotel na região de Palm Jumeirah, uma área turística e nobre da cidade.

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Antes, voltando para o começo da tarde, o governo anunciou o fechamento do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos. E, quando se fala em fechar o espaço aéreo de Dubai e Abu Dhabi, estamos falando de dois dos maiores hubs de aviação do mundo. As consequências não ficam restritas ao Oriente Médio: há um efeito em cascata no mundo todo, porque muitos voos não apenas chegam aos Emirados, como também passam por aqui em conexões para países da Ásia e até para a Austrália. Foi, portanto, um dia de transtornos para a aviação global.

Eu moro na região de Dubai Marina, um bairro muito movimentado e turístico, com muitos prédios residenciais e comerciais — além de uma área financeira importante. Aqui, ouvimos dezenas de estrondos ao longo do dia, com sensação de vibração e janelas mexendo. Você pode imaginar a apreensão.

No vídeo a seguir, dá para ouvir estrondos e ver o que parece ser um míssil no céu.

Depois das interceptações, a gente via fumaça no céu, como mostra a foto a seguir:

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Apesar disso, do ponto de vista do funcionamento da cidade, não houve grandes restrições. Não foi decretado toque de recolher. Serviços continuaram operando normalmente. Agora mesmo enquanto escrevo, da minha janela, vejo um mercado e uma farmácia 24h.

Essa é a ambiguidade do dia: um clima de tensão muito forte, mas com sinais de normalidade na rotina — se é que dá para chamar assim.

Instituições de ensino privadas em Dubai passarão ao ensino à distância até quarta-feira, 4 de março, como medida de precaução.

O governo também enviou alertas. Primeiro, um SMS dizendo que a situação estava sob controle, mas orientando a população a buscar locais seguros. Depois, veio um alerta mais incisivo, semelhante aos alarmes de Defesa Civil no Brasil, em que o celular apita e o aviso toma a tela. A orientação era clara: procurar um lugar seguro, ficar em prédios considerados seguros e longe de janelas.

Ao longo do dia, as autoridades locais também informaram que mantinham reuniões com países vizinhos. Nos comunicados oficiais, a linha adotada foi a de buscar diálogo e saídas diplomáticas, condenando os ataques, mas afirmando ter o direito de responder para defender a soberania nacional.

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Aqui entra um contexto importante: os Emirados Árabes Unidos costumam ser vistos como uma “bolha” no Oriente Médio. Em Dubai, estima-se que cerca de 80% da população seja estrangeira. É um país que depende muito dessa estabilidade — tanto por segurança quanto por economia — e, muito por isso, em momentos de escalada regional, o comportamento do governo costuma ser mais voltado à diplomacia.

Eu também faço parte de grupos de brasileiros aqui e, ao longo do dia, as pessoas foram trocando informações, compartilhando comunicados e orientações oficiais. O clima foi, sem dúvida, de muita apreensão.

Agradeço muito pela atenção. Espero que, na próxima vez que eu apresentar o Olhar Digital News direto de Dubai, a situação já esteja melhor. De qualquer forma, a gente volta com informações a qualquer momento.

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