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Como financiar a compra de um veículo? Entenda o passo a passo

Você deseja comprar o seu carro ou moto, mas não tem a quantia necessária para adquirir o veículo à vista? Realizar um financiamento pode ser uma excelente alternativa. A seguir, saiba tudo em relação a taxas, prazos e mais detalhes sobre o processo.
O que é o financiamento de um veículo?
O financiamento é um crédito que pode ser contratado em bancos para a compra de um bem específico, como carro, moto ou caminhão, dependendo da instituição financeira.

Para saber se o automóvel que você deseja adquirir pode ser financiado por seu banco, o ideal é entrar em contato com a empresa.
O crédito pode ser concedido a uma pessoa física ou empresa que vai comprar um automóvel novo, seminovo ou usado.
Assim, é possível parcelar o bem e pagar valores definidos com base no preço total do veículo, no prazo de pagamento, no valor de entrada e na taxa de juros aplicada, que segue a taxa básica estabelecida pelo Banco Central e pode ser acrescida de valores adicionais cobrados pelos bancos.
Veja o passo a passo para financiar seu carro ou moto
Antes de financiar um carro ou moto, é importante possuir a CNH correspondente ao tipo de veículo que deseja comprar.
Faça um estudo de suas finanças
Essa é uma etapa importantíssima para a sua organização financeira, pois assim você vai saber o quanto de sua renda pode ser comprometida com o valor das parcelas. Especialistas apontam que o ideal é que o parcelamento não ultrapasse 30% da renda mensal da família.

Se possível, organize-se para dar uma quantia de entrada
Primeiramente, saiba que é possível financiar um automóvel mesmo sem entrada. Entretanto, o valor final do financiamento depende da entrada. Quanto maior o valor pago inicialmente, menor será a dívida, permitindo a quitação em menos parcelas e reduzindo o valor total dos juros.
Faça uma pesquisa em diversas concessionárias e escolha o veículo
É muito importante pesquisar em diversas concessionárias antes de realizar a compra. Isso porque o preço do veículo pode variar bastante de um estabelecimento para o outro. Vá às lojas, consulte as condições e veja em qual delas vale a pena fechar negócio.
Leia mais:
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Decida em qual instituição financeira deseja fazer o financiamento
Após definir a loja e o automóvel que você vai comprar, é hora de escolher a instituição financeira para o financiamento. O próprio vendedor da loja geralmente te auxilia nesse processo, realizando a simulação e mostrando os valores das parcelas conforme cada banco.

Nesse momento, você também pode escolher o tipo de financiamento, pois há duas opções. Um deles é o leasing, que é como se a pessoa pagasse um aluguel com as prestações.
De certa forma, é a locação do veículo com a possibilidade de efetivar a compra. O carro ou moto fica registrado no nome da instituição que cedeu o financiamento durante o período em que o contrato estiver em vigor. Apenas quando tudo for pago é que o automóvel passa para o nome do comprador.
Outro tipo de financiamento é o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), no qual a pessoa faz uma espécie de empréstimo com o banco e consegue ter posse do automóvel. Porém, ela não pode negociá-lo antes de quitá-lo.
Entregue a documentação à instituição financeira
A simulação também pode ser feita por um vendedor na loja física ou até mesmo direto em uma instituição bancária em caso de venda de pessoa para pessoa.

Sendo assim, ao ver os valores das parcelas, se decidir continuar o processo, confira a proposta com as informações relacionadas à venda, preencha o documento e entregue sua documentação para o banco avaliar se o financiamento condiz com suas condições financeiras.
Saiba que na análise de crédito, a instituição precisa ter os seguintes dados do cliente:
- Nome completo;
- Endereço completo;
- Telefone;
- E-mail;
- Números do RG e CPF;
- Data de nascimento;
- Naturalidade;
- Profissão;
- Empresa;
- Nomes do pai e da mãe;
- Informações ligadas a cônjuge e filhos;
- Sua renda.
Vale ressaltar que algumas instituições podem solicitar um número de telefone de referência para confirmar dados.
Outro detalhe importante nesse processo é que a instituição também vai fazer uma consulta em órgãos como Serasa e SPC para saber se você tem pendências financeiras, qual é o seu perfil de pagamento e se possui renegociações em andamento.

De acordo com o Serasa, pessoas negativadas e com o CPF em birôs de crédito podem ter bastante dificuldade para conseguir a aprovação para um financiamento, mas não é impossível que um banco aprove.
Se esse for o seu caso, fique atento às taxas de juros, pois é comum que as instituições compensem o risco do financiamento aplicando juros mais altos.
Alguns bancos também ligam para o Detran pedindo informações sobre se os impostos são pagos corretamente. Cada instituição financeira tem um prazo para realizar a análise de crédito completa e aprovar ou não o financiamento.
Assine o contrato
Após a aprovação da proposta, leia o contrato atentamente para garantir que tudo esteja conforme o combinado antes de assinar.
Crédito recebido
Depois de todos os trâmites concluídos, o vendedor recebe o crédito do pagamento do veículo e o entrega para o cliente, que pode começar a usá-lo.
O financiamento de veículo pode ser concedido a pessoas físicas ou empresas que desejam comprar um automóvel novo, seminovo ou usado.
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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
Leia mais:
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Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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