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ChatGPT ou Bard: qual é melhor?

Redação Informe 360

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Há poucas semanas, o Google anunciou o mais avançado modelo de inteligência artificial (IA) de que se tem notícia, o Gemini. Logo, a tecnologia foi embarcada no Bard, a IA generativa do Google.

A esperança do Google é que, dessa forma, seu chatbot derrote o ChatGPT, atualmente o mais potente e maior rival da gigante das buscas.

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O ChatGPT e o Bard enriquecido com o Gemini são similares, com o Gemini Pro sendo mais comparável à última versão do chatbot da OpenAI, o GPT-4, que, atualmente, está disponível para assinantes do ChatGPT Plus.

Com a novidade do Google, o The Verge fez um teste para tentar determinar qual das duas IAs generativas é a mais poderosa: ChatGPT ou Bard? Vale lembrar, contudo, que uma pesquisa recente indicou que a IA do Google venceu a da OpenAI em avaliação de 57 disciplinas.

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Básico

  • Tanto o ChatGPT Plus quanto o Gemini Pro são chatbots bem avançados e baseados em modelos de linguagem grande (LLM, da sigla em inglês);
  • Eles são as últimas e melhores opções disponíveis por suas companhias e prometem ser mais rápidos e melhores ao responder comandos do que seus predecessores;
  • Ambos são treinados com base em informações recentes, em vez de apenas saberem o que estava na Internet até 2021, como anteriormente;
  • São bem simples de usar na condição de produtos independentes, em contraste com o novo Grok, da X, implantado como um extra na rede social de Elon Musk;
  • Contudo, há diferenças significativas: enquanto o Bard é gratuito, o ChatGPT Plus custa US$ 20 (R$ 97,18) mensais;
  • Já o Gemini Pro não possui capacidades multimodais (capacidade de receber comando em texto e responder com foto ou vídeo) como o ChatGPT Plus possui (mas é possível que o futuro Gemini Ultra terá tal capacidade);
  • O Bard, por sua vez, oferece maneira de verificar outros rascunhos de respostas, algo inexistente no ChatGPT.

Dificuldades

Contudo, o artigo cita algumas dificuldades no teste de chatbots, como a significativa diferença de respostas ao rodar o mesmo comando várias vezes.

Além disso, percebe-se que o Bard é mais lento que o ChatGPT: são seis segundos contra três do chatbot da OpenAI para “Pensar” no que vai responder ao usuário.

O portal também encontrou mais restrições contra respostas potencialmente danosas, racistas e violações de direitos autorais no Bard do que no ChatGPT. Abaixo, confira os comandos dados pelo jornalista e a resposta de cada chatbot:

Receita de bolo

Pedir uma receita de bolo está entre as perguntas mais comuns da internet, algo que também se torna normal nas IAs. Para comparar os resultados obtidos junto ao Bard e ao ChatGPT, foi utilizado um livro de receitas. E, de um modo geral, estavam parecidos.

Mas, como as IAs não são perfeitas, algumas questões foram levantadas. Por exemplo, não deu para entender se o ChatGPT exigia água quente. Já o Bard parecia ter copiado uma receita de um blog local, mas solicitando o dobro de ovos.

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Na hora de fazer as receitas, ficou comprovado que ambas funcionam, mas não ficaram tão boas. A receita do Gemini ficou meio “viscosa”, mas foi o mais úmido. Já o do ChatGPT ficou denso, suave, achocolatado e quase perfeito.

Saber mais sobre chás

Os chatbots foram incumbidos de dar informações diretas sobre chás, bem como algumas recomendações de livros.

Os dois apps deram respostas com os princípios básicos, incluindo as origens e tipos do chá, seus benefícios para saúde e lista de tópicos para prepará-lo.

Enquanto o Bard deu links para artigos que explicam melhor sobre o chá, o ChatGPT respondeu de forma mais extensa. Foram nove categorias focadas no significado cultural da bebida em vários países, produção global, técnicas de preparo e origem do chá.

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Ao repetir o comando, o chatbot da OpenAI o condensou em seis pontos com uma ou duas frases em cada uma das categorias. Dessa vez, as sugestões de livros não foram alucinações, mas, sim, livros reais.

Significado do “Soneto 116”, de William Shakespeare

O jornalista resolveu pedir aos chatbots para explicarem o significado do “Soneto 116”, composto por William Shakespeare.

O Bard deu rápido resumo dos temas da constância e da atemporalidade de amor do soneto e escreveu algumas linhas do escrito, enquanto o ChatGPT foi mais profundo, analisando quadra por quadra. Ao reexecutar o comando no ChatGPT, contudo, ele seguiu mais a linha do rival.

“Desenhe foto de magnífico cavalo brincando em campo de margaridas ao nascer do Sol”

Nessa, só o ChatGPT consegue transformar texto em imagem (por enquanto). Como vemos abaixo, ele conseguiu cumprir com o pedido da repórter do The Verge.

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Enquanto o ChatGPT desenhou exatamente o que a jornalista queria… (Imagem: ChatGPT)

Como dito no começo da matéria, o Gemini Pro terá essa capacidade, mas ele ainda não está disponível no Bard. Sendo assim, foi pedido que ele desenhasse o Sol, no que ele respondeu:

… o Bard resolveu “brincar” (Imagem: Bard)

Letra da música “Ivy”, de Taylor Swift

O Bard se recusou a responder ao comando, afirmando não conhecer a pessoa. Supostamente, ele pensou que o nome da canção era o nome de uma pessoa real, pois ele respondeu normalmente quando lhe foi pedida a biografia de Taylor Swift.

Dias depois, contudo, o chatbot do Google mudou sua resposta, mas trouxe o refrão errado da música:

I’m your ivy, twining ‘round your evergreen
You’re my anchor, holding me safe from the keen
Bitter wind that chills my bones to the marrow
But you, you’re my shelter from the storm

Refrão errado de “Ivy”, de Taylor Swift, trazido pelo Bard

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Oh, goddamn
My pain fits in the palm of your freezing hand
Taking mine, but it’s been promised to another
Oh, I can’t
Stop you putting roots in my dreamland
My house of stone, your ivy grows
And now I’m covered in you

Refrão verdadeiro de “Ivy”, de Taylor Swift

O ChatGPT foi mais conciso, trazendo não só a letra, como, ainda, uma dissertação sobre a música: “As letras mostram o estilo de escrita poético e evocativo de Swift, misturando imagens e emoções de uma forma que se tornou marca registrada de suas composições.”

A resposta do chatbot da OpenAI surpreende, visto que é comum serviços que trazem letras de músicas dessa forma serem processados por direitos autorais. Um exemplo foi a Universal Music, que já processou a rival de Google e OpenAI, a Anthropic, criadora do Claude, por distribuir letras protegida por direitos autorais sem licença.

Geralmente, o ChatGPT barra a publicação da letra e afirma que não pode mostrá-la por completo, ou, às vezes, refere-se a limitações de proteção de direitos autorais.

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“Qual é melhor: o iPhone 15 ou o Pixel 8?”

Em um primeiro momento o ChatGPT foi mais justo em sua comparação, detalhando as diferenças entre ambos e dizendo que a Apple “normalmente usa hardware de alta qualidade, com foco no desempenho e durabilidade” e que sua câmera provavelmente terá excelente qualidade com melhorias de desempenho em pouca luz.

Sobre os Pixel, ele disse que “incluem, geralmente, as mais recentes inovações de hardware e possuem recursos, como Night Sight”. Porém, nada disse sobre detalhes importantes, como preço, resolução, etc., ou seja, não trouxe informações úteis, mais um apanhado geral sobre eles.

Já o Bard – recorde-se que o chatbot e o Pixel pertencem à mesma companhia – também não respondeu à pergunta de forma eficaz. Ele alegou que o iPhone 15 ainda não foi lançado (provavelmente por estar em fase de testes e ter limitações em seus dados-teste).

Sabe-se que os dados do GPT-4 vai até 2021, enquanto sua última versão, o GPT-4 Turbo, vai até abril de 2023. Não se sabe a do Gemini Pro.

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Contudo, ambos podem pesquisar na internet e buscar informações em tempo real, que estão saindo neste momento, inclusive. Ou seja, não está claro por que o Bard não trouxe a informação precisa sobre o iPhone 15, assim como o ChatGPT, que também aparentou não ter ido à web buscar dados sobre o aparelho.

Últimas informações no caso Epic vs. Google

Uma pergunta mais complexa, porém recente. Há alguns dias, a Epic Games venceu o Google no caso antitruste. Será que os chatbots (especialmente o Bard) saberiam explicar o que houve no final? De fato, ambos responderam certo.

O ChatGPT optou por descrever o caso em dois parágrafos, sumarizando a vitória da Epic e ligou sua resposta a artigos de fontes, como Reuters, WBUR e Digital Trends. Ele informou que a decisão pode ter implicações para o Google, mas que ainda cabe recurso.

Já o Bard, do considerado culpado Google, detalhou a decisão em suas principais questões, sobre por quais razões a gigante das buscas foi considerada culpada.

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Também afirmou que sua criadora manteve monopólio ilegal pela Play Store, sufocou sua concorrência injustamente e usou de táticas anticompetitivas. Ainda, indicou os próximos passos que podem ser tomados pelo Google, além das implicações mais amplas da vitória da Epic no que tange as lojas de aplicativos.

Contudo, diferente do ChatGPT, as referências trazidas pelo Bard não eram tão sólidas. Ele chegou a trazer um link do The Verge explicando o julgamento, contudo, o rotulou como sendo um comunicado à imprensa da própria Epic, enquanto um texto do TechCrunch foi creditado à Reuters.

O que fazer se for asmático

Normalmente, esse tipo de pergunta é feita ao Google, mas pe bem capaz de que se tornará comum às IAs generativas cada vez mais.

Ambos os chatbots responderam que era importante seguir o plano de ação para asma desenvolvida por paciente e médico, tomar os devidos remédios, identificar gatilhos e alergias, monitorar sintomas e considerar mudanças no estilo de vida, tais como perder peso. O ChatGPT acrescentou mais uma coisa: tomar vacinas contra a gripe.

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Porém, só o Bard trouxe uma isenção de responsabilidade, indicanto que não é um médico e que não pode ofercer conselhos médicos. Contudo, explicou que suas respostas foram providas pela Mayo Clinic e pela Associação Americana de Pulmão, ambas com links originais. O ChatGPT não citou fontes.

Biografia da repórter

A autora do artigo, Emilia David, resolveu testar os conhecimentos de ambos os chatbots acerca de sua vida e carreira.

O ChatGPT visitou o site da profissional, trazendo informações da área “Sobre Mim”, de um artigo escrito sobre ela e alguns dados de publicações realizadas pela profissional.

O Bard não foi tão eficaz assim. Ele simplesmente informou: “Não tenho informações suficientes sobre esta pessoa para te ajudar com essa solicitação.”

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Extra: e a minha biografia?

Inspirado por David, resolvi pedir ao ChatGPT e ao Bard que “escreva uma minibiografia sobre o jornalista Rodrigo Mozelli“. Enquanto o chatbot da OpenAI disse que não tinha informações suficientes sobre mim, o Bard me surpreendeu e trouxe um pequeno texto sobre minha carreira, até elogiou meus textos (!), mas se equivocou em alguns dados.

Por exemplo, ele se “esqueceu” de um veículo pelo qual passei e colocou datas erradas em outro. Além disso, disse que recebi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2020 (algo que, até onde sei, não aconteceu!).

Veredito

O Bard tem muitas condições de competir igualmente com o ChatGPT Plus, mesmo ainda não pdoendo oferecer conversão de comandos de texto em imagens.

Contudo, ele recusou responder mais comandos do que o rival, ora citando impossibilidade de criar imagens por enquanto, ora citando limitações em seu código. E, mesmo sendo ligeiramente mais lento, possui a vantagem de ser gratuito (até agora).

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Tecnologia

Por que focas dão tapas na própria barriga?

Redação Informe 360

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Você já se perguntou o que leva as focas a darem tapas na própria barriga? Para nós, isso parece apenas um comportamento cômico, contudo, este hábito esconde funções biológicas vitais. Assim como o fascinante canto da perereca-assobiadora, ou as características peculiares do intrigante verme-réptil ou anfíbio recém-estudado no Brasil, a fauna marinha possui métodos próprios de interagir com o ambiente que desafiam nossa percepção inicial.

O que para nós soa como uma brincadeira de “tiozão”, para esses pinípedes, é uma ferramenta de sobrevivência. As focas são animais sociais e adaptados a ambientes desafiadores, e os comportamentos que às vezes parecem estranhos ou até autolesivos podem ter explicações ecológicas ou sociais bastante lógicas quando observados de perto.

Neste texto, vamos explorar o que está por trás desse gesto curioso, como ele funciona, e o que estudos científicos e observações de campo nos dizem sobre o significado desse ato.

Um tapinha não dói? Entenda por que motivo as focas batem na própria barriga

Embora o gesto pareça apenas uma diversão antropomorfizada, a ciência revela que o ato de bater as nadadeiras contra o corpo serve a propósitos complexos.

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Pesquisadores de biologia marinha identificaram que esse hábito varia conforme o ambiente, o gênero do animal e até mesmo a época do ano, sendo fundamental para a saúde e a dinâmica social das colônias.

Comunicação acústica e demonstração de força

Uma das hipóteses mais aceitas é que esses “tapas” servem como uma forma de comunicação, especialmente em ambientes ruidosos ou quando a distância entre indivíduos é grande.

Imagem de uma foca na areia
Muito além de um comportamento engraçado, o tapa na barriga das focas é uma ferramenta essencial de sobrevivência e domínio territorial no ecossistema marinho (Imagem: Steve Adams / Unsplash)

Em muitos mamíferos marinhos, o som submerso é fundamental, mas gestos visuais e táteis têm um papel importante também. Ao bater na própria barriga, uma foca pode gerar sons ou vibrações que ajudam a:

  • Marcar presença para outros membros da colônia;
  • Sinalizar disposição para interagir ou disputar território;
  • Coordenar movimentos em grupos, como durante a caça cooperativa.

É uma exibição de vigor físico comparável ao que os gorilas fazem ao bater no peito. O som de alta frequência consegue atravessar o barulho ambiente do oceano, informando aos rivais que aquele território já tem dono e sinalizando às fêmeas que aquele indivíduo possui genes fortes.

No mundo selvagem, ser barulhento e imponente é uma estratégia clássica para evitar confrontos físicos diretos, que poderiam resultar em ferimentos graves.

O controle térmico: a barriga como radiador

As focas possuem uma camada de gordura extremamente espessa, essencial para mantê-las aquecidas em águas geladas. No entanto, quando estão fora da água ou em dias mais ensolarados, o excesso de isolamento térmico pode levar ao superaquecimento. O “tapa na barriga” entra aqui como um mecanismo de termorregulação.

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Imagem de IA  fotorrealista de uma foca cinza sentada sobre uma placa de gelo cercada por águas polares, onde o animal está com as nadadeiras dianteiras posicionadas contra a barriga em um movimento de percussão
Foca cinza em seu habitat natural realizando o comportamento de percussão, um gesto essencial para a comunicação acústica e a sobrevivência nas regiões polares (Imagem: Renata Mendes via IA One Image / Olhar Digital)

Ao baterem na superfície do corpo, as focas ajudam a dissipar o calor acumulado. Em alguns casos, a vibração e o contato com a pele úmida facilitam a evaporação, ajudando a resfriar o sangue que circula logo abaixo da derme.

É uma forma rudimentar, porém eficaz, de ventilação interna. Quando você vê uma foca fazendo isso sob o sol, ela provavelmente está tentando evitar um estresse térmico, buscando equilibrar sua temperatura interna com a do ambiente externo.

Alívio durante a muda de pele e pelos

Anualmente, as focas passam por um processo conhecido como “muda catastrófica”, onde perdem toda a pelagem antiga para dar lugar a uma nova. Esse período é fisiologicamente exaustivo e, convenhamos, extremamente desconfortável. A pele por baixo dos pelos antigos torna-se sensível e irritadiça, causando uma coceira incessante.

Imagem mostra uma foca na areia da praia
Foca na praia Muito além de um comportamento engraçado, o tapa na barriga das focas é uma ferramenta essencial de sobrevivência e domínio territorial no ecossistema marinho
(Imagem: Zdeněk Macháček / Unsplash)

Os tapas na barriga e as batidas com as nadadeiras laterais servem para aliviar essa irritação. Além de coçar as áreas onde os pelos estão se soltando, o impacto ajuda a desprender as camadas de pele morta.

Sem a ajuda de mãos articuladas, a nadadeira frontal é a única ferramenta que o animal possui para garantir a higiene e acelerar a renovação do seu isolamento térmico natural.

O ato de bater na barriga pode ajudar a:

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  • Soltar pele morta ou fragmentos de algas e sujeira;
  • Reduzir o acúmulo de parasitas externos;
  • Estimular o fluxo sanguíneo na pele.

Comportamento aprendido e busca por recompensas

Não podemos ignorar que, em ambientes de cativeiro ou centros de reabilitação, o tapa na barriga ganha uma nova camada de significado: o reforço positivo.

Grupo de focas reunido na água
Entender o comportamento das focas valoriza a complexidade da vida selvagem e ressalta a importância de proteger seus habitats, garantindo a preservação de suas formas únicas de comunicação e sobrevivência para estudo (Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com)

As focas são animais extremamente inteligentes, pertencentes à subordem Caniformia, o que as torna primas evolutivas dos cães. Elas aprendem rapidamente que gestos que geram reações humanas costumam ser seguidos de peixes.

Dessa forma, o que começou como uma função biológica pode ser “sequestrado” pela inteligência do animal para manipular seus cuidadores. Na natureza, contudo, o gesto permanece puramente funcional. Seja para afastar um competidor ou para resfriar o corpo após um longo período em terra firme, cada batida na barriga é um testemunho da adaptação evolutiva desses incríveis nadadores.

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Um estudo publicado na Marine Mammal Science revelou que os tapas são, na verdade, uma sofisticação da comunicação acústica marinha. Segundo os pesquisadores, essa batida percussiva é um indicativo direto da força e da qualidade genética do macho.

Como o gesto exige vigor físico e coordenação, ele serve como um “anúncio” de que o animal está em excelente forma, ajudando a evitar confrontos físicos reais com competidores menores. No contexto acadêmico, esse comportamento é classificado como uma exibição de dominância, similar ao que ocorre com os grandes primatas em terra firme.

O estudo utilizou imagens de vídeo gravadas pelo mergulhador e pesquisador Ben Burville, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

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Através dessas gravações, os cientistas conseguiram provar que o som produzido pelos tapas é uma forma de sinalização social. O impacto das nadadeiras cria um som de alta frequência que se propaga com eficiência debaixo d’água, funcionando como um aviso sonoro para outros indivíduos da mesma espécie.

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7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia

Redação Informe 360

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A colonoscopia é um exame de rotina fundamental para a prevenção do câncer colorretal, onde médicos esperam encontrar, no máximo, pólipos ou pequenas inflamações. No entanto, o corpo humano é uma caixa de surpresas (literalmente).

Em casos raríssimos, gastroenterologistas se deparam com “clandestinos” que sobreviveram a todo o processo digestivo, como insetos, desafiando a acidez estomacal e as leis da probabilidade.

7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia

Embora pareça roteiro de ficção científica ou lenda urbana, a literatura médica registra casos documentados de insetos encontrados intactos no intestino grosso. Mas como eles chegam lá? Geralmente, através da ingestão acidental durante o sono ou em alimentos, facilitada pelo preparo intestinal que “limpa” o caminho e acelera o trânsito, permitindo que o inseto chegue ao final da linha sem ser digerido.

1. Joaninha (Coccinella septempunctata)

joaninha
Imagem: Somogyi Laszlo/Shutterstock

Talvez o caso mais famoso e recente. Em 2019, médicos ficaram atônitos ao encontrar uma joaninha perfeitamente preservada no cólon transverso de um homem de 59 anos. O caso foi tão inusitado que virou artigo oficial no ACG Case Reports Journal, onde os autores teorizam que a preparação líquida para o exame ajudou o inseto a deslizar ileso pelo sistema digestivo.

2. Barata (Blattella germanica)

Barata-alemã
Barata – Imagem: Erik Karits/Shutterstock

O pesadelo de qualquer pessoa tornou-se realidade para uma mulher de 52 anos e, mais recentemente, para um homem de 38. Em ambos os casos, uma barata foi encontrada durante o exame. A literatura médica, incluindo um relato na revista Endoscopy, sugere que o exoesqueleto resistente da barata a protegeu das enzimas digestivas após uma ingestão acidental.

3. Mosca Doméstica

Mosca-da-bicheira
Problema acontece mesmo em espécies endêmicas (Imagem: khlungcenter/Shutterstock)

Em 2023, médicos da Universidade do Missouri publicaram no American Journal of Gastroenterology o achado de uma mosca intacta no cólon de um paciente. O mistério permanece, pois o paciente afirmou ter comido apenas pizza e alface nos dias anteriores, mas o achado foi devidamente documentado pela equipe médica.

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4. Formiga

Formiga em cima de uma folha
Formiga em cima de uma folha (Imagem: Jimmy Chan/Pexels)

Embora menos resistentes que as baratas, formigas também já foram flagradas em exames endoscópicos. Especialistas, como o Dr. Keith Siau, relatam que esses insetos geralmente pegam carona em alimentos deixados expostos ou mal higienizados, sobrevivendo parcialmente ao trânsito intestinal graças ao trânsito rápido induzido por laxantes, conforme compilado em discussões clínicas sobre corpos estranhos.

5. Vespa (Amarela)

Ninho de Vespas (Crédito: Eleonimages – Shutterstock)

Se uma barata assusta, uma vespa aterroriza. Existem registros médicos de vespas (conhecidas como yellowjackets) encontradas no trato digestivo. Acredita-se que a ingestão ocorra ao beber líquidos doces (como refrigerantes em latas) onde o inseto entrou sem ser notado. A estrutura rígida do inseto permite que ele seja identificado durante procedimentos de endoscopia ou colonoscopia.

6. Mariposa

Imagem: bobycici – Shutterstock

Um achado mais delicado e raro. Diferente dos besouros duros, as mariposas costumam perder suas “escamas” (o pó das asas) no processo, mas o corpo pode permanecer reconhecível. Casos assim reforçam a tese de que a ingestão noturna involuntária (enquanto dormimos) é uma via de acesso real para esses visitantes.

7. Abelha

Imagem: Jaco Eksteen/Shutterstock

Fechando a lista, as abelhas também figuram nos anais da gastroenterologia. Assim como as vespas, elas geralmente entram via bebidas açucaradas ou frutas. O curioso é que, mesmo com ferrões e veneno, o ambiente hostil do estômago neutraliza a ameaça química, mas preserva a estrutura física, transformando-as em um achado clínico bizarro para os médicos.

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Estrelas hipervelozes revelam o mapa oculto da matéria escura na Via Láctea

Redação Informe 360

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Uma equipe de astrônomos liderada por Haozhu Fu, da Universidade de Pequim, realizou uma ampla busca por estrelas hipervelozes usando uma classe especial de astros, as RR Lyrae, para investigar o potencial gravitacional e a distribuição de matéria — inclusive matéria escura — no halo da Via Láctea.

O grupo identificou “fugitivas” cósmicas que podem ter sido lançadas para fora de seus sistemas, permitindo reconstruir trajetórias e testar como a gravidade molda nossa galáxia, segundo informações do portal phys.org.

Estrelas hipervelozes e matéria escura: o que saber

  • Estrelas hipervelozes viajam tão rápido que podem escapar da gravidade da Via Láctea, tornando-se sondas naturais do halo galáctico.
  • Os pesquisadores focaram em estrelas RR Lyrae, cuja pulsação previsível permite estimar distâncias com precisão.
  • A análise encontrou dezenas de candidatas confiáveis, reunidas em dois grupos: próximo ao centro da galáxia e nas Nuvens de Magalhães.
  • O mecanismo de Hills, ligado ao buraco negro supermassivo central, é uma explicação provável para as ejeções a altíssima velocidade.
  • Novos dados do satélite Gaia e espectroscopia devem refinar as origens e trajetórias desses objetos raros.

RR Lyrae, Gaia e o rastro das “fugitivas” cósmicas

Para entender por que essas estrelas são tão valiosas, vale lembrar o conceito de velocidade de escape: é a rapidez necessária para que um objeto deixe um corpo celeste e não volte mais, sem impulso adicional.

Em nossa galáxia, há estrelas que superam esse limite. Elas são chamadas de hipervelozes e, ao cruzarem o espaço, carregam pistas do “campo de força” da Via Láctea e do que se esconde em seu halo, onde a matéria escura domina.

A imagem mostra o aglomerado de galáxias 1E 0657-556, onde a matéria escura (azul) aparece separada da matéria bariônica (rosa), revelando evidências diretas de que a maior parte da massa desses aglomerados é composta por matéria escura. Crédito: Créditos: Raio-X: NASA/CXC/M.Markevitch et al.; Óptica: NASA/STScI; Magellan/U.Arizona/D.Clowe et al.; Mapa de Lentes: NASA/STScI; ESO WFI; Magellan/U.Arizona/D.Clowe et al.

Uma origem provável para essas velocidades extremas está no centro galáctico. Ali, o buraco negro supermassivo Sagitário A* pode atuar como uma catapulta gravitacional.

Pelo mecanismo proposto por Jack Hills, se um par de estrelas passa perto demais do buraco negro, uma pode ser capturada enquanto a outra é arremessada para fora a velocidades gigantescas. Em 2019, um fenômeno desses foi observado deixando o núcleo da Via Láctea a uma fração notável da velocidade da luz, um exemplo marcante desse processo.

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Metodologia e critérios de seleção

No novo trabalho, os cientistas começaram pelas RR Lyrae, estrelas antigas e pulsantes, comuns no disco espesso, no halo e em aglomerados. O grande trunfo delas está na regularidade: a relação entre período de pulsação, brilho absoluto e composição química permite calcular distâncias de forma confiável. Com isso, é possível reconstruir trajetórias em 3D.

Os autores analisaram catálogos robustos — com milhares a centenas de milhares de RR Lyrae — e aplicaram filtros rigorosos. Para reduzir incertezas, priorizaram medidas espectroscópicas de velocidade radial e curvas de luz bem caracterizadas.

O conjunto inicial foi encolhendo até chegar a um grupo enxuto de candidatas com velocidades compatíveis com o status de hipervelozes. Ao final, 87 estrelas se destacaram como as mais consistentes, com uma fração delas exibindo velocidades tangenciais muito altas.

Astrônomos encontraram antigos aglomerados de estrelas em uma imagem icônica do Telescópio Espacial James Webb. Crédito: NASA/ESA/STScI/CSA

Essas estrelas se distribuíram em dois aglomerados principais: um alinhado com a direção do centro da Via Láctea e outro próximo às Nuvens de Magalhães, duas galáxias anãs vizinhas. Esse padrão geográfico reforça a hipótese de ejeções tanto a partir do núcleo galáctico, via mecanismo de Hills, quanto de sistemas hospedeiros nas próprias Nuvens, que podem ter “lançado” estrelas rumo ao espaço intergaláctico.

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Mapeamento do halo e implicações

Traçar o caminho dessas fugitivas funciona como um teste de estresse do mapa gravitacional da galáxia. Se conhecemos de onde vieram e para onde vão, podemos ajustar o “relevo” invisível da Via Láctea e, com isso, inferir a distribuição de matéria escura no halo.

Para além da curiosidade, há implicações práticas. Compreender como o halo é estruturado ajuda a testar teorias sobre a formação e evolução de galáxias, indica como a matéria escura se organiza e melhora modelos que descrevem o ambiente gravitacional em que o Sistema Solar está imerso. É como substituir um esboço por um mapa de alta resolução: cada estrela hiperveloz adiciona uma nova linha a esse desenho, aproximando-nos de respostas sobre um dos maiores enigmas da física moderna.

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