Tecnologia
CES 2024: confira o que de melhor foi apresentado na feira de tecnologia

Nesta semana, tivemos a realização da CES 2024, em Las Vegas (EUA). O evento é o primeiro do ano no qual empresas trazem novidades tecnológicas e, muitas vezes, futuristas. O Olhar Digital marcou presença e registrou muitas novidades por lá.
Vale lembrar que o evento é uma previsão do que vem por aí no ano. Nesta reportagem, elencamos as novidades mais interessantes (e curiosas) que foram apresentadas na edição 2024. Confira:
Leia mais:
- Como ganhar dinheiro com Pinterest?
- Por que os preços de smartphones e tablets são tão altos no Brasil?
- O touchpad bucal que permite mover o mouse com a língua
Carros voadores
Durante a CES 2024, vimos uma demonstração do supercarro voador XPENG AEROHT eVTOL. Nesse conceito, o veículo pode transitar facilmente do modo terrestre para o modo de voo.
Em 2022, a XPENG AEROHT realizou com sucesso voo de teste de protótipo pesando aproximadamente duas toneladas. A empresa diz que pode passar para a produção em massa assim que os cenários de política, regulamentação e aplicação relacionados ao setor se tornarem mais maduros.
Já o carro voador modular ‘Land Aircraft Carrier’ estará disponível para pré-encomenda no quarto trimestre de 2024, com entrega para usuários individuais a partir do quarto trimestre de 2025. O veículo possui um design de duas partes. O módulo terrestre pode envolver a aeronave.
Nós conversamos com Tan Wang, cofundador da XPENG AEROHT. Ele disse que a aposta para o futuro é alta:
“Eu acho que os humanos são animais 3D. Mas o transporte continua em duas dimensões. No futuro, podemos ter 3 dimensões. Esse deve ser o futuro. Quando queremos esse desenvolvimento, podemos ter uma indústria totalmente nova. Por isso acho que terá um futuro brilhante”.
A Hyundai também apresentou seu próprio modelo. Chamado de Supernal SA-2. Ele tem velocidade máxima de 193 km/h e altitude máxima de 457 m, com suposta autonomia de 40 km a 64 km.
Veja os supercarros no vídeo abaixo:
Google: Android, Chromecast e Google Pixel
O Google foi um dos grandes da indústria tech que divulgou várias novidades. Entre elas, envolvendo o Android, acessórios Bluetooth, TVs, casa inteligente e até veículos.
- No Android, a novidade ficou por conta da união dos serviços de compartilhamento de arquivos Nearby Share, do Google, e o Quick Share, da Samsung;
- O Fast Pair, maneira rápida de encontrar e conectar dispositivos Android e Chromebook a acessórios Bluetooth, chegou ao Chromecast;
- Vídeos do TikTok poderão ser transmitidos dos smartphones para o Chromecast (em breve, transmissões ao vivo também entrarão no bojo);
- Mais dispositivos Chromecast, incluindo TVs da Hisense e da TCL;
- Parceria com a LG que permitirá aos usuários continuar acompanhando seus conteúdos em vídeo em apps de streaming em TVs LG em quartos de hotel, sem precisar logar em cada app separadamente e lembrar de deslogar;
- Donos de smartphones Google Pixel poderão transferir músicas para o Pixel Tablet quando ele estiver por perto;
- Novos dispositivos equipados com a tecnologia Matter, incluindo TVs LG e dispositivos com Google TV e Android TV OS;
- Android Auto em novos veículos elétricos e projetando informações do carro no Google Maps, como autonomia da bateria, entre outros recursos liberados para todos os tipos de automóveis.
Para conferir cada recurso lançado em detalhe, clique aqui.
TV transparente? A LG tem!
A LG trouxe o conceito de tela transparente com a TV translúcida na feira deste ano: a LG OLED Signature T.
- Atrás do painel transparente, há espécie de filme de contraste;
- Basta apertar um botão no controle remoto para que ele seja acionado, fazendo com que a TV funcione como outros modelos com tela OLED;
- Quando o filme fica abaixado, é possível enxergar o que está por trás da tela;
- A TV possui ainda widgets personalizados que ocupam apenas a parte inferior da tela e executa interface personalizada do sistema operacional webOS.
Leia mais sobre ela aqui.
Samsung com tela transparente (mas não é uma TV!)
Mas não foi só a LG que trouxe o conceito de tela transparente para a CES 2024. A Samsung também entrou na onda com o primeiro display MicroLED transparente do mundo. Embora ainda seja um protótipo, o novo dispositivo chega para disputar espaço com a nova OLED Transparente da LG.
A multinacional sul-coreana de eletrônicos mostrou não um, mas três monitores microLED transparentes com designs diferentes — um deles com vidro colorido.
Também conhecida como mLED, as TVs com display MicroLED combinam o melhor do OLED e do LCD para aprimorar a qualidade de imagem em TVs e monitores.
A tecnologia, em desenvolvimento há anos, usa LEDs microscópicos e iluminação própria para formar a tela, gerando imagens com preto profundo, cores vívidas e brilho forte.
A sul-coreana também mostrou um pouco de seu investimento parrudo em IA com a apresentação do chip NQ8 AI Gen3 para Smart TVs. Vale lembrar que, na quarta-feira (17), a empresa fará seu clássico evento Galaxy Unpacked, onde deverá apresentar os novos Galaxy S24.
Para saber mais sobre as apresentações da Samsung na CES 2024, clique aqui.
Laptop dois em um da Lenovo
Laptops híbridos não são bem uma novidade no mercado, mas a Lenovo apresentou seu próprio modelo que vira um tablet: o Lenovo ThinkBook Plus 5 Hybrid Laptop. O dispositivo possui duas CPUs, dois sistemas operacionais e seis alto-falantes.
Ao separar as duas metades, é possível executá-las simultaneamente. Quando a tela está desconectada, ela opera como um tablet com Android 13. A parte inferior, chamada de Hybrid Station, pode ser conectada a um monitor para usar o Windows 11.
Para conferir todas as características e dados técnicos do lançamento, clique aqui.

Direção autônoma
A CES 2024, mostrou que inovações, como robotáxis e IA em automóveis, não pararam, mas é provável que um veículo que dirija sozinho não chegue tão cedo.
Ainda assim, especialistas divergem, com alguns defendendo que a tecnologia deve crescer já nos próximos anos.
Um carro que se dirige sozinho não foi apresentado. As inovações envolvem principalmente recursos de segurança. Grandes empresas e startups já apresentaram recursos de visão 3D, visão noturna e detecção de fadiga do condutor, por exemplo.
Um estudo da S&P Global Mobility diz que um carro que dirige completamente sozinho é possível, mas não antes de 2035.
Para saber o que os especialistas pensam sobre a direção autônoma e compreender por qual razão ela não deu as caras na CES 2024, clique aqui.
Robô “walkie-talkie” com IA
O Rabbit R1 é um pequeno aparelho portátil que não quer substituir seu smartphone, mas quer mostrar uma maneira melhor de fazer as coisas. Ele é uma espécie de walkie-talkie com tela e inteligência artificial (IA). Basta segurar o botão, perguntar algo e esperar pela resposta.
O diferencial do software do R1 é o “modelo de ação grande”. Na prática, significa capacidade de interagir com aplicativos e serviços. Quando pedido para pesquisar voos, por exemplo, o R1 faz os cliques e toques que o usuário normalmente faria antes de ler os resultados. Ou seja, “faz o trabalho” para a pessoa – por US$ 199 (R$ 1 mil em conversão direta).
A ideia foi tão bem-aceita pelo mercado que, em um único dia de venda, já se esgotou.

Ferramenta de saúde multiúso
O Withings BeamO é um dispositivo que combina quatro instrumentos médicos em um único aparelho. Com o objetivo de facilitar a medição das principais funções vitais em casa, o BeamO é equipado com um termômetro, um estetoscópio, um oxímetro de pulso e um eletrocardiograma.
Essa combinação de funções permite aos usuários monitorar sua temperatura corporal, auscultar o coração, verificar os níveis de oxigênio no sangue e realizar um eletrocardiograma com facilidade e precisão.
Conforme a NBC, o dispositivo é conectado ao aplicativo Withings Health Mate por meio de Wi-Fi, permitindo que os dados sejam armazenados e compartilhados com profissionais de saúde em consultas remotas.
Além disso, o BeamO pode ser recarregado por meio de um cabo USB-C, garantindo longa duração da bateria para uso contínuo. O lançamento do Withings BeamO está previsto para junho de 2024, com preço de varejo de $249,95 (R$ 1.215,50).
No entanto, a marca ressalta que a liberação pela FDA (espécie de Anvisa dos EUA) da funcionalidade de eletrocardiograma é necessária antes do lançamento no mercado. Essa regulamentação é importante para garantir a segurança e eficácia do aparelho, fornecendo aos usuários resultados confiáveis e precisos em suas medições de saúde.
Cabeça mecânica equipada com IA
A WeHead revelou na CES 2024 uma cabeça mecânica que dá uma aparência física ao ChatGPT, o popular chatbot desenvolvido pela OpenAI. Este dispositivo revolucionário consiste em modelo de linguagem alimentado pela IA e duas telas individuais que exibem imagens realistas de olhos e bocas, também geradas pela IA.
Com o intuito de proporcionar experiência mais “humana” ao interagir com o assistente virtual, a WeHead buscou dar vida ao ChatGPT por meio dessa cabeça mecatrônica. No entanto, surpreendentemente, a aparente falta de expressividade e a objetividade da máquina podem tornar a interação assustadora e desconcertante, apesar de ser algo revolucionário. Ainda assim, a funcionalidade do dispositivo permanece intacta e ele é capaz de prover todas as informações e serviços oferecidos pelo ChatGPT.
A WeHead planeja lançar o produto no mercado ainda este ano, com um preço estimado de US$ 5 mil (R$ 24,3 mil, em conversão direta). Essa cabeça mecânica tem o potencial de revolucionar a forma como as pessoas se envolvem com assistentes virtuais, graças à sua aparência humanizada e às capacidades avançadas de processamento de linguagem da IA. Apesar dos desafios encontrados em relação à sua expressividade, a WeHead está otimista em relação à aceitação e demanda pelo novo dispositivo.
Fazenda inflável
A AirFarm é a primeira fazenda inflável do mundo que oferece produção de alimentos a qualquer momento e em qualquer lugar. Projetada para ser resistente, mas leve, ela elimina a necessidade de estruturas pesadas e caras de aço.
A fazenda converte a umidade do ar em água em tempo real, tornando-se a primeira fazenda a operar sem infraestrutura de água. Ela recircula a umidade produzida pelas plantações de volta às raízes, reduzindo em 99% as necessidades de água em comparação com a agricultura tradicional e em 90% em relação aos concorrentes da agricultura vertical.
A AirFarm revoluciona o paradigma do uso da água, priorizando a sustentabilidade e a eficiência na produção de alimentos. A instalação da fazenda é rápida e fácil, levando apenas meio dia, e pode passar facilmente por portas e elevadores sem a necessidade de maquinário pesado.
Essa característica inovadora a torna ideal para produção imediata de alimentos em áreas atingidas por desastres, em campos de refugiados e em nações em desenvolvimento, garantindo segurança alimentar para populações vulneráveis.
A AirFarm oferece ainda a flexibilidade de cultivar alimentos em qualquer espaço interno existente, rompendo com as limitações dos sistemas agrícolas pré-planejados. Seu design inflável até mesmo abre possibilidades de segurança alimentar no espaço.
Por sua ideia revolucionária e inovadora, a AirFarm foi premiada pela CES 2024, recebendo o prêmio de Produto Inovador desta edição.
Outras novidades
Confira, abaixo, outras novidades que o Olhar Digital conferiu de perto em Las Vegas:
Para conferir tudo o que o Olhar Digital publicou sobre a CES 2024, clique aqui. E para mais vídeos do Olhar Digital direto da CES 2024, acesse nosso YouTube (link abaixo).
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Tecnologia
O que uma impressora 3D consegue produzir em cinco dias rodando sem parar

A nova Bambu Lab H2S foi colocada à prova em um desafio intenso que variou de peças rápidas até projetos gigantescos de cinco dias. O teste revelou a capacidade dessa máquina de lidar com impressões contínuas, mantendo qualidade surpreendente mesmo em longas jornadas de trabalho.
Como a impressora se comporta em diferentes tempos?
Durante os testes práticos, a máquina foi submetida a uma maratona cronológica crescente, imprimindo desde simples organizadores até figuras complexas e multicoloridas. A robustez da estrutura pesada e a estabilidade térmica foram essenciais para garantir que peças demoradas não sofressem deformações no meio do caminho.
Para visualizar melhor o desempenho e os resultados obtidos em cada etapa desse desafio de resistência, confira os dados detalhados na tabela a seguir:
1h a 2h — Organizadores & Enfeites
Peças bicolores com acabamento limpo, roscas funcionais e nenhuma falha estrutural detectada.
5h a 12h — Pote Cotonete & Baby Harry
Multicores bem definidas, porém surgiram pequenas falhas nos suportes da coruja durante a impressão.
15h a 35h — Quadros & Cabeça Deadpool
Excelente aderência à mesa e texturas muito bem definidas, especialmente na peça rígida.
120h — Baby Deadpool Gigante (50cm)
Montagem final impressionante, unindo peças produzidas em várias máquinas com ótimo encaixe.
A facilidade do software Bambu Studio
Uma das grandes vantagens notadas durante todo o processo foi a integração fluida com o fatiador proprietário da marca. Ele permite visualizar a peça na rede via pré-visualização, colorir modelos manualmente de forma intuitiva e detectar automaticamente o tipo de filamento inserido, facilitando muito a preparação do arquivo.
Isso simplifica o fluxo de trabalho, especialmente em impressões multicoloridas onde a troca de cores precisa ser gerenciada com eficiência. O software ajuda a controlar o desperdício na purga, embora o modelo de bico único da H2S naturalmente consuma um pouco mais de material nesse processo do que sistemas com múltiplos cabeçotes.

Desafios enfrentados nas impressões longas
Nem tudo foi perfeito durante a maratona, com alguns problemas pontuais de suporte aparecendo na impressão de doze horas do modelo de coruja. Pequenos erros podem acontecer quando o filamento acaba durante a madrugada ou quando a configuração de sustentação da peça não é a ideal para a geometria escolhida.
No entanto, a máquina mostrou muita resiliência ao retomar trabalhos e manter a estabilidade térmica, algo crítico para projetos que duram dias inteiros. A capacidade de usar bicos de aço endurecido também permitiu testar materiais de engenharia sem medo de desgastar o equipamento prematuramente.
A evolução com o sistema Vortec na H2C
A visita ao espaço de experiência da marca revelou o potencial do novo sistema de troca rápida de hot ends presente no modelo H2C. Diferente da H2S que usa um bico único, essa tecnologia permite alternar materiais completamente diferentes, como ABS e TPU, na mesma impressão de forma quase instantânea.
Essa inovação reduz drasticamente o tempo e o material gasto na torre de purga, elevando o nível de detalhe e a viabilidade econômica. Para quem busca acabamento profissional em peças muito complexas, essa diferença na mecânica de troca pode justificar o investimento em modelos superiores da linha.
Leia mais:
- Para o home office: confira uma impressora a laser oferta especial
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Tecnologia
Gmail, Instagram e gov.br: pesquisador encontra 149 milhões de senhas expostas

Um pesquisador de cibersegurança afirmou ter identificado um banco de dados público com 149 milhões de logins e senhas expostos na internet, envolvendo contas de redes sociais, serviços de streaming, plataformas financeiras e até registros vinculados ao gov.br. A descoberta foi compartilhada por Jeremiah Fowler com a ExpressVPN, que publicou o relatório para alertar sobre os riscos de segurança digital.
Segundo Fowler, o material não estava protegido por senha nem criptografado e somava 96 GB de dados brutos, incluindo e-mails, nomes de usuário, senhas e links de acesso a contas. O pesquisador diz que a base poderia ser acessada por qualquer pessoa que encontrasse o endereço do servidor, o que ampliava o potencial de uso indevido das informações.

Como o banco de dados foi encontrado
Fowler relatou que o banco de dados estava publicamente acessível e não trazia qualquer identificação sobre quem o administrava. Em uma amostra limitada dos arquivos, ele encontrou milhares de registros contendo credenciais completas e os endereços das páginas de login dos serviços associados.
De acordo com o pesquisador, os dados teriam sido reunidos por meio de um tipo de malware conhecido como “infostealer”, desenvolvido para infectar dispositivos e coletar silenciosamente informações de acesso. Ele afirma que esse tipo de programa costuma enviar as credenciais roubadas para repositórios em nuvem, que acabam se tornando alvos de novas exposições quando configurados de forma inadequada.
Serviços e tipos de contas atingidos
A lista reunia registros de usuários de diversas plataformas populares. Entre as redes sociais e serviços de entretenimento citados por Fowler estão Facebook, Instagram, TikTok, Netflix, HBO Max, Disney+ e Roblox. Ele também identificou contas de OnlyFans, além de acessos ligados a serviços financeiros, carteiras de criptomoedas, bancos e cartões de crédito.
Um dos pontos que mais chamou a atenção do pesquisador foi a presença de credenciais associadas a domínios “.gov” de vários países. Segundo ele, mesmo acessos limitados podem representar riscos, como uso em tentativas de spear phishing, falsificação de identidade ou possíveis portas de entrada para redes governamentais.
Estimativa de volumes por plataforma
Fowler divulgou uma estimativa do número de registros ligados a alguns provedores de e-mail e serviços online. Entre os e-mails, a base incluía aproximadamente:
- Gmail: 48 milhões
- Yahoo: 4 milhões
- Outlook: 1,5 milhão
- iCloud: 900 mil
- Endereços “.edu”: 1,4 milhão
Outros serviços destacados pelo pesquisador foram:
- Facebook: 17 milhões
- Instagram: 6,5 milhões
- Netflix: 3,4 milhões
- TikTok: 780 mil
- Binance: 420 mil
- OnlyFans: 100 mil
Ele também publicou capturas de tela que mostram registros envolvendo contas do Google, do Instagram, do Facebook e até um exemplo de conta governamental do Brasil, além de um painel que permitia pesquisar os dados diretamente por meio de um navegador.

Remoção do conteúdo e falta de responsáveis
Sem encontrar informações sobre o proprietário da base, Fowler informou ter notificado o provedor de hospedagem por meio do canal de denúncia. Dias depois, recebeu a resposta de que o sistema era mantido por uma empresa subsidiária que operava de forma independente.
Segundo o pesquisador, foram necessárias quase quatro semanas e várias tentativas de contato até que o acesso fosse suspenso e as credenciais deixassem de estar disponíveis. O provedor não teria revelado quem gerenciava o banco de dados, nem se o material havia sido usado para fins criminosos ou de pesquisa. Fowler acrescentou que, durante o período em que a base permaneceu online, o número de registros continuou aumentando.
Riscos para usuários e privacidade
A exposição de uma base desse tamanho, segundo o pesquisador, amplia o risco de ataques automatizados, como o chamado credential stuffing, em que criminosos testam combinações de e-mail e senha em diversos serviços. Com isso, cresce a chance de fraudes, roubos de identidade e campanhas de phishing que parecem legítimas por citarem contas reais.
Fowler também destacou impactos na privacidade, já que a associação entre endereços de e-mail e serviços usados pode permitir a criação de perfis detalhados sobre vítimas. Em casos de acesso não autorizado, isso pode levar a situações como extorsão, exposição de conversas privadas ou uso indevido de informações pessoais.
Recomendações de segurança
O pesquisador afirma que apenas trocar a senha pode não ser suficiente se o dispositivo estiver infectado por malware. Ele recomenda manter sistemas operacionais e softwares de segurança atualizados, revisar permissões de aplicativos e extensões de navegador e evitar a instalação de programas fora de lojas oficiais.
Entre as medidas citadas estão o uso de autenticação em duas etapas, a verificação de histórico de login e a prática de não reutilizar senhas em serviços diferentes. Fowler observa que gerenciadores de senhas podem ajudar contra ataques mais simples, mas não substituem a necessidade de proteção contra malwares mais avançados.

Leia mais:
- Como escolher um gerenciador de senhas
- Senhas com biometria são realmente seguras? Veja como se proteger
- Como saber se suas senhas estão salvas em outro dispositivo
Divulgação com caráter informativo
Fowler afirmou que não fez download nem reteve os dados expostos e que sua atuação se limitou a documentar a vulnerabilidade e comunicar os responsáveis. Ele ressalta que as informações foram publicadas com fins educacionais, para ampliar a conscientização sobre os riscos da coleta em larga escala de credenciais e a importância de boas práticas de higiene digital.
O pesquisador também declarou que não faz acusações contra o provedor de hospedagem ou seus responsáveis e que as situações descritas no relatório são hipotéticas, apresentadas apenas para alertar sobre possíveis consequências da exposição de dados.
O que dizem as plataformas?
O Olhar Digital entrou em contato com as empresas e órgãos citados no relatório para solicitar posicionamento oficial sobre a possível presença de credenciais associadas a seus serviços na base identificada por Jeremiah Fowler. Procuramos Google, Meta, Microsoft, Apple, TikTok, Netflix, Binance, OnlyFans, além do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Estamos cientes de relatos sobre um conjunto de dados contendo uma variedade de credenciais, incluindo algumas do Gmail. Esses dados representam uma compilação de logins de ‘infostealer’ – credenciais coletadas de dispositivos pessoais por malware de terceiros – que foram agregadas ao longo do tempo. Monitoramos continuamente esse tipo de atividade externa e temos proteções automatizadas em vigor que bloqueiam contas e forçam a redefinição de senha quando identificamos credenciais expostas.
Porta-voz do Google
O texto será atualizado assim que mais posicionamentos forem enviados, com as informações repassadas pelas plataformas e eventuais orientações aos usuários.
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Tecnologia
TikTok oficializa cisão nos EUA e reduz participação da ByteDance

O TikTok anunciou nesta quinta-feira (22) que finalizou a cisão de suas operações nos Estados Unidos, transferindo o controle da versão americana do aplicativo para um grupo de investidores não chineses. A medida encerra um processo que se arrastou por anos em meio a negociações entre Washington e Pequim e garante a continuidade da plataforma no país após a aprovação de uma lei que proibia o serviço sob controle majoritário de empresas chinesas.
Segundo a empresa, a nova estrutura passa a operar por meio da TikTok USDS Joint Venture LLC, uma joint venture de maioria americana que inclui como investidores a Oracle, a gestora Silver Lake e a MGX. Cada uma das três detém uma participação de 15% no negócio. A controladora chinesa ByteDance, por sua vez, manteve uma fatia de 19,9%, abaixo do limite estabelecido pelo governo dos Estados Unidos para caracterizar controle estrangeiro.
Estrutura societária do TikTok nos EUA e prazo imposto pelo governo
A conclusão do acordo ocorre dentro do prazo de 120 dias determinado por uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em setembro do ano passado. O documento suspendeu temporariamente a aplicação da lei que poderia banir o TikTok do país, dando tempo para que a empresa finalizasse a venda parcial e passasse pela análise regulatória nos dois países.
Na época, a Casa Branca indicou que o plano previa a criação de uma joint venture em que a ByteDance teria menos de 20% de participação e que “parceiros de segurança confiáveis” ficariam responsáveis por supervisionar o funcionamento dos sistemas e a integridade dos algoritmos. O objetivo declarado era evitar qualquer tipo de influência do governo chinês sobre a plataforma.

O anúncio marca uma vitória para setores do governo e do Congresso dos EUA que, há anos, pressionavam por uma venda do TikTok. Esses grupos argumentavam que a origem chinesa do aplicativo poderia representar riscos à segurança nacional e abrir espaço para a disseminação de propaganda ou coleta indevida de dados de usuários americanos.
O que é uma joint venture?
Uma joint venture é um acordo empresarial em que duas ou mais empresas se unem para criar uma nova entidade ou projeto específico, compartilhando investimentos, riscos e resultados. Cada parte mantém sua identidade jurídica e operacional, mas define, em contrato, como será a gestão, a divisão de participação societária e as responsabilidades sobre decisões estratégicas, operação e uso de recursos.
Salvaguardas para dados, algoritmo e moderação
No comunicado oficial, a TikTok USDS Joint Venture LLC detalhou as medidas que passam a valer com a nova estrutura. De acordo com a empresa, os dados de usuários dos EUA serão armazenados na nuvem da Oracle em território americano, dentro de um programa de privacidade e cibersegurança auditado por terceiros e alinhado a padrões como o NIST e a ISO 27001.

A joint venture também informou que será responsável por re-treinar, testar e atualizar o algoritmo de recomendação com base apenas em dados de usuários dos Estados Unidos. O código e as atualizações de software passarão por revisões contínuas, com apoio da Oracle como parceira de segurança.
Outro ponto destacado foi a autonomia para definir políticas de trust & safety e moderação de conteúdo no mercado americano. Segundo a empresa, a nova entidade terá autoridade decisória sobre essas áreas, além de publicar relatórios de transparência e buscar certificações independentes.
Conselho e comando da nova empresa
A joint venture será administrada por um conselho de sete membros, com maioria de diretores americanos. Entre os nomes anunciados estão o CEO global do TikTok, Shou Chew, executivos da Silver Lake, Oracle e MGX, além de Raul Fernandez, presidente da DXC Technology, que assume a presidência do comitê de segurança.
A liderança executiva ficará a cargo de Adam Presser, nomeado CEO da TikTok USDS Joint Venture, com Will Farrell como diretor de segurança. Ambos já atuaram em estruturas ligadas ao TikTok e à área de proteção de dados da empresa.
Contexto político e impacto nos usuários
O TikTok afirma ter cerca de 170 milhões de usuários nos Estados Unidos, com forte presença entre o público jovem. A plataforma ganhou relevância também no debate político. O próprio Trump, que durante seu primeiro mandato defendeu a proibição do aplicativo, mudou de postura e passou a apoiar a reestruturação como forma de manter o serviço ativo no país. Em 2024, ele abriu uma conta na rede social durante a campanha presidencial.
O governo chinês, que no início criticou a pressão americana como uma forma de “lógica de roubo”, acabou sinalizando apoio ao acordo após conversas entre os líderes dos dois países. Na ocasião, Pequim declarou que empresas deveriam conduzir negociações comerciais “com base nas regras de mercado”.
Leia mais:
- O que é a Oracle? Veja sua relação com IA, TikTok, Meta e os Estados Unidos
- TikTok Shop é realmente confiável? Saiba tudo sobre o e-commerce da rede social
- TikTok: o que é e como funciona a rede social
Investidores e escopo ampliado
Além de Oracle, Silver Lake e MGX, o consórcio de investidores inclui nomes como o Dell Family Office, a Alpha Wave Partners, a General Atlantic, o fundo ligado a Yuri e Julia Milner e a NJJ Capital, do empresário francês Xavier Niel. O comunicado também informa que as salvaguardas de segurança da joint venture vão abranger outros aplicativos da empresa nos EUA, como CapCut e Lemon8.

A nova estrutura passa a ser apresentada como uma entidade independente, com foco em proteger dados, sistemas e o ecossistema de criadores no mercado americano, ao mesmo tempo em que mantém a interoperabilidade com a rede global do TikTok para permitir que conteúdos e negócios continuem circulando em escala internacional.
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