Tecnologia
A maior floresta selvagem do mundo está encolhendo

A floresta boreal é um bioma localizado no hemisfério norte do planeta e formado principalmente por plantas do tipo coníferas. Lar de milhares de espécies de animais, ela é responsável por equilibrar o clima, sendo considerada um dos ecossistemas mais importantes da Terra. No entanto, também têm sido vítima do aquecimento global, o que pode gerar graves consequências para todos.
Leia mais
- Aquecimento global: mais da metade das geleiras do Peru derreteram
- Aquecimento global: países progrediram, mas ainda é pouco, segundo ONU
- Alerta da ONU: temperatura da Terra pode subir 3°C neste século
- Polêmica: “Não existe aquecimento global”, diz Nobel de Física
Impacto do aquecimento global
- O clima na floresta boreal é subártico, caracterizado por inverno muito frio, longo e seco com temperaturas que chegam a -50º C.
- O verão é curto e úmido, os dias são mais longos e as temperaturas podem chegar a 20º C.
- Mas nos últimos anos, o aquecimento na região tem causado o deslocamento de animais e também das próprias árvores para o norte.
- Por outro lado, o bioma vem recuando ao sul.
- O problema é que essa diminuição da vegetação tem sido mais rápida que o avanço no outro extremo.
- Isso significa que a floresta boreal está encolhendo.
- As informações são da ScienceAlert.

Bioma está encolhendo
As coníferas típicas da floresta boreal são fundamentais para regular o clima do nosso planeta. Menos árvores significa ainda mais dióxido de carbono na atmosfera. E, por consequência, maior aquecimento global.
A floresta ainda é lar de milhões de aves, mamíferos e outros animais. Com o deslocamento deles em busca das temperaturas mais frias, que já não existem mais ao sul, todo o ecossistema está sendo afetado.
Esse avanço no norte é lento. As árvores, por exemplo, podem demorar décadas para atingir a vida adulta. Por isso, dificilmente elas podem suprir a vegetação que está desaparecendo.
Enquanto isso, no sul as altas temperaturas estão deixando o solo mais seco, matando as árvores ou deixando elas mais suscetíveis à infestação de insetos e incêndios, como os registrados no Canadá, em 2023, e na Sibéria, em 2019 e 2020.
Esse encolhimento do bioma tem sido confirmado por imagens de satélites, que mostram que a vegetação reduziu drasticamente no sul de 2000 a 2019. E a previsão é que o fenômeno continue nos próximos anos. Os cientistas, no entanto, ainda não sabem ao certo qual o tamanho dos prejuízos disso para o planeta.
O post A maior floresta selvagem do mundo está encolhendo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Tecnologia
CEO da Anthropic: rejeição à IA é crise de confiança no setor

A percepção do público em geral sobre a inteligência artificial virou centro de um debate no setor. Dario Amodei, presidente executivo da Anthropic — desenvolvedora do assistente Claude —, respondeu publicamente a críticas que o acusam de alimentar um clima de desconfiança em relação ao avanço da tecnologia nos Estados Unidos.
A reação do executivo ocorreu após declarações do investidor Gavin Baker. O investidor afirmou que os alertas de Amodei sobre os riscos potenciais da IA ajudaram a motivar a rejeição popular à expansão da infraestrutura do setor, como a construção de novos centros de dados. Para Baker, o líder da Anthropic deveria atuar como um defensor mais otimista da própria indústria.

Equilíbrio entre riscos e benefícios
Amodei rebateu a ideia de que sua comunicação seja focada apenas nos cenários negativos. O executivo apontou que busca manter o discurso equilibrado entre os perigos reais e as oportunidades da tecnologia.
Como exemplo, citou o ensaio Machines of Loving Grace, publicado por ele com o objetivo de apresentar uma visão positiva sobre como a inteligência artificial pode transformar diferentes áreas da sociedade.
Leia mais:
- Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA
- Como a Anthropic vai marcar textos do Claude para cumprir lei da União Europeia
- IA chinesa pode ter superado a Anthropic em teste de segurança cibernética
Ainda assim, o CEO reconheceu que a percepção pública sobre a IA é predominantemente negativa. Para ele, no entanto, a origem desse cenário não está nos avisos dados pelos executivos das empresas do setor.
Crise de confiança e entrega de resultados
Na visão de Amodei, a rejeição decorre de uma crise de confiança acumulada ao longo de décadas entre a população, o governo e a indústria de tecnologia. Segundo o executivo, o público teme que as novidades corporativas tragam prejuízos ao usuário comum.
Amodei também destacou que a crítica mais justa que as empresas de IA enfrentam é a falta de entregas concretas proporcional ao tamanho das promessas feitas.
- Falta de benefícios perceptíveis: O executivo admitiu que a indústria ainda não entregou todas as transformações positivas que prometeu para a sociedade.
- Foco no produto: Para ele, a cobrança do público e do mercado deveria focar na entrega real dessas melhorias, e não nas estratégias de marketing das empresas.
O debate sobre a regulamentação do setor
O papel do governo na fiscalização da inteligência artificial é outro ponto central da discussão. A Anthropic apoiou projetos de lei nos Estados Unidos, como a proposta da Califórnia que exige regras de transparência para modelos de grande porte.
Em resposta a quem defende que regulamentar o setor serve apenas para concentrar o mercado nas mãos das maiores companhias, Amodei classificou essa visão como simplista. O executivo afirmou que as propostas de políticas públicas elaboradas pela Anthropic buscam impor exigências mais rigorosas às grandes empresas de ponta, sem criar barreiras que impeçam o crescimento de concorrentes menores.
O post CEO da Anthropic: rejeição à IA é crise de confiança no setor apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.
A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.
Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.
Por que o tombo de patinete é tão grave?
A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares.
“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).
Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.
Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva.
“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.
O post Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento

Uma coalizão de estados estadunidenses vai pedir US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) à Meta em um julgamento contra a empresa que terá início na próxima terça-feira (18). A companhia é acusada de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram para tornar crianças dependentes das redes sociais.
O julgamento será realizado em Oakland, na Califórnia (EUA), e terá duração prevista de seis semanas. A Meta, que possui mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá de se defender das acusações apresentadas pelos estados.
Caso a gigante das redes sociais perca a ação, as autoridades também pedirão que um juiz determine mudanças no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da aplicação de multa.
Estados negam pedido de R$ 7,6 trilhões
O valor que será solicitado pelos estados é bem inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) mencionados anteriormente no processo.
Durante audiência realizada na quinta-feira (13), um advogado dos estados fez questão de esclarecer que as autoridades não pedirão esse valor.
“Não pedimos US$ 1,4 trilhão”, afirmou o advogado, segundo o qual a Meta teria calculado essa cifra “para causar impacto”. O representante confirmou que a indenização reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.

Leia mais:
- 7 truques criativos para utilizar no Instagram
- 4 configurações de privacidade do Facebook para mudar agora mesmo!
- Meta usa IA como filtro para barrar menores nas redes sociais
Acusações contra Facebook e Instagram
- O processo teve origem em 2023, quando um grupo de estados estadunidenses acionou a Meta por suspeitar que a empresa havia criado funções potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos e violado leis estaduais;
- Agora, os promotores que representam Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey tentarão provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e à privacidade de menores;
- As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos de maneira intencionalmente voltada a tornar crianças dependentes das plataformas;
- Se a acusação for acolhida, além da indenização, os estados querem que a Meta seja obrigada a modificar o Facebook e o Instagram.
Meta nega acusações
A Meta rejeita as acusações apresentadas pelos estados. Em declaração à AFP, um porta-voz da companhia afirmou que a empresa “nega categoricamente essas acusações” e que acredita que “as provas vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens”.
O julgamento, que começa na próxima semana e deve durar seis semanas, será realizado em Oakland e representa mais uma disputa envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.
O post EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
- Tecnologia1 semana atrás
Confira o Olhar Digital News na íntegra (07/08/2026)
- Negócios1 semana atrás
O Déficit de Competências Que Está Travando Carreiras em 2026

Saúde1 semana atrásHomem volta a escrever após seis anos com ajuda de implante

Saúde1 semana atrásCanetas emagrecedoras expõem o preço da desigualdade na saúde

Tecnologia1 semana atrásData center de IA ameaça desregular clima na Amazônia
Saúde6 dias atrásPerder visão no espaço preocupa agências antes de viagens à Lua

Tecnologia6 dias atrásSpaceX pode faturar até R$ 2,6 trilhões por ano com IA, diz Elon Musk

Tecnologia1 semana atrásEspírito Santo tem alerta de vendaval em seis cidades neste domingo; ventos podem alcançar 60 km/h





















