Ligue-se a nós

Tecnologia

A IA vai acabar com o trabalho dos escritores? Não dos criativos, segundo Salman Rushdie

Redação Informe 360

Publicado

no

O avanço impressionante da Inteligência Artificial anima a sociedade ao mesmo tempo em que assusta muita gente. A apresentação do Sora, a nova ferramenta de conversão de texto para vídeo da OpenAI, por exemplo, chocou o mundo. É muito difícil distinguir um vídeo feito pela IA de um vídeo de verdade. Isso ligou um alerta para as chamadas deepfakes.

Numa outra esfera, setores estão com medo de que a tecnologia de ponta pode acabar com empregos. Dubladores, atores, artistas de animação… Isso sem contar os profissionais que trabalham com texto. O ChatGPT pode entregar ótimos textos a uma velocidade espantosa, se bem programado.

Leia mais

  • Seu emprego está ameaçado? IA e juros altos aumentam demissões em 2023
  • Nova lei para proteger artistas da IA aprovada em estado dos EUA
  • ChatGPT vs. Microsoft Copilot: quais são as diferenças?

Mas será mesmo que um jornalista, um escritor ou um roteirista vai perder o emprego para uma máquina? Para o premiado autor Salman Rushdie, não. Nem todos irão.

Em uma entrevista à revista literária francesa NRF, ele defendeu que os escritores não devem utilizar a IA, nem devem se preocupar com possíveis imitações.

Anúncio

Para chegar a essa conclusão, o autor de “Os versos satânicos” disse ter feito um teste.

Imagem: studiof22byricardorocha/Istock

A experiência de Rushdie

  • O escritor resolveu fazer um teste com o ChatGPT para ver se o chatbot conseguiria replicar o estilo dele.
  • Na área do prompt, o autor deu o seguinte comando: escreva “200 palavras no estilo de Salman Rushdie”.
  • E, segundo ele, o resultado foi um desastre:

“O resultado foi um monte de bobagens. Nenhum leitor que tivesse lido uma única página minha poderia pensar que eu era o autor. Foi bastante tranquilizador”, avaliou.

  • Na sequência, Rushdie explicou por que a máquina falhou miseravelmente no experimento:

“O sistema se contenta em assimilar enormes quantidades de texto e apresentar uma nova versão. Nenhuma originalidade pode ser encontrada. Também parece carecer completamente de senso de humor. São grandes lacunas”, declarou.

Uma alfinetada

Se por um lado Rushdie disse aos autores para ficarem tranquilos, por outro, ele cutucou escritores de outros segmentos. E indicou que, para eles, a IA pode, sim, ser uma ameaça:

“O problema é que essas criaturas aprendem muito rápido. Acredito que é mais preocupante para a literatura de gênero, como thrillers ou ficção científica, em que o que importa não é a originalidade da voz ou da linguagem”, disse o escritor.

“O mesmo vale para os roteiristas. Como Hollywood está constantemente criando novas versões do mesmo filme, a inteligência artificial poderia ser usada para redigir roteiros”, concluiu Salman Rushdie.

Anúncio
openai
Imagem: T. Schneider / Shutterstock.com

O atentado contra Rushdie

Vale lembrar que Salman Rushdie vive desde 1989 sob ameaça de morte depois que o Irã emitiu uma “fatwa” contra ele por seu livro “Os Versos Satânicos”, considerado uma blasfêmia por Teerã.

A obra mostra um personagem inspirado no profeta Maomé – o governo iraniano, comandado à época pelo aiatolá Khomeini, considerou que o autor retratou a figura de forma ofensiva.

Em 1989 mesmo, ele foi alvo do primeiro atentado. O autor então precisou se esconder sob a proteção da Scotland Yard, mas continuou escrevendo.

Ele publicou livros como “O último suspiro do mouro” (1995), “Fúria” (2001) e “A Feiticeira de Florença” (2008), além de diversos ensaios sobre temas sociais e políticos. Também são de sua autoria os livros anteriores “Os filhos da Meia Noite” (1981), que ganhou o prêmio Booker Prize, e “Vergonha” (1983).

O aiatolá iraniano mudou, mas as ameaças não. Em 1998, o aiatolá Khamenei publicou um comunicado oficial dizendo que não iria “nem apoiar nem tentar impedir operações para assassinar Rushdie”.

Anúncio

O clima de tensão continuou, até que, em agosto de 2022, um americano de origem libanesa esfaqueou Rushdie durante uma conferência literária em Chautauqua, perto de Nova York. O escritor ficou gravemente ferido e perdeu a visão de um olho.

O homem seria julgado no começo deste ano, mas o processo foi suspenso uma vez que Rushdie vai lançar em abril um novo livro baseado no ataque. Os advogados argumentaram que têm direito de analisar a obra antes do julgamento, já que ela poderia ser considerada como prova.

As informações são do France24.

O post A IA vai acabar com o trabalho dos escritores? Não dos criativos, segundo Salman Rushdie apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio
Continuar Lendo
Anúncio

Tecnologia

10 formas de abaixar a temperatura da GPU sem trocar a pasta térmica

Redação Informe 360

Publicado

no

Manter a temperatura da placa de vídeo sob controle é uma preocupação comum entre jogadores, criadores de conteúdo e qualquer pessoa que use o PC para tarefas mais exigentes. Quando a GPU trabalha acima do ideal, o desempenho pode cair, ruídos aumentam e o risco de desgaste prematuro dos componentes se torna maior. Nem sempre, porém, o problema está relacionado à pasta térmica.

Muitas vezes, temperaturas elevadas são consequência de fatores externos, como fluxo de ar inadequado, configurações mal ajustadas ou acúmulo de poeira. Nessas situações, trocar a pasta térmica pode até ajudar, mas não resolve a causa principal do aquecimento. Felizmente, existem diversas formas de reduzir a temperatura da GPU sem precisar desmontar a placa de vídeo.

A seguir, você confere métodos práticos e eficazes para diminuir o aquecimento da placa de vídeo, melhorar a estabilidade do sistema e prolongar a vida útil do hardware, tudo isso sem mexer na pasta térmica.

10 formas de abaixar a temperatura da placa de vídeo sem trocar a pasta térmica

Antes de partir para soluções mais complexas, vale entender que pequenas mudanças no uso, no ambiente e nas configurações do sistema já podem gerar uma diferença significativa na temperatura da GPU. Muitas dessas ações são simples, acessíveis e não exigem conhecimento técnico avançado.

Anúncio

Melhorar o fluxo de ar do gabinete

Um fluxo de ar inadequado é uma das principais causas de superaquecimento da GPU. Quando o ar quente fica preso dentro do gabinete, a placa de vídeo acaba reutilizando esse ar aquecido, o que eleva rapidamente a temperatura durante jogos ou tarefas pesadas.

Existem diversas formas de reduzir a temperatura da GPU sem precisar desmontar a placa de vídeo. (Imagem: Vershinin89/Shutterstock)

Organizar os cabos, posicionar corretamente as ventoinhas e garantir entradas e saídas de ar eficientes ajuda a manter o interior do gabinete mais ventilado. Esse ajuste simples pode resultar em quedas significativas na temperatura da placa de vídeo.

Limpar poeira acumulada

Com o tempo, poeira se acumula nas ventoinhas, dissipadores e filtros do gabinete, dificultando a troca de calor. Esse acúmulo faz com que a GPU precise trabalhar mais para se resfriar, aumentando a temperatura e o ruído das ventoinhas.

Uma limpeza periódica, feita com cuidado e ferramentas adequadas, melhora a circulação de ar e ajuda os componentes a dissiparem calor de forma mais eficiente. Em muitos casos, apenas essa medida já traz resultados perceptíveis.

Ajustar a curva das ventoinhas da GPU

As placas de vídeo possuem curvas automáticas de ventoinha que priorizam silêncio em vez de refrigeração máxima. Ajustar manualmente essa curva permite que as ventoinhas aumentem a rotação mais cedo, ajudando a reduzir a temperatura durante cargas mais altas.

Anúncio

Esse ajuste pode ser feito por softwares do próprio fabricante ou ferramentas especializadas. Embora o ruído aumente um pouco, o ganho térmico costuma compensar, principalmente em sessões longas de uso intenso.

Leia mais:

  • Quando comprar uma placa de vídeo (GPU) nova?
  • Como entender as especificações de uma placa de vídeo?
  • 4 motivos para você comprar uma pasta térmica de qualidade para o PC

Reduzir o consumo de energia (undervolting)

O undervolting consiste em reduzir a tensão fornecida à GPU sem comprometer o desempenho. Menos energia significa menos calor gerado, o que ajuda a manter temperaturas mais baixas mesmo sob carga.

Uma limpeza periódica, feita com cuidado e ferramentas adequadas, melhora a circulação de ar e ajuda os componentes a dissiparem calor de forma mais eficiente. (Imagem: aileenchik/Shutterstock)

Quando feito corretamente, o undervolting pode reduzir vários graus na temperatura da placa sem perda perceptível de performance. É uma solução bastante popular entre usuários mais experientes, mas acessível com tutoriais e cuidado.

Diminuir levemente o clock da GPU

Reduzir um pouco a frequência da GPU pode ajudar a controlar o aquecimento, ainda mais em placas que já operam próximas do limite térmico. Essa redução costuma ter impacto mínimo no desempenho em jogos, mas traz ganhos térmicos relevantes.

Essa abordagem é útil para quem prioriza estabilidade e temperaturas mais baixas, principalmente em ambientes quentes ou gabinetes com ventilação limitada.

Anúncio

Evitar jogar ou renderizar em ambientes muito quentes

A temperatura ambiente influencia diretamente a eficiência do resfriamento da GPU. Quanto mais quente o local, mais difícil é dissipar o calor gerado pela placa de vídeo durante o uso intenso.

Sempre que possível, manter o ambiente bem ventilado ou climatizado ajuda a reduzir a temperatura geral do sistema. Em dias muito quentes, limitar sessões longas de uso pesado também pode fazer diferença.

Atualizar drivers da placa de vídeo

Drivers atualizados podem trazer melhorias na gestão de energia e temperatura da GPU e, por isso, fabricantes frequentemente ajustam o comportamento térmico das placas por meio de otimizações de software.

Placa de vídeo EVGA GeForce RTX 3090 FTW3 Ultra
Sempre que possível, manter o ambiente bem ventilado ou climatizado ajuda a reduzir a temperatura geral do sistema. (Imagem: Desintegrator/Shutterstock)

Manter os drivers em dia garante que a placa de vídeo esteja operando da forma mais eficiente possível, aproveitando ajustes recentes que podem reduzir o aquecimento em determinados cenários.

Reduzir configurações gráficas nos jogos

Configurações gráficas muito altas exigem mais da GPU, elevando o consumo de energia e a geração de calor. Ajustar opções como sombras, resolução e efeitos avançados pode aliviar a carga térmica sem comprometer tanto a experiência visual.

Anúncio

Esse equilíbrio é muito útil para jogos mais pesados, onde pequenas reduções gráficas resultam em temperaturas mais controladas e desempenho mais estável.

Usar suporte ou base com ventoinhas

Bases com ventoinhas adicionais ajudam a melhorar o fluxo de ar ao redor da GPU, principalmente em gabinetes menores ou com ventilação limitada. Embora não substituam um bom sistema interno de refrigeração, elas podem complementar o resfriamento.

Esse tipo de acessório é fácil de instalar e pode reduzir alguns graus na temperatura, ainda mais em setups mais compactos.

Monitorar constantemente a temperatura da GPU

Acompanhar a temperatura da GPU em tempo real ajuda a identificar padrões de aquecimento e momentos críticos. Com esse monitoramento, é possível ajustar configurações, ventoinhas ou hábitos de uso antes que o problema se agrave.

Anúncio
Acompanhar a temperatura da GPU em tempo real ajuda a identificar padrões de aquecimento e momentos críticos. (Imagem: Andrei Ka/Shutterstock)

Ferramentas de monitoramento permitem entender melhor como a placa se comporta em diferentes situações, facilitando a aplicação das soluções corretas para manter a temperatura sob controle.

O post 10 formas de abaixar a temperatura da GPU sem trocar a pasta térmica apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

O que Einstein tem a ver com o GPS do seu celular? Entenda a ciência por trás da localização

Redação Informe 360

Publicado

no

Você já se perguntou como o seu celular sabe exatamente onde você está, com precisão de alguns metros? O sistema de Posicionamento Global (GPS) não é um radar que “vê” você. Na verdade, ele funciona a partir de sinais muito precisos enviados por uma constelação de satélites que orbitam a Terra. 

Cada satélite transmite um horário exato no qual o sinal foi emitido, e o seu celular recebe esses sinais de pelo menos quatro satélites para calcular a distância até cada um deles com base no tempo que esse sinal levou para chegar. A posição é então determinada pela interseção dessas distâncias – um cálculo matemático conhecido como trilateração, também chamado de triangulação espacial.

Esse funcionamento depende de algo fundamental: o tempo. Para que um receptor GPS no seu celular calcule corretamente as distâncias, os relógios nos satélites precisam ser extremamente precisos.

Por isso, os satélites carregam relógios atômicos — dispositivos que mantêm o tempo com uma estabilidade tão alta que podem errar menos de um segundo em milhões de anos. Esses relógios são essenciais porque até mesmo uma discrepância de poucos nanossegundos (bilionésimos de segundo) pode resultar em metros de erro na localização.

Anúncio

As teorias de Einstein

Apesar de todo o processo destacado acima, existe um problema que precisava ser resolvido para que o GPS funcionasse corretamente: o tempo não passa da mesma forma no espaço e na superfície da Terra.

Einstein ao lado de uma losa com cálculos (Imagem: Pumidol/Shutterstock)

E é aqui que as teorias da relatividade de Albert Einstein se tornam essenciais para o GPS funcionar. Segundo a Relatividade Especial, quanto mais rápido um objeto se move, mais devagar o tempo passa para esse objeto em relação a um observador estacionário.

Os satélites GPS se deslocam em torno da Terra a cerca de 14 000 km/h, e isso faz com que os relógios a bordo “atrasem” aproximadamente 7 microssegundos por dia em comparação aos relógios na superfície terrestre.

Ao mesmo tempo, a Relatividade Geral, outra teoria de Einstein, descreve como a gravidade influencia o fluxo do tempo. Quanto mais fraca a gravidade, mais rápido o tempo passa.

Os satélites do GPS orbitam a cerca de 20.000 km acima da superfície, onde o efeito gravitacional é menor do que na Terra. Isso faz com que os relógios nos satélites “avancem” cerca de 45 microssegundos por dia em relação aos relógios de referência na superfície.

Anúncio

Somando esses dois efeitos relativísticos — o atraso pela velocidade e o adiantamento pela gravidade — o resultado líquido é que os relógios dos satélites passam cerca de 38 microssegundos mais rápido por dia do que os relógios na Terra.

Embora essa diferença pareça ínfima, ela é crítica para a precisão do GPS: sem as correções baseadas nas fórmulas de Einstein, os erros de posicionamento cresceriam rapidamente. Em apenas um dia, a diferença acumulada chegaria a cerca de 10 quilômetros de erro na localização, o que tornaria inútil o sistema de navegação do seu celular.

GPS
Pessoa utilizando GPS (Créditos: Thx4Stock / iStock)

Leia mais:

  • Waze testa mudança visual importante na navegação
  • Google Maps não funciona? Veja como resolver!
  • IA inovadora permite navegação sem GPS em áreas urbanas

Por isso, os engenheiros que projetaram o GPS incluem as correções relativísticas diretamente no sistema.

Os relógios atômicos dos satélites são calibrados e ajustados de forma que, quando sujeitos aos efeitos da velocidade e da gravidade no espaço, eles mantenham a sincronização com os relógios na Terra. Além disso, os sinais dos satélites são continuamente monitorados e corrigidos por estações de controle no solo para manter a precisão necessária.

Em essência, quando você usa o GPS no seu celular para pedir um carro pelo aplicativo ou para traçar rotas no mapa, você está se beneficiando de teorias físicas que Albert Einstein desenvolveu há mais de um século. O GPS moderno é um dos exemplos mais práticos de como ideias aparentemente abstratas da física teórica têm aplicações diretas no dia a dia.

Anúncio

O post O que Einstein tem a ver com o GPS do seu celular? Entenda a ciência por trás da localização apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

Por que os aviões ainda usam disquetes e sistemas de 30 anos atrás?

Redação Informe 360

Publicado

no

Um Boeing 747-400 é uma das aeronaves mais icônicas da história que custa centenas de milhões de dólares. Agora, você sabia que o piloto, ao entrar no cockpit, em vez de conectar um tablet ultraveloz ou baixar uma atualização via nuvem, ele retira do bolso um disquete de 3,5 polegadas?

Parece retrô, mas em pleno 2025, essa ainda é a realidade de muitas frotas comerciais ao redor do mundo. Enquanto o seu smartphone é atualizado durante a noite via Wi-Fi, o “cérebro” de gigantes do ar ainda depende de tecnologias que a maioria dos jovens de hoje só viu em museus.

Por que os aviões ainda usam disquetes e sistemas de 30 anos atrás?

A principal razão para essa “viagem no tempo” é a necessidade de atualizar os bancos de dados de navegação. Esses arquivos contêm informações vitais sobre aeroportos, pistas, frequências de rádio e rotas de voo. Por regulação internacional, esses dados precisam ser renovados a cada 28 dias.

Avião modelo Boeing 747-400
Avião modelo Boeing 747-400 (Imagem: Reprodução/Wikipédia)

Em modelos como o Boeing 747-400 e alguns modelos antigos do Airbus A320, essa tarefa exige que um técnico insira fisicamente uma série de disquetes em um leitor localizado no painel da aeronave ou em compartimentos de manutenção. Como reportado por especialistas em segurança aérea, o processo de carregar todos os dados pode levar horas, exigindo paciência e precisão manual.

Por que aviões não usam um simples pendrive?

Você pode estar se perguntando: “Por que não trocar o leitor de disquetes por uma entrada USB ou uma conexão sem fio?“. A resposta curta é: certificação.

Anúncio

Na aviação, a segurança é absoluta. Cada componente de um avião, do parafuso ao software, passa por um processo de certificação rigorosíssimo e caríssimo.

  • Interferência eletromagnética: Se você troca um leitor de disquete por um USB, precisa provar para agências como a FAA (EUA) ou a ANAC (Brasil) que essa nova peça não causará interferências nos sistemas de comunicação ou nos comandos de voo (fly-by-wire).
  • Custo financeiro: Modernizar uma frota inteira pode custar milhões de dólares por aeronave. Para companhias aéreas, se o sistema de 30 anos atrás ainda funciona perfeitamente e é seguro, o investimento em “perfumaria tecnológica” muitas vezes não se justifica economicamente.

Windows 95: o herói da manutenção

Não são apenas os disquetes que sobrevivem. Muitos terminais de manutenção em solo ainda rodam versões do Windows 95 ou 98. Isso acontece porque esses sistemas operacionais são os únicos 100% compatíveis com o software de diagnóstico original desenvolvido quando o avião foi projetado.

Essas máquinas de manutenção são tratadas como ferramentas específicas: elas não servem para navegar na internet ou rodar jogos modernos, mas são imbatíveis em “falar a mesma língua” que os computadores de bordo da década de 90.

Leia mais:

  • Ar que respiramos em aviões e hospitais pode ser mais seguro do que parece
  • Airbus aponta novo problema em A320 após anúncio de recall
  • Como e por que a radiação solar afeta os sistemas de uma aeronave?

Curiosamente, o que parece ser uma fraqueza tecnológica acaba se tornando um escudo. Em uma era de ataques cibernéticos sofisticados e vulnerabilidades em nuvem, o disquete possui uma vantagem estratégica: ele é desconectado (air-gapped).

disquetes japão
Diquetes de computador (magem: Akarin Promdan/Shutterstock)

É extremamente difícil hackear remotamente um sistema que não possui conexão com a internet e exige a inserção física de um disco magnético para ser alterado.

Além disso, sistemas de controle de tráfego aéreo ainda dependem de tecnologias legadas justamente pela estabilidade. Um software de 30 anos já teve todos os seus erros (bugs) descobertos e corrigidos. Em um setor onde a novidade pode trazer riscos desconhecidos, o “velho e conhecido” é sinônimo de tranquilidade.

Anúncio

O post Por que os aviões ainda usam disquetes e sistemas de 30 anos atrás? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta