Tecnologia
5 truques escondidos na câmera do seu celular para você aproveitar melhor seu aparelho

As câmeras dos smartphones evoluíram muito nos últimos anos: sensores mais sensíveis, múltiplas lentes, processamento de imagem com inteligência artificial. Mas o que muita gente não sabe é que boa parte do potencial da câmera do celular ainda está escondido dentro do próprio aparelho.
Entre configurações pouco divulgadas e truques embutidos no sistema, há recursos que passam despercebidos até por quem fotografa todos os dias. Funções que vão de disparos remotos a efeitos de desfoque por software, passando até por detecção de luz invisível.
Essas ferramentas não são exclusivas dos topos de linha: estão disponíveis em boa parte dos modelos recentes, tanto Android quanto iOS, basta saber onde procurar.
5 truques escondidos na câmera do seu celular
Reunimos cinco dessas funções “ocultas” e explicamos como ativá-las. Elas podem mudar completamente a forma como você usa a câmera do seu celular no dia a dia, seja para tirar fotos melhores, registrar momentos com mais precisão ou simplesmente se divertir com tecnologia.
Sua câmera pode enxergar o que você não vê

Pode parecer ficção científica, mas algumas câmeras de smartphone conseguem captar luz infravermelha, algo invisível ao olho humano. O teste é simples: aponte o controle remoto da TV para a câmera e aperte qualquer botão. Se aparecer um ponto piscando na tela, o sensor do seu celular está detectando o feixe infravermelho emitido pelo controle.
Esse comportamento acontece porque os sensores da câmera celular são sensíveis a faixas de luz além do espectro visível. Alguns fabricantes filtram esse sinal para evitar interferências na imagem, mas muitos modelos ainda deixam escapar parte dele.
Apesar de parecer um truque bobo, o recurso é útil. Dá para testar rapidamente se um controle remoto está funcionando, verificar sensores escondidos (como os de câmeras de segurança) e até entender melhor como o sensor do seu celular reage à iluminação ambiente. É uma função que está lá o tempo todo, só não aparece em nenhum menu.
O botão de volume também é o disparador perfeito

Quase todo mundo tira fotos tocando na tela. Mas há uma forma bem mais estável de fazer isso: usar o botão de volume como obturador. A função está presente na maioria dos sistemas Android e no iOS, embora muita gente nunca tenha notado.
Pressionar o botão físico de volume (ou o botão equivalente em um fone de ouvido com fio ou Bluetooth) aciona a captura da foto, evitando o toque na tela e, consequentemente, o tremor que costuma borrar imagens.
Em situações de baixa luz, esse detalhe faz diferença: quanto menor a vibração, mais nítido o clique.
Outra vantagem é a ergonomia. Ao segurar o celular na horizontal, o botão lateral funciona como o disparador de uma câmera compacta, o que dá mais firmeza ao enquadramento.
Nos ajustes da câmera celular, é possível configurar a função do botão: tirar foto, gravar vídeo ou dar zoom, dependendo do modelo e da versão do sistema operacional.
Leia também:
- O que é uma câmera com inteligência artificial?
- Câmeras digitais antigas voltam e viram febre entre jovens
- Como usar o Nano Banana para fazer foto profissional pelo celular
O desfoque de fundo é mais inteligente do que parece

O chamado modo retrato não é novidade, mas ainda é um dos recursos mais subestimados da câmera celular. Por trás do efeito de desfoque que deixa o fundo embaçado e o rosto em destaque, existe um sistema de detecção de profundidade que usa IA, sensores extras e até mapeamento 3D.
O que pouca gente sabe é que esse modo pode ser ajustado de forma manual em muitos aparelhos.
Em vez de apenas ligar o retrato, o usuário pode controlar o nível de desfoque, a abertura simulada e até a distância do foco. Em alguns modelos, dá para aplicar o efeito depois da foto, editando a profundidade artificialmente.
Esses ajustes são ideais para quem quer resultados mais naturais, já que o desfoque automático nem sempre acerta contornos complexos, como cabelos finos ou objetos transparentes. Na prática, o recurso coloca na mão do usuário uma ferramenta de fotografia computacional que antes só existia em câmeras profissionais.
O modo panorâmico vai muito além das paisagens
O modo panorâmico existe há anos, mas poucos exploram o que ele realmente pode fazer.
Em vez de apenas unir várias imagens de uma paisagem, esse recurso pode criar efeitos criativos de duplicação ou “clonagem” de pessoas em uma mesma cena.
O truque é simples: enquanto a câmera percorre o ambiente, o sujeito fotografado muda rapidamente de posição e aparece várias vezes no resultado final. O efeito depende de coordenação e estabilidade, mas pode gerar imagens impressionantes.
Outros usos menos óbvios incluem panoramas verticais (úteis para capturar fachadas altas ou interiores) e registros em 360 graus para visualização imersiva. Apesar de parecer um modo “antigo”, o panorama continua sendo uma das ferramentas mais versáteis da câmera do celular.
Com criatividade e paciência, é possível transformar uma simples sequência de fotos em algo próximo de uma montagem cinematográfica, sem precisar de nenhum aplicativo externo.
A câmera do celular também é um scanner (e um tradutor)

A função de digitalizar documentos e objetos com a câmera do celular está embutida no sistema há tempos, mas muitos usuários ainda recorrem a aplicativos de terceiros sem necessidade.
Tanto o Android quanto o iOS já possuem integração nativa com ferramentas de escaneamento, basta abrir o app de câmera e apontar para o papel. O software reconhece automaticamente o documento, faz o enquadramento e corrige a perspectiva. O resultado é salvo como PDF ou imagem pronta para envio.
Mas o escaneamento vai além do papel. Com aplicativos como o Google Lens, a câmera do celular reconhece textos, traduz em tempo real, identifica objetos, produtos, plantas e até obras de arte.
A função é tão precisa que já substitui tradutores manuais e buscadores tradicionais em várias situações.
Na prática, a câmera deixou de ser apenas um sensor óptico: virou uma ponte entre o mundo físico e o digital.
Conhecer as funções escondidas da câmera do celular é o primeiro passo para aproveitar todo o potencial do seu smartphone. Esses recursos não exigem acessórios nem aplicativos pagos: estão ali, prontos para serem usados.
Do teste de infravermelho ao modo retrato ajustável, do disparo remoto à tradução em tempo real, a câmera do celular é um dos componentes mais versáteis da tecnologia atual.
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Fim do Google Tradutor? OpenAI lança “ChatGPT tradutor”
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Gemini ganha recurso que conecta Gmail, Fotos e YouTube

O Google anunciou na quarta-feira (14) o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de IA personalizar respostas a partir da integração com diferentes serviços da empresa. A proposta é que o sistema consiga analisar informações de apps como Gmail, Google Fotos, busca do Google e histórico do YouTube para oferecer respostas mais contextualizadas, sem que o usuário precise indicar manualmente onde a IA deve buscar os dados.
Segundo a empresa, o Gemini já era capaz de acessar informações desses serviços, mas agora passa a raciocinar de forma integrada entre diferentes fontes, conectando, por exemplo, um e-mail a um vídeo assistido anteriormente. A ideia é que o assistente compreenda o contexto de forma mais ampla e entregue resultados considerados mais relevantes para cada situação.

O que é o recurso Personal Intelligence
A novidade foi batizada de Personal Intelligence e vem desativada por padrão. O usuário decide se quer ou não conectar suas contas do Google ao Gemini e pode escolher quando essa integração será usada. O Google destaca que nem todos se sentem confortáveis em permitir que uma IA analise fotos pessoais ou o histórico de vídeos, e que a adesão é totalmente opcional.
De acordo com a empresa, mesmo após a ativação, o Gemini só recorre ao Personal Intelligence quando entende que isso pode ajudar na resposta. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de dados pessoais em interações que não exigem esse nível de contexto.
Today, we’re introducing Personal Intelligence.
With your permission, Gemini can now securely connect information from Google apps like @Gmail, @GooglePhotos, Search and @YouTube history with a single tap to make Gemini uniquely helpful & personalized to *you* ✨
This feature… pic.twitter.com/79zKJGA5ft
— Google (@Google) January 14, 2026
Como o Gemini usa os dados do usuário
Em um post no blog oficial, Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, do Google Labs e do AI Studio, explicou que o recurso se baseia em duas capacidades principais. A primeira é o raciocínio entre fontes complexas, enquanto a segunda envolve a recuperação de detalhes específicos de conteúdos como e-mails ou imagens para responder a uma pergunta.
Segundo Woodward, essas duas abordagens costumam ser combinadas, permitindo que o Gemini trabalhe simultaneamente com texto, fotos e vídeos para gerar respostas personalizadas. Ele afirma que esse cruzamento de informações é o que diferencia a experiência em relação a outros assistentes de IA.

Exemplos práticos do uso da funcionalidade
O executivo compartilhou situações do dia a dia em que o recurso foi útil. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro enquanto estava em uma loja, o Gemini não apenas identificou a informação, como sugeriu pneus para todas as estações após analisar fotos de viagens em família armazenadas no Google Fotos.
Em outro caso, ao não lembrar o número da placa do veículo, o assistente conseguiu recuperar o dado a partir de uma imagem salva na biblioteca de fotos. Woodward também citou recomendações personalizadas de livros, séries, roupas e viagens, geradas com base em interesses e hábitos anteriores.
Planejamento de viagens e recomendações personalizadas
Segundo Woodward, o Gemini tem se mostrado eficiente no planejamento de viagens. Em um exemplo recente, o assistente analisou interesses familiares e registros de viagens anteriores presentes no Gmail e no Google Fotos para sugerir um roteiro diferente do convencional.
Em vez de pontos turísticos populares, o sistema indicou uma viagem noturna de trem e até jogos de tabuleiro específicos para serem usados durante o trajeto. O Google afirma que esse tipo de sugestão só é possível graças à leitura contextual de múltiplas fontes conectadas à conta do usuário.
Limites e cuidados com dados sensíveis
O Google afirma que o recurso conta com proteções para temas sensíveis. O Gemini evita fazer suposições proativas envolvendo dados como informações de saúde. No entanto, a empresa reconhece que o assistente pode abordar esses assuntos caso o próprio usuário faça uma solicitação direta.
Outro ponto destacado é que o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre a partir dos prompts feitos no Gemini e das respostas geradas pelo modelo. As fotos, e-mails e outros dados pessoais são apenas referenciados no momento da resposta, sem serem incorporados ao treinamento do sistema, segundo o Google.

Leia mais:
- Como usar a pesquisa avançada no Gemini? Entenda a função “Gemini Deep” no chatbot
- Google libera modo Deep Think do Gemini 3
- 7 usos criativos do Google Gemini que você deveria testar
Disponibilidade e próximos passos
O Personal Intelligence está sendo liberado inicialmente para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos. A empresa informou que pretende expandir o recurso para outros países e, posteriormente, também para a versão gratuita do Gemini.
Como parte do lançamento, o Google divulgou exemplos de comandos que podem ser usados com a nova funcionalidade. Entre eles estão pedidos para planejar o fim de semana em uma cidade com base nos interesses do usuário, recomendações de documentários a partir de curiosidades recentes e sugestões de canais do YouTube alinhados ao estilo de culinária identificado em recibos e históricos de visualização.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (13/01/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira:
Estadia na Lua: startup cobra US$ 1 milhão por fila de reservas
Já imaginou ficar hospedado na Lua? A GRU Space abriu reservas para o primeiro hotel no nosso satélite natural. A startup está cobrando a bagatela de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões) como depósito inicial.
Perdemos água doce suficiente para suprir 280 milhões de pessoas
Um novo relatório do Banco Mundial, baseado em 22 anos de dados de satélite da NASA, aponta que os continentes estão perdendo anualmente cerca de 324 bilhões de metros cúbicos de água doce. Esse volume é equivalente a quatro piscinas olímpicas drenadas a cada segundo e suficiente para abastecer as necessidades anuais de 280 milhões de pessoas.
EUA vão usar Grok no setor militar
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que o Grok, chatbot de inteligência artificial da xAI, de Elon Musk, passará a operar dentro das redes do Pentágono. A ideia é que dados militares considerados relevantes, bem como informações de operações militares e de inteligência coletadas ao longo de duas décadas sejam compartilhados com a IA.
Fim do Hubble: NASA alerta para “risco inaceitável”
Após mais de três décadas orbitando a Terra, o Telescópio Espacial Hubble enfrenta um fim inevitável e delicado. Sem a possibilidade de uma missão de resgate, o equipamento realizará uma reentrada descontrolada na atmosfera. Um estudo técnico encomendado pela NASA alerta que os riscos associados à queda de seus destroços, embora baixos, violam os próprios padrões de segurança da agência espacial.
Vacina da dengue: Butantan está recrutando voluntários idosos para testes
O Instituto Butantan começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para um novo ensaio clínico da vacina da dengue Butantan-DV. O imunizante já foi aprovado pela Anvisa e comprado pelo Ministério da Saúde para ser distribuído no SUS.
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