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Saúde

Por que atum tem alto nível de mercúrio?

Redação Informe 360

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Assim como várias outras espécies de peixe, o atum é um cardume muito utilizado em diferentes pratos culinários, mas que também é indicado para contribuir positivamente para a saúde humana. Contudo, alguns produtos comercializados no mercado podem apresentar muito mais do que os benefícios do peixe, como o mercúrio.

Mas por que razão os peixes estariam infectados por um metal pesado e como isso afeta a nossa saúde? Confira, a seguir, mais informações sobre o porquê o atum pode apresentar altos níveis de mercúrio e os malefícios que o metal traz ao nosso corpo.

Leia mais:

O que é o mercúrio e de onde ele vem?

perigo veneno cuidado 11
Reprodução: Mikael Seegen/Unsplash

O mercúrio é um metal pesado que está presente, de forma natural, na crosta terrestre de nosso planeta. Apesar disso, ele é comumente disseminado na atmosfera em virtude das atividades humanas, seja pela queima do carvão para o funcionamento de máquinas ou pela mineração. Dito isso, é importante dizer que há diferentes tipos de mercúrio, e os mais importantes para citarmos aqui são dois: o mercúrio inorgânico e o metilmercúrio.

O mercúrio inorgânico é liberado na natureza, por exemplo, pela queima do carvão: o metal se espalha pelo ambiente e, posteriormente, pode ser depositado em sedimentos dentro de ambientes aquáticos. Em seguida, esses sedimentos, infectados pelo mercúrio inorgânico e localizados em uma área com baixo teor de oxigênio, se tornam alimento para certos micro-organismos: o consumo do metal por esses agentes microscópios os converte em uma nova variante do mercúrio, chamada metilmercúrio.

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O metilmercúrio, posteriormente, acaba sendo consumido por outros seres aquáticos, como crustáceos, peixes de pequeno porte e plânctons. Essa variante do mercúrio, no entanto, é considerada como uma das mais tóxicas e pode trazer inúmeros malefícios para quem a consome.

Por que o atum apresenta altos níveis de mercúrio?

cardume grande de peixes atum
Reprodução: Sebastian Pena Lambarri/Unsplash

O atum é um peixe migratório e cuja alimentação depende de sua espécie e região. Mas, de forma geral, ele pode se alimentar de crustáceos e peixes menores. Dessa forma, se uma espécie de atum vive em um ambiente onde suas presas estão infectadas pelo metilmercúrio, naturalmente o atum também será infectado.

Isso acontece porque o metilmercúrio é biocumulativo, ou seja, se acumula no organismo de quem o consome. Então, quanto mais presas infectadas o atum predar, mais metal tóxico será depositado em seu organismo. Então, duas coisas podem acontecer: a sua saúde é comprometida pela intoxicação do metal, embora o envenenamento não costume matá-lo; ou ele é capturado e abatido para servir de alimento para os humanos.

Alguns peixes, como o próprio atum, conseguem excretar parte do metal de seu organismo, embora ainda haja regiões do animal que concentram bastante metilmercúrio. Assim, caso um ser humano se alimenta deste peixe infectado, poderá desenvolver alguns quadros preocupantes de saúde.

Quais os malefícios que o consumo desses peixes infectados traz à saúde?

Os danos à saúde humana vão depender da quantidade de metal consumido e da frequência. Mas, de forma geral, é possível citar:

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  • Danos ao sistema nervoso, o que pode prejudicar o funcionamento neurológico e cognitivo do cérebro;
  • Impactos cardiovasculares, como hipertensão, de acordo com alguns estudos;
  • Dificuldade de excreção dos resíduos pelos rins, o que pode comprometer as funções renais;
  • Danos a um feto ou bebê em desenvolvimento durante a gravidez.

O recomendado é que, em caso de suspeita por envenenamento, os doentes se dirijam o mais rápido possível ao pronto-socorro do hospital mais próximo. E caso o exame de sangue e urina demonstrem algum sinal do mercúrio, é imprescindível informar aos profissionais de saúde o que você comeu, como o atum.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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