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Saúde

Gravidez silenciosa: o que é, quais os sinais e como identificar

Redação Informe 360

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A gravidez é um momento muito importante na vida de qualquer mulher, seja ela planejada ou não. Isso porque a chegada de um bebê muda completamente a vida dos futuros pais, que precisam se planejar, principalmente de forma financeira. Além disso, acontecem diversas mudanças na vida, no corpo e no psicológico da mulher, que necessita de ainda mais preparação.

Pensando nisso, já imaginou o quanto deve ser complicado descobrir uma gravidez de surpresa, próximo ao momento do parto ou justamente na hora de dar à luz? Isso acontece com muitas mulheres e famílias, e tem um nome: gravidez silenciosa. Nela, a gestante não percebe que está grávida pela falta dos sinais tradicionais, podendo fazer com que ela descubra quando o bebê está nascendo.

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Se você nunca ouviu falar dessa condição, ou gostaria de saber mais sobre ela, veja abaixo a matéria que preparamos com as principais informações sobre o assunto. Confira!

O que é a gravidez silenciosa e como identificar

A gravidez silenciosa é um fenômeno raro, em que a mulher não percebe a gestação até fases avançadas, ou até mesmo no momento do parto. Ao contrário da gestação tradicional, ela não apresenta sinais clássicos como o enjoo matinal, o ganho de peso e a ausência de menstruação, dificultando o diagnóstico.

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Além disso, os testes de gravidez convencionais podem apresentar resultados negativos, o que contribui ainda mais para o atraso no diagnóstico. Isso pode acontecer pelo horário da coleta da urina, por exemplo. Com isso, a gravidez pode passar despercebida até o terceiro trimestre, ou no momento de dar à luz.

De acordo com estudos recentes, 1 a cada 500 gestantes pode não apresentar sintomas de gestação até a 20ª semana (5º mês de gravidez), e 1 em cada 2.500 gestantes não tem nenhum sintoma ou alteração até o nascimento.

A gravidez silenciosa ainda pode estar associada a riscos, tanto para a mulher, quanto para o bebê, uma vez que não existe acompanhamento pré-natal adequado que permite a avaliação da saúde dos dois.

Sonhe. Mulher grávida feliz pensando e imaginando a vida de mãe em pé sobre um fundo de estúdio cinza. Espaço para texto.
A gravidez silenciosa é um fenômeno raro, em que a mulher não percebe a gestação até fases avançadas. (Imagem Shutterstock/Foto Prostock-studio)

Sintomas e sinais principais

As características da gravidez silenciosa geralmente são confundidas com outras condições médicas ou, em alguns casos, podem ser muito sutis para que sejam reconhecidos como indicadores de uma gestação. Entre os principais sintomas, estão:

  • Ausência de menstruação com sangramentos: a mulher não menstrua durante a gravidez silenciosa, mas podem acontecer sangramentos leves que a faz acreditar que não está grávida;
  • Pouco ou nenhum aumento do peso: ganhar peso durante a gestação é algo típico, mas pode não ser notado nesses casos, principalmente nas que já estão acima do peso ou possuem um abdômen mais definido;
  • Movimentos fetais que não são sentidos: pode acontecer dos movimentos do bebê serem confundidos com movimentos intestinais, ou algum desconforto digestivo;
  • Ausência de sintomas tradicionais da gravidez: diversas mulheres que possuem gravidez silenciosa não apresentam enjoo matinal, inchaço nos seios ou outros sinais considerados clássicos;
  • Sintomas que se confundem: dor abdominal, náuseas, cansaço, sonolência excessiva e aumento da sensibilidade dos seios podem ser confundidos com sintomas de TPM, alimentação, exposição ao Sol em excesso ou insônia;
  • Feto pequeno: pode não se perceber uma diferença muito grande na barriga;

Algumas mulheres podem nunca chegar a ter barriga saliente, por alguns motivos como:

  • Abdômen longo, onde existe mais espaço para que o útero se desenvolva para cima em vez de para fora, dando a impressão de barriga menor;
  • Excesso de peso, onde a barriga pode ser confundida com aumento de peso;
  • Músculos do abdômen mais fortes, em que a barriga não fica tão aparente e o bebê pode se desenvolver mais próximo da coluna.
Dor abdominal, náuseas, cansaço, sonolência excessiva e aumento da sensibilidade dos seios podem ser confundidos com outras condições. (Imagem: Prostock-studio/Shutterstock)

Causas da gravidez silenciosa

As principais causas podem ser:

  • Menstruação irregular: pode ser causada por diferentes causas, como a síndrome do ovário policístico, transtornos alimentares, excesso de atividade física, perimenopausa e doenças hormonais;
  • Medo da gravidez: isso pode ocasionar negação e a atribuição dos sintomas a outras causas;
  • Estar lactante: nessa fase, há uma falta de menstruação e excesso de cansaço, sono e dor nas costas, o que é normal. Por isso, a gravidez pode passar despercebida;
  • Sobrepeso e obesidade: pode causar alterações na menstruação e pode não ser possível sentir de forma clara os movimentos fetais, principalmente em casos de maior peso.

Outra causa possível é o uso de anticoncepcionais, como pílulas e injeções. Apesar de serem seguras, elas apresentam um risco mínimo de falha, o que pode causar uma gravidez em caso de relação sexual não protegida.

Como é feito o diagnóstico

Esse diagnóstico pode ser desafiador, já que os sintomas tradicionais não aparecem ou são minimizados. Diversas vezes, a mulher descobre a gestação somente durante um exame de imagem, como um ultrassom de rotina, ou ao consultar o médico por outros motivos, como dor no abdômen e desconforto sem causa aparente.

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Em caso de suspeita de gestação silenciosa, exames de imagem e de sangue para medir o nível de hCG, o hormônio da gravidez, são importantes para confirmar a gestação. A partir do momento da confirmação da gravidez, o acompanhamento pré-natal precisa ser iniciado imediatamente.

mulher vestida de bege com barriga nao aparente
A mulher pode não perceber a gravidez pela ausência de barriga saliente. (Imagem: Freepik)

Riscos de não notar a gravidez

O principal risco de uma mulher que não sabe que está grávida é a falta de um acompanhamento pré-natal adequado. Outro problema é a mulher continuar tendo hábitos que podem ser prejudiciais ao bebê, como a ingestão de bebidas alcoólicas, ou o uso de cigarros e medicamentos contraindicados na gravidez. Além disso, pode acontecer uma falta de nutrientes fundamentais para o desenvolvimento correto e crescimento do feto, como o ácido fólico.

A gravidez silenciosa ainda aumenta o risco da mulher de ter condições médicas como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, ou que o bebê tenha alguma alteração genética ou condição de saúde específica, que pode pôr em risco a vida da mãe e do bebê.

Tenho gravidez silenciosa, e agora?

Caso você tenha a suspeita de uma gravidez silenciosa, o mais importante é consultar um médico e fazer um exame, para confirmar ou descartar a gestação. Se a gravidez for confirmada, é importante que o pré-natal seja iniciado o mais rápido possível, uma vez que ele é fundamental para monitorar a saúde da mãe e do bebê, identificando possíveis complicações.

De forma resumida, o que se pode fazer:

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  • Consultar um médico para fazer um exame de gravidez;
  • Se o resultado do exame for positivo, iniciar o pré-natal o mais rápido possível;
  • Realizar exames de ultrassom;
  • Ajustar a dieta e o estilo de vida;
  • Tomar vitaminas, como ácido fólico;
  • Fazer acompanhamento médico constante.
mulher com roupa de frio segurando teste de gravidez
Nesses casos, o teste de gravidez caseiro pode não dar positivo, sendo preciso um exame em laboratório. (Imagem: Freepik)
Onde fica o bebê durante a gravidez silenciosa?

Durante a gravidez silenciosa, o bebê fica dentro do útero, assim como uma gravidez normal. A diferença é que a mulher não percebe a gravidez até estar no parto.

A mulher menstrua durante a gravidez silenciosa?

Não. Porém, ela pode ter sangramentos vaginais leves, que podem ser confundidos com menstruação, ainda mais em mulheres com ciclos menstruais irregulares.

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A barriga da mulher cresce durante a gravidez silenciosa?

Sim, a barriga pode crescer durante a gravidez silenciosa, mas nem sempre de forma perceptível. Isso porque a mulher não apresenta os sinais tradicionais de gravidez nessa condição.

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As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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