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Saúde

Dorme 8 horas e ainda acorda cansado? Entenda o que pode estar acontecendo

Redação Informe 360

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Dormir oito horas por noite costuma ser associado a uma boa noite de sono. Mas o número, sozinho, não é suficiente para dizer se o descanso foi adequado. Uma pessoa pode passar oito horas na cama e ainda acordar sem disposição porque o sono foi fragmentado, sofreu influência de substâncias como o álcool, aconteceu em um horário pouco alinhado ao relógio biológico ou foi afetado por algum distúrbio.

A Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) e a Sleep Research Society recomendam que adultos durmam pelo menos sete horas por noite regularmente. O consenso das entidades também considera qualidade, horário, regularidade e ausência de distúrbios como componentes de um sono saudável.

“Não existe um número mágico de horas de sono para todos os indivíduos”, afirma Lúcio Huebra, neurologista, médico do sono e membro do Conselho Administrativo da Academia Brasileira do Sono. Segundo ele, existe uma variação individual na necessidade de sono e, além da quantidade, é preciso considerar também a qualidade e a regularidade.

O que acontece durante essas 8 horas também importa

Ao avaliar o sono, Huebra aponta três aspectos: a quantidade de horas, considerando a necessidade individual; a qualidade, que envolve a facilidade para iniciar e manter o sono; e a maneira como a pessoa acorda e passa o dia, observando fatores como fadiga, sonolência, atenção e concentração.

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O horário também entra nessa avaliação. Cláudia Moreno, professora titular da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenadora do Núcleo de Cronobiologia do Sono da Academia Brasileira do Sono, explica que o chamado relógio biológico faz parte de um sistema de temporização circadiana que organiza funções do corpo ao longo do dia. O ciclo de luz e escuridão participa dessa sincronização e ajuda a organizar os períodos de sono e vigília.

A continuidade do sono é outro ponto. Durante a noite, é normal haver despertares, muitos deles tão breves que não chegam a ser percebidos. “Todos apresentamos alguns despertares noturnos. A ideia de que o sono acontece em um único bloco contínuo é uma ilusão”, diz Huebra. Segundo o especialista, a fragmentação se torna relevante quando prejudica a continuidade do sono.

Estudos experimentais também indicam que manter o mesmo tempo total de sono não elimina os efeitos da fragmentação. Em um estudo com adultos saudáveis, interrupções repetidas reduziram o estado de alerta e prejudicaram uma tarefa de atenção no dia seguinte.

Esse tipo de fragmentação nem sempre é percebido pela própria pessoa. “A percepção do sono é muito individual e, por vezes, muito distante da realidade”, afirma Huebra. Ele cita pacientes com apneia grave que acreditam dormir bem, mas apresentam múltiplos eventos de dificuldade respiratória e fragmentação do sono durante a polissonografia.

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A forma como a pessoa se sente ao acordar também precisa ser interpretada com cuidado. Huebra diferencia sonolência, cansaço e a sensação de estar “grogue” logo após despertar. Segundo ele, a sonolência está relacionada à permanência da pressão de sono, enquanto o cansaço pode indicar um sono não reparador. Já a dificuldade para começar as atividades logo depois de acordar é chamada de inércia do sono.

A inércia do sono pode acontecer de forma normal, especialmente quando o despertar ocorre durante o sono profundo. Por isso, alguns minutos de dificuldade para engrenar não significam, por si só, que algo esteja errado.

Álcool e apneia podem atrapalhar a qualidade do sono

O que acontece antes de dormir também pode interferir no descanso. O álcool é um exemplo. “O álcool é um depressor do sistema nervoso central, inicialmente pode até apresentar um efeito sedativo e levar a algum grau de sonolência”, explica.

Pessoa dorme na cama segurando uma garrafa de bebida alcoólica
O álcool pode causar sonolência inicialmente, mas também alterar a arquitetura do sono – Imagem: StockLab / Shutterstock

O especialista afirma que o álcool tem efeito inibidor sobre o sono REM. Ele também explica que o relaxamento muscular provocado pela substância pode aumentar a instabilidade respiratória, com roncos mais frequentes e intensos e, em pessoas suscetíveis, piora ou surgimento de apneia obstrutiva do sono.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024, com 27 estudos, encontrou alterações na arquitetura do sono após o consumo de álcool, incluindo atraso no início do sono REM e redução de sua duração. Os efeitos sobre o REM apareceram inclusive após doses consideradas baixas, enquanto os resultados para tempo total de sono, eficiência e tempo acordado depois de adormecer foram mais incertos.

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O efeito do álcool, segundo Huebra, não fica restrito ao momento em que a pessoa adormece. “Outro aspecto relevante em relação ao consumo do álcool próximo ao horário de dormir é que ele é metabolizado em poucas horas, assim, no meio da noite, há um rebote daquela mensagem inicialmente inibitória, deixando o cérebro hiperexcitado, levando à fragmentação do sono, pesadelos, sono agitado.” Ele também menciona um potencial efeito diurético, que pode aumentar o volume urinário e os despertares ao longo da noite.

A apneia obstrutiva do sono é outro exemplo de como oito horas na cama não necessariamente correspondem a oito horas de sono contínuo. O distúrbio envolve episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono e pode provocar fragmentação do descanso. Ronco, pausas respiratórias observadas por outra pessoa e sonolência durante o dia estão entre os sinais descritos na literatura.

A pessoa pode não perceber essas interrupções. É justamente o que aparece na explicação de Huebra sobre pacientes com apneia grave que relatam dormir bem, apesar de apresentarem eventos respiratórios e fragmentação identificados em exames.

Paciente é monitorado durante exame do sono com sensores e equipamentos
Exames do sono podem identificar alterações respiratórias e outros eventos que ocorrem durante a noite – Imagem: Kittyfly / Shutterstock

Quando há suspeita de apneia, a investigação é feita por avaliação médica e exames específicos. A AASM considera a polissonografia o exame padrão para o diagnóstico em adultos quando existe preocupação clínica com o distúrbio. Em determinadas situações, o teste domiciliar de apneia pode ser utilizado em adultos sem condições complicadoras e com sinais compatíveis.

Acordar cansado, portanto, não significa automaticamente ter apneia. A investigação considera o conjunto de sintomas, histórico e características do sono.

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O horário do sono também faz diferença

A duração adequada não significa que qualquer horário seja equivalente. Segundo Moreno, o sistema de temporização circadiana é sincronizado pelo ciclo claro-escuro e ajuda o organismo a organizar funções ao longo do dia. Para a especialista, esse processo participa da alternância entre sono e vigília.

Por isso, “o sono também tem que ocorrer em horários em que o organismo está preparado para dormir”, afirma Moreno. Ela explica que o sono realizado durante a noite tem uma estrutura diferente daquele realizado durante o dia e lembra que existem diferenças individuais entre pessoas mais matutinas e mais vespertinas.

A regularidade entra nessa equação. Um consenso da National Sleep Foundation publicado em 2023 concluiu que manter consistência nos horários de início e término do sono é importante para saúde, segurança e desempenho.

Ilustração de relógio representando o ciclo circadiano entre dia e noite
O sistema de temporização circadiana ajuda a organizar os ciclos de sono e vigília ao longo do dia – Imagem: kanyanat wongsa / Shutterstock

Uma revisão sistemática publicada em 2020 analisou 41 estudos, com 92.340 participantes, e encontrou associações entre maior variabilidade nos horários de sono e diferentes desfechos de saúde. Os autores ressaltaram, porém, que não foi possível estabelecer um limite universal para definir quanto de variação seria excessivo e que a qualidade da evidência variou entre os resultados analisados.

Uma forma prática de visualizar essa diferença é o chamado jet lag social. Moreno define o fenômeno como a diferença entre os horários de dormir e acordar durante a semana e nos fins de semana. “Jet lag social não é uma doença. Jet lag social é um fenômeno”, afirma.

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A luz também participa da sincronização do relógio biológico. Moreno destaca que a exposição à luz durante a manhã ajuda nessa regulação e sinaliza ao organismo que o dia começou.

À noite, a exposição à luz artificial também pode interferir nessa sincronização. Segundo Moreno, telas e outras fontes de luz artificial com quantidade importante de luz azul podem afetar o sistema de temporização circadiana, mas o efeito depende do horário, da iluminância e da duração da exposição.

Para quem dorme oito horas e acorda sem disposição com frequência, o número de horas é apenas um dos pontos a observar. É preciso considerar também a qualidade e a continuidade do descanso, os horários em que o sono acontece, a regularidade da rotina e a presença de sinais de algum distúrbio.

“Eventualmente podemos acordar cansados se as condições de sono daquela noite não foram ideais. Mas a sensação frequente de sono não reparador sempre demanda atenção e deve ser investigada”, afirma Huebra.

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Saúde

Manchas ao redor dos olhos acendem alerta de risco de infarto e derrame

Redação Informe 360

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Manchas amareladas ao redor dos olhos podem ser um sinal de alerta para um risco maior de infarto e AVC. Pesquisadores da Universidade Stanford encontraram uma associação entre essa alteração, conhecida como xantelasma, e uma incidência maior de eventos cardiovasculares.

O estudo busca ajudar médicos a identificar pacientes com possíveis fatores de risco cardiovascular de forma mais precoce. A associação foi observada tanto no primeiro ano quanto nos acompanhamentos realizados cinco e dez anos depois.

Olhos castanhos de uma mulher adulta com patologia de placas de colesterol e pálpebra caída, xantelasma.
Manchas amareladas ao redor dos olhos caracterizam o xantelasma, condição associada a maior incidência de eventos cardiovasculares. – Imagem: Nadezhda Dorokhova/Shutterstock

O que é o xantelasma?

A aterosclerose pode se desenvolver de forma silenciosa. Conforme placas de gordura se acumulam nas artérias, o fluxo sanguíneo pode ficar restrito, aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Em busca de sinais que ajudem a identificar esse processo mais cedo, os pesquisadores voltaram a atenção para o xantelasma.

A condição provoca o surgimento de placas amareladas na região das pálpebras. Elas ganham volume quando células de defesa do organismo, os macrófagos, acumulam colesterol e outras gorduras. Como o acúmulo de gordura também está envolvido na aterosclerose, a equipe de Stanford investigou se poderia existir uma relação entre as condições.

Os números da pesquisa

Os cientistas analisaram dados médicos de 17.925 pessoas com xantelasma e compararam os resultados com um grupo de controle de mesmo tamanho. Os participantes desse segundo grupo tinham presbiopia, condição que causa dificuldade para enxergar de perto, e também haviam passado por exames oftalmológicos.

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No primeiro ano de acompanhamento, os eventos cardiovasculares foram mais frequentes entre as pessoas com xantelasma:

  • Infarto: 1% dos pacientes com xantelasma, ou 178 pessoas, contra 0,35% no grupo de controle, ou 63 pessoas.
  • AVC: 0,95% no grupo com as manchas, contra 0,3% no grupo de controle.
  • Ataque isquêmico transitório (AIT): 0,6% contra 0,19%.

A diferença diminuiu um pouco com o passar do tempo, mas o risco continuou substancialmente maior entre os pacientes com xantelasma nas análises de cinco e dez anos.

exame avc
Entre os pacientes com xantelasma, a incidência de AVC chegou a 0,95% no primeiro ano, contra 0,3% no grupo de controle. Imagem: utah778/iStock

Um possível marcador nos consultórios

As manchas não são apontadas como a causa dos infartos ou AVCs. A importância do achado está na possibilidade de o xantelasma funcionar como um sinal visível associado a outros fatores de risco cardiovascular.

“Xantelasma está associado a uma maior incidência de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares importantes no curto e no longo prazo, até dez anos”, escreveram os pesquisadores.

O estudo também encontrou um dado relevante: a incidência desses eventos foi semelhante entre os pacientes com xantelasma, independentemente de apresentarem níveis anormalmente elevados de gordura no sangue. Isso sugere que outros fatores podem estar envolvidos na associação.

Os pesquisadores observam que muitos pacientes com xantelasma procuram dermatologistas por motivos estéticos, embora possam apresentar fatores de risco cardiovascular não diagnosticados ou sem controle adequado.

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Prevenção e próximos passos

A identificação do xantelasma pode, segundo os autores, representar uma oportunidade para investigar a saúde cardiovascular desses pacientes e adotar medidas preventivas quando necessário.

Leia mais:

“Os resultados do nosso estudo destacam a importância de avaliar os pacientes com xantelasma nos estágios iniciais para identificar e controlar suas condições sistêmicas subjacentes, ajudando a prevenir potenciais eventos cardiovasculares.”

Os autores sugerem medidas como mudanças no estilo de vida, tratamento para alterações nos níveis de lipídios e controle da pressão arterial. Ainda serão necessárias novas pesquisas para esclarecer por que o xantelasma está associado a um risco maior de infarto, AVC e outros eventos cardiovasculares.

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Saúde

Anvisa autoriza medicamento experimental para Lito Sousa

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (4), a importação, em caráter excepcional, do medicamento experimental ALN-6457 para o tratamento do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals, a substância ainda não possui registro comercial no Brasil nem representante legal no país. Por isso, a autorização ocorreu fora do fluxo padrão de importação de medicamentos.

O ALN-6457 também está em estágio pré-clínico para doenças priônicas. Não existem estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para avaliar a substância especificamente contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. Com isso, Lito será a primeira pessoa a testar o medicamento nesse contexto.

O pedido de importação foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento do influenciador, depois que ele foi aceito em um programa de uso compassivo do medicamento.

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A modalidade permite que pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis tenham acesso excepcional a medicamentos ainda em desenvolvimento.

Pedido partiu da família

  • Segundo Mila Seidl, esposa de Lito, foi ela quem solicitou a inclusão do influenciador no programa de uso compassivo e articulou a ação conjunta para viabilizar a autorização. O processo envolveu o Ministério da Saúde, o hospital, a Anvisa e a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos;
  • Nas redes sociais, Mila comemorou a decisão;
  • “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento! Expectativa de chegar no Brasil em 7/9 dias”, afirmou;
  • De acordo com a Anvisa, a avaliação levou em consideração a evolução rápida e irreversível da doença, além da ausência de patrocinador ou representante responsável pelo medicamento no Brasil;
  • Ainda não há informações sobre como o tratamento será realizado.

Leia mais:

Fachada de prédio da Anvisa com logo do órgão
De acordo com a Anvisa, a avaliação levou em consideração a evolução rápida e irreversível da doença, além da ausência de patrocinador ou representante responsável pelo medicamento no Brasil – Imagem: Adilson Sochodolak/Shutterstock

Medicamento ainda não teve eficácia comprovada

A autorização concedida pela Anvisa é excepcional e não representa uma aprovação comercial do ALN-6457. A substância ainda não passou por estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para a doença priônica.

Por isso, não há comprovação de que o medicamento seja capaz de interromper ou reverter a evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob.

A situação é diferente da de um medicamento já aprovado e submetido aos testes clínicos necessários para comprovar sua segurança e eficácia. No caso de Lito, o acesso ocorre por meio do uso compassivo, diante da gravidade da enfermidade e da ausência de alternativas terapêuticas.

O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?

A DCJ é uma doença priônica causada pela alteração anormal de uma proteína chamada príon. A proteína alterada se multiplica no cérebro e provoca a destruição dos neurônios, deixando no tecido cerebral um padrão de pequenos espaços que dá origem ao termo “espongiforme”.

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A enfermidade é rara, progressiva e, até hoje, não possui tratamento capaz de reverter ou interromper sua evolução.

Segundo o neurologista José Bauab, o príon se instala dentro do neurônio e provoca uma intoxicação progressiva da célula. O processo também afeta a glia, tecido responsável pelo suporte e pela sustentação dos neurônios.

“As partículas proteicas entram dentro do neurônio, intoxicam o neurônio, e vão tendo um comportamento absolutamente destrutivo e tóxico na célula”, explicou Bauab ao g1.

No Brasil, a doença atinge principalmente pessoas mais velhas. A faixa entre 55 e 74 anos concentrou 60,2% das notificações, com idade média de 66 anos entre os casos suspeitos. O perfil é diferente do de Lito, já que a forma esporádica da doença costuma atingir pessoas entre 60 e 80 anos.

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Dados utilizados pelo Ministério da Saúde indicam que cerca de 90% dos pacientes evoluem para óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas. A sobrevida média é de aproximadamente cinco meses.

Entre as notificações analisadas, foram registrados 290 óbitos relacionados à doença, embora o boletim aponte falhas no preenchimento e no acompanhamento dos dados.

Entre 2005 e 2021, o Brasil registrou 547 casos confirmados de doença de Creutzfeldt-Jakob. O período corresponde aos primeiros 17 anos desde que a DCJ passou a integrar a lista de doenças de notificação compulsória.

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Saúde

Omo, Comfort e Brilhante têm produção suspensa pela Anvisa em fábrica da Unilever

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão temporária da fabricação de produtos saneantes na unidade da Unilever em Vinhedo (SP). A decisão foi publicada nesta quarta-feira (2) após uma inspeção realizada entre 24 e 28 de agosto identificar descumprimento das regras de boas práticas de fabricação.

A resolução da Anvisa determina a suspensão da fabricação de “todos os produtos saneantes” produzidos na unidade de Vinhedo. A medida atinge linhas de produtos das marcas Omo, Comfort e Brilhante, incluindo sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido.

A suspensão é preventiva e impede temporariamente a fabricação dos produtos abrangidos pela medida enquanto as irregularidades são corrigidas. A decisão, porém, não determinou a suspensão da comercialização, distribuição ou uso dos produtos que já foram fabricados e estão disponíveis no mercado.

A inspeção foi realizada conjuntamente pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo. Segundo a agência, o descumprimento envolve a Resolução RDC nº 47, de 2013, que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes.

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Fachada da Unilever com o logo da empresa
A Anvisa suspendeu temporariamente linhas de fabricação de produtos de cuidados com roupas na unidade da Unilever em Vinhedo (SP) – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Unilever tem linhas de fabricação suspensas em SP

A inspeção ocorreu entre 24 e 28 de agosto e foi realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária de Vinhedo.

A suspensão impede temporariamente a fabricação dos produtos abrangidos pela medida. Segundo a Unilever, as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.

Não há determinação para recolher produtos que já estejam à venda ou interromper seu uso. A Anvisa também informou que a avaliação não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas nos lotes produzidos na fábrica.

A decisão da agência não detalha, na resolução, quais irregularidades foram encontradas. Segundo a Unilever, a medida está relacionada às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.

Saneantes são produtos usados para limpeza, desinfecção e higienização de ambientes e superfícies.

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Comunicado da Unilever

A Unilever enviou o seguinte comunicado ao Olhar Digital:

A Unilever Brasil Industrial Ltda. informa que recebeu a equipe da Anvisa em sua fábrica em Vinhedo (SP) para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. A inspeção resultou em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle, conforme publicado no Diário Oficial do dia 2/9/2026, relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.

Todos os produtos de cuidados com a casa fabricados na unidade, de todos os lotes, seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores. Em nota publicada no site, a Anvisa diz que a avaliação ‘não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.’

Por determinação da Anvisa, de forma preventiva, as linhas de fabricação destes produtos foram temporariamente suspensas para implementação das melhorias operacionais requeridas. Todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas. As demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.

A Unilever continua atuando em colaboração com a Anvisa e considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor. A empresa reafirma seu compromisso inegociável com o rigor de seus padrões de qualidade em seus 96 anos de atuação no Brasil e reitera sua prioridade absoluta com a segurança dos consumidores.

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Unilever em comunicado à imprensa

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