Saúde
Como é feita uma cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é uma das principais alternativas para o tratamento da obesidade severa, especialmente quando dietas, exercícios físicos e outras abordagens clínicas não apresentam os resultados esperados.
Mais do que um procedimento estético, essa intervenção cirúrgica é considerada uma estratégia de saúde pública e um divisor de águas na vida de milhares de pessoas que sofrem com os impactos físicos e emocionais do excesso de peso.
Indicada principalmente para pacientes com obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica tem como objetivo reduzir o tamanho do estômago ou modificar o processo digestivo, levando a uma perda de peso significativa e duradoura.
Mas como, de fato, essa cirurgia é feita? Quais são as etapas envolvidas, os tipos de técnicas utilizadas e os cuidados necessários antes e depois da operação?
Aqui, você entenderá o passo a passo completo da cirurgia bariátrica, os critérios para sua realização, os riscos envolvidos e os impactos reais na qualidade de vida de quem opta por essa transformação radical.
O que você precisa saber sobre a Cirurgia Bariátrica
O que é a cirurgia bariátrica?
A cirurgia bariátrica é um procedimento médico voltado para o tratamento da obesidade grave.

Seu objetivo é promover a perda de peso por meio da redução do estômago ou da alteração do caminho que os alimentos percorrem no sistema digestivo.
Ao limitar a ingestão ou absorção de calorias, o paciente consegue emagrecer de forma mais rápida e consistente, o que reduz os riscos associados à obesidade, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e apneia do sono.
Esse tipo de cirurgia não deve ser vista como uma solução estética ou de curto prazo, mas sim como uma intervenção médica séria que exige preparo, comprometimento e acompanhamento contínuo.
Quem pode fazer uma cirurgia bariátrica?
A cirurgia é indicada principalmente para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 kg/m², ou para aquelas com IMC entre 35 e 39,9 kg/m² desde que apresentem doenças associadas à obesidade, como hipertensão, diabetes tipo 2 ou problemas respiratórios.

Além disso, é necessário comprovar que o paciente não obteve resultado significativo após outros métodos clínicos, como dietas supervisionadas, atividades físicas regulares e medicamentos.
Outro ponto fundamental é a avaliação multidisciplinar. O paciente precisa passar por consultas com endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos e cirurgiões especializados, que avaliarão sua saúde física e emocional, sua relação com a comida, além de sua capacidade de seguir as mudanças exigidas após a cirurgia.
Leia também:
- Cirurgia “falsa” funciona tão bem quanto a real; entenda o motivo
- Cirurgia que muda a cor dos olhos pode levar à cegueira
- Entenda o que é uma traqueotomia e como o procedimento pode salvar vidas
Avaliação e preparo pré-operatório
Antes da cirurgia, o paciente deve realizar uma série de exames e consultas para garantir que está apto ao procedimento.

Entre os exames mais comuns estão os de sangue, a endoscopia digestiva alta, ultrassonografias e, em alguns casos, exames cardiológicos.
Durante essa fase, o paciente é orientado sobre a dieta que deverá seguir, os riscos do procedimento, os benefícios esperados e a importância da mudança no estilo de vida.
O preparo emocional também é essencial. Muitos pacientes desenvolvem uma relação emocional com a comida, e a cirurgia exige uma nova forma de se alimentar e de lidar com as emoções.
Quais são os tipos de cirurgia bariátrica?
Existem diferentes técnicas de cirurgia bariátrica, cada uma com indicações específicas. As mais comuns são:
Bypass Gástrico (cirurgia de Fobi-Capella)
Considerada o padrão ouro, essa técnica reduz o estômago e desvia parte do intestino, diminuindo a absorção de nutrientes e a ingestão de alimentos. É eficaz para perda de peso e controle de diabetes tipo 2.
Gastrectomia Vertical (Sleeve)
Nesse procedimento, cerca de 70% do estômago é retirado, transformando-o em um tubo fino. A técnica reduz a produção do hormônio grelina, responsável pela fome, promovendo saciedade precoce.
Banda Gástrica Ajustável
Menos comum atualmente, consiste na colocação de um anel inflável ao redor da parte superior do estômago. É ajustável e reversível, mas possui taxa de falhas mais elevada.
Derivação Bileopancreática com Duodenal Switch
Mais complexa, indicada para obesidade extrema. Associa gastrectomia vertical a um desvio intestinal amplo, com alta taxa de eficácia, mas maior risco de deficiência nutricional.

Como é feita a cirurgia bariátrica?
Atualmente, a maioria das cirurgias bariátricas é feita por videolaparoscopia, um método minimamente invasivo que utiliza pequenas incisões no abdômen para inserir instrumentos cirúrgicos e uma microcâmera. Isso reduz o tempo de recuperação e diminui o risco de infecção.
O procedimento é realizado sob anestesia geral e pode durar entre duas e quatro horas, dependendo da técnica e da complexidade do caso.
Durante a cirurgia, o cirurgião reduz o tamanho do estômago ou altera o trajeto do alimento pelo sistema digestivo, conforme planejado na avaliação pré-operatória.
Após a operação, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação e, em seguida, para o quarto. O tempo de internação costuma variar entre dois e quatro dias.
Pós-operatório e adaptação
A recuperação da cirurgia bariátrica envolve diversas fases e exige comprometimento do paciente. Nos primeiros dias, a dieta é estritamente líquida. Gradualmente, são introduzidos alimentos pastosos e, depois, sólidos, sempre com acompanhamento de um nutricionista.
A suplementação vitamínica é obrigatória em muitos casos, já que algumas técnicas reduzem a absorção de nutrientes. Ferro, cálcio, vitamina B12 e proteínas são os principais nutrientes que devem ser monitorados.
A prática de atividade física leve é recomendada após algumas semanas, contribuindo para a perda de peso e para a manutenção da massa muscular.
O apoio psicológico também é fundamental durante o processo, especialmente para lidar com as mudanças corporais e os desafios emocionais da nova rotina alimentar.
Riscos e complicações
Embora a cirurgia bariátrica seja considerada segura, como qualquer procedimento cirúrgico, ela envolve riscos. Entre as possíveis complicações estão infecções, sangramentos, fístulas, trombose e problemas respiratórios.
Além disso, a má absorção de nutrientes pode levar a deficiências nutricionais severas se não houver acompanhamento adequado.
É importante lembrar que, mesmo após a cirurgia, existe a possibilidade de reganho de peso caso o paciente não siga as orientações alimentares e não mantenha hábitos saudáveis.
Benefícios para a saúde e qualidade de vida
Os benefícios da cirurgia bariátrica vão muito além da estética. Muitos pacientes relatam melhora significativa ou até remissão de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol alto e apneia do sono.
Além disso, a cirurgia pode melhorar a mobilidade, a qualidade do sono, a autoestima e o bem-estar emocional.
A perda de peso progressiva também diminui o risco de doenças cardiovasculares, melhora a fertilidade e pode aumentar a expectativa de vida em até 10 anos, segundo estudos recentes.
A cirurgia bariátrica é um procedimento transformador, mas que exige responsabilidade e acompanhamento contínuo.
Ela não é uma “solução fácil”, mas sim um recurso poderoso quando aliado à mudança de hábitos e ao suporte multidisciplinar. É essencial que o paciente compreenda todas as etapas do processo, esteja preparado para os desafios do pós-operatório e mantenha o foco na saúde a longo prazo.
Com o suporte adequado, a cirurgia bariátrica pode ser o ponto de virada na luta contra a obesidade, proporcionando não só emagrecimento, mas também uma nova chance de viver com mais saúde, mobilidade e autoestima.
O post Como é feita uma cirurgia bariátrica? apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
![]()
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
O post Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
O post Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico

Tecnologia1 semana atrásOs doramas de cura que funcionam como um abraço e vão deixar o seu dia muito melhor

Internacional1 semana atrásTrump justifica que ataques ao Irã são para defender norte-americanos

Saúde1 semana atrásObesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê
- Negócios1 semana atrás
Bancos Globais Adotam Home Office no Oriente Médio em Meio À Escalada de Tensões

Justiça4 dias atrásPor unanimidade, STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro

Tecnologia1 semana atrásJornalista do Olhar Digital descreve sábado de tensão em Dubai
- Negócios1 semana atrás
100 Horas Diante das Telas? 3 Ações para Proteger Sua Saúde no Trabalho

Tecnologia1 semana atrásCâmara aprova venda de medicamentos em supermercados
























