Saúde
Beber água com limão em jejum faz bem ou é apenas mito?

Beber água com limão em jejum virou hábito de muita gente que busca saúde, energia e detox, mas será que realmente faz bem? Vamos separar o que é mito do que a ciência comprova, entendendo como esse ritual influencia corpo e mente.
O que a ciência diz sobre beber água com limão em jejum?
Pesquisas e análises científicas mostram que o principal benefício de beber água com limão está na hidratação e no aporte de vitamina C, um antioxidante que protege as células, ajuda na produção de colágeno e contribui para o funcionamento do sistema imunológico, embora não haja evidências robustas de que isso cause o “detox” milagroso ou perda de peso automática.
Um exemplo é o artigo “Exploring the Antioxidant Properties of Citrus limon (Lemon) Peel Ultrasound Extract” publicado na revista Biomass (MDPI), que detalha o potencial antioxidante desses compostos presentes na casca do limão e sua relevância nutricional.

Beber água com limão em jejum melhora mesmo a saúde
Muita gente acredita que a mistura acelera o metabolismo, queima gordura ou desintoxica o corpo. Na realidade, o que acontece é mais simples: ajuda a hidratar rapidamente o organismo após horas sem beber nada e pode estimular o sistema digestivo.
O limão adiciona vitaminas, especialmente a vitamina C, que contribui para imunidade, mas não existe evidência de efeitos milagrosos de emagrecimento ou limpeza do fígado.
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Como incluir a água com limão na rotina sem exageros?
Beber um copo de água morna com limão logo ao acordar pode ser uma forma de hidratação leve e saborosa. É simples: esprema meio limão em 200 ml de água filtrada e beba antes do café da manhã.
Para quem tem sensibilidade no estômago ou problemas dentários, é recomendado usar canudo e enxaguar a boca depois, evitando desgaste do esmalte dos dentes.

Quais cuidados e variações podem potencializar resultados?
Embora não seja milagrosa, a água com limão pode contribuir para o bem-estar quando associada a hábitos saudáveis. Alguns cuidados fazem diferença:
- Não exagerar na quantidade: o consumo excessivo pode irritar o estômago ou prejudicar o esmalte dos dentes.
- Diluir bem o limão em água: reduz a acidez e torna a bebida mais segura para uso frequente.
- Evitar adoçar: açúcar ou adoçantes anulam parte dos benefícios esperados.
- Usar um canudo ou enxaguar a boca depois: ajuda a proteger os dentes.
Variações possíveis
- Água morna com limão e gengibre
- Limão com hortelã
- Limão com cúrcuma (em pequenas quantidades)
Essas combinações podem melhorar o sabor e trazer compostos adicionais, mas não substituem uma alimentação equilibrada.
Qual o impacto a longo prazo desse hábito?
Incorporar água com limão à rotina pode contribuir para hidratação diária e ingestão de vitamina C, mas não substitui hábitos de saúde essenciais.
Combinada a alimentação equilibrada e exercícios, essa prática simples ajuda a criar disciplina matinal e consciência corporal, reforçando que pequenas mudanças consistentes fazem diferença na saúde e no bem-estar. Manter hábitos conscientes, baseados em ciência e moderação, é o caminho para melhorar energia, foco e saúde sem se deixar levar por promessas milagrosas.
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Saúde
Anvisa deve decidir sobre versões nacionais do Ozempic ainda em fevereiro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve divulgar na próxima semana sua decisão sobre os pedidos de registro das versões nacionais das canetas à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Os pedidos em análise são das farmacêuticas EMS e Ávita Care, que aguardam a aprovação regulatória para iniciar a produção no Brasil.
A expectativa se intensifica porque a patente da semaglutida, desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, expira em 20 de março. A empresa tentou estender o prazo de exclusividade judicialmente, mas o pedido foi negado. Com o fim da proteção, outras farmacêuticas poderão produzir e comercializar medicamentos à base da substância no país, desde que recebam o aval da Anvisa.

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Avaliação regulatória e prioridade do Ministério da Saúde
Em 2025, o Ministério da Saúde solicitou que a Anvisa desse prioridade à análise de canetas nacionais de semaglutida. A agência vem seguindo essa orientação, e a expectativa é que os primeiros resultados apareçam nas próximas semanas. Apesar disso, a aprovação não é automática: a Anvisa pode solicitar informações adicionais às empresas antes de conceder o registro definitivo.

Especialistas projetam que a chegada de versões nacionais ao mercado deve reduzir os preços gradualmente, com a concorrência pressionando o valor final dos medicamentos. No entanto, a queda nos custos não deve ocorrer de forma imediata, já que depende de fatores como produção e logística.
A EMS, até o momento, é o único laboratório brasileiro que já lançou canetas injetáveis para emagrecimento de geração anterior, baseadas em liraglutida. A empresa afirmou que possui estrutura industrial pronta para fabricar medicamentos à base de semaglutida, mas ainda não definiu cronograma de lançamento, nem detalhes sobre produto e política de preços. Qualquer avanço dependerá exclusivamente da aprovação regulatória.
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Saúde
Bactérias de Clamídia no olho estão ligadas ao Alzheimer, diz pesquisadora

Uma pesquisa publicada na Nature estuda a correlação entre a presença da bactéria Clamídia pneumoniae nos olhos e sua incidência no desenvolvimento de Alzheimer. A pesquisa possui vários autores, como Maya Koronyo-Hamaoui e Timothy R. Crother, e pode ser lida na íntegra clicando aqui. A seguir, confira mais informações sobre este novo estudo.
O que a bactéria tem a ver com o desenvolvimento do Alzheimer?

Os pesquisadores deste estudo perceberam que a bactéria Chlamydia pneumoniae pode estar diretamente envolvida na progressão do Alzheimer.
Apesar do nome Chlamydia pneumoniae lembrar a IST, essa bactéria não é a mesma da infecção sexualmente transmissível. Em verdade, é uma bactéria respiratória facilmente transmissível por tosse e espirro.
Uma vez que um corpo saudável é infectado por ela, há a possibilidade das partículas se esconderem, como num estado de incubação. Em outras palavras, é possível carregá-la consigo por anos.
Mas o que ela tem a ver com o Alzheimer? Pesquisadores perceberam que muitos doentes acometidos por esse tipo de demência demonstravam a bactéria na retina (parte do olho ligada ao cérebro) e também no cérebro, o que lhes chamou a atenção.
Para comprovar se havia alguma ligação, os pesquisadores colheram amostras de:
- Pessoas com Alzheimer;
- Pessoas com comprometimento cognitivo leve (fase inicial);
- Pessoas sem a doença;
- Modelos em camundongos;
- Culturas de células nervosas.
Descobriram que os humanos com Alzheimer eram os que mais apresentavam crescimento bacteriano da Chlamydia pneumoniae. Em verdade, a quantidade dessa bactéria aumentava conforme a doença progredia, quanto mais houvesse perda cognitiva, e em pessoas com o gene de risco APOE ε4.

Vendo Clamídia pneumoniae consistentemente em tecidos humanos, culturas de células e modelos animais nos permitiram identificar uma ligação, até então não reconhecida, entre infecção bacteriana, inflamação e neurodegeneração. O olho é um substituto para o cérebro, e este estudo mostra que a infecção bacteriana da retina e a inflamação crônica podem refletir a patologia cerebral e prever o estado da doença, apoiando a imagem da retina como uma forma não invasiva de identificar pessoas em risco de Alzheimer.
— Maya Koronyo-Hamaoui, professora da Universidade de Ciências da Saúde Cedars-Sinai e principal autora do estudo
Segundo o artigo científico, a bactéria pode ativar algo chamado “inflamassoma NLRP3”: uma espécie de alarme inflamatório do sistema imunológico. Caso este alarme seja acionado em excesso (como suspeitam que ocorra devido à bactéria), isso gera inflamação intensa.
A inflamação intensa, como já é comprovado cientificamente, é um dos principais mecanismos causadores do Alzheimer. Em resumo: a bactéria parece “ligar” o sistema inflamatório do cérebro de forma prejudicial.

Nas pessoas analisadas, viram que:
- O NLRP3 já está aumentado em pessoas com comprometimento leve;
- No Alzheimer avançado, ele está claramente ativado;
- Marcadores inflamatórios estavam elevados;
- Havia sinais de: Apoptose (morte celular), Piroptose (morte celular inflamatória) e Neuroinflamação.
Além de tudo isso, o Alzheimer é conhecido pelo acúmulo de β-amiloide 42, uma proteína que forma placas no cérebro. O estudo conduzido mostrou que a Chlamydia pneumoniae está relacionada ao aumento da produção de beta-amiloide, é uma das culpadas pelo seu acúmulo, e ainda agrava danos cerebrais.
Ou seja, a bactéria não só está presente no corpo, mas parece agravar o avanço da doença.
Leia mais:
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Qual a importância da retina neste estudo?
Considerando o acúmulo da bactéria na retina, que é a parte do olho ligada ao cérebro, os cientistas ponderam se a retina pode ser utilizada para refletir o que ocorre no cérebro. Isto é, poderia servir como um biomarcador precoce dos sinais do Alzheimer.
Se confirmado, esta também seria uma grande descoberta, pois os exames de retina, em suma, não são invasivos e auxiliariam na descoberta precoce desta demência.
Em resumo, o estudo não conclui que a Chlamydia pneumoniae sozinha causa a doença, mas que atua como um amplificador, pois pode estimular a inflamação, acelerar a degeneração neuronal, piorar a cognição e estimular o acúmulo da beta-amiloide.
Além desta bactéria, estudiosos já analisam que outros microrganismos também apresentam alguma ligação com o desenvolvimento ou piora do Alzheimer, como dito pelo New Atlas.
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Saúde
Quais doenças são transmitidas por beijo na boca?

Para muitas pessoas, o Carnaval vai além dos bloquinhos de rua, fantasias cheias de glitter e da música contagiante: também é época de beijar na boca. Apesar do hábito trazer muita satisfação para quem o pratica, beijar várias pessoas consecutivamente pode aumentar as chances de transmissão de doenças. A seguir, confira algumas das doenças mais comuns que são transmitidas pelo beijo na boca.
7 doenças transmitidas pelo beijo
Mononucleose

Tipicamente conhecida como “doença do beijo”, é transmitida vírus Epstein-Barr (EBV). O micróbio atinge enfaticamente o sistema linfático e sanguíneo após o compartilhamento de saliva entre duas pessoas.
Os sintomas incluem febre, dor intensa na garganta, mal-estar, e aumento notável dos linfonodos. Não há tratamento específico, desta forma, o cuidado é paliativo (com remédios e repouso) para tratar os sintomas até que o corpo se recupere.
Herpes labial
Doença viral ocasionada pelo micróbio Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1). O vírus entra nas células da pele e mucosa oral e pode permanecer latente no sistema nervoso, reativando-se periodicamente.
Sintomas incluem bolhas dolorosas na região oral, ardência local, coceira, e formigamento. Não há cura para a doença, mas o controle.
O tratamento requer o uso de antivirais indicados pelo médico infectologista.
Citomegalovirose

Parente da Mononucleose, esta doença é ocasionada pelo vírus Citomegalovírus.
O vírus é transmitido pelo contato direto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, sendo a saliva um dos mais comuns. A enfermidade causada por esse vírus também não tem cura conhecida.
Contudo, ele pode ser controlado com o uso de remédios. Os sintomas incluem linfonodos aumentados, febre baixa e mal-estar geral. Em imunocomprometidos: pode afetar olhos, sistema nervoso e outros órgãos.
Leia mais:
- Doenças que você nem imagina podem começar pela sua boca
- Como e por que a língua indica problemas de saúde?
- HIV: quais as formas de transmissão e como evitar o vírus?
Infecção por estreptococo (Faringite)
A doença é ocasionada por bactérias do gênero Streptococcus. Uma vez que alguém saudável beija um infectado, as bactérias migram pela saliva e colonizam a garganta e mucosas outrora saudáveis.
Sintomas incluem dor e inflamação na garganta, febre alta e dificuldade para engolir. O tratamento envolve administração de antibióticos para aniquilar o micróbio e evitar complicações.
Doenças respiratórias (Influenza, Covid-19, etc.)

São chamadas de doenças respiratórias aquelas ocasionadas por agentes infecciosos que visam o sistema respiratório.
Uma vez que ocorre o contato prolongado com a boca de uma pessoa infectada, os vírus infectam as mucosas das vias respiratórias superiores, se multiplicam com rapidez e podem causar sintomas desagradáveis no corpo todo.
Veja algumas doenças abaixo:
- Gripe (vírus Influenza);
- Covid-19 (vírus SARS-CoV-2);
- Resfriado comum (diferentes vírus).
Caxumba
Ocasionada pelo vírus Paramyxoviridae. O micróbio infecta glândulas salivares (como as parótidas), e se espalha pelo contato com gotículas de saliva ou beijo.
Sintomas incluem inchaço e dor nas glândulas salivares, febre, dor de cabeça, mal-estar, dificuldade de mastigar e engolir.
A melhor forma de prevenção é tomando a vacina da tríplice viral. Mas, ao desenvolver a doença, o tratamento inclui o suporte paliativo dos sintomas.
IST’s

IST’s é a sigla para Infecção Sexualmente Transmissível, o que, como o nome já diz, são vírus e bactérias transmitidos pelo sexo desprotegido. Contudo, algumas delas, em tese, podem, sim, serem transmitidas pelo beijo.
No caso de uma pessoa já infectada com Sífilis ou Gonorreia, se ela tiver feridas ativas na região da boca, quem beijar o local pode se infectar também. Estas feridas, contudo, não precisam ser evidentes; algumas, inclusive, são imperceptíveis.
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