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Lições de Mãe Que Moldaram Executivos, Artistas e Empresários

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

Fernanda Torres cresceu cercada pela paixão de Fernanda Montenegro pela atuação. De acompanhar as produções teatrais à rotina intensa nos bastidores, não foi difícil se apaixonar pela profissão também. “Desde que nasci, vi ela produzindo suas próprias peças. Ganhei isso por osmose”, conta. Mas a influência da mãe foi além da escolha da carreira e veio acompanhada de aprendizados importantes. “Aprendi que o convite é algo que acontece por sorte. Você tem que ser capaz de apontar caminhos para si mesmo.”

Assim como Fernanda Torres, Neca Setubal, socióloga e herdeira de uma das famílias controladoras do Itaú, também encontrou dentro de casa a força que moldaria seu caminho. Sua mãe, Tide Setubal, que inspirou a criação da fundação homônima presidida por Neca, mostrou a ela o poder de ser protagonista da própria história. “Ela me ensinou o valor de escolher o meu próprio caminho e que a vida vale a pena quando conseguimos olhar para trás e ver que fizemos a diferença.”

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Além da influência na carreira, algumas mães compartilham a jornada profissional lado a lado com as filhas. Fundadora da Boca Rosa Company, Bianca Andrade trabalha com sua mãe, Mônica Andrade, e leva consigo um conselho que recebeu nos primeiros momentos de dúvida: “Se não estiver se divertindo, a gente muda o caminho.” “Quando tudo pesa, lembro desse conselho”, diz a empresária. “Ele me dá liberdade e me faz querer continuar.”

Ainda que as mães não estejam presentes fisicamente, o legado que deixaram segue vivo em seus filhos. O ator e empresário Lázaro Ramos perdeu a mãe, Célia Maria Ramos, quando tinha 19 anos, mas guarda cada ensinamento como um norte. “Uma mãe deixa lições para a vida toda. Mesmo depois da minha ter falecido há tanto tempo, a história de vida dela continua me ensinando, até hoje.”

A seguir, confira os melhores conselhos que artistas, empresários e executivos já receberam de suas mães:

Juliana Souza

Juliana Souza ao lado da mãe, Tercília Conceição
Acervo pessoal

Juliana Souza ao lado da mãe, Tercília Conceição

“O impossível é provisório, mainha”

Sasha Meneghel

Sasha e Xuxa Meneghel
Acervo pessoal

Xuxa e Sasha Meneghel

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“É um conselho que a minha avó, Alda, passou para a minha mãe, e a minha mãe passou para mim: lembre-se que você não é melhor do que ninguém e ninguém é melhor do que você.”

Rachel Maia

Rachel Maia
Claudio Gatti

Rachel Maia

“Minha mãe sempre me ensinou que a educação é a chave para transformar a vida. Ela me dizia que estudar não era apenas uma obrigação, mas uma oportunidade de crescer e mudar o mundo ao meu redor. Levei esses conselhos para a vida e, agora, como mãe, faço questão de passar a mesma mensagem para os meus filhos. Acredito que a educação é um presente que pode mudar o curso da história de uma pessoa e de uma família. É um legado que pretendo continuar a cultivar e compartilhar.”

Enzo Celulari

Enzo Celulari, Claudia Raia e Sophia Raia dia das mães
Reprodução/Instagram

Enzo Celulari, Claudia Raia e Sophia Raia

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“O melhor conselho que recebi da minha mãe foi manter os pés no chão e sempre observar o outro, principalmente quando o outro sabe mais do que você. Ao entrar em um novo ofício, explorar um novo ambiente ou conhecer uma nova cidade, aprendi a sempre ser pé no chão, porque só assim a gente conquista. Também aprendi a olhar ao redor e seguir aqueles que são exemplo, que já fizeram aquilo outras vezes e que, de fato, têm um conhecimento mais aguçado dentro daquele universo do que a gente.”

Carol Bassi

Anna Bassi e Carol Bassi dia das mães
Reprodução/Instagram

Anna e Carol Bassi

“Herdei da minha mãe esse lado empreendedor, o gosto por fazer aquilo que a gente ama e nos preenche. Por muitos anos da minha vida, acompanhei minha mãe em seu trabalho, na fábrica da Guaraná Brasil, então tive a honra de observá-la ainda jovem e entender todo o seu amor por sua profissão. Além disso, ela me ensinou valores e grandes ensinamentos: acreditar no seu poder e na sua luz, nunca desanimar e desistir, e ter força e coragem na vida, todos os dias.”

Neca Setubal

Neca Setubal ao lado de quadro da mãe, Tide Setubal
Nellie Solitrenick

Neca Setubal ao lado de quadro da mãe, Tide Setubal

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“Tive o privilégio de ter uma mãe muito à frente do seu tempo. Uma mulher com voz própria, protagonista da sua história, e que me ensinou, desde cedo, o valor de escolher o meu próprio caminho. Ela não apenas falava sobre a importância das escolhas – ela viveu isso. Quando achava necessário, enfrentava o meu pai com firmeza e era sempre fiel às suas convicções. Essa foi, sem dúvida, uma das maiores lições que ela me deixou.

Mas não foi só isso. A minha mãe também me ensinou o poder da escuta. Era uma pessoa que ouvia com atenção, que acolhia, que fazia com que cada pessoa ao seu redor se sentisse única e especial. Tinha uma imensa alegria de viver, era impossível não sentir a sua presença e intensidade.

Como herança afetiva, ela me deixou um caderno com reflexões e conversas. Nele, escreveu que o maior sentido da vida é o amor – amar o outro e deixar no mundo uma marca de afeto. Que a vida vale a pena quando conseguimos olhar para trás e ver que fizemos a diferença.”

Lázaro Ramos

Lázaro Ramos
Divulgação

Lázaro Ramos

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“O maior ensinamento que minha mãe deixou foi olhar para ela num lugar menos idealizado, tanto pelos desafios que ela teve na vida, quanto por tudo que ela me ofereceu. Lancei o livro ‘Na Minha Pele’ em 2017 e, neste ano, o ‘Na Nossa Pele’, que fala muito da nossa relação, mesmo depois de muitos anos. O que significa que mãe deixa ensinamento para a vida toda. Mesmo em uma situação como a minha, depois de ela ter falecido há tanto tempo, a história de vida dela continua me ensinando, até hoje.”

Fernanda Torres

Fernanda Torres e Fernanda Montenegro
Getty Images

Fernanda Torres e Fernanda Montenegro

“Aprendi que o convite é algo que acontece por sorte, mas você tem que ser capaz de apontar caminhos para você mesmo.”

Helena Bordon

Helena Bordon e Donata Meirelles
Divulgação

Helena Bordon e Donata Meirelles

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“Nunca vou deixar de dizer que ela é a minha maior referência para tudo, aprendo todos os dias com ela e transformei a minha paixão por moda em carreira graças a ela, que desde sempre me incentivou, ao longo da vida, a pensar grande. Além dos valores ensinados e da sua alegria contagiante, o maior deles é: ‘Sempre acredite em você e no seu potencial’.”

Bianca Andrade

Bianca e Mônica Andrade
Acervo pessoal

Bianca e Mônica Andrade

“O melhor conselho que já recebi da minha mãe foi em um momento em que queria desistir, bem no começo de tudo. Vim de um tempo em que tudo era mato, e lidar com o público, principalmente com as críticas, era difícil.

Minha mãe disse: ‘Bianca, a gente saiu da favela e chegou até aqui porque você faz as coisas com propósito e com o coração. Se não estiver se divertindo, a gente muda o caminho. E vai ter sucesso no que decidir fazer.’

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Com uma mãe assim, tudo fica mais leve. O apoio dela e esse conselho me deram coragem para dizer: ‘Quero continuar com isso. Amo o que faço. Mas amo porque não dependo. Amo porque enxergo outras possibilidades, se eu quiser.’

Não precisei me moldar. Só segui. Disse para mim mesma: ‘Enquanto me divertir, enquanto fizer sentido, sigo aqui.’ Ela me encorajou de verdade e isso foi essencial.

Esse conselho me acompanha até hoje. Quando tudo pesa, eu penso: ‘Você está aqui porque ama. E, se mudar, também vai ser bem-sucedida.’ Isso me dá liberdade. E me faz querer permanecer.”

Isis Valverde

Isis Valverde e Rosalba Nable
Acervo pessoal

Isis Valverde e Rosalba Nable

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“O melhor conselho que recebi da minha mãe foi que o tempo cura tudo.”

Pedro Novaes

Pedro Novaes e Letícia Spiller
Acervo pessoal

Pedro Novaes e Letícia Spiller

“Minha mãe sempre me falou para seguir a intuição, e que parte do sucesso é estar feliz com as nossas escolhas e com o chamado do nosso coração.”

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Leroy Merlin Nomeia Ricardo Dinelli Como Diretor-Geral no Brasil

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A Leroy Merlin anunciou Ricardo Dinelli como novo diretor-geral da operação no Brasil. Ele será o primeiro brasileiro a ocupar o cargo dentro do Grupo ADEO e assume a função em 1º de janeiro de 2026, sucedendo Ignácio Sanchez, que passará a liderar a Leroy Merlin na Itália.

Com quase 13 anos de empresa, Dinelli iniciou sua trajetória como trainee e acumulou experiências em cargos como gerente comercial, diretor de loja, diretor de produto e diretor regional. Formado em administração, ele possui MBA em gestão comercial, estratégia e gestão de varejo. “Ao longo da minha jornada, tive muita gente que me apoiou, dedicou tempo para me ensinar e me formar. Poder retribuir um pouco disso será um dos meus grandes objetivos”, afirma.

Na nova posição, o executivo será responsável por fortalecer a marca no país e liderar uma operação presente em mais de 50 lojas, distribuídas em 14 estados. “Meu propósito é liderar com responsabilidade a cada decisão”, diz. “Quero ampliar nossa capilaridade e, principalmente, oferecer um portfólio cada vez mais inovador e relevante, capaz de elevar a qualidade de vida nos lares brasileiros.”

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Recorde de Ocupação: 1 em Cada 4 Idosos Trabalhava em 2024

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Cerca de 8,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam trabalhando em 2024. Com esse contingente, o Brasil alcançou o recorde no nível de ocupação desse grupo etário, desde que o levantamento começou, em 2012.

Dos 34,1 milhões de idosos, um em cada quatro (24,4%) estava ocupado no ano passado.

A revelação faz parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Desde 2020, cresce o nível de ocupação de idosos:

  • 2020 – 19,8%
  • 2021 – 19,9%
  • 2022 – 21,3%
  • 2023 – 23%
  • 2024 – 24,4%

Reforma da previdência

A analista do IBGE Denise Guichard Freire, responsável pelo capítulo, aponta que, além do aumento da expectativa de vida, a reforma da previdência, promulgada em 2019, é uma das explicações para o ganho de ocupação. “É um dos fatores que levam as pessoas a ter que trabalhar mais tempo, a contribuir mais tempo para conseguir se aposentar”, afirma.

O estudo mostra que a taxa de desocupação – popularmente conhecida como taxa de desemprego – dessa população foi de 2,9% em 2024, a menor da série histórica do IBGE. Para efeito de comparação, o desemprego do total da população era de 6,6% no ano passado.

Ao dividir por idades, o IBGE identifica que no grupo de 60 a 69 anos, 34,2% estavam ocupados. Quase metade (48%) dos homens trabalhavam. Entre as mulheres, eram 26,2%.

Já no grupo com 70 anos ou mais, a ocupação era reduzida a 16,7%. Entre os homens, 15,7%. No grupo das mulheres, 5,8%.

Maioria dos idosos é autônoma ou empreendedora

O IBGE apurou informações de como é a atuação dos idosos no mercado de trabalho. Mais da metade deles (51,1%) trabalhava por conta própria (43,3%) ou como empregador (7,8%).

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Para efeito de comparação, na população ocupada como um todo, conta própria e empregadores somam apenas 29,5% dos trabalhadores.

No conjunto da população, a forma de atuação mais comum é como empregado com carteira assinada (38,9% dos trabalhadores). Entre os idosos, apenas 17% tinham essa condição.

Rendimento

Ao analisar os dados de rendimento, o IBGE identificou que os idosos receberam R$ 3.561 mensalmente, em média, superando o valor do conjunto da população com 14 anos ou mais de idade (R$ 3.108). Isso significa que os idosos ganharam 14,6% mais.

Já em relação à formalização, as pessoas com 60 anos ou mais ficam em desvantagem em relação ao total dos trabalhadores. A taxa do país era de 59,4% dos ocupados. No grupo dos idosos, 44,3%.

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O IBGE considera informais empregados sem carteira assinada, e trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social.

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Guia dos MBAs: Como Escolher o Melhor Curso para a Sua Jornada Profissional

Redação Informe 360

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Antes de decidir se você vai fazer ou não um MBA, conheça a carreira do CFO da Vale, Marcelo Bacci. Ele estudou administração de empresas na FGV, em São Paulo, e, ao se formar, sonhava com o mercado financeiro. Entrou no antigo Unibanco e, em 1998, aos 28 anos, Bacci conseguiu uma bolsa de estudos pela empresa para fazer um Master of Business Administration em outra prestigiada universidade, a americana Stanford, na Califórnia.

“Fui no boom da internet, momento da criação do Google, em que poucos brasileiros iam estudar MBA fora do Brasil”, relata Bacci, que passou dois anos em um MBA imersivo na universidade do Vale do Silício. “O Mercado Livre, por exemplo, foi criado por pessoas que estavam na minha classe”, comenta, com orgulho.

Bacci também tem motivos para orgulhar-se. Sua carreira, meteórica, é um exemplo de como a educação executiva de alto nível pode alavancar a trajetória de um profissional. Após receber o diploma do MBA de Stanford e voltar ao Unibanco, em que atuava como gerente de tesouraria internacional, foi imediatamente convidado para ser CFO em uma das empresas do grupo de engenharia Promon, que topou bancar os custos do curso para retirá-lo do Unibanco. “Fiquei animado com a ideia de ir trabalhar com economia real”, comentou.

Foi uma tacada de gênio do ponto de vista de carreira. Se no banco teria de competir com vários outros pares especialistas em finanças, na “economia real” ele era perito solitário no tema. Da Promon, foi para a multinacional francesa do agronegócio Louis Dreyfus, onde passou seis anos. De lá, mudou-se para a companhia de papel e celulose Suzano, em que ficou outros 10 anos como CFO, até chegar ao posto máximo, em sua especialidade, na Vale, uma das maiores empresas do país.

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“O MBA na Stanford, para mim, foi minha primeira experiência internacional, eu pouco tinha viajado para o exterior. Antes de tudo, foi uma experiência de vida”, diz. “Você convive com gente de dezenas de países diferentes, e o conteúdo acadêmico era muito bom.”

Antes de ir para a Stanford, o executivo já tinha feito outro MBA no atual Insper, em São Paulo. “O do Insper também era muito bom, mas a experiência é diferente. Primeiro pelo tamanho da carga horária, já que aqui era part-time, e lá era full-time”, explica. Ele acredita que, em razão da quantidade de horas de dedicação, os cursos no exterior têm seus conteúdos mais aprofundados. Bacci diz que construiu, via Stanford, um networking internacional que o ajuda na resolução de desafios em seu trabalho de CFO na Vale até hoje. “Primeiro porque temos, mesmo 25 anos depois de formados, um grupo de WhatsApp com o pessoal da classe”, comenta. “Há pessoas de uns 30 países e, se acontece algo no Oriente Médio ou se eu preciso resolver algo em algum país no exterior, temos nesse grupo visões diferentes. Há gente que está vivendo no Oriente Médio agora, ou que pode me ajudar mostrando como se resolvem as coisas em um determinado país.”

Independentemente de estudar no Brasil ou no exterior, a trajetória do CFO da Vale comprova aquilo que todos os especialistas em educação endossam: estudar nunca é demais – e quem adicionou ao currículo uma universidade de boa qualidade sempre terá um diploma que agrega e impulsiona a carreira.

Mas como escolher qual MBA fazer? Saiba que a tradição e o renome de uma universidade, aqui ou no exterior, vão pesar na hora de o RH de qualquer empresa selecionar quem quer que seja. A reputação costuma diferenciar, entre as instituições acadêmicas, o joio do trigo.

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MBA no Brasil

Em primeiro lugar, ao optar por uma universidade que oferece Executive MBAs no país, vale a pena verificar se a escola escolhida detém a tríplice coroa: os selos das instituições internacionais AMBA, da AACSB e da EFMD-EQUIS. Elas avaliam os cursos e as universidades em âmbito global.

No Brasil, entram na lista a FGV no Rio, em São Paulo, Brasília e em outros campi espalhados pelo país; a FIA e o Insper, ambos em São Paulo; além da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais e São Paulo. Todos têm no mínimo 400 horas-aula de dedicação para a formação e os custos variam entre R$ 50 mil e quase R$ 200 mil, aproximadamente.

Outra sugestão: caia fora dos cursos que de MBAs nada têm e que exibem nomes singulares, como “gestão de logística” ou “redes sociais”. É grande a chance de que não agreguem aquilo que um Master “de verdade” faria. Alguns são vistos como cursos caça-níqueis que não serão considerados seriamente em um processo de seleção em uma grande empresa. E são responsáveis, segundo os acadêmicos consultados pela Forbes, pelo processo de “commoditização” que os MBAs vêm passando no país.

Nas universidades com cursos executivos sérios aqui no Brasil, será necessário passar por uma entrevista, que já funcionará como um processo de seleção. O tempo de carreira, as expectativas que o candidato tem com o curso, a trajetória escolar prévia, a disponibilidade de dedicação e reserva financeira para pagá-lo serão analisados.

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Outro ponto a ser levado em consideração e que tem a ver também com a disponibilidade de tempo e o dinheiro é escolher entre aquele que será somente ministrado no Brasil ou optar pelo Global Executive MBA, o Gemba. Essa alternativa permite ao estudante ter a experiência de semanas ou quinzenas alternadas no exterior, passando por três ou mais localidades diferentes nas Américas, na Europa e na Ásia. A ideia é permitir um curso internacional sem a necessidade de fazer o profissional passar dois anos fora do país.

“Nossos cursos vão muito além do que o MEC exige para um MBA”, assevera o diretor-executivo de desenvolvimento educacional da FGV, Luiz Migliora Neto, responsável pelos dois grandes cursos de MBA da FGV atualmente: o Executive MBA e o One MBA. Este último é global e permite uma série de semanas no exterior, inclusive visitando ambientes de negócios lá fora. Migliora fez um doutorado na FGV no qual estudou o impacto dos cursos de MBA de sua instituição na carreira dos profissionais que os escolheram.

Na pesquisa, 70 mil estudantes egressos dos cursos da FGV, no Rio e em São Paulo, foram analisados sob a perspectiva profissional. Os ganhos financeiros, de acordo com o estudo, foram consistentes e ultrapassaram em muito os valores investidos nos cursos. O professor ressalta a excelência da FGV na produção científica no país como o grande diferencial em relação aos demais cursos, uma vez que o aluno vai experienciar esse ambiente acadêmico.

“O custo do MBA é irrelevante quando você considera os benefícios que ele traz, profissional e monetariamente.”

Luiz Migliora Neto, diretor da FGV Educação Executiva

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Rosileia Milagres, vice-presidente de educação acadêmica da FDC (Fundação Dom Cabral), ressalta os benefícios de ainda se fazer um MBA no país ou optar pela modalidade Gemba, que a FDC também oferece. “Temos 49 anos de experiência na formação de executivos, e a ambiência entre a prática e a teoria, além de nossa metodologia diferenciada, fazem com que 77% de nossos alunos ascendam na carreira depois de estudar na Dom Cabral”, afirma a VP, elencando (off the record) alguns CEOs de grandes empresas.

Um dos diferenciais, diz Rosileia, é a possibilidade de verticalizar o currículo do MBA, escolhendo trilhas que vão aprofundar os conhecimentos do aluno nos temas pelos quais ele optou. Assim, se um executivo de marketing quiser fazer um MBA na Dom Cabral, em determinado momento do curso, ele pode seguir a trilha do marketing, sem deixar de passar pela estrutura mínima consagrada pela instituição. Idem para quem é da área de RH ou finanças, uma vez que a trilha escolhida vai enfatizar disciplinas correlatas. Os cursos têm até 1.500 horas de dedicação.

Já o Insper oferece dois tipos de MBAs, o Executivo e o MBA em Finanças. Assim como na concorrência, o aluno passa por um núcleo comum de disciplinas e depois pode escolher uma trilha, que vai reforçar os temas mais pertinentes para a carreira do estudante. A instituição permite a internacionalização do curso por meio das International Weeks, que contam com a vinda de professores de universidades renomadas do exterior. Há ainda a possibilidade das viagens internacionais, que o Insper denomina de learning journeys, uma temporada de visitação a ecossistemas específicos, como Vale do Silício, Israel e China. A duração dos cursos é de dois anos, divididos em oito trimestres, totalizando 480 horas.

Guilherme Martins, responsável pelos cursos de MBA no Insper, considera que a experiência é tão positiva para seus alunos que uma série deles doa dinheiro para a instituição, após anos de formados, como forma de agradecimento. Vale lembrar que o Insper é uma instituição privada. “Temos um fundo com doações que já chega a quase R$ 3 milhões, valores que são usados para conceder bolsas de estudo”, explica.

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Na FIA, outra com a tríplice coroa, também é possível “especializar” o curso entre 12 trilhas oferecidas, como recursos humanos, inovação, marketing e saúde, por exemplo. Duas delas terão aulas somente em inglês. “Data science, inteligência de negócios e inteligência artificial são os temas com mais procura no momento”, comenta Maurício Jucá, responsável pelos cursos de MBA na FIA Business School.

Outro atrativo da FIA é que ela desenvolveu uma modalidade de curso, no MBA Executivo, no qual o aluno estuda na sexta à noite e no sábado o dia inteiro. Com duração de um ano e meio, o curso chega a ter 1.800 horas de dedicação. “Nosso público-alvo tem entre 35 e 50 anos, já com boa maturidade executiva”, ressalta Jucá. “O networking oferecido pelo curso é excelente, já que há uma seleção natural com um aluno focado e disposto a pagar por isso.” E, ao optar por um curso que leva ao exterior, o MBA da FIA promove viagens e aulas em universidades dos EUA, Canadá e México, em turmas de 10 alunos.

O advogado especializado em direito e tecnologia Gustavo Artese foi outro que alavancou a carreira ao concluir dois cursos do tipo no Brasil, um executivo e outro específico em telecomunicações, ambos na FGV-RJ, e um último, o LLM, o “MBA” dos advogados, na também prestigiada Universidade de Chicago, nos EUA. Ele se orgulha de sua trajetória escolar, mas acha que os cursos de MBA atualmente são menos valorizados pelo mercado.

Campus da Universidade de Chicago, nos EUA
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Campus da Universidade de Chicago, nos EUA

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“Em Chicago, me sentia bebendo água em um hidrante, do ponto de vista do conteúdo que tinha no curso, que era excelente”, comenta. “Mas os cursos da FGV no Brasil foram mais efetivos para o meu networking, já que me ajudaram a trazer clientes para meu escritório”, compara Artese, que, além de advogado, abriu uma empresa de inteligência artificial para o segmento jurídico, a Actoria, seguindo os conhecimentos de negócio que aprendeu ao longo da vida.

MBA no exterior

As universidades americanas são especializadas em temas específicos. Wharton, por exemplo, é para quem quer carreira no mercado financeiro. Stanford tem o empreendedorismo como foco. Harvard é generalista, e o MIT é especializado em tecnologia. A Kellogg é a número um em marketing. Entre as três escolas de negócios consultadas pela Forbes fora do Brasil, os valores de cursos de MBA, em reais, variam de R$ 315 mil a R$ 420 mil, aproximadamente.

“Os alunos são imersos em uma comunidade global e muito orientada por valores aqui na Kellogg. Essa diversidade de perspectivas é essencial para o crescimento”, ressalta Jon Kaplan, um dos responsáveis pelos cursos de MBA da universidade americana. “Os alunos enfrentam desafios de negócios reais em nossos laboratórios, estágios e oportunidade de imersão global”, comenta Kaplan, lembrando que, ainda que reconhecido como incomparável para os profissionais de marketing, os cursos da Kellogg também têm excelência em outras áreas, como empreendedorismo e gestão de tecnologia.

Na Europa, os cursos são mais generalistas. Mas, lembre-se: administração é um ramo do conhecimento que também é generalista e, portanto, isso não é um defeito. O que é preciso responder, na hora de escolher um curso no exterior, é: que experiência de vida você quer ter, quanto pode pagar e, por fim, se é realmente necessário aprofundar-se em alguma especialidade.

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As escolas europeias estão de olho nas dificuldades que alunos do mundo inteiro estão passando atualmente nos EUA, devido às políticas restritivas do presidente Donald Trump. Elas têm grande interesse nos estudantes brasileiros, como comentaram os representantes da Iese, na Espanha, e da Bocconi, na Itália. “Nosso Gemba foi lançado há 35 anos. Nele, o aluno passa por Madri, Barcelona, Nova York, Singapura e Vale do Silício para estudos intensivos presenciais”, explica, da capital espanhola, o diretor da Iese, o norueguês Arve Utseth. “Nossos cursos são exigentes, requerendo de 20 a 25 horas de aula por semana. Avaliamos que nosso MBA traz sim retorno financeiro, mas também desenvolvimento de valores éticos, perfil de liderança, compreensão do contexto global e uma rede de contatos valiosa.”

Campus da Bocconi, em Milão, na Itália
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Campus da Bocconi, em Milão, na Itália

A Bocconi traz tudo o que o país tem de bom a oferecer: experiência de vida diferenciada, além da vantagem de estudar em um idioma não muito comum aos brasileiros, mas que é de fácil aprendizagem. O MBA ainda acontece no ambiente de negócios de Milão, a cidade mais importante economicamente no país. “A Bocconi tem fortes conexões com a comunidade econômica na Itália e na Europa, inclusive com marcas que construíram histórias globais, como Prada, Gucci, Ferrari, Fiat, além de corporações francesas, alemãs, espanholas, britânicas, árabes e chinesas”, explica o decano da universidade italiana Enzo Baglieri. Os alunos visitam esses ambientes de negócio ou têm contato com representantes dessas marcas em palestras no campus. “Nosso corpo docente tem gente de 40 nacionalidades diferentes, pois queremos proporcionar uma visão internacional ampla a nossos alunos.”

Reportagem original publicada na edição 134 da Forbes, lançada em setembro de 2025.

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