Cidades
Vereador Rio Lu (PDT) leva balde de água com fezes para reunião da Câmara de Campos dos Goytacazes

O vereador Luciano Rio Lu (PDT), levou um balde de água com fezes para a reunião da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, na última terça-feira (20). O vereador pediu a palavra para denunciar a falta de estrutura do Parque Santa Edwiges, em Campos, incluindo problemas com saneamento básico. Em um momento, Rio Lu se exaltou e derramou o líquido na tribuna e no chão da casa. Um grupo de moradores do bairro estava no local com faixas. O presidente da Casa, Marquinhos Bacellar (SOLIDARIEDADE), teve que solicitar a presença de seguranças para acalmar manifestantes favoráveis e contrários ao governo municipal.
Em um determinado ponto de sua fala, o vereador Rio Lu virou o balde e derramou o líquido na tribuna e no chão da Câmara de Vereadores. Ele afirmou: “Isso aqui não é brincadeira não. É cocô, senhor presidente. É para sentir. Eu fico muito revoltado com isso senhor presidente. Estamos falando de um cocô que caiu aqui na tribuna. Agora imagina o cocô em frente a casa desse povo dia-a-dia. Isso não pode estar acontecendo”.
A situação gerou a repreensão do presidente da Casa, Marquinhos Bacellar, que afirmou: “Longe de mim repreender um vereador, mas houve um excesso do vereador Rio Lu. Aqui é a casa do povo, a casa da manifestação. Isso tem que ser respeitado. Mas daí, então, sujar a casa é algo que não é aceitável. Mas, enfim, isso é algo que nós colegas vamos conversar após a reunião. Isso é algo que se resolve entre a gente”.
Outros vereadores que seguiram a fala na tribuna também criticaram a atitude de Luciano Riu Lu e mencionaram o mau cheiro que ficou no ambiente após o líquido ser derramado. A reação de quem assistiu ao momento nas redes sociais foi diversa. Houve quem apoiou ação: “É bom eles sentirem na pele o que a população sente nos bairros”. No entanto, houve uma grande repercussão negativa. “Quero saber se ele limpou a bagunça ou se deixou para o pessoal da limpeza lidar com o que ele fez”, postou um leitor. “Olha o nível que chegou o legislativo municipal, sem palavras…”, afirmou outro.
A reclamação do vereador girava em torno da situação de estrutura do Bairro Santa Edwiges e falta de investimentos públicos para o tratamento de esgoto. Além disso, o vereador questionou uma promessa feita pelo prefeito Wladimir Garotinho, que chegou a anunciar o Programa Bairro Legal para o bairro, com previsão de intervenções orçadas em mais de R$ 10 milhões, em dezembro de 2022. Segundo o vereador Álvaro Oliveira (PSD), o edital de licitação foi suspenso por decisão do Tribunal de Contas do Estado e foi necessário trocar o processo licitatório. “Toda a promessa vai ser garantida”, finalizou.
Concessionária Águas do Paraíba é criticada por vereadores da situação e oposição
O problema de esgoto no bairro acabou gerando uma série de questionamentos sobre o serviço de saneamento público no município. Os vereadores que falaram após Luciano Rio Lu, tanto de oposição quanto de situação, não pouparam críticas à concessionária Águas do Paraíba, responsável pelo tratamento de água e esgoto em Campos.
Foi mencionada a instauração da CPI, em abril deste ano, que vai apurar possíveis práticas de atos ilícitos e irregulares no âmbito do cumprimento das obrigações contratuais e legais relacionados ao contrato de concessão e aditivos celebrados entre o município de Campos e a empresa Águas do Paraíba S.A, entre os anos de 1996 a 2021.
Em nota, a Águas do Paraíba informou que a área urbana da cidade de Campos dos Goytacazes já tem 93% do esgoto coletado, sendo tratado 100% deste efluente. “A concessionária ressalta que as obras para implantação da rede coletora de esgoto sanitário no Parque Santa Edwiges estão em fase de planejamento e já foram realizados os levantamentos necessários nas ruas, visto que trata-se de um bairro de pequena extensão. É importante frisar que não há cobrança de tarifa de esgoto para os moradores desta localidade”, acrescentou.
Em relação à CPI, a concessionária afirmou que buscou os meios legítimos no Poder Judiciário para proteção das suas garantias constitucionais. “A empresa desconhece as razões pelas quais a Câmara de Vereadores alega reprovações de contas. Águas do Paraíba é avaliada pelo Poder Concedente, órgão fiscalizador do contrato, que ao longo dos mesmos anos citados por esta Casa vem atestando a eficiência dos serviços prestados pela concessionária”.
A empresa ressaltou que o desafio nacional imposto pelo Marco do saneamento para 2033 já foi atingido em Campos dos Goytacazes, em razão da atuação da concessionária. “Em mais de 20 anos de atuação, Águas do Paraíba investiu próximo a R$ 1 bilhão, posicionando a cidade como a terceira melhor do estado do Rio de Janeiro em saneamento, de acordo com o Ranking 2023 do Instituto Trata Brasil. A concessionária e a cidade de Campos também receberam o troféu ‘Casos de Sucesso em Saneamento’, promovido pelo Instituto Trata Brasil, pelo maior investimento na década na categoria ‘Esgotamento Sanitário’.”
“Em respeito à população e ao cumprimento do contrato de concessão, a empresa reforça o seu compromisso em continuar adotando as melhores práticas oferecendo um serviço de saneamento de qualidade”, finalizou.
*Com informações do JornalTerceiraVia
Cidades
Encontro de Motociclistas tem início na sexta-feira em SJB

O 16º Encontro Nacional de Motociclistas SJB Biker Fest acontece de sexta-feira, 16, até domingo, 18, na Praça São João Batista, em São João da Barra. Na programação (que pode ser conferida ao final da matéria), shows musicais com bandas de rock e apresentações de acrobacias, manobras radicais de moto com Louro Jhow e Equipe sem Limites, exposição de acessórios para motociclistas e motocicletas.
O encontro, realizado pela Prefeitura com organização do Moto Club Sobreviventes do Apocalipse, tem como objetivo promover a socialização, a união e o fortalecimento dos motociclistas. A previsão é que milhares de pessoas, entre moradores e visitantes, passem pelo evento durante os três dias.
Serão disponibilizados para os visitantes área de camping com chuveiro e café da manhã. Todos os representantes de moto clubes receberão troféu de participação.
“Este encontro é mais do que uma reunião, é um momento para celebrar o espírito de irmandade, respeito e união que definem o motociclista raiz, além de fortalecer laços, encontrar amigos de longas datas, compartilhar histórias de estradas e de boas viagens. Aqui vamos nos confraternizar com os apaixonados pelo mundo de duas rodas e a comunidade em geral, movimentando a economia e o turismo na cidade”, comentou o presidente do Moto Club Sobreviventes do Apocalipse, Wilis de Oliveira.
Confira a programação completa:
Sexta-feira – Dia 16
18h – DJ Thiago Ribeiro
20h – Ângelo Nani
22h – Banda Fato Isolado
24h – Banda Produto de Rock
Sábado – Dia 17
16h – DJ PH
18h – Banda Código Inválido
20h – Banda Zero 22
22h – Apresentação de acrobacias e manobras radicais de moto com Louro Jhow e Equipe sem Limites
22h30 – Banda Gurisom
Domingo – Dia 18
12h – DJ Zek
15h – Banda Válvula de Escape
Fonte: Comunicação/PMSJB
Cidades
SJB: Ponto facultativo pelo Dia do Professor será no dia 16 de outubro

O Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, terá em São João da Barra ponto facultativo no dia 16, uma sexta-feira. A medida abrange todas as repartições públicas municipais, com exceção dos setores responsáveis pelos serviços públicos essenciais e indispensáveis.
No dia 15 de outubro, uma quinta-feira, portanto, toda a rede municipal e demais setores da administração pública do município estarão funcionando normalmente.
O decreto estabelecendo o ponto facultativo no dia 16, publicado em Diário Oficial nesta terça-feira, 6, destaca que a transferência da data se mostra conveniente para fins de organização administrativa.
“O ponto facultativo é uma forma de homenagem e reconhecimento aos nossos professores pelo trabalho incansável em favor da educação no município”, destacou a prefeita Carla Caputi.
Ao estender o ponto facultativo a todo o funcionalismo, o decreto argumenta a conveniência de se preservar a unidade do expediente na administração pública municipal, em razão da necessária integração entre seus diversos órgãos e unidades.
Fonte: Comunicação/PMSJB
Cidades
São João da Barra avança no estudo da erosão e inicia atividades de campo em Atafona e Açu no dia 6

O estudo para enfrentar a erosão costeira em Atafona e Açu já está em andamento. Na semana passada, em 24 de setembro, foi apresentado o Plano de Trabalho, durante reunião da Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, na Prefeitura de São João da Barra. Agora, o município avança para mais uma etapa: na próxima terça-feira, 6 de outubro, começam as atividades de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
Para aproximar a população desse trabalho, serão implantadas a Central da Erosão Atafona e a Central da Erosão Açu, que funcionarão em módulos climatizados nas duas localidades. As bases serão espaços de referência para os moradores esclarecerem dúvidas, receberem informações sobre o estudo, acompanharem as etapas e compartilharem relatos sobre os efeitos da erosão.
Contratado pela Prefeitura, o estudo terá duração de 18 meses e reunirá 29 profissionais de diferentes áreas. Serão analisados dados sobre o oceano, o rio Paraíba do Sul, sedimentos, ambientes naturais, drenagem, infraestrutura e aspectos sociais para compreender a dinâmica costeira e comparar alternativas de intervenção.
Para a prefeita Carla Caputi, o início do trabalho de campo representa uma nova etapa para o enfrentamento do problema. “Agora entramos em uma etapa fundamental: ir ao território, reunir dados e entender com precisão o que está acontecendo em cada trecho do nosso litoral. Precisamos dessa base técnica para tomar decisões responsáveis e, posteriormente, buscar os recursos necessários para as soluções que forem indicadas.”
Centrais serão referência para os moradores
A Central da Erosão Atafona e a Central da Erosão Açu terão papel importante na comunicação entre a equipe técnica e a comunidade. Além de prestar esclarecimentos sobre os objetivos e o desenvolvimento do estudo, esses espaços permitirão ouvir os moradores e valorizar o conhecimento de quem acompanha de perto as mudanças no litoral.
O atendimento está previsto para ocorrer de terça-feira a sábado, das 10h às 12h e das 13h às 17h.
A participação da população também fará parte dos levantamentos sociais. Ao menos 211 moradores — 175 em Atafona e 36 no Açu — serão entrevistados para registrar a percepção da comunidade e identificar atividades relacionadas à pesca, navegação, turismo e lazer.
Levantamentos vão investigar o comportamento da costa
No rio Paraíba do Sul, a equipe medirá correntes e níveis da água. Na área costeira e marinha, serão realizados levantamentos do fundo do mar, coleta e análise de sedimentos e monitoramento de ondas e correntes. Também serão avaliadas as condições de dunas, manguezais, biodiversidade e drenagem urbana, além da ocupação do território e das atividades desenvolvidas pela população.
Segundo a oceanógrafa Clarissa Menin, diretora técnica da SEACaruso Soluções Oceânicas & Energias Renováveis, responsável pela condução do estudo, pesquisas anteriores já apontam diferenças no comportamento da costa ao longo do município.
“Em Atafona, junto à foz do Paraíba do Sul, há registro de recuo crônico da linha de costa desde 1954. Pesquisas históricas apontam a perda de cinco quarteirões e danos parciais em outros sete até 2019, na comparação com a configuração urbana de 1976. Em alguns lugares ao sul, os estudos analisados mostraram avanço da faixa de areia no período analisado. Precisamos agora aprofundar essa compreensão e entender como oceano, rio, sedimentos, ambientes naturais e ocupação do território se relacionam. Essa leitura integrada permitirá comparar diferentes cenários e alternativas de intervenção.”
Estudo vai comparar alternativas
Os dados coletados serão integrados à modelagem matemática, com ferramentas como o software MIKE 21. As simulações permitirão analisar o comportamento de ondas, correntes e sedimentos e testar diferentes cenários.
Entre as alternativas a serem avaliadas estão reposição de areia, recuperação de praias e dunas e estruturas rígidas de proteção. A comparação considerará aspectos técnicos, custos, manutenção, impactos socioambientais, riscos e cenários de mudanças climáticas.
“O estudo não parte de uma solução previamente definida. Primeiro, precisamos compreender os processos que atuam em cada trecho da costa. A partir dos dados, será possível comparar alternativas e fornecer uma base técnica para orientar as próximas decisões”, afirma Clarissa Menin.
O EVTEA segue as diretrizes metodológicas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e fornecerá a base técnica, ambiental, econômica e social para orientar as próximas decisões e subsidiar a busca por recursos públicos para futuras obras.
Fonte: Comunicação/PMSJB

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